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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Projeto Viagem Europa 2012 - I

Adoro viajar! Mesmo com filho pequeno, é uma das coisas que mais gosto de fazer. É claro que viajar com criança requer muito mais organização e planejamento para funcionar, mas descobri que pode ser uma delícia também. 


Claro que as viagens não são as mesmas de antes.  Os destinos são sempre pensados pela ótica da diversão e conforto com e para o Enzo.  As escolhas dos hotéis passaram a exigir baby copa, piscina coberta, kid´s place, cardápio infantil e recreação (nem sempre dá para ter tudo, claro!).  A escolha dos locais visitados considera a existência de parques, zoos, e outros entretenimentos infantis ou adaptáveis a crianças pequenas.
Ressalto que é algo que funciona porque tenho um marido que, especialmente nessas ocasiões, é muito participativo e curte esses intensos momentos "família" tanto quanto gosta de viajar.


Enzo já viajou MUITO. Provavelmente, muito mais que a maioria da população brasileira.  Já foi ao Nordeste 3 vezes (João Pessoa e Jacumã - na Paraíba; Aracaju - em Sergipe; Recife, Porto de Galinhas e Ilha de Itamaracá - em Pernambuco), ao Sul 2 vezes (Foz do Iguaçu e Gramado/Canela), a São Paulo 4 vezes (capital, Guaratinguetá e Campos do Jordão), a Minas 1 vez (Tiradentes), e no Rio de Janeiro foi a Cabo Frio, Buzios, Teresópolis e Paquetá.


Mas ainda não tinha tido coragem de sair do Brasil com ele.  Marido cobrava muito, pois tem uma irmã em Portugal e um irmão na Alemanha. Todos com filhos pequenos também. 


Mas uma viagem para o exterior era outra coisa... Horas e mais horas de avião, comida diferente, remédios diferentes (caso precisasse). Isso sem falar que não pode ser uma viagem curtinha, mas, no mínimo de 12 dias.  Eu não estava preparada para isso. E acho que ele também não. Mas agora estamos a caminho e já planejando a primeira parada: Portugal.


Só que, a viagem mesmo é só em agosto, pois queremos ir no verão e julho é altíssima temporada, enquanto em junho já começam as olimpíadas de Londres. 


Mas os preparativos já começaram. E animados!

O Desfralde

O desfralde não foi fácil. Desde que ele fez 2 anos, começaram as pressões. Algumas amigas tiveram sucesso rápido com seus filhos e recomendavam muito.
A escola criou um uma escala para que as crianças começassem o processo.
Como coração de mãe não se engana, eu fugi o quanto deu.
Diziam que seria uma liberdade se livrar das fraldas, mas eu sempre achei que as fraldas descartáveis é que representavam uma grande liberdade. Ok, eu sei que o meio ambiente sofre com elas... mas eu não seria desprendida a ponto de não usá-las. Não sou tão ecológica assim. Deixe que a Johnson´s se encarregue de descobrir uma forma de descartá-las!
Enfim, essa era minha opinião sobre as fraldas e, com certeza, também era a opinião do meu esperto filho, que não abriria mão dessa liberdade tão fácil assim...
A escola marcou dele começar em abril.  Mas tínhamos férias marcadas para maio e junho (Foz do Iguaçu e Nordeste) e, como a criança não pode ter muitas alterações de rotina nessa fase, adiamos.
Na volta ainda adiamos umas 2 semanas em razão do tempo frio de inverno, mas em meados de julho tivemos que começar.
Foram 5 meses de luta. Períodos melhores, períodos de regressão. Muito xixi e cocô escorrendo pelas pernas e pela casa.
Tivemos períodos de muita psicologia, em que não nos alterávamos ao ver os escapes. Outros em que perdíamos as estribeiras mesmo, porque é uma coisa difícil ver a criança negar a ida ao "troninho" pra fazer em seguida na roupa. Ou limpar tudo seguidas vezes numa só manhã ou noite.
Claro que ele "acertou" muitas vezes nesse período. Mas "errou" muitas outras também. Sem se abalar.
E nossos passeios, nossos momentos juntos, ficavam maculados por essa tensão contínua. "Não quer ir no banheiro, filho?" "Tem certeza?" "Olha, a mamãe vai. Ó o barulhinho do xixi da mamãe! Quer fazer xixi no meu xixi?" "Vamos mandar o cocô para a cocolândia? Para ele encontrar a família dele? Eu acho que ele quer ir... tô sentindo um pumzinho..."
Não dá pra se divertir muito quando se tem que tomar conta do sistema excretor alheio. Nem quando se está sendo cobrado por ele a todo momento.
Em novembro veio a sugestão dos adesivos-prêmio! Esse foi o achado! Parece que finalmente ele começou a achar que podia valer à pena perder o conforto de fazer suas necessidades onde e quando quisesse, se fosse para ganhar um brilhante adesivo a ser colado no banheiro!
Na segunda semana de dezembro parece que a coisa foi finalmente incorporada e eu pude comemorar, finalmente, esse bendito desfralde!

