Então, a chegada aos 4 anos trouxe muitas mudanças para o Enzo.
Escola de menino grande.
Transporte escolar de menino grande.
Curso náutico com os meninos grandes.
E, consequentemente, ele passou a querer fazer outras coisas 'de menino grande', como ensaboar-se e limpar o próprio bumbum.
Também implicou com o border do quarto, que era de "bebê" (realmente, foi colocado quando nos mudamos e ele tinha 9 meses). Pediu pra tirar e colocar outro com super heróis. Na mesma hora arranquei-o da parede e pedi ao faz-tudo do prédio para repintar. Comprei adesivos pela internet e espero que cheguem logo, pq ele merece ter o upgrade completo!
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Confissões de uma mãe neurótica: A VAN
Confissões de uma mãe neurótica: Sim, a mulher prática e decidida foi abduzida, como diz uma amiga minha.
Fui anteontem fazer o teste da van. Foi muito melhor que o esperado. Enzo foi encaminhado (antes da saída normal, então não vê as mães buscando as outras crianças) com uma amiguinha querida chamada Marina (até beijinho rolou... na bochecha!) que já vai de van há tempos. Ela o levou pela mão, desprezando outras amigas enciumadas, cuidou dele, conversaram e riram sentadinhos no platô até a chegada do transporte dele, que chegou cerca de 17:50, ou seja, mais cedo do que eu esperava.
Quando ele entrou na van, que vinha da outra sede da escola onde tem ensino fundamental e fica mais acima na rua) as meninas de 8 ,9 anos ficaram loucas! Acharam ele um fofo, brigaram pra sentar do lado dele, brincaram e cuidaram dele todo o tempo. Até o menino mais antigo no transporte, autodenominado "chefe da van", foi dar-lhe atenção e inseriu-o nas brincadeiras, como 'Fulano roubou pão na casa do João'.
Eu fiquei de longe e só via o sorrisão e ouvia as gargalhadas do meu filho.
Resolvi que, dada a falta de local de estacionamento nas proximidades da escola e do trânsito caótico de ida até lá (muito pior que na vinda, que é contrafluxo) essa era mesmo a melhor opção. A dona da empresa ainda me deu 2 boas notícias: a de que iria tirar o menino que morava no posto 6 e que passaria a fazer o horário extenso em março para 2 meninas daquele grupo e poderia levar o Enzo também.
Mas ontem ele viria sozinho na van. Eu escrevi na agenda, preenchi os formulários da escola, liguei pra empresa do transporte 2 vezes (uma pra avisar que ia fazer isso e outra pra avisar que tinha feito).
Quando foi dando 18h, meu coração parecia que ia pular do peito! Lembrei que o processo de levar as crianças da van até o platô não era tão organizado assim e que o Enzo, do jeito que é distraído e não conhece bem as crianças e o local, poderia se perder... Liguei de novo para a dona da empresa para me certificar de que ele tinha entrado na van.
Como tínhamos chegado 18:20 no dia anterior, desci 18:10 para esperar. Como não chegou às 18:20 (sendo suposto que o itinerário seria menor hoje em razão da saída do outro menino), liguei para o motorista da van, que me disse estar fazendo uma entrega na Dias da Rocha, 3 ruas depois de mim, primeiro. Surtei.
Eles chegaram às 18:35. Enzo saiu da van escoltado pelas meninas. Alegre e faceiro. E eu? Dei chilique com o motorista! Ele alegou que o que o havia atrasado não fora a ida mais adiante, mas uma ida a Ipanema por outra criança nova. Recusei-me a pagar e me sentia tremendo toda por dentro. Sabe a culpa que não costumo sentir? Pois me pegou de jeito e eu maldisse a opção pela troca de escola.
Depois de muito pensar, acho que só posso mesmo tentar ponderar a inclusão desse menino novo (a dona da empresa é muito gentil, sempre concorda comigo e promete mudanças, mas sempre estou vendo que sempre não é bem como ela tinha dito que era...). Mas Enzo está bem, não reclama, acha divertido.
Só que eu sofro como uma condenada!
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Nossa ida a Buenos Aires para um Carnaval Porteño
Apesar de gostar muito do carnaval carioca, espontâneo, criativo e animado, notei, desde o ano passado, que a coisa estava saindo do controle com multidões onde antes era até tranquilo transitar com crianças, quantidades inimagináveis de lixo e interrupção de ruas, não só para blocos, como para blitzes que praticamente impediam o ir e vir de quem reside na zona sul, como nós.
