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sábado, 30 de junho de 2012

O nome do Enzo

Por ser descendente de italianos, ter um sobrenome italiano pelo qual sempre fui conhecida (apesar de ser o materno), falar um razoável italiano, todos pensam que fui eu quem escolheu o nome do Enzo. Mas não fui. Foi o pai, filho de português.

Parece que viu um filme sobre mergulhadores, IMENSIDÃO AZUL, onde havia um personagem chamado Enzo Molinari.  Aparentemente, apaixonou-se pelo nome e ficou com ele na cabeça.

Quando ainda nem tínhamos começado as tentativas para a gravidez, ele já falava com um menino imaginário pela casa. Lembro de nós num apartamento vazio para onde iríamos nos mudar e onde nosso filho nasceria, e o marido viajando: "Vai pro seu quarto, Enzo!".


Mas, como a maior vontade de ter filhos partia mesmo do meu marido e ele era tão empolgado com aquele nome, resolvi deixar a escolha para o destino e, se fosse menina, a escolha seria minha (embora não tivesse me decidido por nenhum nome).  Confesso que levei um tempinho para me acostumar com a escolha e com o fato de não ter um diminutivo ou apelido óbvio para falar para um bebê, mas assim ficou. Claro que rolou um Enzinho, principalmente por parte da avó.


Fizemos alguns cálculos amadores de numerologia para decidir como ficariam os sobrenomes. Acabei deixando meu sobrenome italiano para ele (retirando o português, que é o paterno, coisa da qual meu pai não gostou nada), por achar que a combinação não funcionaria, nem numerologica, nem foneticamente.  O resultado final ficou um tanto longo para o meu gosto, mas com o tempo, fui me acostumando também.


Enfim, o futuro pai justificava a escolha, dizendo que era um nome simples, que já era um diminutivo, portanto não geraria apelidos ou diminutivos esquisitos.  Só que, quando o Enzo começou a falar seu nome, por alguma razão que nunca entendemos, ele sempre se chamava de Enzo Enzo.  Era muito peculiar e engraçado aquilo e acabou virando um "nome composto" e um apelido.  Com o tempo passou, mas até hoje, às vezes vejo as professoras e auxiliares das turmas anteriores dele chamando-o de Enzo Enzo.


E parece que o menino gosta mesmo do seu nome.  Sempre que o chamamos de algo que ele não quer ser, qualquer adjetivo que não goste, como, por exemplo, folgado, ele responde : "Não sou folgado, sou o Enzo!"


NOTINHA CÔMICA PARA LEMBRAR: Quando estava grávida, a faxineira do meu trabalho perguntou qual seria o nome do bebê e eu devo ter dito algo como "Esse é o Enzo", ou algo assim, pois ela rebateu:
- Nossa, Dra., que nome difícil... Wenzel...
Muitos risos depois, passamos a chamar o Enzo Wenzel Washington por um tempo...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

(novas) Princesas

- Mãe, você é uma princesa!
- Ah, que lindo, meu filho, vc acha?
- É, vc é a princesa do papai.

opa!

- E a sua, quem é?
- É a Mariana.
- E a Lorena?
- A Lorena é a princesa do Lorenzo.
- Ué, vc passou a Lorena pro Lorenzo?
- É, passei. Não quero mais casar com ela não...

Fácil assim!

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Giovanna veio brincar com o Enzo em casa. Entrei no quarto e ela veio me dizer: Tia, quando eu dormir de noite na cama do Enzo, ele vai me segurar e eu não vou cair!
Oi? 
Acho q ela tava impressionada pq a cama dele não tem grades... aaaacho!!


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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Fica cada vez melhor!!!

Não sei até quando vou me sentir assim... provavelmente, na adolescência do Enzo, não terei a mesma opinião, mas hoje e a cada dia que eu acordo, não consigo deixar de pensar que FICA CADA VEZ MELHOR!!

Definitivamente, não sou a maior fã de bebezinhos. Apesar de fofos, lindos e encantadores, geram uma demanda insana de dedicação e responsabilidade, sem muita interação em troca.  Que meu filho me perdoe por dizer isso, mas ter um "apêndice" pendurado todo o tempo, querendo atenção, chorando sem dizer porquê, sem nenhum pingo de independência, não é a coisa mais gostosa do mundo para mim.  Há quem adore. Há quem chore de saudades dos seus bebezicos. De segurar no colo, de ninar, de dar o peito... Aliás, é voz corrente que "passa muito rápido", mas eu não tive essa impressão não...

Entendo que as mudanças físicas nesse período são incomparavelmente mais rápidas do que em qualquer outra fase da vida, por isso pareça tão "rápido".  Mas nada passou "rápido" para mim e não tenho saudade nenhuma não... Claro que também foi uma fase de muito encantamento e doçura, afinal, não era qualquer bebê, era o meu filho que estava ali. Conta-se os minutos para as primeiras palavras, para os primeiros passinhos, para a primeira engatinhada.  Ficamos bobos olhando para as risadinhas e vibramos a cada conquista e evolução.

Mas, conforme eles crescem, a coisa melhora muito!

Bom, devo confessar que houve um hiato nessa melhora que foi o ápice dos terrible two´s.  Ele começa um pouco antes dos dois anos e segue por muitos meses.  É quando a criança descobre que pode dizer não e resolve dizer para tudo e qualquer coisa, mesmo o que realmente queira.  Aí, haja psicologia reversa, paciência e sangue frio para as birras e provocações.

Enzo teve uma fase do "não" bastante intensa. Ficou muito birrento e manhoso.  Mesmo quando estava de bom humor, fazia do seu "não" um jogo interminável, com perseguições pela casa mesmo que para colocar uma peça de roupa!  Nessa época, fui conclamada pela professora a colocar limites no menino.  Começaram os castigos no estilo da supernanny. Cantinho do pensamento.  Era uma dureza o embate, viu?

Porém, também nessa época, apesar dos castigos serem muito eficazes, no fim das contas percebi que, com ele, nada funcionava muito bem "na marra", porém a conversa contínua, com muito carinho, tinha resultados excelentes e surpreendentes.

Fui descobrindo um filho inteligente, de bons sentimentos, carinhoso e cordato, apesar de extremamente ativo e bastante levado!  Um filho que não se cansa de dizer "mamãe, eu te amo", "mamãezinha cuti cuti", "mamãe, eu quero você! Fica aqui do meu lado?". Um filho que largou a chupeta e vem diminuindo o uso da mamadeira por vontade própria, porque acredita que o que os pais dizem para ele é o melhor! Um filho que pergunta o porquê das coisas, enquanto vai ao banheiro sozinho, levanta as calças (a pedido!) e já demonstra querer limpar o próprio bumbum!

E a cada dia me apaixono mais por ele. Cada dia mais. Cada dia melhor.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

A 8a. viagem do Enzo - Tiradentes

Essa foi uma aventura para mim.

Meu marido sempre está viajando para conferências e congressos por todo o Brasil e exterior.  Sempre fala de irmos com ele, mas nunca aceitei porque sei o perrengue que é ficar sozinha com o Enzo fora de casa e, o pior, voltar de viagem com ele e tralha, sem a ajuda do homem forte da família.  Mas dessa vez, nem me lembro o porquê, resolvi encarar a empreitada.

O projeto era irmos juntos na 6a feira, ficarmos sábado e domingo, quando começava o congresso, e eu voltaria com o Enzo na 2a feira.

Assim, pegamos o turbo hélice da Trip e seguimos para Tiradentes. O horário do vôo era legal, deu pra dar um almocinho (levado de casa) no aeroporto mesmo, e assim garantir uma refeição salgada.

