Sempre quis conhecer essa região e nunca tinha conseguido, pois as pessoas pareciam ter muito medo de estragar o carro por lá, então eu ficava com medo também... A fama das péssimas estradinhas do local era grande... Mas dessa vez, inspirada por alguns blogs de famílias viajantes, decidi que era um bom roteiro para o pequeno feriado dos funcionários públicos! E fui muito feliz nessa escolha.
Para começar, descobri que não são todos os hotéis e pousadas que recebem crianças. O que é uma bobagem, pois, apesar de também ser romântico, é um destino excelente para famílias. A dica de hotel "kids friendly" que eu tinha era do Hotel Buhller, um hotel antigo e tradicional na região, de estilo alemão e, quase sempre, lotado! No entanto, quem me atendeu por lá me indicou uma Pousada chamada Chalés do Lago, que foi ótima pedida. Apesar de não ter nenhuma recreação específica para crianças, a estrutura do hotel, a cordialidade da equipe e a arquitetura do chalé foram suficientes para entreter meu pequeno nesses 3 dias.
A POUSADA CHALÉS DO LAGO
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| A Pousada fica na estrada de Maringá, uns 200m antes da Vila e o acesso foi todo asfaltado recentemente. |
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| O Chalé é divido em 3 níveis. O mezzanino superior com varanda e cama de solteiro... |
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| ... o andar do meio, com cama de casal e lareira... |
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| ... e o piso inferior com banheiro e hidro com vista para o lago. Enzo amou explorar todos os andares! |
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| Vista da varanda do Chalé no. 8 |
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| Chalés coloridinhos |
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| Nos fundos da Pousada, o rio que faz a divisa entre Rio e Minas |
Na primeira noite após nossa chegada já tínhamos um encontro marcado com uma amiga paulista que descobri, por acaso, que estava indo para Mauá no mesmo fim de semana! Seguimos, então, para o restaurante combinado.
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| Seguimos à pé pela estrada que tinha sido tão recentemente asfaltada, que ainda estava quentinha! |
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| 200m depois chegamos à Vila de Maringá, com suas lindas lojinhas de artesanato e restaurantes |
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| Logo na 1a. loja em que entramos, Enzo apaixonou-se por esse chapéu de macaco. |
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| Descobrimos que o restaurante era uns 300m DEPOIS da vila... seguimos andando! O único problema é não ter acostamento na via, ou mesmo uma calçadinha para caminhar. |
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| Restaurante Brilho do Sol, onde o garçom é o dono, o cozinheiro, o morador e ainda oferece carona para a Pousada! Tratamento completo e diferenciado. |
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| Provando linguiça de truta com geléia de damasco apimentada |
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| Prato típico do local é a truta |
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| E a sobremesa típica, além dos doces caseiros. |
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| Encontro com a amiguinha paulista... tocaram o terror no restaurante! |
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| De volta ao hotel, um friozinho nos animou a acender a lareira |
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| O foguinho é legal, mas o crepitar assusta um pouquinho.. |
No sábado pela manhã, seguimos para o café da manhã da pousada:
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| Ambiente de "interior" |
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| Muitos produtos caseiros |
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| Queijos em profusão! Só faltam plaquinhas com os nomes... |
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| Frutas. Se quiser suco, é só pedir e eles fazem da fruta, na hora! Bem natural |
Terminado o café, era hora de passear!
Enfim, a estrada principal está sendo asfaltada, mas os caminhos que levam às cachoeiras continuam sendo de terra e pedras. Como não queria me estressar, nem ter que fazer revisão do carro na volta, peguei a dica de uma operadora de turismo local, a Remorini, e escolhi dois roteiros para fazer nesses dias. Os roteiros escolhidos eram feitos em uma Land Rover 4x4, com motoristas experientes e conhecedores da área, o que dava bastante tranquilidade. O critério de escolha dos passeios foi não ter caminhadas muito longas ou íngremes incluídas, ou seja, que pudessem ser feitas com uma criança de 4 anos.
O primeiro passeio era chamado Santo Antonio e Cachoeiras Gigantes. Passava por pequenas cidades de Bocaina de Minas, por mirantes de até 1.800m e uma cachoeira para banho. Com duração de cerca de 7 horas, tinha parada num sítio/restaurante para um tardio almoço de comida mineira caseira.
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| O carro do nosso passeio |
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| Vila de Mirantão |
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| Parada no primeiro mirante |
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| Vista do vale |
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| Vila de Santo Antonio |
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| Degustação de queijo parmesão |
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| Subida para o mirante de 1800m (naquela estradinha sobre o morro) |
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| Mirante e cachoeira 'gigante' ao fundo |
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| Meninos... |
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| Cahoeira da Prata |
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| Oba, vou na cachoeira! |
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| Surfe na pedra |
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| Felicidade total |
No retorno, paramos para o tardio almoço no Restaurante da Leila, onde já tínhamos parado na ida para escolher o prato. Durante o passeio comemos lanchinhos que eu levei e outras coisas que íamos comprando nas vilas onde parávamos, mas a fome estava forte. Não sei se por isso, ou porque a comida estava boa mesmo, achamos tudo delicioso!
Como o restaurante fica em um sítio, Enzo adorou alimentar as galinhas e acompanhar a pescaria que estava acontecendo no rio que passa por lá.
Chegamos na Pousada quase 19h, exaustos. Relaxamos todos juntos na banheira de hidromassagem e dormimos cedo.