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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Paris! - 3o. dia

Nesse dia vi que meu trabalho de preparação do Enzo para a viagem tinha sido um sucesso! Ele pediu para voltarmos à Notre Dame para entrarmos na igreja, assim como quis entrar na Conciergerie para ver a cela da Maria Antonieta ( a rainha que comia bolinhos no filme do Peabody e Sherman). Imagine só o meu orgulho!

Apesar de termos outros planos para o dia, que era um sábado e Fète de La Musique (uma espécie de carnaval musical na cidade), usamos aquela manhã para atender aos pedidos do pequeno.
Começamos pela Conciergerie

Nosso guia dessa manhã

Chaves das celas

Encontrando Maria Antonieta
Apesar da história envolver prisão e decapitação, ele se mostrou mais curioso do que impressionado.

De lá, seguimos para Notre Dame. Ele queria subir até os gárgulas, mas sabendo que eram mais de 300 degraus, contentou-se em vê-la por dentro.
Vitrais





Terminado o Enzo Tour, pegamos um tuctuc de volta ao hotel para ganharmos tempo. Essas bicicletinhas são bem caras (gastamos uns 10 euros nesse trajeto), mas ajudam no deslocamento entre pontos turísticos próximos.

Um almocinho em casa para economizar!

Na parte da tarde, voltamos ao plano original e fomos e direção ao Centre Georges Pompidou, um museu de arte moderna cuja arquitetura é um ponto de diferença entre os tradicionais prédios do Centro de Paris.
A escada, elevadores, encanamento, tudo fica por fora do prédio
Ao chegarmos, perguntei logo pela área infantil e fomos ver se haveria alguma atividade naquele horário. Mal entramos, já nos indicaram que a atividade estava começando e mandaram seguir a mulher de preto com um violoncelo!  Nem tivemos que pagar entrada no museu!
Siga a mulher de preto!

Seguindo... de perto!
A proposta era que essa mulher "dava" sons a objetos de arte e, para isso usava muitos "instrumentos":

Papel amassado


Reco-reco

E o próprio violoncelo, claro, entre outros recursos.
Da parte que ela falava em francês eu fiz uma "tradução livre" pra o Enzo. ;-)
Mas funcionou! Ele entrou na brincadeira e acho que consegui explicar que na arte moderna o importante não é a forma, mas a sensação que a obra nos traz.

Ao fim da apresentação, ainda vimos algumas obras, com destaque para a sala de arte brasileira modernista:
Tarsila do Amaral

Manifesto antropofágico do Oswald de Andrade, com desenho do Abaporu, que o Enzo reconheceu!

Di Cavalcanti

Vicente do Rego Monteiro

Lasar Segall

No final, voltamos à ala infantil, onde se poderia fazer trabalhos com papelão, montando essa 'floresta', mas Enzo não se interessou de participar.
 
Saímos do museu umas 16h e a cidade já estava fervendo com a Festa da Música.  A cada esquina um grupo de algum estilo musical diferente se apresentava livremente. Cantores à capela, com instrumentos eletrônicos, com instrumentos diferente...  Havia MUITA gente nas ruas e as multidões só aumentaram no decorrer da tarde.
Grupo vocal

Tambores orientais
À esquerda, uma passadinha na Fonte Stravinsky com suas inusitadas esculturas:




No mais, a programação era seguir pelo Marais, o bairro dos 'descolados' de Paris até a Place des Vosgues, considerada uma das mais belas da cidade, para fazer um picnic de fim de tarde. Para isso, tivemos que ir parando em:
Lojas de queijos...


 e mercadinhos,
Enquanto nos misturávamos aos descolados parisienses e olhávamos as muitas lojas do caminho

Finalmente, depois de muito andar no meio daquela multidão, chegamos ao destino, onde encontramos... outra multidão 'plantada' pela praça!

A essa altura, Enzo já tinha desmaiado no carrinho e nós tínhamos que encontrar um espacinho para nosso picnic (para o qual não tínhamos levado coisas óbvias, como facas!).



O jeito foi comer com as mãos mesmo...

E tentar ver os prédios que circundam a praça...

Quando o Enzo acordou, tive que ir procurar um banheiro com ele e acabamos encontrando um parquinho no canto da praça:
Por baixo dos prédios há túneis com lojas e restaurantes (com banheiro!)




Depois de brincar um pouco, fomos voltando para o hotel pela Rue de Rivoli, que é um caminho mais reto e uma avenida mais movimentada, mas que também estava cheia de manifestações musicais.
Oba! Rock!


Aqui a brincadeira de crianças e adultos era dançar em cima de uma saída de metrô ao som de música eletrônica



Enfim, Paris estava em festa! Tanta festa que parecia um carnaval na Bahia, de tanta gente nas ruas. Apesar de animado, ficamos aliviados ao ver a Torre St. Jacques e saber que estávamos próximos ao hotel!

E no por do sol, após às 22h, já estávamos recolhidos, enquanto pudíamos ouvir, mesmo através da janelas acústicas, que a cidade ferveu até a madrugada seguinte!







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