Seguidores

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Nana Nenê

Continuando a falar sobre sono, devo confessar que, durante a fase de maior desespero, aplicamos as técnicas do famoso livro Nana Nenê.

Eu não li esse livro, só li sobre ele na internet. E meu marido foi "ensinado" a usá-lo pelo irmão que mora na Alemanha.  A cultura alemã é muito diferente da nossa e é corrente o convencimento de que bebês são como pequenos animais que precisam ser adestrados.  Tenho minhas reservas quanto a essa forma de pensar, mas devo admitir que eles produzem seres (humanos e animais) diferentes dos latinos.  É de se notar que lá, nem os cachorros latem, portanto, iguais, iguais ao que temos aqui, não são não.

Enfim, a técnica preconiza que, para ensinar a criança a dormir, deve-se colocá-la no berço dizendo que é hora de dormir, em ambiente escuro (aqui rolava uma luzinha na tomada), sair e fechar a porta.

Claro que a criança se esgoela de desespero.  E, claro que os pais voltam a cada x minutos (os intervalos vão aumentando) só pra fazer "xiiii" e dizer que é hora de dormir.

Dito assim, parece horrível. E é. Não acredito que algum pai ou mãe aceite fazer algo assim se não estiver no auge do seu desespero noturno com uma criança que não aceita ser colocada no berço, ou que precisa ser ninada ad aeternum para dormir.  Só que os bebês constantemente levam mesmo os pais a esse ponto.

Na verdade, quem fez o processo foi o meu marido. Incentivado pelo sucesso do irmão com seus 3 filhos, comprou a idéia e foi adiante. Eu me contorcia no corredor e a babá na cozinha. Aliás, tenho uma amiga cuja babá chegou a pedir demissão por que não aguentou esse processo!!

E sim, ajudou bastante.  Ele, que tinha horror de ser colocado para dormir, passou a aceitar melhor o inexorável.

Aproveito para enfatizar que o processo não teve nenhum impacto nas acordadas noturnas. Razão pela qual discordo que suas mamadas noturnas tivessem a ver com "defeitos" na hora de colocá-lo para dormir, como dizem muitos por aí.

Ele sempre dormiu no quarto dele.  Claro que, estando doente, vinha para minha cama, mas era eventual.  Na maior parte das vezes, dormíamos na cama de babá nesses casos.

Com um ano e 7 meses, começou a rejeitar o berço e pedir para dormir na cama auxiliar.  Cerca de um ano depois implicou com a grade móvel que eu colocava na cama e disse que já era "menino grande" capaz de dormir sem cair. Deixei.  E ele não caiu.

Realmente, é raro cair. Acontece, e por isso colocamos almofadões ou puxamos a cama de baixo para amparar eventual queda. Mas ele vai para cama, normalmente de boa vontade, entre 20:30 e 21h. Mama, abraça o Loludo, seu cachorrinho, e dorme em minutos.




Nenhum comentário:

Postar um comentário