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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Viagens em família e as férias escolares

Conforme as crianças vão crescendo, nós, os entusiastas das viagens em família, começamos a nos deparar com uma dificuldade bem grande: conciliar os períodos escolares com o afastamento para viajar!

Claro que há escolas mais ou menos dispostas a tolerar faltas para férias familiares, assim como há famílias mais ou menos radicais nesse assunto, mas a verdade é que sempre é um dilema a ser enfrentado!

Apesar do meu filho estar com muito bom aproveitamento na escola, sempre achei que era importante passar para ele que aquele era um compromisso sério, que não podíamos negligenciar. Então, desde que iniciou no ensino fundamental, sempre reduzi suas faltas para viagem ao mínimo possível, restringindo às emendas de feriados e férias escolares.

Emendas de feriados são ótimas para viagens menores, pelo Brasil ou países próximos. Podemos fazer gostosas estadias em resorts, hotéis fazenda, passeios por capitais ou visitas a parques aquáticos ou temáticos. 

Conseguimos um bom desconto chegando no Beach Park na metade de
um feriado e estendendo até o fim de semana seguinte
No feriado de Tiradentes/Descobrimento do Brasil, aproveitamos para
uma aula de história in loco em Porto Seguro!

São viagens de quatro a 9 dias (se aproveitar os dois fins de semana), nas quais as faltas ficam reduzidas a, no máximo, 3 dias (contando com feriados emendados que caem na terça ou na quinta). 

Na Amazônia, o hotel Tariri não cobrava mais caro nos feriados!
Em 9 dias, fizemos até uma viagem linda pela Itália na média temporada (junho)!

Claro que esse arranjo tem um outro inconveniente muito sério: os preços! 

Dá para driblar? Às vezes, dá. Quando o local para onde se viaja não tem o mesmo feriado da nossa cidade, por exemplo. Infelizmente, aqui no Rio, os feriados estaduais ocorrem em janeiro, o que não nos ajuda em nada...

Mas já passei carnavais relativamente baratos em Buenos Aires e Santiago, por exemplo, comprando as passagens com muita antecedência, ou com milhas.  Mesmo assim, há que se ter cuidado para verificar o que fica aberto ou não nessas datas nos locais visitados...


Tivemos alguns problemas com atrações fechadas ou abrindo mais tarde em nosso
carnaval portenho!  Apesar de não festejarem, há feriados lá também!
Outra opção é juntar os amigos e a criançada para negociar um desconto em um hotel fazenda 
ou pousada num feriadão! Tenho um grupo com o qual fazemos isso anualmente.

Mas a regra é que vamos pagar, pelo menos, 50% a mais do que pagaríamos em períodos de baixa temporada. E isso, claro, muito nos entristece...

FÉRIAS

Outro dilema são as férias escolares! Sobre essas, temos outras questões a considerar. Todos os lugares estão sempre cheios e, sempre estará ou muito frio ou muito calor! Adeus temperaturas agradáveis da meia estação... : (

Porém, se a família optar por fazer viagens maiores nos períodos de baixa temporada, vão fazer o que com os rebentos nos intermináveis períodos de férias?

Para quem mora em condomínios com muitas crianças, ou tem esquema familiar para entretê-los, ótimo, problema resolvido! No meu caso, porém, não tenho nada disso e não dá para deixar a criança 15 dias a 2 meses fechada em casa com eletrônicos! Então, eu acabo precisando pagar uma colônia de férias para ele.  E colônias de férias não costumam ser nada baratas também! Se colocar no papel o preço da viagem em baixa temporada + colônia de férias + logística e transporte para a colônia... capaz de acabar dando o valor da viagem em alta temporada! E, ainda que não seja tudo isso, pelo menos não tem o inconveniente dele perder matéria e nós termos que correr atrás na volta!

