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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Parque Gaúcho e Jardim das Lavandas

Em nosso último dia, tinhamos uma manhã para aproveitar.  O tempo tinha melhorado e não estava mais nebuloso como antes, nem chovia tanto.

Pegar estrada no dia do vôo é sempre estressante, pois atrasos podem ter consequências terríveis... além disso, era final de feriadão. Então tivemos que escolher apenas duas atrações, optando por duas que já ficavam na estrada para Porto Alegre.

Antes de sair, ainda tivemos mais uma distração com as aves do hotel. Enzo resolveu 'salvar' a perua que estava sendo 'machucada' pelo peru, atirando uma pedrinha nele, e parece que acabou causando um acidente diplomático com o pavão!

A perua sob o peru

O pavão pagando o pato...

A briga foi feia!


Feito o check out, seguimos pela Rodovia 115, em direção a Porto Alegre, até o PARQUE GAÚCHO.

Esse parque divide espaço com o Zoo de Gramado, que é muito bom, mas já tínhamos visitado na vez anterior. Segundo soubemos, vai ter uma área de resort integrado às duas atrações.

O Parque Gaúcho não tem muita propaganda, mas é um local muito interessante. Uma série de galpões onde fizeram um museu antropológico do gaúcho. Eu me surpreendi muito com a rusticidade da vida desses desbravadores. Sinceramente, pareceram pouco mais evoluídos do que homens do início dos tempos.  Tudo era feito de couro, madeira, lã e ossos, o que tinham disponível nas pradarias.

Obs.: Não espere encontrar danças típicas, pois não é um CTG. Para isso, me foi sugerida a churrascaria Garfo e Bombacha.

Nesse dia, Enzo não estava com muita paciência para museus, estava agitado e preferiu correr pelo lugar, que estava vazio, já que éramos os únicos clientes naquela manhã.


Galpões grandes, com muitos objetos em exposição
Pelotas, um tipo de flutuador. Novidade para o Capitão Digão.

Carroça
Bancos e fornos
Ao final, chega-se a um grande restaurante típico
Churrasco e chimarrão, claro.
O restaurante é muito amplo e tem até uma pequena área para crianças pequenas.



 Porém, como ainda era muito cedo para almoçar, fomos para a área dos animais. Apesar de terem planejado liberar os passeios (cavalo, pônei, carroça) após o meio dia (estavam em limpeza daquela área, em razão das chuvas dos dias anteriores), como éramos os únicos clientes do museu e íamos embora naquele dia, fizeram a gentileza de nos levar e preparar o pônei para o Enzo dar uma voltinha.

Conhecemos uma adorável cadela da raça cimarron, que eu não conhecia
Não sei a raça desses bois, mas os chifres eram impressionantes!
Voltinhas no pônei
Arena de doma
Ovelhas
Gauchito
 De lá, fomos ao Le Jardin, chamado Parque das lavandas, que de parque mesmo, não tem nada. É, na verdade, uma propriedade na qual se cultivam lavandas (alfazema) e tem uma simpática lojinha de produtos relacionados, com estilo provençal.


 E a decepção do dia ficou por conta desse passeio! TODAS as flores de lavanda haviam sido quebradas pelas chuvas e granizo dos últimos dias! Então, essa área que era para estar toda azulzinha/roxinha e linda para fotos, estava assim, peladinha:

Sim, haviam outras flores. Mas nada de lavandas.

Detalhe da lojinha
Enfim, recomeçou a garoar e resolvemos botar o pé na estrada.  Enzo dormiu bastante tempo e, quando acordou, teve sua estreia em uma churrascaria rodízio em Novo Hamburgo.






Acabamos chegando cedo ao aeroporto e o jeito foi arranjar distração. O livro da vez foi o Diário de um Banana, que acho que nem era para a idade dele, mas foi um sucesso!












terça-feira, 10 de novembro de 2015

Rua Coberta, Árvore Cantante e Acendimento das luzes

Após o almoço, voltamos para o hotel para nos refugiar do frio e da chuva. A idéia era de voltar para a Borges de Medeiros, por volta das 16h para ver a Parada de Natal, um desfile simples do Papai Noel em um carro aberto pela rua. Mas tive medo de levar o Enzo e, por causa da chuva, não acontecer.... Então, ficamos por lá mesmo até o anoitecer, explorando um pouco mais nosso rústico e simpático hotel.

Cheirando hortênsias
Gazebo
Mamãe modelo

Flores
Descobrimos outras aves em um viveiro
Anzol
Alguém ficou com a retaguarda molhada...
Mais belo ângulo do restaurante, na minha opinião
Mais tarde, fomos para o Centro, pois havia a programação de dois eventos gratuitos do Natal Luz: a Árvore cantante e o Acendimento das luzes.

Camadas e mais camadas de roupas na tarde de frio mais intenso que pegamos

Rua coberta, já lotada!

Decoração natalina



Passamos pela lojinhas, procurando um local para comer. Tivemos a breve ilusão de conseguir um lugar nas áreas externas dos restaurantes, para conseguir ver o show, mas as mesas estavam com reservas a R$ 300,00 de consumação. Acabamos parando em um restaurante próximo à área do show, mas na área interna, onde fizemos um lanche rápido.


A fila para assistir a Árvore Cantante já estava enorme e os lugares lotaram logo. Só dava para ver alguma coisa quando nos esgueirávamos por entre a multidão imprensada contra as grades.  O show foi muito mais curto que o que vimos anos atrás, só durou meia hora. Ouvi reclamações também de que o número de apresentações diminuiu muito.