Como meu aniversário cairia no carnaval (data que, para mim, já é um convite à instabilidade emocional), marquei uma viagem com antecedência para Buenos Aires, onde já ouvira falar que havia muitas atividades para crianças, além de não ser um destino excessivamente caro em razão do feriado, nem ter que enfrentar engarrafamentos monstro para chegar nele. E ainda pagaríamos as passagens com milhas!
A escolha não se mostrou a melhor das idéias, pois BAs não era mais tão baratinha quanto quando íamos lá anos atrás. Também não nos foi muito favorável o horário das coisas por lá, pois, com uma hora a mais por conta do horário de verão, nada abria antes das 10h, o que era um probleminha, já que nosso filho levantava por volta das 7. Isso sem falar que era feriado e algumas coisas só abriam à tarde. O horário de jantar tb era complicado pq os restaurantes só abriam a partir das 20h e a essa hora já estávamos exaustos e o Enzo, se não tivesse sonecado durante o dia, muito sonolento.
Apesar disso, meu filho continua um excelente companheiro de viagem. Claro que é cansativo ficar o dia todo com uma criança tão ativa, entretê-lo nos deslocamentos, mas ele não reclama de nada e o grande barato pra ele ainda é estar com os pais por tanto tempo e em atenção exclusiva para ele. Óbvio que vamos sempre a parquinhos e atrações infantis, esse é sempre o foco de nossas viagens, mas ele também tolera lindamente os longos períodos gastos em transporte e está comportadíssimo em restaurantes, não corre mais para longe de nós, não pergunta se falta muito pra chegar, não faz birra para qualquer atividade. Apenas quando está com muito sono ele demonstra alguma insatisfação ou diz que quer voltar pra casa, mas é coisa rápida e logo volta a ficar feliz só pelo fato de estar com papai e mamãe.
E ele ainda se disse muito orgulhoso por estar conhecendo tantos países! Ainda que não entenda muito bem a geografia, sabe que é um luxo pra idade dele.
Nosso roteiro foi o seguinte:
Dia 1 - Chegamos no AWWA Hotel num fim de tarde. O hotel é ótimo para ficar com crianças, como os blogs especializados já tinham indicado, pois tinha um quarto enorme, com cozinha e ficava localizado no Palermo Botânico, perto de parques e do zoo da cidade.
Curtimos a piscininha aquecida do hotel e relaxamos até a hora do jantar, quando iríamos num restaurante com brinquedos, chamado La Payuca. Só que caiu uma mega tempestade de verão e não conseguimos táxi. Então, já esfomeados, entramos num restaurante dos arredores, que demorou séculos para trazer o prato do Enzo (que esperou na maior paciência, fazendo seus desenhos com lápis cera). Não lembro o nome do lugar, mas tb não recomendaria, pois a comida era gordurosa e fria. Nem o doce de leite era gostoso.
Dia 2 - Como só eu faço questão de tomar um bom café da manhã logo que acordo, desci para a lojinha anexa ao hotel (Confeitaria Nucha), onde era pago à parte e não era barato.
Depois saímos com destino ao supermercado, para encher nossa cozinha. No caminho, desfrutamos do Bosque de Palermo, que fica no caminho para o Shopping Passeo Alcorta, que deve ficar a uns 15 minutos de caminhada. Na volta, pegamos um táxi.
Depois de guardar as compras e dar um lanche para os meninos, ainda tivemos que esperar um tempinho até dar 10 horas e abrirem o Jardim Japonês, que também fica ali pertinho do hotel.
Nesse dia descobrimos que a atual presidente da Argentina havia restaurado o feriado do carnaval, embora não haja nenhuma (ou quase nenhuma) manifestação popular dessa festa no país. Assim, nesse domingo, nem o parquinho infantil que fica dentro do Bosque de Palermo abria.
Decidimos, então, pegar um táxi e ir para o shopping Asbasto, que não fica muito perto dessa área, mas onde está o famoso Museo de los ninos. Almoçamos uma massa na área de alimentação e entramos logo que a atração abriu, o que foi ótimo, porque duas horas depois vi que havia uma fila imensa na porta do parque, que lotou!


Esse "museo" na verdade é um parque sensorial, que reproduz atividades dos adultos para as crianças. Eles adoram. É imperdível. Enzo saiu de lá exausto e dormiu assim que o pai o pegou no colo.