O hotel do evento era a Pousada Pequena Tiradentes, que não tinha nada de pousada, nem de pequena.  Na verdade é um hotel boutique muito diferente e bonito, com arquitetura que imita o estilo colonial da cidade, mas nem um pouco child friendly.  Toda a decoração é passível de ser vendida e há MUITA decoração, diga-se de passagem. Pelas paredes, pelas mesas, pelo chão, há objetos de decoração para encantar o hóspede e desesperar mães de bebês de um ano e oito meses, cujas mãozinhas agem como pequenos polvos, agarrando, apertando, balançando e lambendo tudo o que puderem pegar!

Para evitar percalços, ficávamos nos espaços abertos, especialmente nas piscinas. Havia uma comum e outra aquecida. Ambas lindas. E Enzo estava particularmente encantado na água, soltando mil gargalhadas, tentando fazer amizade com as "meminas" que chegaram por lá.

A cidade, pelo contrário, se mostrou bastante adaptável a passeios com o pequeno.  Na praça principal pegamos uma charrete para o tour guiado local.  Enzo gostou tanto, que dormiu sentado mesmo.  Na verdade, só não gostou muito de chegar perto da estátua do Tiradentes para uma foto. Mas há que se concordar que não é um personagem com quem eu ia querer uma foto tb...

Outro passeio que não chegamos a fazer, mas deve ser interessante, é o de Maria Fumaça. Mas fomos visitar e a imagem do trem sempre é encantadora para crianças, embora aquela repentina baforada tenha assustado ele um pouco.

Por fim, fizemos uma sessão de fotos de época, com roupas dos "antigamente" que ficou um encanto! Até o Enzo topou colocar a fantasia e entrar no clima. Pena que a produção demorou um pouco demais e acabou entrando pelo horário de fome e sono dele, que era religioso naquela época... Então, as últimas fotos são de um bebê muito irritado e chorando. Mas valeu!

No domingo o marido foi dar um curso e eu contratei uma babá para me ajudar. Não muito barata, mas foi bastante útil quando o menino se cagou todo na piscina e tivemos que correr com ele, vazando por todos os lados, para o banho. Aliás, nunca vi tanto cocô na minha vida... mesmo com a fralda de piscina, a coisa saiu pelos lados, saiu boiando pela água, escorreu pelas perninhas e, consequentemente pela minha roupa toda!

Usei os baldinhos de brincar pra catar um pouco dos 'pedacinhos' que boiavam pela água, sem olhar para os lados e não ver a cara dos outros hóspedes, depois agarrei o menino e pedi pra babá contratada pegar a tralha toda e saí correndo para o banheiro do quarto.

Enfim, depois disso, ainda também pude assistir parte da abertura do Congresso, enquanto a babá corria pra lá e pra cá atrás dele pelo hotel. Era até divertido ver outra pessoa se encarregando de desviá-lo do dos objetos à venda, das luzes incandescentes colocadas no chão pelo evento, das escadas de pedra...

Mas a aventura mesmo, foi a volta.  Segunda feira caiu um toró daqueles. Ouvimos rumores de que o pequeno aeroporto da cidade ficaria fechado se a tormenta não melhorasse.  Ainda assim, agendamos o táxi para o trajeto de quase uma hora até lá.  Eu, Enzo e uma parte da bagagem que não poderia ser deixada para o marido trazer depois e que incluía, principalmente, mamadeiras, remédios, meus objetos pessoais, necessaire, enfim, tudo menos as roupas, praticamente.

Enzo dormiu no carro.  Na época, sua soneca nesse horário era de uma hora de meia. Gastamos uns 40/50 minutos nesse trajeto, mas eu não podia deixar ele acordar ao chegar no aeroporto, pois ninguém sabia informar se o vôo sairia mesmo e qual o atraso. Portanto, o ideal é que ele continuasse dormindo.

Acertei com a taxista e ela me ajudou no check in. Fiquei com dor nos braços, mas mantive ele ali deitadinho no meu colo.  Depois, sentei para esperar uma posição dos operadores do aeroporto. Quando bateu uma hora e meia de soninho, ele despertou, aí foi um tal de querer correr pra todo lado.  O que salvou foi a bendita coleirinha!

Sim, apesar dos olhares tortos de alguns, foi uma mochilinha presa ao corpo dele com uma guia que possibilitou sairmos ilesos daquela aventura! Porque só uma mãe de criança muito ativa, com mala para olhar, presa num aeroporto muito pequeno, com portas escancaradas para o estacionamento, pode entender a importância de um item como esse!

Enfim, o avião conseguiu decolar e chegar até nós com algum atraso, mas nem tanto assim. E eu consegui entretê-lo naquele micro avião pelas 2 horas de vôo e depois ainda pegar as malas, o táxi e chegar em casa.

Mas nunca mais o marido me pegou noutra dessa.  Pelo menos, até hoje.

sábado, 23 de junho de 2012

A 7a. viagem do Enzo - Sampa

Essa foi mais uma viagem de fim de semana, mas com um propósito diferenciado: visitar a família.

Com um ano e meio, Enzo já tinha bastante know how em viagens curtas de avião, portanto, esse não era mais um ponto de estresse.  Claro que a bagagem continuava enorme, mesmo para uma viagenzinha tão curta! Todo o kit de mamadeiras e leite, a necessaire com todos os remédios que ele pudesse precisar, roupinhas para todas as variações climáticas possíveis, biscoitinhos e lanches, etc.

Ao chegar, fomos buscados no aeroporto (com razoável atraso) por um primo do marido, cuja família materna é (quase) toda daquela cidade.  Ele nos levou para o seu prédio, onde outros parentes iriam nos encontrar para um churrasco.  Era uma oportunidade de apresentar o Enzo a todos.

O dia transcorreu bem, apesar das constantes disputinhas com um priminho um ano mais velho (que estava no auge do seu terrible two aumentado à 5a potência). Tinha um parquinho próximo à churrasqueira, o que garantiu algum entretenimento. Tive algum trabalho para fazê-lo tirar a soneca da tarde no meio daquela festa toda, o que, àquela altura ainda era absolutamente indispensável, sob pena dele se tornar uma criança absolutamente insuportável e causar péssima primeira impressão!  Mas, sucesso! Ele sonecou num sofá (velho e empoeirado) no salão de festas e acordou fofo e animado! Confesso que morri de medo pelas alergias dele, mas não lembro de nenhum efeito colateral não...

Na parte da comida, Enzo pegou carona nas papinhas prontas e congeladas que a avó do priminho mais velho fazia para ele.  Ele não adorou o tempero, mas garantiu alguma alimentação salgada... de resto, recorríamos às mamadeiras de sempre, com bastante sustagem.

À noite, fomos encontrar a "minha família marciana" que tem muitas representantes paulistas. Fizemos uma pizzada no play de uma amiga que tinha acabado de se mudar para um novo condomínio. Ela desceu a brinquedoteca da filha e colocou o novíssimo dvd da Galinha Pintadinha 2 na tv.   Devido às distâncias paulistas e ao horário tardio da festinha, só 5 marcianas conseguiram ir (uma se perdeu no caminho), mas, mesmo assim, foi uma delícia ver os pitoquinhos juntos brincando.

Ficamos hospedados no Ibis, já que sabíamos que teríamos outras casas para nos abrigar, não era muito necessário escolher hotel com estrutura infantil. Na verdade, ficamos mesmo pouquíssimo tempo no hotel.

No domingo tínhamos planejado encontrar mais marcianas no Ibirapuera, mas o tempo estava péssimo e o programa furou.  Então, a família do marido nos salvou, levando-nos para o Clube Pinheiros, do qual são sócios.

