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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Confissões de uma mãe neurótica: A VAN
Confissões de uma mãe neurótica: Sim, a mulher prática e decidida foi abduzida, como diz uma amiga minha.
Fui anteontem fazer o teste da van. Foi muito melhor que o esperado. Enzo foi encaminhado (antes da saída normal, então não vê as mães buscando as outras crianças) com uma amiguinha querida chamada Marina (até beijinho rolou... na bochecha!) que já vai de van há tempos. Ela o levou pela mão, desprezando outras amigas enciumadas, cuidou dele, conversaram e riram sentadinhos no platô até a chegada do transporte dele, que chegou cerca de 17:50, ou seja, mais cedo do que eu esperava.
Quando ele entrou na van, que vinha da outra sede da escola onde tem ensino fundamental e fica mais acima na rua) as meninas de 8 ,9 anos ficaram loucas! Acharam ele um fofo, brigaram pra sentar do lado dele, brincaram e cuidaram dele todo o tempo. Até o menino mais antigo no transporte, autodenominado "chefe da van", foi dar-lhe atenção e inseriu-o nas brincadeiras, como 'Fulano roubou pão na casa do João'.
Eu fiquei de longe e só via o sorrisão e ouvia as gargalhadas do meu filho.
Resolvi que, dada a falta de local de estacionamento nas proximidades da escola e do trânsito caótico de ida até lá (muito pior que na vinda, que é contrafluxo) essa era mesmo a melhor opção. A dona da empresa ainda me deu 2 boas notícias: a de que iria tirar o menino que morava no posto 6 e que passaria a fazer o horário extenso em março para 2 meninas daquele grupo e poderia levar o Enzo também.
Mas ontem ele viria sozinho na van. Eu escrevi na agenda, preenchi os formulários da escola, liguei pra empresa do transporte 2 vezes (uma pra avisar que ia fazer isso e outra pra avisar que tinha feito).
Quando foi dando 18h, meu coração parecia que ia pular do peito! Lembrei que o processo de levar as crianças da van até o platô não era tão organizado assim e que o Enzo, do jeito que é distraído e não conhece bem as crianças e o local, poderia se perder... Liguei de novo para a dona da empresa para me certificar de que ele tinha entrado na van.
Como tínhamos chegado 18:20 no dia anterior, desci 18:10 para esperar. Como não chegou às 18:20 (sendo suposto que o itinerário seria menor hoje em razão da saída do outro menino), liguei para o motorista da van, que me disse estar fazendo uma entrega na Dias da Rocha, 3 ruas depois de mim, primeiro. Surtei.
Eles chegaram às 18:35. Enzo saiu da van escoltado pelas meninas. Alegre e faceiro. E eu? Dei chilique com o motorista! Ele alegou que o que o havia atrasado não fora a ida mais adiante, mas uma ida a Ipanema por outra criança nova. Recusei-me a pagar e me sentia tremendo toda por dentro. Sabe a culpa que não costumo sentir? Pois me pegou de jeito e eu maldisse a opção pela troca de escola.
Depois de muito pensar, acho que só posso mesmo tentar ponderar a inclusão desse menino novo (a dona da empresa é muito gentil, sempre concorda comigo e promete mudanças, mas sempre estou vendo que sempre não é bem como ela tinha dito que era...). Mas Enzo está bem, não reclama, acha divertido.
Só que eu sofro como uma condenada!
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