Fim de tarde ainda caminhamos pela Av. dos Libertadores, ao lado do Bosque de Palermo e demos uma volta em uma das calesitas (carrossel) espalhadas pela cidade.
Nessa noite, o jantar foi um cachorro quente no quarto e aproveitamos para comprar pela internet os ingressos para o ônibus amarelo de turismo. A recepção do hotel nos ajudou a imprimir, pois não era possível comprar no ponto onde o pegaríamos.
Dia 3 - Pretendíamos pegar o ônibus cedo pela manhã próximo ao hotel, mas ele levaria muito tempo para chegar a Palermo, por ter um itinerário muito longo, então, não passaria antes das 10h 30.
Então, pegamos um táxi para Puerto Madero, em busca da Fragata Sarmiento. Claro que chegamos cedo demais, pois só abriria para visita após as 10h, então ficamos passeando por ali, tirando fotos nos quiosques e na Ponte de Las Mujeres.
O barco é muito bonito e os meus 'marinheiros' adoraram a visita!
Terminada a visita, seguimos para o ponto do ônibus amarelo, que ficava do outro lado do Porto, na área comercial. Pegamos o ônibus no sentido da Recoleta, onde saltamos e seguimos para um almoço de milanesa com papas em um dos muitos charmosos restaurantes de lá.
O plano era ir ao museu de ciências Prohibido no Tocar, mas descobrimos que, por conta do feriado, também abriria bem mais tarde. Então, demos uma volta pelo bairro, vimos uma apresentação de tango na rua e, como o Enzo já estava bem cansado e estava muito calor, voltamos ao ônibus, onde ele cochilou um pouco.
O fim do cochilo coincidiu com a chegada do ônibus no bairro da Boca. Descemos para visitar o Caminito e suas cores.
De volta ao ônibus, a parada final do dia foi no Zoo de Palermo, um dos pontos altos para o Enzo que amou o lugar, a começar pela calesita histórica que fica logo na entrada.
Mas, felicidade mesmo, ele encontrou ao alimentar os animais com a ração que era vendida em diversos pontos do Zoo e serviam para quase todos os bichos!
Dia 4 - Nesse dia quis fazer um passeio que nunca tinha feito, apesar de já ter visitado Buenos Aires algumas vezes: seguir de trem para o Delta do Tigre.
Fomos de táxi até a estação de trem da cidade, que é muito antiga e, apesar de mal cuidada, tem um charme vintage.
Seguimos no trem urbano até a estação de Bartolome Mitre, desembarcamos, atravessamos uma ruazinha para o outro lado da Estação Maipu, onde entramos por um imenso brechó e pegamos o Tren de La Costa, que já é um trem bem mais bonito e limpinho.
O trem segue pela costa, deixando entrever o mar em alguns momentos, por entre as casas mais elegantes que vão surgindo nessa área de 'balneário' da cidade.
Chegando ao Tigre, já estávamos famintos e almoçamos no primeiro restaurante que vimos. As opções eram entrar no Parque de Diversões ou fazer um dos passeios de barco que são oferecidos em vários quiosques na saída da estação.
Preferimos o parque!
O Parque é simples e tinha uma área bem restrita para crianças pequenas, mas o Enzo curtiu muito os brinquedos disponíveis e o teatrinho do Peter Pan.
Queríamos voltar a tempo de fazer um bom jantar na cidade, o que não tínhamos conseguido fazer ainda. Então, voltamos à estação para pegar o trem das 17h, mas as coisas não saíram como planejado pois houve um atraso de mais de uma hora na chegada do trem, que nem sabiam dizer se viria ou não! Segundo os usuários, esse tipo de ocorrência é muito comum.
Essa volta foi bem conturbada. Optamos por esperar, e até demos sorte porque, eventualmente, o trem apareceu. Mas pegamos bem a volta do rush do pessoal que voltava do trabalho. Trem atrasado e lotado, criança agitada, fome. Enfim, foi um bocado cansativo. Assim, acabamos comendo algo assim que chegamos na cidade e dando por encerrado o nosso passeio, já que sairíamos bem cedo pela manhã seguinte. Apesar de alguns contratempos no meu roteiro, por conta dos horários e do feriado, foi uma viagem ótima e muito divertida.