O que é o Clube Pinheiros, minha gente??? Fiquei impressionada!! Uma área gigantesca, com um estacionamento gigantesco, mais todas as opções de esporte e entretenimento possíveis e imagináveis num clube!  A brinquedoteca é um sonho e tinham até um mini zoo de aves!  Valeu ter tido a oportunidade de conhecer... até porque, aqui no Rio não tem nada parecido! Nem mesmo o Caiçaras, que é nosso melhor clube, na minha opinião, é tão completo.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O sono da mamãe

Pra fechar essa trilogia sobre o sono, quero dizer que é verdade que o sono muda depois que nos tornamos mães.

O que antes era um sono tranquilo, entregue nos braços de Morfeu sem culpa nem dó, sem medo de ser feliz, agora é um sono de plantonista de hospital.

Ainda mais com um histórico como o do meu filho, eu, que já tinha um sono bastante leve, tornei-me totalmente intolerante a ruídos.  Como diz uma amiga minha: "a mosca peida, eu acordo".  Nesse nível.

Claro que esse status foi alcançado com meses e anos de treinamento com o Enzo, sempre me testando e chamando/chorando/resmungando/tossindo/vomitando nos horários mais inusitados da noite.  Com isso, mãe nenhuma que se preze, consegue deixar de dormir em estado de alerta.

Mesmo nas noites da babá, nossos ouvidos estão atentos aos menores ruídos. Até porque, é uma pessoa estranha (apesar de toda a confiança que depositamos nelas) fechadas num quarto com nossos filhos!! Não dá pra simplesmente desligar e rolar com Morfeuzinho...

Em meio a tudo isso, um probleminha adicional surgiu durante a gravidez: o marido começou a roncar.  Progressivamente. Desesperantemente.  A ponto de ser expulso da cama noite sim, noite não.  E nas noites não, era eu quem saía dela.

Levei-o no médico.  Diagnosticou-se uma apnéia de grau altíssimo.  Quando o Enzo fez 3 meses, ele fez a cirurgia adenóide/cornetos/desvio de septo/levantamento de pálato.  Uma cirurgia horrorosa com um pós operatório infernal.

Ainda assim, a melhora, do ponto de vista do ruído, foi quase nenhuma. Apenas agora, 3 anos depois e após ele ter voltado a correr e perdido um pouco de peso, voltamos a conseguir dormir uma noite inteira na mesma cama.

Só que agora, quem ronca é o Enzo.  Com a alergia respiratória, as partes moles muito aumentadas e a passagem das adenóides bem reduzidas, o menino é bem barulhento!

Então, eu durmo com um travesseiro na cabeça.  Se o barulho de um está muito pior que o do outro, eu troco de quarto. Se a sinfonia for em conjunto, durmo na sala ou escritório.

Meu pior drama tem sido dormir nas viagens.  Com escassez de travesseiros disponíveis e todos fechados no mesmo quarto, devo confessar, só o Rivotril salva.  Agora, cuido do meu vidrinho como "my precious" porque como vou conseguir que um médico me dê uma receita?  Será que vai acreditar no meu drama?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nana Nenê

Continuando a falar sobre sono, devo confessar que, durante a fase de maior desespero, aplicamos as técnicas do famoso livro Nana Nenê.

Eu não li esse livro, só li sobre ele na internet. E meu marido foi "ensinado" a usá-lo pelo irmão que mora na Alemanha.  A cultura alemã é muito diferente da nossa e é corrente o convencimento de que bebês são como pequenos animais que precisam ser adestrados.  Tenho minhas reservas quanto a essa forma de pensar, mas devo admitir que eles produzem seres (humanos e animais) diferentes dos latinos.  É de se notar que lá, nem os cachorros latem, portanto, iguais, iguais ao que temos aqui, não são não.

Enfim, a técnica preconiza que, para ensinar a criança a dormir, deve-se colocá-la no berço dizendo que é hora de dormir, em ambiente escuro (aqui rolava uma luzinha na tomada), sair e fechar a porta.

Claro que a criança se esgoela de desespero.  E, claro que os pais voltam a cada x minutos (os intervalos vão aumentando) só pra fazer "xiiii" e dizer que é hora de dormir.

Dito assim, parece horrível. E é. Não acredito que algum pai ou mãe aceite fazer algo assim se não estiver no auge do seu desespero noturno com uma criança que não aceita ser colocada no berço, ou que precisa ser ninada ad aeternum para dormir.  Só que os bebês constantemente levam mesmo os pais a esse ponto.

Na verdade, quem fez o processo foi o meu marido. Incentivado pelo sucesso do irmão com seus 3 filhos, comprou a idéia e foi adiante. Eu me contorcia no corredor e a babá na cozinha. Aliás, tenho uma amiga cuja babá chegou a pedir demissão por que não aguentou esse processo!!

E sim, ajudou bastante.  Ele, que tinha horror de ser colocado para dormir, passou a aceitar melhor o inexorável.

Aproveito para enfatizar que o processo não teve nenhum impacto nas acordadas noturnas. Razão pela qual discordo que suas mamadas noturnas tivessem a ver com "defeitos" na hora de colocá-lo para dormir, como dizem muitos por aí.

Ele sempre dormiu no quarto dele.  Claro que, estando doente, vinha para minha cama, mas era eventual.  Na maior parte das vezes, dormíamos na cama de babá nesses casos.

Com um ano e 7 meses, começou a rejeitar o berço e pedir para dormir na cama auxiliar.  Cerca de um ano depois implicou com a grade móvel que eu colocava na cama e disse que já era "menino grande" capaz de dormir sem cair. Deixei.  E ele não caiu.

Realmente, é raro cair. Acontece, e por isso colocamos almofadões ou puxamos a cama de baixo para amparar eventual queda. Mas ele vai para cama, normalmente de boa vontade, entre 20:30 e 21h. Mama, abraça o Loludo, seu cachorrinho, e dorme em minutos.




domingo, 17 de junho de 2012

Enzo não dorme

O título desse post é uma homenagem a um blog chamado 'Lulu não dorme'. A mãe da Lulu contava nele que a filha tinha um distúrbio do sono e que dormia pouquíssimas horas por noite, sendo possível até que ela 'virasse' a noite sem dormir.  Embora essa mãe se mostre um tanto biruta (o que pode ter acontecido por conta da privação o sono), sei que essa situação é possível, pois conheci alguém que passou pelo mesmo.

Quando estava grávida, reencontrei uma ex-colega de trabalho que não via há anos. Ela estava com uma filha de uns 4 anos na época e me contou que teve um problema semelhante. A filha não dormia antes das 2 da manhã e acordava às 6h. E não me lembro dela mencionar sonecas durante o dia. Ela disse que tinha tentado de tudo, mas que, mesmo quando a menina já falava e fechava os olhinhos na tentativa de dormir, acabava dizendo, entristecida "não consigo, mamãe". Naquela época, aos 4 anos, a situação já estava muito melhor.

Por isso que quando leio esses 'especialistas' dizendo que os problemas de sono dos bebês são sempre decorrentes da má criação, dos mimos, do colo, que tem que deixar chorar e tal, penso que eles não sabem é de nada!

Eu tenho uma teoria: acho que os hormônios que regulam o sono e a fome noturna dos bebês, não raro, vêm desorganizados e não atendem ao padrão dos adultos.  Não importa que já comam comidas sólidas ou pastosas, que o estômago já tenha tamanho equivalente ao dos adultos para aguentar uma noite inteira. Isso não funciona com eles e pronto.

Eu tive 40 filhos ao mesmo tempo. Digo isso pelos marcianos cujo desenvolvimento acompanhei online, em tempo real, então, pude observar muitos padrões diferentes.  A grande maioria atende ao padrão mencionado na literatura e, com silêncio, escuro, tapinhas na bunda e muito xiiiiii, conseguem ir entendendo o que é a hora de dormir e permanecer nesse estado cada vez por mais tempo.