Então, como driblar os preços astronômicos da altíssima temporada de turismo?  Há duas soluções para essa pergunta:

1) Promoções - Há quem viaje caçando promoções. Não é o meu perfil. Gosto de escolher o destino e não, ser escolhida por ele! É mais difícil aproveitar boas promoções em alta temporada se a pessoa não tiver bastante flexibilidade tanto de datas, como de destino.  Também é um método que não cabe na minha ansiedade! Há promoções que saem bem próximas às datas das viagens, e eu gosto de me programar com antecedência.

Encontramos uma promoção fantástica para NY em maio (emendando feriado)!
Mas quando fui ver os preços dos hotéis, quase caí para trás...
O desconto do aéreo acabou sendo compensado no preço da hospedagem... :(

2) Programação com antecedência: Há alguns anos, 6 meses já era suficiente. Agora, tenho visto que, menos de 8 meses, não é mais antecedência suficiente para conseguir bons preços, especialmente em se tratando de compra de passagens!  

Eu sempre me planejei com antecedência e sempre consegui ótimas oportunidades!  No Brasil, só viajava com milhas e sempre paguei em torno de 10 a 12 mil por trecho. Hoje em dia, porém, minhas pesquisas tem me surpreendido com 20 a 40 mil milhas por trecho nacional na alta temporada, uma mudança muito grande!  Os valores para pagamento em dinheiro também aumentaram muito nas passagens aéreas, o que tem desanimado as famílias viajantes...

Para hotéis, entretanto, a programação ainda faz muita diferença. Especialmente para hotéis comuns (não resorts ou hotéis fazenda), a busca antecipada é essencial para se conseguir boa localização e bom preço, já que essas pérolas esgotam-se bem rápido!

Ou seja, a vida do viajante está ficando cada vez mais dura! O trabalho para viabilizar nossas viagenzinhas de cada dia é árduo! 

Algumas dicas que podem ajudar:

1) Virar freguês de sites de buscas como Google Voos, Kayak, Momondo e similares, e espalhar alertas de preço para as viagens que te interessarem!  

2) Ficar atento a promoções de transferência de milhas com bônus, que de vez em quando aparecem por aí...

3) Participar de grupos que negociam descontos em hotéis e mailing lists de empresas que oferecem estadias com preços mais atrativos.

4) A cada 6 noites reservadas no Hoteis.com, ganha-se uma grátis,

5) Pesquisar, pesquisar e pesquisar!


E, se nada mais funcionar, vamos tirar o mofo das barracas e ensinar as crianças a acampar! :)




domingo, 25 de setembro de 2016

Nossa ida à Inglaterra - Chegada a Londres

Rodrigo nos levou de carro até nosso novo endereço em West Kensington e depois voltou ao aeroporto para devolver o carro.  Deixamos a mala com nosso anfitrião (o prédio inteiro é de apartamentos alugados, então, eles tem onde guardar a bagagem) e, como ainda era muito cedo para o check in, eu e Enzo fomos almoçar nas proximidades.  Por sorte, nos liberaram a entrada logo depois e pudemos nos acomodar bem rapidinho.

Desta vez, nossa hospedagem era um apartamento tipo self catering, ou seja, um apartamento com todos os utensílios e apoio de uma recepção acessível por telefone ou email, mas sem serviço de limpeza. Como só ficamos 4 dias, não foi problema.

Conseguimos um bom preço através de uma reserva com pagamento antecipado, o que eu não gosto muito de fazer, normalmente. Só que a hospedagem em Londres é tão cara que o investimento foi muito bom!

A área não era tão central, mas, de metrô, estávamos em Central London em 10-15 minutos pela District Line.

Castletown House, nossa casa em Londres!
Na entrada, uma recepção que, quase nunca estava ocupada.
Mas com um telefone para contato 24h
Naquela área, todos os prédios são bem parecidos

Apenas um detalhe ou outro os diferencia...

De vez em quando, uma igreja quebra o padrão (essa também era um pokestop!)