Como meu aniversário cairia no carnaval (data que, para mim, já é um convite à instabilidade emocional), marquei uma viagem com antecedência para Buenos Aires, onde já ouvira falar que havia muitas atividades para crianças, além de não ser um destino excessivamente caro em razão do feriado, nem ter que enfrentar engarrafamentos monstro para chegar nele. E ainda pagaríamos as passagens com milhas!
A escolha não se mostrou a melhor das idéias, pois BAs não era mais tão baratinha quanto quando íamos lá anos atrás. Também não nos foi muito favorável o horário das coisas por lá, pois, com uma hora a mais por conta do horário de verão, nada abria antes das 10h, o que era um probleminha, já que nosso filho levantava por volta das 7. Isso sem falar que era feriado e algumas coisas só abriam à tarde. O horário de jantar tb era complicado pq os restaurantes só abriam a partir das 20h e a essa hora já estávamos exaustos e o Enzo, se não tivesse sonecado durante o dia, muito sonolento.
Apesar disso, meu filho continua um excelente companheiro de viagem. Claro que é cansativo ficar o dia todo com uma criança tão ativa, entretê-lo nos deslocamentos, mas ele não reclama de nada e o grande barato pra ele ainda é estar com os pais por tanto tempo e em atenção exclusiva para ele. Óbvio que vamos sempre a parquinhos e atrações infantis, esse é sempre o foco de nossas viagens, mas ele também tolera lindamente os longos períodos gastos em transporte e está comportadíssimo em restaurantes, não corre mais para longe de nós, não pergunta se falta muito pra chegar, não faz birra para qualquer atividade. Apenas quando está com muito sono ele demonstra alguma insatisfação ou diz que quer voltar pra casa, mas é coisa rápida e logo volta a ficar feliz só pelo fato de estar com papai e mamãe.
E ele ainda se disse muito orgulhoso por estar conhecendo tantos países! Ainda que não entenda muito bem a geografia, sabe que é um luxo pra idade dele.
Nosso roteiro foi o seguinte:
Dia 1 - Chegamos no AWWA Hotel num fim de tarde. O hotel é ótimo para ficar com crianças, como os blogs especializados já tinham indicado, pois tinha um quarto enorme, com cozinha e ficava localizado no Palermo Botânico, perto de parques e do zoo da cidade.
Curtimos a piscininha aquecida do hotel e relaxamos até a hora do jantar, quando iríamos num restaurante com brinquedos, chamado La Payuca. Só que caiu uma mega tempestade de verão e não conseguimos táxi. Então, já esfomeados, entramos num restaurante dos arredores, que demorou séculos para trazer o prato do Enzo (que esperou na maior paciência, fazendo seus desenhos com lápis cera). Não lembro o nome do lugar, mas tb não recomendaria, pois a comida era gordurosa e fria. Nem o doce de leite era gostoso.
Dia 2 - Como só eu faço questão de tomar um bom café da manhã logo que acordo, desci para a lojinha anexa ao hotel (Confeitaria Nucha), onde era pago à parte e não era barato.
Depois saímos com destino ao supermercado, para encher nossa cozinha. No caminho, desfrutamos do Bosque de Palermo, que fica no caminho para o Shopping Passeo Alcorta, que deve ficar a uns 15 minutos de caminhada. Na volta, pegamos um táxi.
Depois de guardar as compras e dar um lanche para os meninos, ainda tivemos que esperar um tempinho até dar 10 horas e abrirem o Jardim Japonês, que também fica ali pertinho do hotel.
Nesse dia descobrimos que a atual presidente da Argentina havia restaurado o feriado do carnaval, embora não haja nenhuma (ou quase nenhuma) manifestação popular dessa festa no país. Assim, nesse domingo, nem o parquinho infantil que fica dentro do Bosque de Palermo abria.
Decidimos, então, pegar um táxi e ir para o shopping Asbasto, que não fica muito perto dessa área, mas onde está o famoso Museo de los ninos. Almoçamos uma massa na área de alimentação e entramos logo que a atração abriu, o que foi ótimo, porque duas horas depois vi que havia uma fila imensa na porta do parque, que lotou!
Esse "museo" na verdade é um parque sensorial, que reproduz atividades dos adultos para as crianças. Eles adoram. É imperdível. Enzo saiu de lá exausto e dormiu assim que o pai o pegou no colo.