Mas havia os outros. E meu filho foi um dos outros. No grupo tínhamos uma meia dúzia de problemáticos do sono. Enzo tava no time dos que acordavam MUITAS vezes por noite. Durante o primeiro ano, houve meses em que ele acordava de hora em hora. E não era só ele. Era assim; se acordasse às 00:17, já podia contar que acordaria às 01:17. 02:17, e assim por diante. Apelidamos essa turma de ´telesenáticos' pq, pontualmente, de hora em hora davam sinal, assim como o locutor Lombardi da Telesena do SBT.

Isso é mais desesperador do que se pode imaginar. É uma 'tortura chinesa'.

Passado algum tempo, ele passou a acordar a cada 2, 3 horas. Dormia às 20h. Acordava às 23h, à 1:00, às 3:30, ás 5:00 e às 7:00 em definitivo. Esses horários eram variáveis. Às vezes mais, às vezes menos. Mas SEMPRE queria mamar. Eram 3 a 4 mamadeiras noturnas, em regra. Às vezes, 5. Basicamente, ele mamava e dormia. Mantinha o padrão de fome nos horários que comeria durante o dia.

Bom, ELE mamava e dormia. EU já era outra história. Tinha que fazer a mamadeira (só misturar leite em pó na água já deixada na mamadeira), pegar ele no berço, sentar na cadeira, dar a mamadeira (botar pra arrotar durante uma época) e botar ele de volta no berço. Depois da 2a. vez, dificilmente eu conseguia pegar no sono facilmente. Não raro, rolava na cama por horas e tinha a sensação de que, ao pegar no sono, ele já dava o alarme da próxima mamada!

Claro que eu tentei tudo. Dar água ou suco, ao invés de leite (ele recusava), nanar e botar de volta (era botar no berço e o berreiro retomar), deixar chorando até desmaiar (aí acordava 5 ou 10 minutos depois, assim que eu deitava, me cobria e fechava os olhos e assim permanecia quantas horas eu aguentasse até que lhe desse a mamadeira).

Esse padrão durou até um 1 e 8 meses, mais ou menos. Nas proximidade dos 2 anos, começou a melhorar e as acordadas noturnas passaram para 2 apenas. Com quase 3 anos, reduziu para uma e, eventualmente, para nenhuma.

E essa evolução foi produto da sua evolução física. Eu já não tinha forças pra negar nada. Tinha babá para revezar e, para não me acordar nas minhas 'noites de dormir' ela dava o que ele pedisse. Por isso, sua melhora se deve estritamente ao que eu acredito sejam seus hormônios noturnos.  Com as outras crianças do grupo, que tinham esse problema, a situação foi bem semelhante.

Hoje, aos 3 anos e 3 meses, ele ainda pede uma mamadeira noturna, em regra. Mais cedo ou mais tarde, conforme tenha sido a alimentação dele durante o dia. Converso com ele para esperar o sol nascer mas, mesmo quando tenta, não é raro rolar na cama por muito tempo e depois voltar a pedir. Por isso, acho que é fome de verdade, ou ele dormiria. Ou então, é algo que lhe induz o sono. De qualquer maneira, ainda acho melhor não entrar numa guerra noturna. Até porque, perdi todas as em que entrei...

Claro que, além disso, tem as acordadas por pesadelos (como fala dormindo!!), picadas de insetos, calor (nas 2 primeiras horas de sono, é batata, por causa da sua característica de alérgico), frio (não aceita ficar coberto), medo de ficar sozinho, tosses, vômitos, etc, etc, etc.

Juro que acho que se ele quisesse um irmãozinho, ou se o universo quisesse que eu desse um irmãozinho pra ele, não teriam me traumatizado tanto!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Da culpa materna - babás e creches

Dizem que junto da criança nasce a culpa. E que a mãe a carrega sempre e por toda a vida.

Sei não...

Não sinto nenhuma culpa.

Não sou a melhor mãe do mundo, mas sou a melhor mãe que posso ser. E acho que meu filho está bem servido, pq estou longe de ser a pior também.

Desde antes da concepção, decidimos que ele ficaria em creche.  Não tínhamos confiança nem apreço pela idéia de criança fechada em casa com babá o dia inteiro. Muito menos ainda pela idéia de babá saracoteando com criança num bairro movimentado como o nosso!

Quando o Enzo nasceu, contratei uma babá.  Ela ajudava com a roupinha dele, na limpeza das coisinhas dele, fazia papinhas, ajudava a acalmá-lo durante as cólicas, etc. Mas, principalmente, ela dividia comigo a tarefa de entreter um bebê muito ativo durante o dia todo.

Enzo nunca foi de ficar deitado no berço. Se não tinha nada para entretê-lo, chorava bastante.  Se o móbile parasse de tocar, ele já acionava sua sirene!  Seu local favorito era o trocador, que ficava bem abaixo da janela. Dali, ele via as janelas vizinhas, o céu, o sapo preso no vidro. E a babá ficava ao seu lado, para ele não rolar e cair...  Ou então ficava num canguru ou sling, passeando conosco pela casa e, não raro, forçando a cabecinha e as perninhas da direção da porta da rua!

Com 8 meses foi para a creche.  E a babá passou a revezar as noites comigo, já que voltando a trabalhar, não era mais humanamente possível acordar 4 a 6 vezes por noite para dar mamadeira.

Conhecendo a personalidade do nosso filho, a idéia da creche se fortaleceu, pois nem a babá aguentaria o tranco com ele em casa direto! E ele demonstrava gostar do berçário, se jogava lá dentro! Lá aprendeu a dormir com mais facilidade, a comer alimentos com pedacinhos (coisa que eu morria de medo de ensinar), teve estímulos musicais e psicomotores.

Ficava lá cerca de 9 horas por dia e estava sempre feliz e satisfeito.  E eu não tinha culpa.

Claro que o lado b da creche eram as viroses. Em profusão. Recorrentes. Nesse momento senti um pouco de culpa sim.  Mas ainda achava que era a melhor opção para ele. E, um dia, as viroses melhoraram. E a culpa passou.

Quando entrou pro maternal ele já não parecia tão contente. A sala diminuiu, as regras aumentaram. As viroses faziam ele ficar em casa quase semana sim, semana não, então ele não conseguia se adaptar.  Ele chorava para ficar.  Aí eu tive dúvidas se era mesmo o melhor para ele que estávamos fazendo.

Então, num dia em que ele tinha chorado todo o caminho, encontrei outra mãe, que me viu devastada, e ela me disse que, se eu tinha confiança na escola e na minha escolha, que não me rendesse à chantagem, pq o filho dela tinha feito o mesmo e, passada essa fase, ele adorava a escola.

Assim, eu diminuí um pouco o horário dele, que já começava a entender o tempo que ficava lá. Passamos a chegar às 10h e sair às 17:30.  Nesse período, ele dormia a soneca, tomava banho, comia 3 refeições, então, não havia como ficar tão entediado. Além disso, era a melhor e mais cara creche-escola do bairro! E ficar em casa vendo tv não era uma opção melhor.

A fase ruim passou. Hoje ele vai animadamente para a escola. Tem outras atividades como inglês, capoeira e natação. Não fica quase doente, enquanto as crianças que entraram para a escola com 3 anos estão sofrendo com viroses sucessivas, quase como ele no primeiro ano.

A babá fica com ele 3 noites por semana e sábados. Nesses dias, eu descanso, pq o Enzo não brinca sozinho, exige presença constante e dedicação.  Revezamos, então.  Ele fica feliz e nós também.

Eu estou sempre perto. Levo e busco na escola, festas ou quaisquer eventos, dou os remédios, levo aos médicos, coordeno o cardápio, verifico e compro roupas, dvds e brinquedos, ajudo com o dever de casa. Então, não sinto culpa por ver um programa adulto na tv, ter uma conversa com meu marido, ficar no computador com minhas amigas e dormir 8 horas seguidas nas minhas "noites de folga".  Nem tenho culpa por ter "noites de folga".  Nem vejo nenhum rancor ou carência no Enzo por conta disso, vez que a babá dele é ótima e se dão incrivelmente bem.

