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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Março 2018 - Ilhéus

Dos dois dias inteiros que tivemos em Ilhéus, um deles passamos aproveitando o encontro com a parte da família que mora em cidades próximas no sul da Bahia.


No outro dia, pegamos o tour da empresa que fica no próprio hotel e demos uma volta pela cidade. O passeio valeu muito à pena, pelas muitas histórias locais que a guia e o motorista contaram sobre o período dos Coronéis do cacau, tão bem retratados nos livros do mestre Jorge Amado.

A primeira parada foi numa lojinha de artesanato:

Rodrigo se assanhando com a Gabriela..
mas o Nacib tava de olho!😉
 Passamos por prédios em que moraram pessoas que inspiraram personagens dos livros e outras, que fizeram a história da cidade.

Como grande fã de Jorge Amado, me deliciei ao saber que ele mudou-se de Itabuna para Ilhéus, por ter havido uma enchente na 'roça' de seu pai e que foram muito pobres durante bastante tempo, até que a família ganhou na loteria, o que permitiu ao seu pai tornar-se um 'Coronel do cacau'. Com isso, ele transitou por todos os círculos da cidade e angariou toda a informação de que pode dispor ao escrever suas obras.
Casa da família de Jorge Amado, que agora é um museu


Azulejos ingleses

Lá encontramos roupas, objetos, móveis e livros do escritor

Pegando inspiração pelos dedinhos!
Após a visita ao museu, passeamos pela cidade ouvindo mais histórias deliciosas.

Passando por uma praça, vimos uma aula da tradicional capoeira.

O famoso bar Vesúvio, dos inesquecíveis Nacib e Gabriela, por onde atravessavam os coronéis para chegar ao Bataclan, enquanto suas mulheres passavam horas numa missa interminável, rezada em 3 línguas, graças ao bem remunerado pároco...

A igreja construída sobre a antiga capela dos anos 30
 A cidade de Ilhéus não é mais rica como outrora, mas ainda é bem movimentada e se vê que guarda muitos sinais de sua época áurea.
Por outro lado, o cacau não é mais dominado pelos coronéis e, ao pulverizar a produção entre pequenos proprietários, se está mudando o perfil desse comércio, tendo muitas fazendas optado por beneficiar e lançar marcas próprias de chocolates. Segundo nos foi dito, um produto de muito melhor qualidade, que aproveita a manteiga do fruto, dispensando a gordura hidrogenada e com menor volume de açúcar.
Não sei se são mais saudáveis, mas provamos chocolates deliciosos por lá!


Muito esperada, a visita ao Bataclan provoca nossa imaginação!  O prédio foi consumido por um incêndio (dizem que causado por senhoras da sociedade), mas sua fachada é original e seu interior foi reconstruído para relembrar seu passado 'glorioso'.




Até eu me animei a posar como uma corista! 😊

O quarto de Maria Machadão não é original, apenas uma reprodução com objetos da época.  Entretanto, além de muito bem montado, serve de palco a um poeta local que conta histórias por uma remuneração voluntária. Vale à pena ficar para sua apresentação.

Com a típica penteadeira de ... cafetina!



A última parada do tour era numa feira de artesanato, mas tomamos um Uber para seguir logo para a praia dos milionários - assim conhecida porque só se chegava lá de barco, portanto era onde os milionários levavam as meninas do Bataclan para fazer festas. Hoje em dia é acessível por uma ponte e é onde há várias barracas de praia. Ficamos na Barraca Gabriela




A praia é agradável, mas a maré sobe muito rápido!
Tivemos que ficar na parte de cima da 'barraca' para almoçar... e aturar a rádio Jequié tocando músicas horrorosas e altíssimas!



Ao fim do dia, sorvete, pipoca e caça aos pombos da praça para a despedida dos priminhos!





quinta-feira, 19 de abril de 2018

Março 2018 - Ilhéus - Resort Tororomba

Fomos para Ilhéus na Páscoa!

Pegamos um voo bem cedinho e adotamos um novo 'filhote', o Zé Preguiça!

 

Pegamos um transfer do aeroporto até o Resort Tororomba por 80 reais, numa empresa que contratamos lá mesmo. Os taxistas chegaram a nos pedir 120 reais. O aplicativo do Uber não funcionou no aeroporto, mas há Uber disponível na cidade.

O Tororomba não é exatamente um resort, está mais para hotel com estrutura. Não tem academia, spa, parque infantil, e  suas instalações são bastante simples, sem luxo.

Os quartos ficam em chalés espalhados pelo hotel

Há modelos tradicionais e outros mais modernos

A decoração dos quartos é bem espartana


 
Nosso chalé ficava com vistas para o mar e o rio, então era muito agradável

E tinha rede, o que não pode faltar na Bahia!

O paisagismo do hotel é bastante bonito


Uma empresa de turismo organizava passeios entre os hóspedes, o que era muito prático, pois o hotel fica bem longe do centro da cidade (uns 15/20 minutos de carro):

 

 Nosso pacote tinha meia pensão e a comida era bastante boa, de um modo geral, e era servida à beira da piscina. No jantar, achei que essa disposição não ficou legal pois a fila única do self service gerava um tempo de espera muito longo para os hóspedes quando o hotel está com alta lotação. Foi o que mais me incomodou por lá.


Arros com "colve"

Uma coisa simpática foi disponibilizarem água e sucos, sem cobrança em separado.

A piscina é ampla e a água parece ser um pouco aquecida

O tobogã só funciona poucas vezes ao dia, com a recreação
e Enzo não curtiu muito. Muita fila para subir. Um é rápido
demais e o outro lento demais.
 No hotel há recreação, mas não aproveitamos muito.

Ponte para a praia

A água desse rio tem propriedades minerais e é bem escura,
sendo também usada para banho.

Resolvemos fazer uma aula de surf com o Enzo

O professor prometeu que ele ficaria em pé nessa primeira
aula, o que eu achei meio exagerado.




E não é que ficou em pé!!
 O problema é que ele ficou incomodado com a camisa, que era muito grossa, e depois que a tirou, descobrimos que tinha alergia à parafina. Acabou a aula todo empipocado, tadinho!

A praia tem bastante ondas e é mais agradável de olhar do que de ficar na água.


Ao fim do dia, curtíamos nossa varandinha ao por do sol.
E, embora os relatos que li dessem notícia de muitos mosquitos na região,
achei bem tranquilo nesse quesito.

Só nos incomodamos com algumas festas do resort, realizadas
a partir das 21h ao ar livre, mas o barulho não acabava muito tarde.