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domingo, 17 de fevereiro de 2013

Nossa ida a Buenos Aires para um Carnaval Porteño

Apesar de gostar muito do carnaval carioca, espontâneo, criativo e animado, notei, desde o ano passado, que a coisa estava saindo do controle com multidões onde antes era até tranquilo transitar com crianças, quantidades inimagináveis de lixo e interrupção de ruas, não só para blocos, como para blitzes que praticamente impediam o ir e vir de quem reside na zona sul, como nós.

Como meu aniversário cairia no carnaval (data que, para mim, já é um convite à instabilidade emocional), marquei uma viagem com antecedência para Buenos Aires, onde já ouvira falar que havia muitas atividades para crianças, além de não ser um destino excessivamente caro em razão do feriado, nem ter que enfrentar engarrafamentos monstro para chegar nele. E ainda pagaríamos as passagens com milhas!

A escolha não se mostrou a melhor das idéias, pois BAs não era mais tão baratinha quanto quando íamos lá anos atrás. Também não nos foi muito favorável o horário das coisas por lá, pois, com uma hora a mais por conta do horário de verão, nada abria antes das 10h, o que era um probleminha, já que nosso filho levantava por volta das 7.  Isso sem falar que era feriado e algumas coisas só abriam à tarde. O horário de jantar tb era complicado pq os restaurantes só abriam a partir das 20h e a essa hora já estávamos exaustos e o Enzo, se não tivesse sonecado durante o dia, muito sonolento.

Apesar disso, meu filho continua um excelente companheiro de viagem. Claro que é cansativo ficar o dia todo com uma criança tão ativa, entretê-lo nos deslocamentos, mas ele não reclama de nada e o grande barato pra ele ainda é estar com os pais por tanto tempo e em atenção exclusiva para ele.  Óbvio que vamos sempre a parquinhos e atrações infantis, esse é sempre o foco de nossas viagens, mas ele também tolera lindamente os longos períodos gastos em transporte e está comportadíssimo em restaurantes, não corre mais para longe de nós, não pergunta se falta muito pra chegar, não faz birra para qualquer atividade.  Apenas quando está com muito sono ele demonstra alguma insatisfação ou diz que quer voltar pra casa, mas é coisa rápida e logo volta a ficar feliz só pelo fato de estar com papai e mamãe.

E ele ainda se disse muito orgulhoso por estar conhecendo tantos países! Ainda que não entenda muito bem a geografia, sabe que é um luxo pra idade dele.

Nosso roteiro foi o seguinte:


 Dia 1 - Chegamos no AWWA Hotel num fim de tarde. O hotel é ótimo para ficar com crianças, como os blogs especializados já tinham indicado, pois tinha um quarto enorme, com cozinha e ficava localizado no Palermo Botânico, perto de parques e do zoo da cidade.


Curtimos a piscininha aquecida do hotel e relaxamos até a hora do jantar, quando iríamos num restaurante com brinquedos, chamado La Payuca. Só que caiu uma mega tempestade de verão e não conseguimos táxi. Então, já esfomeados, entramos num restaurante dos arredores, que demorou séculos para trazer o prato do Enzo (que esperou na maior paciência, fazendo seus desenhos com lápis cera). Não lembro o nome do lugar, mas tb não recomendaria, pois a comida era gordurosa e fria. Nem o doce de leite era gostoso.

Dia 2 - Como só eu faço questão de tomar um bom café da manhã logo que acordo, desci para a lojinha anexa ao hotel (Confeitaria Nucha), onde era pago à parte e não era barato.
Depois saímos com destino ao supermercado, para encher nossa cozinha. No caminho, desfrutamos do Bosque de Palermo, que fica no caminho para o Shopping Passeo Alcorta, que deve ficar a uns 15 minutos de caminhada. Na volta, pegamos um táxi.
Depois de guardar as compras e dar um lanche para os meninos, ainda tivemos que esperar um tempinho até dar 10 horas e abrirem o Jardim Japonês, que também fica ali pertinho do hotel.


Nesse dia descobrimos que a atual presidente da Argentina havia restaurado o feriado do carnaval, embora não haja nenhuma (ou quase nenhuma) manifestação popular dessa festa no país. Assim, nesse domingo, nem o parquinho infantil que fica dentro do Bosque de Palermo abria.

Decidimos, então, pegar um táxi e ir para o shopping Asbasto, que não fica muito perto dessa área, mas onde está o famoso Museo de los ninos. Almoçamos uma massa na área de alimentação e entramos logo que a atração abriu, o que foi ótimo, porque duas horas depois vi que havia uma fila imensa na porta do parque, que lotou!







