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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Adeus, Paris! Olá, Barcelona!

Foi com uma pontinha de tristeza que amanhecemos naquele último dia em Paris.  O vôo para Barcelona saía por volta da hora do almoço e nos dedicamos a arrumar as malas e providenciar check out do hotel e táxi para o aeroporto.


Mas ainda sobrou um tempinho para darmos uma última voltinha e nos despedirmos da cidade!
Aproveitamos para conhecer o Forum Les Halles, um shopping que ficava atrás do nosso hotel, numa área que está sendo renovada...

... e para olhar umas vitrines (e pensar que talvez valesse à pena contrabandear cachaça para a França!)

Nos despedimos das plaquinhas que nos levaram a tantos lugares especiais...

... da arquitetura dos prédios...

...dos tradicionais totens de propaganda...

... da nossa estranha vizinhança...

... e bota estranha nisso...
... mas também muito boa, às vezes!

E, finalmente, nos despedimos do pequeno, mas aconchegante, Hotel Les Halles!

E seguimos para Barcelona
Aliás, sequer sabíamos que corríamos o risco de não embarcar, já que estava havendo uma greve dos aeroportuários! Por sorte, nosso vôo tinha sido transferido de Orly para o Charles de Gaulle, que não estava tão atingido pela paralisação. No final, tivemos uma hora e meia de atraso na decolagem, mas acho que demos muita sorte!

Na chegada a Barcelona fomos recebidos com muita alegria pelo Thiago e o Matheus. Mesmo com o bracinho quebrado, Matheus fez muita festa ao encontrar conosco e mostrou muita vontade de interagir com o primo pequeno, mesmo que, para isso, tivessem que falar "língua de galinha".

Fomos direto para a casa deles, pois já havíamos atrasado e nos esperavam para o jantar.

Chegando lá, o encantamento ficou por conta do Fleck, o novo cachorrinho da família.



Até que o Fleck começou a correr atrás do Enzo e a amizade acabou...
Então ele passou a se manter em lugares altos!

Bem longe do chão!

O Fleck é bem esperto e se soltava facilmente da coleira

Mas na hora do jantar, ele se comportou e todos pudemos comer ao ar livre, como é o costume da casa!
Mais tarde, Thiago nos levou para o nosso hotel, que ficava a poucos minutos de sua casa. O Ibis Molins de Rei tinha um quarto apertadinho, uma vez que aberta a cama auxiliar e um banheirinho que parecia de barco, mas para quem não iria ficar quase nada no quarto de hotel e pagou tudo com milhas, foi uma ótima opção. Pelo menos não tínhamos que nos preocupar com ataques caninos na madrugada, já que o Fleck dormia dentro de casa!

Paris! - 6o. dia





Nessa terça-feira, a programação incluía outro longo deslocamento de metrô até La Villete, uma área mais afastada, de forte presença judaica e onde fica o complexo de museus de ciência, indústria, música e um cinema de 180o. chamado La Geode.
Eu tinha um certo receio de não encontrar o lugar certo, pois o complexo de construções do Parc é enorme, mas a sinalização é muito boa e foi fácil encontrar o prédio que nos interessava (Citè des Sciences). 

A imponente Geode!

O submarino para visitação (não entramos)



Prédio do Museu de Ciências (fundos)

Entrando no prédio, enfrentamos alguma fila nos guichês, porém o atendimento era bilingue e muito cortês. Comprei um pacote com ingressos para um filme na Geode, para o espaço interativo de ciências para crianças e outro para a exposição fixa do museu (visão e audição).

Antes de começar as explorações, um almocinho na lanchonete do térreo, que tem cadeiras e mesas especiais para os pequenos...

... e vista para a Geode!

A primeira atividade programada era o Museu interativo infantil, onde os grupos entram com hora marcada e ficam por uma hora e meia. Há duas opções, um de 2 a 7 anos e outro de 5 a 12. Eu fiquei super em dúvida na hora de comprar, e acabei optando pelo primeiro, já que o Enzo tinha acabado de completar 5 anos.  Provavelmente não foi a melhor escolha, já que ele é muito familiarizado com museus de ciências e experimentos, já que diz querer ser cientista. Acho que poderia ter se interessado mais num ambiente mais desafiador.



Fiquei impressionada com a quantidade de crianças que entravam ao mesmo tempo em cada sessão! Aliás, em todos os museus e parques que visitamos sempre havia MUITAS crianças em grupos de 5 a 10, lideradas por 2 adultos. Não sei se todos eram grupos escolares ou se há alguma cultura de se promover passeios (sem os pais), mas realmente esses grupos estão por todo o lado, o tempo todo! 

Enfim, o museu foi um tanto decepcionante. Não sei se por causa do excesso de crianças em grupo, que acabavam monopolizando as atividades, se pela falta de explicações nas atividades ou mesmo pela proposta do local.  Tudo me pareceu um tanto caótico, com a experimentação muito livre, sem foco. Talvez porque seja adaptado para crianças muito pequenas... Mas, o certo é que o museu interativo Mirador que visitamos no Chile, deu de 1000 nesse!
Labirinto

Jogos com apoio eletrônico

Enzo descobria a maior parte dos desafios com muita facilidade

Engrenagens

Área de experimentos com água

Experimentos com ar


Essa "platéia" era muito fofa!
 Enfim, outro de meus receios era do Enzo não querer sair apenas após uma hora e meia de exploração (já que ficamos mais de 5 horas no museu chileno), só que antes disso já tínhamos passado por todas as atividades, então foi fácil sair.

Partimos, então,  para nosso filme na Geode! Esse sim, foi um programão, pois é uma experiência que não tínhamos ainda, ver um filme em 180 graus!
O filme que vimos foi o Under the Sea



Ursinhos...
 Voltamos para o prédio principal para visitar os andares superiores, onde ficava o museu interativo "adulto". Novamente, ficou aquém das nossas expectativas. Os experimentos tinham algumas instruções, mas ou eram incompletas ou não estavam funcionando direito em grande parte das vezes.



Coelhinho símbolo do museu
Reconhece alguém?

E agora?

Quem é o rapaz no disco voador?
 
Somando essas frustrações com o fato do Enzo estar bem enjoadinho nesse dia, demos a visita logo por encerrada e tomamos o metrô de volta ao hotel.  Minha avaliação final foi de que valeu termos ido, pela visita ao complexo e o cinema, mas em matéria de museu de ciências, não foi tão legal quanto esperávamos.

 Antes de subir para o quarto, passamos numa boulangerie e no mercadinho para fazer nosso farnelzinho tipicamente francês!

Macarrons, quiches, croissant, patês, queijos, embutidos e, claro, vinhos!
Mas isso não foi tudo!

Era nossa última noite em Paris e eu não queria ir embora sem ver a torre iluminada! 

O Enzo, tadinho, também já estava achando que em Paris não anoitecia, já que sempre íamos pro hotel com o dia claro!

Depois de comermos, esperamos dar umas nove e meia e pegamos um táxi para o Campo de Marte, onde ficamos fazendo fotos da torre e esperando anoitecer (o que só acontecia lá para umas dez e meia!).