Fim de tarde ainda caminhamos pela Av. dos Libertadores, ao lado do Bosque de Palermo e demos uma volta em uma das calesitas (carrossel) espalhadas pela cidade.
| Monumento dos Libertadores |
| Calesita |
Nessa noite, o jantar foi um cachorro quente no quarto e aproveitamos para comprar pela internet os ingressos para o ônibus amarelo de turismo. A recepção do hotel nos ajudou a imprimir, pois não era possível comprar no ponto onde o pegaríamos.
Dia 3 - Pretendíamos pegar o ônibus cedo pela manhã próximo ao hotel, mas ele levaria muito tempo para chegar a Palermo, por ter um itinerário muito longo, então, não passaria antes das 10h 30.
Então, pegamos um táxi para Puerto Madero, em busca da Fragata Sarmiento. Claro que chegamos cedo demais, pois só abriria para visita após as 10h, então ficamos passeando por ali, tirando fotos nos quiosques e na Ponte de Las Mujeres.
O barco é muito bonito e os meus 'marinheiros' adoraram a visita!
Terminada a visita, seguimos para o ponto do ônibus amarelo, que ficava do outro lado do Porto, na área comercial. Pegamos o ônibus no sentido da Recoleta, onde saltamos e seguimos para um almoço de milanesa com papas em um dos muitos charmosos restaurantes de lá.
O plano era ir ao museu de ciências Prohibido no Tocar, mas descobrimos que, por conta do feriado, também abriria bem mais tarde. Então, demos uma volta pelo bairro, vimos uma apresentação de tango na rua e, como o Enzo já estava bem cansado e estava muito calor, voltamos ao ônibus, onde ele cochilou um pouco.
O fim do cochilo coincidiu com a chegada do ônibus no bairro da Boca. Descemos para visitar o Caminito e suas cores.
De volta ao ônibus, a parada final do dia foi no Zoo de Palermo, um dos pontos altos para o Enzo que amou o lugar, a começar pela calesita histórica que fica logo na entrada.
Mas, felicidade mesmo, ele encontrou ao alimentar os animais com a ração que era vendida em diversos pontos do Zoo e serviam para quase todos os bichos!
Dia 4 - Nesse dia quis fazer um passeio que nunca tinha feito, apesar de já ter visitado Buenos Aires algumas vezes: seguir de trem para o Delta do Tigre.
Fomos de táxi até a estação de trem da cidade, que é muito antiga e, apesar de mal cuidada, tem um charme vintage.
| Medialunas no Café Retiro, na estação, enquanto esperávamos o trem |
O trem segue pela costa, deixando entrever o mar em alguns momentos, por entre as casas mais elegantes que vão surgindo nessa área de 'balneário' da cidade.
Chegando ao Tigre, já estávamos famintos e almoçamos no primeiro restaurante que vimos. As opções eram entrar no Parque de Diversões ou fazer um dos passeios de barco que são oferecidos em vários quiosques na saída da estação.
Preferimos o parque!
O Parque é simples e tinha uma área bem restrita para crianças pequenas, mas o Enzo curtiu muito os brinquedos disponíveis e o teatrinho do Peter Pan.
Queríamos voltar a tempo de fazer um bom jantar na cidade, o que não tínhamos conseguido fazer ainda. Então, voltamos à estação para pegar o trem das 17h, mas as coisas não saíram como planejado pois houve um atraso de mais de uma hora na chegada do trem, que nem sabiam dizer se viria ou não! Segundo os usuários, esse tipo de ocorrência é muito comum.
Essa volta foi bem conturbada. Optamos por esperar, e até demos sorte porque, eventualmente, o trem apareceu. Mas pegamos bem a volta do rush do pessoal que voltava do trabalho. Trem atrasado e lotado, criança agitada, fome. Enfim, foi um bocado cansativo. Assim, acabamos comendo algo assim que chegamos na cidade e dando por encerrado o nosso passeio, já que sairíamos bem cedo pela manhã seguinte. Apesar de alguns contratempos no meu roteiro, por conta dos horários e do feriado, foi uma viagem ótima e muito divertida.
Mãe de menino

Bom, Enzo não é muito de carros e bolas, mas de resto é isso mesmo.
Ser mãe de menino é muito cansativo, pois há uma energia que nunca acaba. Aliás, quanto menor a energia e maior o cansaço, maior a agitação. Isso é uma coisa impressionante!