Esse "museo" na verdade é um parque sensorial, que reproduz atividades dos adultos para as crianças. Eles adoram. É imperdível. Enzo saiu de lá exausto e dormiu assim que o pai o pegou no colo.

Fim de tarde ainda caminhamos pela Av. dos Libertadores, ao lado do Bosque de Palermo e demos uma volta em uma das calesitas (carrossel) espalhadas pela cidade.
Monumento dos Libertadores
Calesita

Nessa noite, o jantar foi um cachorro quente no quarto e aproveitamos para comprar pela internet os ingressos para o ônibus amarelo de turismo. A recepção do hotel nos ajudou a imprimir, pois não era possível comprar no ponto onde o pegaríamos.

Dia 3 - Pretendíamos pegar o ônibus cedo pela manhã próximo ao hotel, mas ele levaria muito tempo para chegar a Palermo, por ter um itinerário muito longo, então, não passaria antes das 10h 30.

Então, pegamos um táxi para Puerto Madero, em busca da Fragata Sarmiento. Claro que chegamos cedo demais, pois só abriria para visita após as 10h, então ficamos passeando por ali, tirando fotos nos quiosques e na Ponte de Las Mujeres.


O barco é muito bonito e os meus 'marinheiros' adoraram a visita!






Terminada a visita, seguimos para o ponto do ônibus amarelo, que ficava do outro lado do Porto, na área comercial. Pegamos o ônibus no sentido da Recoleta, onde saltamos e seguimos para um almoço de milanesa com papas em um dos muitos charmosos restaurantes de lá.

O plano era ir ao museu de ciências Prohibido no Tocar, mas descobrimos que, por conta do feriado, também abriria bem mais tarde.  Então, demos uma volta pelo bairro, vimos uma apresentação de tango na rua e, como o Enzo já estava bem cansado e estava muito calor, voltamos ao ônibus, onde ele cochilou um pouco.




O fim do cochilo coincidiu com a chegada do ônibus no bairro da Boca. Descemos para visitar o Caminito e suas cores.



 De volta ao ônibus, a parada final do dia foi no Zoo de Palermo, um dos pontos altos para o Enzo que amou o lugar, a começar pela calesita histórica que fica logo na entrada.


Mas, felicidade mesmo, ele encontrou ao alimentar os animais com a ração que era vendida em diversos pontos do Zoo e serviam para quase todos os bichos!




Dia 4 - Nesse dia quis fazer um passeio que nunca tinha feito, apesar de já ter visitado Buenos Aires algumas vezes: seguir de trem para o Delta do Tigre.

Fomos de táxi até a estação de trem da cidade, que é muito antiga e, apesar de mal cuidada, tem um charme vintage.
Medialunas no Café Retiro, na estação, enquanto esperávamos o trem

Seguimos no trem urbano até a estação de Bartolome Mitre, desembarcamos, atravessamos uma ruazinha para o outro lado da Estação Maipu, onde entramos por um imenso brechó e pegamos o Tren de La Costa, que já é um trem bem mais bonito e limpinho.




O trem segue pela costa, deixando entrever o mar em alguns momentos, por entre as casas mais elegantes que vão surgindo nessa área de 'balneário' da cidade.

Chegando ao Tigre, já estávamos famintos e almoçamos no primeiro restaurante que vimos. As opções eram entrar no Parque de Diversões ou fazer um dos passeios de barco que são oferecidos em vários quiosques na saída da estação.

Preferimos o parque!





O Parque é simples e tinha uma área bem restrita para crianças pequenas, mas o Enzo curtiu muito os brinquedos disponíveis e o teatrinho do Peter Pan. 

Queríamos voltar a tempo de fazer um bom jantar na cidade, o que não tínhamos conseguido fazer ainda. Então, voltamos à estação para pegar o trem das 17h, mas as coisas não saíram como planejado pois houve um atraso de mais de uma hora na chegada do trem, que nem sabiam dizer se viria ou não! Segundo os usuários, esse tipo de ocorrência é muito comum.

Essa volta foi bem conturbada. Optamos por esperar, e até demos sorte porque, eventualmente, o trem apareceu. Mas pegamos bem a volta do rush do pessoal que voltava do trabalho. Trem atrasado e lotado, criança agitada, fome. Enfim, foi um bocado cansativo.  Assim, acabamos comendo algo assim que chegamos na cidade e dando por encerrado o nosso passeio, já que sairíamos bem cedo pela manhã seguinte. Apesar de alguns contratempos no meu roteiro, por conta dos horários e do feriado, foi uma viagem ótima e muito divertida.

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