Só uma coisa me daria culpa. Com isso não soube lidar e preferi evitar.  Não consegui viajar sem ele. Nunca. Passamos apenas uma noite separados, quando meu marido fez uma cirurgia e Enzo tinha 3 meses.  De resto, sempre estamos ao alcance um do outro em poucos minutos.

Sem culpa.

sábado, 9 de junho de 2012

A 6a. viagem do Enzo - Aracaju

Depois de algumas boas experiências, resolvemos voltar a investir numa viagem para o Nordeste. A cidade escolhida para a retomada foi Aracaju, onde eu tenho uma amiga "marciana" e ainda iria encontrar com uma "marciana" baiana, que estaria por lá no mesmo período.

Após algumas pesquisas, concluí que seria uma cidade com perfil bastante amigável para crianças pequenas e nos programamos para setembro de 2010.

A escolha do hotel foi péssima! O Real Classic era bem localizado, na avenida à beira-mar de Aracaju (Orla de Atalaia), mas o site era enganoso, falava em piscina e parquinho infantil, quando, na verdade, era um hotel para executivos, com um "tanquinho" em uma área de sombra e um brinquedo de plástico já bastante detonado...  Depois disso, passei a ser muito mais criteriosa nas minhas escolhas de hotéis, já que, em caso de chuva, ter alguma estrutura interna é imprescindível em uma viagem com crianças. E, pra variar, nós pegamos chuva nessa viagem também...

Minha amiga baiana até tentou me convencer a ficar no Hotel Fazenda Boa Luz, onde ela ficaria, mas eu estaria sem carro, portanto, achei que seria melhor ficar na cidade, para explorá-la com mais facilidade, e apenas visitar o Boa Luz por um dia ou dois.

Chegamos em Aju numa quinta-feira e saímos logo para um passeio pela Orla, que tem vários parquinhos infantis coloridos em sua extensão. Aproveitamos para visitar também uma feirinha de artesanato próxima, em frente ao Centro de Arte e Cultura J. Inácio, enquanto esperávamos nossos amigos sergipanos para o jantar.

Parquinho na orla

Nossos amigos nos levaram ao tradicional restaurante Mangará.  Enzo capotou no carro e ficou adormecido no carrinho durante todo o jantar.  Sem o pequeno para controlar, eu e meu marido nos deliciamos com as comidas típicas servidas no buffet e papeamos com os amigos virtuais, que tínhamos acabado de conhecer pessoalmente.


Na sexta, fomos buscados logo cedo pelos amigos da Bahia, que também eram virtuais e conhecemos pessoalmente nessa hora, para ir até o Hotel Fazenda Boa Luz, onde estavam hospedados. Pagamos o day use para usufruir de um hotel enorme, lindo e diferenciado, com um zoológico de animais selvagens, além dos tradicionais da fazenda e do campo. Passamos um dia ótimo na piscina e explorando o local.

Dupla marciana na rede

Lindos coelhinhos soltos pela fazenda

E mais tigres, leões e gorilas!


Muitos bichos para mostrar às crianças

Cavalos símbolo do parque

Alimentando miquinhos

Risadas

Família

Nessa noite, ainda tivemos disposição para dar uma voltinha no shopping. Deixamos o Enzo no espaço kids um tempinho e ele nos surpreendeu fazendo dublagem das músicas da Galinha Pintadinha, que estavam passando no DVD.


O dia seguinte foi de passeios por Aracaju. Logo cedo aproveitamos um solzinho um tanto tímido para nos aventurarmos na praia em frente ao hotel.  Após a loooonga faixa de areia, nos vimos praticamente sozinhos desfrutando daquele marzão calmo e morninho.  Catamos conchinhas, tatuís (lá ainda existem!) e tiramos fotos com o farol ao fundo.  Enzo ainda estava numa fase de medo de  praia e nervoso de areia, mas logo se acostumou e aproveitou.





Voltamos ao hotel para banho e troca de roupas e seguimos pela orla até o Oceanário da cidade, uma ótima pedida para os pequenos!  Enzo curtiu bastante, não só os aquários dos vários tipos de animais marinhos, mas também os brinquedos disponíveis e os 'cenários' de foto, como o ovo quebrado.



 

Logo atrás do ocenário há um espaço com barraquinhas e uma praça com algumas estátuas e monumentos, da qual não descobri o nome.  Há também uma pequena ilha com muitos patinhos. Meu marido comprou uma pipa do Batman e ficamos por lá depois, tentando empiná-la.  Mas ela durou apenas alguns segundos inteira...

É pá papá o papá? - Enzo achou que a moça estava cercada de 'pratos'


A praça com estátuas e esculturas
Barraquinhas de comidas e espaço para soltar pipa

A ilha dos patinhos ali atrás


Seguimos até o maior parque infantil da orla, o Mundo Maravilhoso da Criança, mas não entramos porque o Enzo já estava cansadíssimo e eu achei que as atrações (pagas) não eram mesmo para a idade dele.

Chegamos na famosa Passarela do Caranguejo e sentamos no restaurante de mesmo nome para comer alguma coisa, pois nos fundos desse restaurante tem alguns brinquedos infantis.  Pedi um caldinho de feijão para o Enzo, mas estava horrível, muito salgado. O marido quis provar o caranguejo e eu fiquei brincando com o pequeno. Ambos com fome...


No penúltimo dia da viagem, o tempo virou. Mas virou com vontade! Era um domingo e tínhamos planejado reunir toda a turma (cariocas, sergipanos e baianos) no Boa Luz, onde haveriam apresentações de circo e recreação para a turminha. Só que caiu um toró, daqueles com ventania de carregar guarda-chuva, e ficamos paralisados, sem saber o que fazer, por quase toda a manhã.

Minha amiga sergipana veio para o nosso hotel e nos colocou no carro, assim que o tempo deu uma trégua, para fazer um city tour e não perdermos o dia.  Rodamos pelo centro da cidade e paramos no mercado municipal (meu marido é desses que tem que ir conhecer os mercados!) e durante uma estiada, passeamos por lá.
Vendedor de caranguejos

Banca de camarões

Depois, voltamos para o shopping para almoçar, pois eu já estava nervosa com o horário dos bebês (e não adiantou nada porque o Enzo não quis comer!). Eu e minha amiga levamos eles para brincar em outro espaço infantil (para crianças mais velhas) e ficamos enrolando por lá até a tardinha.

Aliás, no quesito comida do Enzo, essa viagem foi um tanto complexa.  Ele aceitava, no máximo, uma refeição por dia.  O resto, era só na mamadeira de leite. De vez em quando provava algo que eu estivesse comendo, como foi com o crepe no shopping, mas só me lembro de ter comido um prato de comida inteiro no Boa Luz.

Enfim, a chuva não parou, voltamos para o hotel e ficamos por lá até a manhã do dia seguinte, quando fomos direto para o aeroporto para nossa viagem de volta.

Tudo considerado, foi uma viagem muito legal, que poderia ter sido ainda melhor sem a chuva e com o Enzo comendo melhor.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A 5a viagem do Enzo - Hotel Fazenda St. Moritz

Essa foi mais uma viagem rápida de fim de semana. Dessa vez, o convite partiu de um grupo de amigos de onde trabalhei cerca de 12 anos antes. Gente boa que continua se reunindo eventualmente.

O local escolhido foi o Hotel Fazenda St. Moritz, na estrada Teresópolis-Friburgo e que tinha dois atrativos principais: a fazendinha e a festa junina (julhina, no caso).

Convidamos os meus pais novamente e seguimos apertados no carro até lá.