Mas ser chamada de linda o dia inteiro, também tem seu valor! Beijo na boca não gosto, mas levo muitos apertões pq ele diz que sou "mamãezinha bonitinha, gostosinha de apertar" e muitos beijos o dia todo. Não sei se meninas seriam tão carinhosas, mas tenho me surpreendido com essa afetividade do meu menininho.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Perguntas que não querem calar (por volta dos 4 anos!)
- Quem mordeu o Pão de Açúcar?
- Quantos dedos tem um macaco?
- Por que tem um tracinho em cima daquele E, parecido com o pontinho do I?
- O que está escrito ali?
- Mãe, como escreve girafa?
- Por que ele desenhou o monstro com orelha, se monstro não tem orelha?
- Quando a pessoa faz 100 anos ela fica do tamanho de um gigante?
- Mãe, como eu faço pra crescer? Tá demorando muito.
- Se a febre baixar ela vai pro pé?
- Quanto é 5 + 2?
- O que vem depois do 69?
- O que é 1, 1, 0 escrito naquele prédio?
-Porque os barcos não afundam na água?
- Qual o fim dos números?
----------------------------------------------------------------------------------------------------
- Enzo o que vc quer ser quando crescer?
- Bombeiro. Não, bombeiro não... CHEFE dos bombeiros!
----------------------------------------------------------------------------------------------------
- Enzo, sabia que a Mônica está completando 50 anos?
- 50 anos e daquele tamanho??
-----------------------------------------------------------------------------------------------------
- Mamãe, se nós não podemos ir na casa onde o vovô Ed está morando e ele não pode vir aqui na nossa casa, liga pra ele e marca na calçada! Por que não pode?
------------------------------------------------------------------------------------------------------
- Quantos dedos tem um macaco?
- Por que tem um tracinho em cima daquele E, parecido com o pontinho do I?
- O que está escrito ali?
- Mãe, como escreve girafa?
- Por que ele desenhou o monstro com orelha, se monstro não tem orelha?
- Quando a pessoa faz 100 anos ela fica do tamanho de um gigante?
- Mãe, como eu faço pra crescer? Tá demorando muito.
- Se a febre baixar ela vai pro pé?
- Quanto é 5 + 2?
- O que vem depois do 69?
- O que é 1, 1, 0 escrito naquele prédio?
-Porque os barcos não afundam na água?
- Qual o fim dos números?
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- Enzo o que vc quer ser quando crescer?
- Bombeiro. Não, bombeiro não... CHEFE dos bombeiros!
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- Enzo, sabia que a Mônica está completando 50 anos?
- 50 anos e daquele tamanho??
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- Mamãe, se nós não podemos ir na casa onde o vovô Ed está morando e ele não pode vir aqui na nossa casa, liga pra ele e marca na calçada! Por que não pode?
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A nova escola: os primeiros dias
05/02/2013 - Acabo de voltar da primeira reunião na escola nova. Cara, que depressão ser a "mãe nova"... imagina o "aluno novo"... nunca fui 'nova'.... sempre comecei com a formação da turma, então não tenho essa experiência... mas foi muito estranho ver os outros pais se cumprimentando, todos conversando e nós, lá no canto com cara de... sei lá o que! Tava acostumada a ser 'a mãe veterana', muito esquisito ser a novata... Enfim, lá pro fim da reunião, todo mundo já tinha se apresentado (são 4 meninos novos, o resto já tava na turma) e foi ficando melhor, me senti bem menos excluída. As mães até falaram que vão contar pros filhos q tem um Enzo novo (já tinha outro) pra gerar curiosidade. Mas eu espero que o Enzo não tenha a sensação que eu tive, pq é ruim pacas.
06/02/2013 - Primeiro dia do Enzo. Pra quem gosta de artista, a escola é um prato cheio! Na turma do Enzo estudam filhos de artistas famosos, assim como há outros vários pela escola.
Enfim, vamos ao que interessa. Enzo chegou empolgadão, já foi entrando na sala, sentando, tudo ótimo... atéééé que as outras 23 crianças entraram. Aí ele ficou assustado e bem intimidado. Não sabia o q fazer, tadinho... Sim, a sensação de exclusão que eu tive ontem, ele teve hj. Deu uma dó enorme do meu filhinho. Pedi pra professora dar uma atenção pra ele e ele foi aceitando participar das atividades.