A área é residencial, familiar e muito calma

Mas na esquina seguinte, havia todo o comércio se se pudesse precisar: mercados,
restaurantes, farmácias, lavanderia... E o metrô também fica a 2 minutos do prédio

Por dentro, nosso apartamentinho era apertadinho, mas confortável.

Cama e sofá cama já aberto



Essa pia com armário em cima era a única coisa desconfortável lá.
Até máquina de lavar roupas tinha!



Cozinha pequena, mas bem equipada
Vista interna da janela da cozinha

Delicadeza dos anfitriões: filmes, livros e guias de Londres

Passamos o resto do dia explorando a vizinhança e, claro, abastecendo a geladeira! Fazer uma refeição em casa por dia sempre ajuda a economizar nas nossas viagens e tirar o cansaço de 'comida de rua'.

O melhor mercado da área era o TESCO, não era muito grande, mas tinha de tudo! Sempre gostamos de passar um tempinho entre as gôndolas procurando produtos diferentes...


Curiosity Cola. Ficamos na curiosidade...

Activia de ruibarbo. Devia ter provado...

Só uma caixa com atendente, as outras eram self service.

E, nessa noite, tivemos comida feita em casa!

Pense numa pessoa animada para voltar a cozinhar!







sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Nossa ida à Inglaterra - Windsor

Antes de seguir para Londres, passamos pelo centro de Windsor para uma visita rápida pela manhã.

Como chegamos cedo, não foi difícil encontrar vaga no estacionamento da River Street. O difícil foi conseguir os trocadinhos para pagar na máquina... O que resolvemos comprando algumas lembrancinhas na loja em frente, afinal, Windsor é uma cidade extremamente turística!

Por ser tão turística, também é muito cheia e muito cara, razão pela qual acabamos nos hospedando em Slough.

Descemos até o rio Tâmisa, lotado de cisnes!

Há muitas empresas que fazem circuitos de barco por ali

Também nessa área fica a estação ferroviária, bem centralizada

Tiramos fotos pelo centrinho histórico, bem bonitinho e bem cuidado, com ruas curvas e muitas flores.





 

 Também brincamos nas lojinhas de presentes e lembrancinhas! Eram muitas!


 




Claro que a grande vedete da cidade é o famoso castelo! Uma construção incrível que foi muito usada por reis famosos, como Henrique VIII e rainha Vitória.  

A visita ao castelo não era nada barata, achamos que seria cansativa para o Enzo e, como era domingo, não haveria a famosa troca da guarda, então, vimos apenas por fora.



 A fila para entrada já estava gigantesca e tinha outra se formando na outra calçada!



Tinha me programado para fazer um passeio diferente, com um Duck Tour, um desses transportes terrestre-aquáticos, que era muito elogiado no Trip Advisor. Então fomos para o local de parada aguardar a saída das 11h.

Lá estava ele, em frente ao Theatre Royal

Conseguimos vagas, mas por pouco não lotou!
O passeio em si não é nada espetacular, um "ônibus" que faz a gracinha de entrar na água e seguir como barco, com um guia contando "causos" da cidade... O problema foi que o indivíduo da peruca aí da foto de baixo era um péssimo profissional, falava sem clareza, com o microfone quase enfiado na boca e quase não entendemos nada, apesar de termos acenado com a nossa dificuldade.  Enfim, pelo que descobri depois, era um funcionário novo e o dono do negócio só descobriu o problema que ele estava causando quando suas avaliações no Trip Advisor despencaram! O que eu só soube depois que fiz minha avaliação e recebi o pedido de desculpas do dono!


Deu para notar que essa área do rio é muito utilizada por locais e turistas e tinham valorizadas moradias, restaurantes e áreas de lazer.



Além dos restaurantes com vista para o lago, também encontramos barcos restaurante

Barcos-casa

Prédios com piers particulares

E, claro, o castelo!

Bonita vegetação nas margens

Cisnes, muitos cisnes!
Barquinhos para aluguel passeio de moradores pelas margens

Terminado o passeio, almoçamos, demos mais algumas voltinhas e pegamos a estrada para Londres.