O Hotel se mostrou uma ótima escolha! Tinha uma área baby acolchoada dentro da sede, tinha casinhas e brinquedos na área externa e excelentes (e baratíssimas) babás treinadas por eles para cuidar das crianças! Aliás, foi a primeira vez que me vali de uma babá contratada no local e a experiência foi fantástica porque consegui fazer minhas refeições com calma enquanto o Enzo, após um curtíssimo período de adaptação com a moça, estava em plena
atividade, sem nenhum estranhamento.

Belo cenário nas áreas externas de brinquedos 


A comida era um capítulo à parte! Deliciosa, caseira, e ainda tinha o buffet infantil servido antes do adulto, que era ótimo também e fez sucesso com o pequeno.  E, como se sabe: filho bem alimentado = mãe feliz!

O estilo do hotel é finlandês e o único 'porém' do local é que há muitas escadas no prédio sede... mas nada que atrapalhe.  Até é bom para cansar a turminha em dias de chuva, quando têm que ficar por ali mesmo, visto que uma das escadarias funciona também como um grande escorrega.

Pela manhã, os recreadores fazem o tour completo alimentando os peixes no lago e seguindo para a fazendinha, onde as crianças podem tocar nos bichinhos e alimentá-los.  Enzo amou isso. Até hoje, visitar bichos só tem graça para ele se puder alimentá-los! O perigo era só quando ele resolvia provar a comida deles, como fez com a ração dos patos...

A festa junina também foi ótima. Farta de comidas, bebidas e brincadeiras típicas. Teve uma fogueira enorme e dança de quadrilha. Enzo ficou acordado até mais de 22 horas. Um recorde! Dançou, brincou e nem parecia se incomodar com o frio que fazia. Na verdade, ele já se mostrava fã da festividade, para a qual já vinha se preparando na escolinha e chamava de 'Féta Unina'.  Uma delícia!!




Aqui o Enzo jogando a bolinha na boca do palhaço com a babá contratada.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A 4a. viagem do Enzo - Campos de Jordão

Então a marcianada resolveu marcar uma viagem juntas.  Os bebês estariam com 1 ano e 5 meses e seria inverno em Campos do Jordão, lugar que eu não conhecia ainda.

Tivemos cerca de 10 adesões entre paulistas e cariocas. Isso significava 10 bebês de um ano e cinco meses num hotel. Foi escolhido um hotel simples, na entrada da cidade, que nos dava liberdade de uso da cozinha e da área de refeição. Ocupamos quase todo o prédio, à exceção de 2 ou 3 quartos com casais, coitadinhos, buscando o clima romântico da cidade.

No dia da ida um dos bebês sofreu um grave acidente em casa, caindo do alto da escada, quando os pais levavam as malas para o carro. Isso quase estragou o passeio, mas como eu tinha saído antes das demais, sem saber de nada, não se cancelou a viagem. No fim, foi bom, pois ele se recuperou totalmente, ainda bem!

Eu tinha saído antes porque tinha inventado que o Enzo não aguentaria a viagem tão longa de carro, então, deveríamos ir de avião até SP e, de lá, alugar um carro para Campos de Jordão.  Meu marido chiou horrores, mas eu bati o pé.

Tive que reconhecer, depois, que foi uma péssima idéia.  O vôo de ida atrasou muito, ficamos presos dentro da aeronave por mais tempo que durou o vôo... O procedimento de pegar o carro alugado foi confuso e tudo demorou demais! Acabou que não poupamos nem $ nem tempo e ainda nos estressamos com toda essa correria.

Enfim, paramentei o Enzo com um super casacão, gorrinhos, luvinhas, conjuntinhos super quentinhos e fomos!

Como ele ainda estava tomando antibiótico (já era 2a ou 3a vez na vida - nesse ano foram várias, pq ainda não sabia que ele tinha alergia respiratória e vivia fazendo sinusites), fiquei tranquila, pois ele nunca adoecia enquanto estava nessa medicação (eu sei q não tem nada a ver, mas era assim).

 O grande barato dessa viagem foi realmente o encontro da turminha, ver aqueles ticos de gente, lindinhos e encapotados aprontando, brincando e se relacionando.  Por isso, passamos a maior parte do tempo no hotel mesmo. Olhando pra eles, claro.

Na primeira noite o hotel providenciou sopinhas deliciosas e ficamos por lá conversando e corujando a filharada.

No sábado, após alguma dificuldade pra reunir o enorme grupo, conseguimos sair para andar pela cidade. Crianças nos carrinhos, seguimos para algum turismo e fotos.

Enzo e Biel encapotadinhos e capotadinhos

Paramos num shopping que tinha uma excelente área baby, ao lado da área de alimentação, patrocinada pela Nestlè.  Lá as crianças brincaram bastante, enquanto os pais se revezavam para almoçar.




Na volta, paramos para uns chocolates quentes e algumas comprinhas. Seguimos para uma área numa parte mais alta da cidade e encontramos um 'Espaço Vivo', onde havia música ao vivo e jogos virtuais que divertiram os papais.

De lá, seguimos para o teleférico, mas o único maluco a subir naquele horário e naquele frio foi meu insano marido que, sem casaco, tinha resolvido provar ao mundo que o frio era psicológico...

Nós subimos de carro até o mirante do morro do elefante e tiramos mais fotos. A temperatura já estava em 3 graus.

À noite, comemoramos o aniversário de uma das amigas com um delicioso fondue que as paulistas trouxeram.  Para as crianças, tínhamos encomendado muitas papinhas numa empresa paulista e que ficavam num refrigerador no corredor do hotel, para que fôssemos escolhendo e oferecendo aos nossos filhos.    Tudo muito comunitário e gostoso.

Brinquedos também tínhamos vários espalhados pelo hall do hotel.  Cada uma levou alguns e deixávamos a brinquedoteca liberada pra turma.

No domingo de manhã o grupo de dividiu e nós fomos conhecer a Ducha de Prata, uma cachoeira no meio de um parque de natureza abundante e típica da região, antes de seguirmos viagem de volta.

Foi um fim de semana que passou muito rápido, mas deixou saudades.








Tiradas II

3 anos e pouquinhos meses

Numa viagem, chuviscava, mas a piscina estava convidativa do lado de fora e o pai queria levá-lo. Eu não estava gostando da idéia, claro, quando o Enzo solta:

- Relassa, mamãe!

Deixei, né?

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- Enzo, vc quer ir passear com seu amigo Vinícius?

- Mas ele não é meu amigo marcieiro...

- Hã? Amigo marcieiro?

- É, que nem o Caio e a Babi.

- Ah, amigo MARCIANO!!

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Passando pela frente do Corpo de Bombeiros:

- Mamãe, quero ser bombeiro pra andar no caminhão de bombeiro!

- Você quer ser bombeiro quando crescer?

- Nãaaaao!  Crescer eu não quero! Já cresci. Quero só ser bombeiro!

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Saindo da escola, eu abria o carro quando o Enzo parou interceptando o caminho de uma menina de cerca de 11 anos, loirinha e de olhos claros, e sua mãe.  Tentei tirá-lo da frente, mas ele firmou os pés. Quando a menina chegou perto ele ficou encarando-a.  A mãe, comentou, para afastar o mal estar:

-  As crianças nessa idade ficam encantadas com ela, pq acham que ela parece uma princesa.

Não sei se foi isso, mas eu assumi que era, para tirá-lo do transe e deixar as moças passarem.
Depois eu perguntei a ele porque tinha ficado olhando tanto para a menina e ele confirmou que olhou mesmo porque achou ela bonita...

aiaiaiaiaiaiai

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Mãe, você trouxe meu guarda-chuva do homem aranha, mas não tá chovendo mais... Agora tem que comprar mais chuva!