Queria ter ficado lá (hj poderia, pela adaptação), mas marido insistiu pra irmos embora. Enzo aceitou bem se despedir de nós e quando fomos buscar, ele veio correndo, alegrinho. Mas disse que não conversou com nenhuma criança, nem nenhuma criança falou com ele. Morri, né? Nem sei se é verdade, mas pra integração não vai ser muito rapidinho não, ao que parece.
À noite não mostrou rejeição à escola. Perguntado se queria trocar, disse que não, que queria ficar naquela escola mesmo. E se mostrou feliz. Mas mãe é bicho bobo e não tranquiliza o coração assim tão fácil não...
07/02/2012 - A princípio foi tudo bem. Colocou sua fantasia do Homem de Ferro e foi contentinho para a escola. Deixei-o na sala, expliquei que tinha que ir embora e ele disse YES, todo animado, e voltou para dentro. 15 minutos depois de chegar em casa recebo um telefonema da professora dizendo que ele estava chorando por tudo (se pegavam a sua máscara para olhar, se pegavam o brinquedo que ele queria) e que tinha acertado com ele de que eu iria buscar após o baile de carnaval, às 16h. Desliguei o telefone e pensei: chorar por tudo não é do perfil dele, a não ser que esteja com muito sono. Não esperei o horário e parti de volta pra escola (maldizendo a escolha de uma escola tão longe de casa!). Chegando lá expliquei à coordenadora que ele dormia à tarde até um mês atrás, que por ter cochilado no carro na volta pra casa, demorou muito a dormir e acordou muito cedo. Portanto, com tanta excitação e novidades, só podia estar exausto. Elas concordaram, ele já tava melhor e eu fiquei lá no "castigo" das 15h às 17h, quando ela achou melhor que ele fosse embora, por conta do acordo feito.
O pior foi que eu fui inventar de olhá-lo no baile de carnaval, no quioscão... aí ele me viu e veio correndo tão empolgado que caiu e ralou o joelho! Aí voltou a chorar e ficar chatinho...
Na hora de ir embora tb correu, embora eu tivesse avisando a ele pra não correr, e caiu de novo, ralando os 2 joelhos! Tive que levá-lo até o portão no colo... com seus adoráveis 16kg!
06/02/2013 - Primeiro dia do Enzo. Pra quem gosta de artista, a escola é um prato cheio! Na turma do Enzo estudam filhos de artistas famosos, assim como há outros vários pela escola.
Enfim, vamos ao que interessa. Enzo chegou empolgadão, já foi entrando na sala, sentando, tudo ótimo... atéééé que as outras 23 crianças entraram. Aí ele ficou assustado e bem intimidado. Não sabia o q fazer, tadinho... Sim, a sensação de exclusão que eu tive ontem, ele teve hj. Deu uma dó enorme do meu filhinho. Pedi pra professora dar uma atenção pra ele e ele foi aceitando participar das atividades.
Queria ter ficado lá (hj poderia, pela adaptação), mas marido insistiu pra irmos embora. Enzo aceitou bem se despedir de nós e quando fomos buscar, ele veio correndo, alegrinho. Mas disse que não conversou com nenhuma criança, nem nenhuma criança falou com ele. Morri, né? Nem sei se é verdade, mas pra integração não vai ser muito rapidinho não, ao que parece.
À noite não mostrou rejeição à escola. Perguntado se queria trocar, disse que não, que queria ficar naquela escola mesmo. E se mostrou feliz. Mas mãe é bicho bobo e não tranquiliza o coração assim tão fácil não...
07/02/2012 - A princípio foi tudo bem. Colocou sua fantasia do Homem de Ferro e foi contentinho para a escola. Deixei-o na sala, expliquei que tinha que ir embora e ele disse YES, todo animado, e voltou para dentro. 15 minutos depois de chegar em casa recebo um telefonema da professora dizendo que ele estava chorando por tudo (se pegavam a sua máscara para olhar, se pegavam o brinquedo que ele queria) e que tinha acertado com ele de que eu iria buscar após o baile de carnaval, às 16h. Desliguei o telefone e pensei: chorar por tudo não é do perfil dele, a não ser que esteja com muito sono. Não esperei o horário e parti de volta pra escola (maldizendo a escolha de uma escola tão longe de casa!). Chegando lá expliquei à coordenadora que ele dormia à tarde até um mês atrás, que por ter cochilado no carro na volta pra casa, demorou muito a dormir e acordou muito cedo. Portanto, com tanta excitação e novidades, só podia estar exausto. Elas concordaram, ele já tava melhor e eu fiquei lá no "castigo" das 15h às 17h, quando ela achou melhor que ele fosse embora, por conta do acordo feito.
