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domingo, 31 de março de 2013

Artista ou só exibidinho?

Cada vez a personalidade "exibida" do Enzo aflora um pouco mais.

No seu aniversário de 4 anos se mostrou realizado ao ser colocado para liderar as coreografias das danças pelo animador. Também, na hora do parabéns, roubou o microfone para cantar o parabéns, o 'é big' e agradecer.

Ontem no aniversário da Lorena, cativou a todos ao representar o rei na pecinha da "Linda Rosa Juvenil" proposta pelo animador, Tio Wanderley. Entrou simulando uma cavalgada e acordou a "Rosa" Mariana com um beijo (coisas que não estavam previstas no script). Fofíssimo e concentrado em seu papel.

À noite, na confraternização dos velejadores do Campeonato Estadual de Dingue, em que fomos encontrar seu pai, dominou a pista de dança com coreografias engraçadíssimas que pararam a festa.  Quando tocaram um forró, não se acovardou e tirou para dançar uma senhora que estava por ali.  Confesso que foi uma performance totalmente inesperada para mim!

Sua timidez, que já não era muita, acabou totalmente.  Puxa assunto, especialmente com os adultos, sobre tudo. O problema é que, por não se ter muitos freios ou verniz social aos 4 anos, torna-se um tanto inconveniente, às vezes. Ontem, por exemplo, enquanto o apresentador do evento fazia agradecimentos e sorteios, vimos o pequeno puxando sua bermuda, porque queria 'falar uma coisa no microfone'!

Há quem goste de crianças e ache fofíssimo. Há quem ignore ou mesmo faça uma cara um pouco feia ao ser interpelado. Mas o pequeno não parece se abater com isso.

Sempre achei que o Enzo se tornaria o 'garoto piadista do fundo da sala'.  E a continuar essa falta de timidez, pode ser até um homem de palco, quem sabe? O risco é virar um brincalhão inconveniente... Mas é um risco que se corre quando se tem uma personalidade tão entusiasmada como essa!


segunda-feira, 25 de março de 2013

A personalidade

Estava na festinha de ontem conversando com a minha amiga M. e comparando a personalidade dos nossos marcianos.  Enzo e Caio são opostos. Caio é sistemático, metódico. Enzo é caótico.

Caio aprecia as regras e as segue, como uma 'maria vai com as outras', como diz sua mãe.

Enzo só aceita regras na primeira etapa das brincadeiras. Na rodada seguinte, começa a subvertê-las, a inventar suas próprias novas regras, deixando os participantes ou animadores em cheque.

Caio não parece inclinado à liderança, é tímido e prefere seguir brincadeiras mais organizadas.

Enzo gosta de impor suas vontades, gosta de liderar a bagunça e, se não consegue ser líder, muitas vezes prefere fazer suas brincadeiras sozinho, afastando-se do grupo. Faz gracinhas e palhaçadas para ser notado e chamar a atenção. Puxa assunto com os adultos e gosta quando tem um que se dedique a ele. 

Exemplos: 
- Passar no tunel - Enzo passa a primeira vez, talvez uma segunda. Na terceira, pára no meio do tunel e fica lá 'fingindo de morto', para atrapalhar os outros. Ou se joga sobre o tunel. Sempre achando a maior graça de tudo.

- Andar de cavalinho de pau - funciona por um minuto, depois, enquanto todas as crianças estão galopando, o cavalinho dele já virou uma espada, está esticado para o alto e começa a 'duelar' com algum amiguinho.

- Jogos de tabuleiro - se a pessoa com quem está jogando for condescendente, a segunda rodada sempre terá novas regras, de acordo com os interesses dele, ou ele discutirá que algo óbvio não é verdade, só para causar algum caos na brincadeira.


M. teme colocar Caio em uma escola muito tradicional. Acha que ele pode ficar bitolado demais.

Eu temo colocar Enzo numa escola tradicional demais. Acho que ele pode ficar rebelde.


Embora a autoridade dos pais nunca seja questionada e não entre nas 'rebeldias' dele, não nego que esses comportamentos me irritam, especialmente quando observados com outras pessoas. Eu sou organizada e a subversão da ordem é uma chatura pra mim. Claro que também não queria ter um filho-robô, mas me vejo tantas vezes me irritando com ele para que não seja tão 'do contra', que acho que isso se torna um peso na nossa relação, às vezes. Eu fico estressada para controlá-lo enquanto brinca com os outros, para que não seja o 'estraga prazeres' e, com isso, venha a ser renegado pelo grupo. A opção seria deixar que a vida ensine. Mas ensinar ética nas relações não é papel dos pais? É ou não é?