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Após inúmeras tentativas de cobrir o número dois com o dedinho, seguindo o pontilhado, em um jogo do ipad, tendo ouvido mais de sei lá quantas vezes "try again":

- Ah, eu vou matar esse traiaguein!!!

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Na fila do elevador para irmos ao consultório médico, eu pedi ao Enzo que segurasse um papelzinho para mim.

- Mãe, o que tá escrito nesse papel?
- É o endereço do médico, filho.

Então, ele fez pose e, seguindo com o dedinho as palavras no papel, fingiu que estava lendo, falando bem alto:
- o-en-de-re-ço-do-mé-di-co

A fila toda riu.

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Deixei ele mexendo no ipad e surgiu uma janela desconhecida para ele, que lhe pareceu um problema.

- Mãe, o que eu fi.....  O que o Ipad fez sozinho?

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No carro, baixei o pára sol do motorista, que tem um espelhinho.

- Mãe, fecha isso que eu não quero que vc me olhe.

- Mas eu não quero te olhar não.

- Como não? Todo mundo quer me olhar!

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sábado, 2 de junho de 2012

A 3a viagem do Enzo- João Pessoa

Devidamente animados com o sucesso de Guaratinguetá, partimos no mês seguinte (abril/2010) ao aniversário de 1 ano para visitar o vovô paterno, que então residia em João Pessoa, na Paraíba.

Novos desafios se apresentavam, como a viagem de avião e a alimentação, mas estávamos bastante confiantes. Afinal, seria uma viagem curta, de apenas 3 dias.

Só que estávamos no auge da 'fase das viroses e doencinhas', desde que ele tinha entrado para a creche, e não escapamos ilesos dessa vez.

Entretê-lo no avião, claro, não foi tarefa fácil. Estouramos saquinhos de vômito, deixamos ele explorar o ambiente, abrir e fechar janelinhas e o que mais conseguíssemos encontrar para distraí-lo. Com a chupetinha durante a decolagem para não ter pressão nos ouvidinhos e mamadeiras, biscoitinhos e brinquedinhos reservas, conseguimos chegar bem ao nosso destino.

Só que, mãe inexperiente, deixei de levar uma roupinha extra na bagagem de mão... e ao chegar no aeroporto, tivemos um jato forte de vômito.  Seria do vôo? Seria da diferença de temperatura? Seria (ó céus, não) prenúncio de virose? Enfim, chegadas as malas, limpamos e o trocamos, seguindo viagem de táxi (torcendo para o evento não se repetir ali).

Chegamos no hotel ilesos e o menino parecia realmente ótimo.

O hotel escolhido foi o Tropical Tambaú. O maior e, supostamente, melhor hotel da cidade. Pelas minhas pesquisas de internet na época, o único com alguma estrutura para crianças e bebês. Tinha uma linda área com brinquedos e recreadoras, parquinho externo, piscina infantil, redário e restaurante com serviço de quarto, em cujo cardápio se viam várias opções de sopinhas e comidinhas que poderíamos oferecer ao nosso filho. Além disso era muito bem localizado, praticamente dentro da praia de Tambaú e com uma interessante arquitetura arredondada.

O problema era o quarto. Pareciam dois mundos diferentes! Dentro do quarto nos sentíamos encarcerados, cercados de mofo e formigas, decoração (?) decadente, serviço de quarto absurdamente deficiente e lençóis vagabundos e mal limpos, apesar da bela vista para o mar.

Mas não fui enganada. Essas informações eu já tinha lido em todo lado. A opção foi consciente pela área comum do hotel e a localização, que realmente não deixava a desejar. Havia também a esperança de sermos agraciados com um quarto reformado (o hotel informava que estava reformando os quartos aos poucos), mas não tivemos essa sorte.

Enfim, apesar de estar chuviscando, meu marido logo levou nosso filho para a piscina. Mãe neurótica que sou, tremi, mas era viagem, estava bastante quente na cidade e tínhamos que aproveitar...

Na piscina do hotel Tambaú


Depois de aproveitar um pouco do hotel e sua área infantil, seguimos para um pequeno centro comercial que fica em frente a ele, onde eram vendidas várias comidas típicas. Marido quis provar um rubacão com açaí e eu aproveitei para oferecer o açaí ao Enzo, pois era algo que ele já tinha comido com o pai em lanchonetes do Rio, mas ele não aceitou.

Enfim, aí começou minha luta de oferecer coisas para ele comer e ele não aceitar. O pai, como sempre, dizendo que não era nada, devia ser emoção da viagem e que logo ele voltaria ao normal.  Mas meu coração já estava apertado.

Após esse almoço, seguimos para a casa do vovô, em Cabo Branco e, de lá, para o shopping  Manaíra,   que tinha um excelente espaço para crianças, com ótimos recreadores, muitos brinquedos para todas as idades, incluindo um trenzinho que andava pelo teto e teatrinho de fantoches.  Enzo e seu tio (de 3 anos!) amaram o passeio!

Á noite, ainda passamos pela feirinha de artesanato de Tambaú e e fomos a um restaurante chamado Espanhola, onde comemos muito bem e com música ao vivo.  Enzo apenas aceitava a mamadeira e mesmo assim, sem muita vontade.

No segundo dia de viagem acordamos cedo e seguimos com a família do vovô para o Parque Zoobotânico Arruda Câmara.  O parque fica um pouco longe da cidade e é necessário alugar um táxi que fique nos esperando terminar o passeio, de outra forma ficaria um tanto difícil sair de lá.

A conservação do lugar era meio fraquinha, também não havia muitos animais para ver, mas, perto de um lago, havia pedalinhos, pôneis e um trenzinho para passeio, o que acabou compensando.

Voltamos para o hotel para uma tarde na piscina e, à noite, saímos pela orla para um passeio. Ventava bastante e foi difícil encontrar um restaurante protegido do vento.  Eu, que já estava ficando pra lá de neurótica com a alimentação do Enzo, comecei a senti-lo meio molinho.  No restaurante constatei que já estava com febre.

Voltamos para o hotel e o colocamos para dormir. Eu passei toda a noite aferindo a febre e esperando que pedisse pela mamadeira, o que não acontecia... Tentei até forçá-la durante o sono, mas ele não aceitou. Já eram quase nove da manhã quando eu vi que a febre já beirava os 40 graus.

Pânico.

Acordei meu marido, que dormia até então, com toda a sua tranquilidade.  Claro que duvidou que a febre estivesse alta como eu dizia, mas o termômetro não mentia. Enzo mal conseguia abrir os olhos. Eu liguei para a Unimed e descobri que tinham um hospital do outro lado da cidade, para onde fomos o mais rápido possível.   Lá fomos bem atendidos e ele foi diagnosticado com muito pus na garganta e secreção na face. Entrou pela primeira vez na vida no antibiótico e ainda tivemos que colocar um remedinho no ouvido para que a secreção não produzisse dor com a pressão do vôo.

Na volta, não houve trabalho para entretê-lo, já que ficou sempre deitadinho e bem caidinho.  Peninha. E muita culpa no coração dessa mãe por não ter lido melhor os sintomas antes, ter deixado ele se alimentar tão mal, ter deixado ir na piscina com chuva, etc.

A 2a viagem do Enzo - Guaratinguetá

Uma semana antes de completar um aninho, tivemos que encarar a estrada para Guaratinguetá, SP, para o aniversário das primas gêmeas da Alemanha, filhas do irmão do meu marido que lá reside.

Depois daquela primeira tentativa, confesso que havia grande tensão na empreitada.

Optamos por sair do Rio às 17h de sexta-feira, buscando-o na creche após o jantar, que era dado às 16:30. Com isso, imaginávamos que ele dormiria boa parte do trajeto.  Só não contávamos com um enorme engarrafamento na saída da cidade. Então, a viagem que era para durar 3 horas, durou quase 6!