Aprendendo nossa língua

- Mãe, já comei!!

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- Olha, mãe, esse boneco afunda, mas esse "abóia"!
- Não, filho, não é abóia. É bóia.
- Ah, tá. Esse aqui bóia e esse outro "funda"!

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- Enzo, vc não quer comer, não quer sair, não quer dormir. Quer o quê?
- Eu não quero de TUDO!!

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Nana nenê, que cuca vem pegaaaar
Papai foi na roça, mamãe foi daaaar

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Arrá! Vou te matar, seu mindioca (idiota)!!

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- Mãe, vou pentear sua bocelha!
- O Quê? (quando noto a escova de dentes usada pela avó para pentear sobrancelhas...)

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- Mãe, cadê meu relógio do Ben 10 (que é uma lanterna)?
- Tá na gaveta, mas está de dia.
E ele, dirigindo-se ao interruptor de luz:
- Então eu vou ligar o escuro.

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Brincando de esconde esconde:

- Mãe, você falou que ia me procurar lá no quarto, mas não iu!

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- Eu pum dei.
- Peidei, Enzo.

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O 'dis' mágico:

- Mãe, dismassa? (desamassa)
- Assim disminui. (diminui)
- Aí ele se disforma. (transforma)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A retirada da chupeta

Vou te dizer uma coisa sobre a retirada da chupeta: foi mais fácil do que eu pensava e me arrependi mais do que imaginava.
Enzo está com 2 anos e 9 meses. Idade ótima. Falante, entende tudo, argumenta. Há alguns meses vinha 'fazendo sua cabeça' quanto a deixar a chupeta. Comecei com uma estória de trocar com Papai Noel por uma bicicleta, e que a chupeta seria dada aos bebês pobres. Ele até gostou da idéia, aparentemente. Mas desisti, por dois motivos:
1 - Se não funcionasse, não queria que o bom velhinho, que ele tanto curte, virasse um traíra ladrão de chupetas.
2 - Ele não pedala ainda no triciclo nem consegue andar direito no patinete que ganhou. Então, muito provavelmente, seria mais um trambolho na minha sala.
Fui então, mudando a estória. Fizemos uma linda viagem para ver o Natal Luz de Gramado (ou Pólo Norte, como ele chama), que será assunto pra outro post. E lá, confesso, deixei ele abusar da chupeta que, em casa, já tinha reduzido ao uso na cama para dormir. Afinal, eram tantas novidades, tanta excitação, que dormir ou sonecar sem incentivo ficava difícil.
Na volta à escola a professora me interrogou sobre o retorno dele ao vício. Já que lá não usava ou pedia há meses!
Na mesma semana, uma amiga em visita à cidade me convenceu que seria muito mais fácil tirar agora que aos 4, 5 anos e que era a recomendação de todos os dentistas, pediatras, etc.
Então, forcei a barra na lavagem cerebral.
Ele começou a fazer tentativas por conta própria. Mas, agitado como é, nem sempre conseguia. Aí, depois de uma hora fritando na cama, se rendia e pedia seu 'rivotril baby'.
Uma bela noite, conseguiu.
E achou que não precisava mais e não pediu mais. Assim. Só isso.

O problema foram os efeitos colaterais. Para esses ninguém prepara as mães.
1 - A qualidade do sono piorou sensivelmente. Passou a chorar e reclamar quando acordava durante a noite, por não ter seu "calmantezinho" à mão.
2 - Levá-lo para a cama ficou beeeem mais difícil. Antes, havia a sedução da chupeta que o aguardava lá, então, ia na maior boa vontade. Agora, é só relutância e chororô.

E eu fico me perguntando: qual era mesmo o grande problema de ter deixado a chupeta só pra dormir até os 4, 5 anos????


UPDATE: Após algumas semaninhas de dificuldades, ele aprendeu a dormir sem chupeta. Realmente, abandonou o sono vespertino, o que foi uma pena para mim (na escola ainda dorme - efeito manada) e exige especial cuidado para não capotar após as 16h e atrapalhar o sono noturno.  Mas, no fim, vale à pena ultrapassar essa fase e proporcionar um saudável crescimento ao nosso pequeno.