O pior foi que eu fui inventar de olhá-lo no baile de carnaval, no quioscão... aí ele me viu e veio correndo tão empolgado que caiu e ralou o joelho! Aí voltou a chorar e ficar chatinho...
Na hora de ir embora tb correu, embora eu tivesse avisando a ele pra não correr, e caiu de novo, ralando os 2 joelhos! Tive que levá-lo até o portão no colo... com seus adoráveis 16kg!
08/02/2012 - Enfim, o negócio tá sendo mesmo o sono, viu? O moleque enche o pandulho de comida na hora do almoço e vai logo pro carro, praquele balancinho sugestivo por uns 15 minutos... resultado? Pálpebras a meio olho quando chega lá, claro!! Aí fica chato, tudo é 'não queeeero', enquanto mal se aguenta em pé. Mandei a professora lavar o rosto dele e dizer pra ele mandar o sono embora pq eu não ia buscar mais cedo pq ELE não quer sair mais cedo, quer ficar lá e falou com todas as letras isso pra elas.
Enfim, quando começar o horário extenso e ele entrar às 11h, almoçar lá e for direto, isso deve melhorar, mas por agora, não tem muito que eu possa fazer. Em casa e na creche já não dormia há muito, mas balançando no carro depois do almoço fica difícil...
Mas, ao final do dia, acho que o projeto adaptação foi completado com sucesso! Ele superou o sono, ficou bem, interagiu bem, voltou falando nomes de coleguinhas e contando de atividades (coisa que não fazia na outra escola), numa alegria só. Eu cheguei mais cedo pra buscar, a professora avisou a ele e ele me dispensou, quis ficar até o final!!!
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O processo da escrita - 3 anos e 10 meses
Enzo já conhece todas as letras do alfabeto. Ás vezes esquece uma ou outra por falta de uso, mas em geral conhece a todas.
Começou com a associação de letras de início dos nomes dos amigos ou personagens preferidos.
Passou a "escrever" no teclado do computador ou do notebook enquanto soletrávamos as palavras.
Mas hoje me surpreendeu. Pediu para escrever um bilhete para o professor de capoeira, o Tio Parafuso, mas não quis usar computador ou mesmo as letrinhas de madeira. Eu soletrei as palavras que ele pedia e ele as escrevia em letra de forma no papel. Claro que 'espelha' várias delas, como o Z o S e o J, mas, no geral, parecem bem intelegíveis.
Não tirei foto, pois foi na lousa magnética e ele logo apagou, mas prevejo que muitos outros bilhetes virão.
Ele ainda não consegue compreender o princípio das sílabas e das junções fonéticas, vai de letra em letra mesmo.
Não incentivo, nem corrijo quando ele faz algo errado. Não passa de uma brincadeira. É muito cedo pra escrever e ler.
Mas acho que o ritmo dele será mais rápido que o que a escola prevê. Quem sabe, aos 5 anos, ele já estará lendo e escrevendo, como o "primo emprestado" Bruno, que tanto me impressionou.
Começou com a associação de letras de início dos nomes dos amigos ou personagens preferidos.
Passou a "escrever" no teclado do computador ou do notebook enquanto soletrávamos as palavras.
Mas hoje me surpreendeu. Pediu para escrever um bilhete para o professor de capoeira, o Tio Parafuso, mas não quis usar computador ou mesmo as letrinhas de madeira. Eu soletrei as palavras que ele pedia e ele as escrevia em letra de forma no papel. Claro que 'espelha' várias delas, como o Z o S e o J, mas, no geral, parecem bem intelegíveis.
Não tirei foto, pois foi na lousa magnética e ele logo apagou, mas prevejo que muitos outros bilhetes virão.
Ele ainda não consegue compreender o princípio das sílabas e das junções fonéticas, vai de letra em letra mesmo.
Não incentivo, nem corrijo quando ele faz algo errado. Não passa de uma brincadeira. É muito cedo pra escrever e ler.
Mas acho que o ritmo dele será mais rápido que o que a escola prevê. Quem sabe, aos 5 anos, ele já estará lendo e escrevendo, como o "primo emprestado" Bruno, que tanto me impressionou.
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