O pequeno tirou uma soneca durante o engarrafamento, acordou quando pegamos a estrada, mas também não reclamou muito até quase as 20:00h, quando paramos para dar a mamadeira e ele, mais calmo, conseguiu voltar a dormir.

Surpreendentemente, adaptou-se bem ao berço da chácara em que ficamos hospedados e divertiu-se muito explorando o novo ambiente, embora com passos inseguros, afinal só tinha começado a andar umas 2 semanas antes... Conheceu galinhas, sapos e se mostrou encantado com todas as novidades.

Olha, Enzo, um sapinho!

A comida também não foi problema, pois pegou carona na papinha das primas e ficou bem satisfeito!  Aliás, essas papinhas nos salvaram, porque o meu "bebê gourmet", desde os 7 meses, não aceitava mais os famosos potinhos nestlé que são os salvadores das mães viajantes...

Ainda havia várias mamadeiras para lavar, mas não era mais necessário esterelizar e ali me dei conta de interessante fenômeno, constatado em todas as viagens seguintes: ele mama muito menos à noite durante as viagens do que quando está em casa!

Na volta, aproveitamos o horário da soneca pós almoço, que era de cerca de 2 horas na época, e voltamos para casa com bastante tranquilidade.

E, agora sim, com gostinho de quero mais!!

A 1a viagem do Enzo - Cabo Frio


Quando Enzo completou 4 meses de idade, resolvi não fazer a já tradicional festinha de mensário e iniciarmos a cria na paixão dos pais: viajar!

Não foi assim uma viaaagem. Era mais um passeio à região dos Lagos.  Fim de semana só.

Catástrofe.

Enzo ainda estava na fase do chororô intenso ao sentir sono. Tinha que ser embalado e distraído até cair de exaustão, ou usava todas as capacidades de seus pulmõezinhos. Durante o dia, em outro ambiente, até não era tão difícil, mas à noite, no quarto de hotel, tendo que colocá-lo em um berço diferente? Caos.

Isso sem falar que ainda acordava 423415 vezes por noite. Para mamar. E meu marido, embora seja ótimo pai durante o dia, sempre foi uma negação para as noites. Se tiver que se levantar, o faz num mal humor tal, que é melhor nem contar com ele. Então, eu fiquei exausta e irritada com a situação. Como não somos favoráveis a viajar com babá, não tinha com quem revezar as noites e, no dia seguinte, se ficasse descansando, perderia o passeio. Isso sem falar que ainda tinha que lavar e esterelizar as mamadeiras na cozinha do hotel, o que consumia um bom tempo de manhã e à tardinha.

Convidamos meus pais para ir conosco. Só que isso não deu certo também.  Marido teve um ataque de ciúmes, implicou com o excesso de colo, com as 'ninadas' e com frases do tipo "vó é para estragar mesmo"...  Na verdade, acho que minha mãe quis me ajudar, mas não teve muita diplomacia e, ao invés de oferecer ajuda, vinha logo pegar o bebê do meu colo para resolver a situação.

Como disse, ele é um pai bem participativo, mas quando está com meu pai, tende a ficar sentado à mesa horas, comendo e bebendo, enquanto deixa o filho aos cuidados das mulheres. Mesmo assim, deu algum "defeito" na cabeça dele e deu-se um stress totalmente desnecessário.

A viagem de carro também não foi fácil. Cinco pessoas e bagagens amassadas num carro com um bebê que odiava ficar naquele bebê conforto virado de costas. Choro e reclamação na certa! Acho que aquela posição, com o carro andando, o deixava enjoado pq, assim que o assento pode ser virado, aos 9 meses, ele parou de reclamar de andar de carro...

De qualquer maneira, ainda passeamos na noite de Buzios e fomos conhecer a chácara de um amigo do meu marido.

Enzo e suas malas!!


Quando não estava chorando, Enzo parecia estar gostando da experiência. Riu com os vendedores da praia, explorou os novos ambientes e até deu suas paqueradas na Rua das Pedras!

Ocorre que ele nunca foi um bebê passivo, desses que fica no carrinho quietinho. Ele sempre exigia movimento, colo (ou canguru), agitação. Então, até para sentar num restaurante, ficava difícil.

Ou será que éramos tão inexperientes que não conseguimos entretê-lo e aproveitar?

Enfim, foi um início conturbado para o pequeno viajante e, para mim, trouxe a certeza que eu teria que aguardar um bom tempinho antes de uma nova tentativa...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A PRIMEIRA NAMORADINHA

No primeiro dia das mães da escola fui surpreendida por uma menininha morena que além de muito abraçar e beijar o Enzo, deixou o colo da própria mãe para sentar-se no meu durante a festa.  Colo dividido entre os dois, mães atônitas, achou-se graça.

Eles tinham, na época, 1 ano e 4 meses e eram "colegas de turma" desde o ingresso do Enzo no berçário da creche, aos 8 meses.

O tempo passou e os dois se revezaram no interesse. Houve uma época em que o Enzo ficou sem paciência para os 'agarramentos' dela, que o chamava de Enzinho e apertava-lhe as bochechas.

Hoje em dia, 2 anos depois, é ele quem anda totalmente apaixonado. Perguntado por sua namorada, não responde mais que é a mamãe, mas a Lorena. Vira e mexe, insere-a em qualquer conversa. "Vou levar isso pra escola e vou emprestar para a Lorena"  "Vamos viajar? Mas a Lorena vai também?" "Na escola foi tudo ruim. Só a Lorena foi bom".

Outro dia fui surpreendida com um "Eu amo a Lorena". Choquei.

A família dela virou amiga nossa, é gente muito querida e muito boa. Não incentivamos a questão do namoro, mas não há como não acharmos graça dessas declarações.

Já sabemos que vão para escolas diferentes no próximo ano. Talvez morem em países diferentes em poucos anos, já que o pai dela mora nos EUA e a mãe, repórter televisiva, tem planos de ir para lá.

Mas, se um dia se reencontrarem, terão fotos e historinhas fofas para relembrar. E, se for coisa do destino mesmo, eu que me cuide com essa norinha, pois ela já demonstra ser uma menina de gênio forte! : )

O VÍCIO DO ENZO

Para auxiliar nas viagens, comprei um Ipad e baixei vários joguinhos interessantes para crianças pequenas.  Isso me ajudaria, especialmente, a distrair o pequeno nos vôos mais longos e nos restaurantes, quando, após comer, ele fica extremamente ativo e não nos deixa terminar um prato com tranquilidade.

Funcionar, funcionou. Conseguimos até cochilar no avião de volta da Bahia semana passada, enquanto ele jogava, trocava de jogo, jogava, etc. Sozinho.

Só que ele gostou demais da coisa. Viciou mesmo. Do tipo de só pensar nisso, só pedir isso. E fazer xixi na roupa, na cadeira do restaurante, só pra não ter que parar de jogar para ir no banheiro.

Entramos em racionamento do gadget, que se tornou o principal objeto a ser "retirado" em caso de malcriações e pirraças. Fez coisa feia? Sem Ipad por x dias.  E toda vez que o pede, é lembrado do que fez de errado, para firmar bem o conceito

Bom, como castigo está sendo eficaz, mas estou morrendo de medo da adolescência, quando não será tão fácil ter controle sobre computadores e afins... E já viu que o menino vai gostar da coisa, né?


UPDATE:  O que não é tão ruim é que o jogo favorito dele é um jogo muito educativo para raciocínio matemático, que ensina números, quantidades, padrões, combinações... Se eu quisesse concorrer a colégios exigentes que exigem vestibulinhos, nem precisaria contratar professora particular para prepará-lo (o que eu acho uma loucura aos 3 aninhos, mas é o que se faz!!).