Seguidores

domingo, 26 de agosto de 2012

Alemão é impossível?

Estamos na Alemanha há menos de dois dias.  No carro cabem sete pessoas e estamos fazendo um passeio.  Thiago e Rodrigo na frente, eu e Enzo no meio e as gêmeas atrás.
De repente, Luana começa a chamar pelo pai:
- Papa, wasser!
O pai, dirigindo, olha a menina pelo retrovisor e parece perguntar, em alemão, o que ela queria.  Então o Enzo, com toda certeza do mundo, responde:
- Ela quer água! A Luana tá pedindo água.
E era!
O.o

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A paranóia da escolha da escola perfeita

Mal o Enzo estava para completar 2 anos e os boatos já começaram a chegar nos meus ouvidos. Saíam os resultados do Enem e se ouvia que as escolas melhor colocadas da zona sul estariam escolhendo alunos à dedo, com vestibulinhos estressantes, para os quais se requeriam até professores particulares.

Eu, criada na zona norte, frequentadora de colégios públicos ou escolas de bairro, comecei minhas pesquisas sobre as escolas da região, do que não entendia absolutamente nada.

O primeiro requisito exigido pelo marido era de que a escola fosse laica. Só que 99% das melhores escolas de toda a zona sul da cidade são religiosas - católicas ou judaicas. As laicas são, em regra, medíocres, mal colocadas nos exames vestibulares e de má fama.

O segundo requisito era de que fosse próxima de casa. Uma escola muito distante no trânsito progressivemente caótico do Rio seria uma maldade. Um colégio bastante bom como o Cruzeiro, localizado no Centro, escorregava nesse quesito. Tive notícias que crianças de Copacabana levavam uma hora para ir e outra para voltar no transporte da escola.

Haviam os colégios públicos, que não ficavam próximos, mas também não tão distantes, como o CAP e o Pedro II. Mas além de termos que esperar até o Enzo fazer 6 anos para concorrer nos sorteios, ainda teríamos que contar com as greves tão comuns no serviço público. E também eu não me sentia bem usufruir de uma escola pública, se eu podia pagar uma escola particular, com tanta gente precisando.

Havia também a escola Britânica, caríssima, com luvas de 17 mil reais, frequentada pela elite carioca. O que também não fazia nosso estilo.

Ficamos reduzidos a 2 opções. Uma é a Escola C.,  também de elite, também com 'luvas' a pagar, mas menos cara, tem um espaço muito solar e bonito, (embora um tanto vazio de cores e brinquedos, pelo que pude ver), entrada para carros dos pais, boa proposta pedagógica e é bilingue com alemão, o que muito agrada meu marido em razão da conexão que isso poderia garantir entre o Enzo e a família de seu irmão, da Alemanha.

A outra é o Colégio A., mais 'classe média', bem colocada no Enem, com uma proposta moderna, muito parecida com a nossa cabeça, mas não bilingue.

O problema é a vaga! Disputa acirradíssima, com critérios nada claros para a escolha. Turmas de 20 crianças, no máximo para a qual se candidatarão dezenas. Fala-se em indicação de ex alunos, em entrevistas pessoais e com a família. E sempre há que se aguardar 'as preferências' dos irmãos de alunos, filhos de ex alunos, ex alunos de creches conveniadas, e sabe-se lá mais o quê!

E a cada ano, mais difícil fica, pois as creches vão terminando seu trabalho e centenas de meninos e meninas de 5, 6 anos lançados nessa busca. Aparentemente, não há vagas para todos, não há como essas escolas crescerem tanto quando a demanda.

E meu coração aperta.