Então, fomos comprar os chocolates para nós e para presente na loja da Caracol e sentamos na varanda para tomar um delicioso chocolate quente e ouvir o restante da apresentação.

Quando acabou, a multidão já se dirigiu para a rua Borges de Medeiros, em frente ao Centro de Convenções, onde se daria o Acendimento das luzes.
Foto da decoração do local, tirada antes de escurecer
 Todos tentaram se colocar em um bom ângulo de visão, por entre as decorações de natal, a despeito da garoa fina e do frio que fazia.


Enfim, às 20:30, os personagens apareceram na varanda e começaram a fazer o "teatrinho" que prepara para o acendimento das luzes.


Falaram, falaram, falaram. Um texto enorme e bem sem nexo, para o meu gosto, por uns 15 minutos. E o povo lá, no frio, na garoa, com os filhos pendurados no cangote, esperando o bendito acendimento.


Então, os personagens, fiéis ao texto decorado, começaram a anunciar o acendimento! Mas nada acendia. A impressão que tivemos foi que foram colocando cacos no texto, pedindo pras crianças mentalizarem cada vez mais forte. As pobres crianças mentalizavam. Os personagens olhavam para a direita. Toda a multidão olhava para a direita. Nada de luzes. Os personagens apontavam para a esquerda. A multidão virava-se para a esquerda. E tinha uma luzinha lááá longe e um pedacinho da árvore da igreja que estava iluminada.


Após mais de meia hora virando pescoços e esperando por um milagre, os personagens encerraram o espetáculo como se luzes houvessem. Mas estava tudo apagado por uns 3 quarteirões, como na foto acima. Enzo não entendeu nada, reclamou de ter feito 'força mental' à toa e reclamou dos personagens tinham dito que tinha acendido, quando não tinha!  No final, saímos cantando uma versão da música do natal luz "Um natal feliiiiiiz", que virou "Um natal escurimmmmm". E foi a parte mais engraçada da noite.


No caminho para pegar o carro, deixado a alguns quarteirões de distância, encontramos um trecho da rua que tinha acendido.




segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mundo a Vapor, Mundo Encantado e Cantina Pastacciutta

O terceiro dia começou ainda mais frio, mais chuvoso e mais cheio de névoa que o anterior. E eu, que não tinha acreditado que pudesse fazer tanto frio, não tinha levado nenhum super casacão de frio, então tive que me virar fazendo camadas e mais camadas de roupas. No final, parecia um robô e mal conseguia me mexer!

Precisávamos, então, de outras atividades em recinto fechado.

Gramado inaugurou uma série de atrações nos últimos anos, mas segundo eu pude pesquisar, a maioria é do tipo 'museu caça níquel', caros e sem conteúdo. Tem museu de carros, de motos, de cera, de dinossauro, de cenários, etc.

Como a maioria deles ficam pela rua das Hortênsias, que liga Gramado a Canela, junto com várias lojas de chocolate, roupas e sapatos, fomos para aquela direção. O problema é que não se via NADA mesmo. Só ao passar pela porta do lugar se tinha alguma visibilidade de onde estávamos. Então marcamos o GPS no Mundo a Vapor, que é um clássico da cidade, mas só tínhamos visto por fora da outra vez.

Como encontrar as atrações assim?
Mundo a Vapor
 Eu achava que seria um museu exclusivamente sobre trens, mas me surpreendi muito positivamente com ele.  Na verdade, é um museu sobre a obsessão do seus criadores por máquinas. Dois irmãos, pessoas muito simples da cidade, que construíram réplicas e maquetes de diversas linhas de produção, especialmente alimentadas por mecanismos a vapor. Cada setor tem um guia explicador e o Enzo, assim como as demais crianças que lá estavam, assistiu interessadíssimo a cada uma das exposições.



Siderúrgica

Movimentos das máquinas a vapor

Energia eólica

Fábrica de papel
No final, tem até um passeio de trenzinho!


Lá também tem um local para tirar 'fotos de época', mas era tanta roupa pra tirar àquela altura, que desistimos...

Como todo mundo estava procurando atrações indoor, o local ficou bastante cheio, por volta das 11h. Saímos para procurar outro lugar para visitar antes do almoço. Como já tínhamos ido no Mundo do Chocolate (atração antiga e bem legal) e acabamos parando no Mundo Encantado, que se provou ser uma das atrações 'caça níqueis' que já comentei.

Ele é derivado da paixão de um outro morador local por fazer presépios. O presépio dele cresceu para abranger várias histórias bíblicas, era colocado no centro da cidade e ficou famoso. Então ele resolveu fazer outras maquetes da própria cidade e abrir essa "atração" para mostrá-las. Só isso. Tosquinho. Se não tivesse pago mais de R$ 50,00 para entrarmos, até acharia engraçadinho. Mas por esse preço...

Entrada

Maquete mostrando colonização alemã e italiana e seus costumes

O tal presépio que ficou famoso

Cenas de Gramado
 A essa altura, já era hora de comer e a programação do dia era ir no mais famoso restaurante italiano da cidade, a Cantina Pastacciutta.

Pegamos fila de espera, mas valeu à pena

Se tem macarrão, tá tudo beleza!
Eu, sinceramente, já estava tão cheia de comer, que nem comi muito do nosso excelente e bem servido risoto de codorna...

Demos mais uma voltinha pelo Centro e tentamos tirar umas fotos da decoração quase inteiramente feita com materiais recicláveis. Mas nem animamos de sair do carro para posar por lá... frio e chuva incessantes!





Barriguinhas cheias, voltamos ao hotel para descansar e sair de novo à noite para os eventos do Natal Luz.