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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nossa ida ao Hotel Fazenda Arvoredo

Para o dia das mães quis passar um fim de semana em família em um hotel fazenda, um lugar onde pudéssemos ficar juntos eu, minha mãe, meu marido e meu filho.

Partimos na sexta feira ainda no começo da tarde, o que não nos livrou de um engarrafamento de uma hora na Dutra, sem qualquer razão aparente.  Com isso, chegamos no hotel depois do pôr do sol.  Após a saída da estrada principal há uma estradinha de terra por mais de 2km sem nenhuma sinalização do hotel ou iluminação. Assim, inseguros de estarmos indo no caminho certo, fomos e voltamos até meados do caminho umas 2x até tomarmos coragem de seguir por tempo suficiente para encontrar o hotel.

Enfim, a fazenda sede é muito bonita e bem cuidada, os quartos ficam do lado de fora e são bem simples, com camas e lençóis agradáveis e limpos. Os banheiros, porém, apresentavam toalhas com manchinhas e pias cujas torneiras pingavam e não fechavam direito.
A belíssima sede da fazenda
Às 16h tinha sido servido um coquetel de boas vindas, que deve ter sido bem gostosinho, mas do qual só vimos os restos. Logo de cara nos deparamos com o que me pareceu ser o maior problema do hotel:  Não são utilizados rechauds em qualquer refeição, então a comida ficava logo fria... uma pena!

A animação era simpática e já desenvolvia algumas brincadeiras com as crianças. Mas meu marido e meu filho estavam animados para uma caça aos sapos, já que uma amiga havia me dito que tinham muitos por lá. Munidos de lanternas, eles procuraram bastante, mas encontraram bem poucos e só em volta do laguinho...

O jantar é servido às 20h, um tanto tarde para as crianças pequenas, na minha opinião, assim como o almoço, servido às 13h.

A comida é razoável (se fosse mantida quentinha, melhorava muito). Agora, os doces foram uma total decepção! Tirando um arroz doce, os demais que eu provei estavam intragáveis, para o meu gosto!

Estranhamos não haver cardápios de bebidas. Aparentemente, só tinham cerveja, refrigerantes e água para oferecer e os preços tinham que ser perguntados ao garçom. Nada de sucos ou mesmo de vinho para as noites frias.

Aliás, durante a madrugada ficou bem gelado e os cobertores de lã do hotel mal davam conta... Devia ter levado uns edredons de casa...

No sábado pela manhã, a animação levou as crianças para o curral, para tirarem leite da vaca.
Tirando leite

Carinho no bezerrão mansinho
Com vovó e mamãe
 Depois, seguiu-se um alongamento com brincadeiras no gramadão e uma caminhada bem interessante, mostrando e contando sobre as imediações da fazenda, onde surgiram surpresas engraçadas para as crianças.

As raízes da centenária figueira branca

Opa, até gorila tem por aqui?
Aproveitando o vento, fomos soltar pipas no gramadão. Nem precisávamos de muito esforço e elas já dançavam no ar! Fora isso, o tempo não ajudou muito, pois esse ventinho frio não deixou o dia esquentar.
Enzo e papai

As pipas

Enzo controlando as duas pipas

Até vovó realizou seu desejo de soltar pipa!

Mesmo com o frio, algumas crianças encararam as piscinas, o toboágua e a tirolesa (que caía na água). Meu marido até tentou participar da tirolesa, mas chegou um pouco atrasado e os instrutores não foram claros sobre o procedimento (onde pegar o equipamento), então ele acabou desistindo após uns 15 minutos na fila....

O parquinho é dividido em dois. Uma parte é para crianças menores, com casinhas e balancinhos. Mas há outra área próxima com brinquedos de madeira e uma teia de corda para subir, para os maiorzinhos. Pena que a ponte que liga as estações estava quebrada, o que limitava a brincadeira.


Meu banho foi ótimo, super quentinho! Mas quem entrou no banheiro após as 17h (após o skibunda no gramadão),  encarou água fria, pois a capacidade do boiler não é suficiente quando o hotel está cheio.

O grande diferencial do hotel é a recepção pela baronesa no sábado à noite, oferecendo o Chá Imperial e contando a história da fazenda e das famílias a que pertenceu. Pena que o horário escolhido para esse lanche é bastante ingrato (18h, apenas 2h antes do jantar!). Mesmo assim, eu adorei participar dessa encenação histórica e do tour pela sede, que proporcionam uma viagem deliciosa no tempo.


Após essa atividade, ainda teve uma apresentação de capoeira e o Enzo, que não tinha dormido durante o dia, capotou no colo do pai e foi para cama sem jantar.

Domingo seguimos logo para uma volta a cavalo! Seguimos com o guia até um açude da fazenda. Achei as paisagens pelas quais passamos muito bonitas e o solzinho sem vento desse dia nos proporcionou um passeio delicioso.





Com o dia mais quente, Enzo pode aproveitar um pouquinho da piscina e depois ir brincar com a animação de caça ao tesouro, enquanto minha mãe fazia amizade com outras senhoras hospedadas no hotel e nós descansávamos pegando um solzinho.



O prêmio da caça ao tesouro foram bombons. Ficou tão animado com a caça que até 'chupou' chocolate (que ele detesta)!

Resolvemos voltar logo depois do almoço, um tanto traumatizados com o trânsito da ida. Mas tivemos uma viagem bem tranquila de volta.







Coisas que ele diz aos 4 anos

- Vamos brincar de teatrinho? Vc é a cortina!

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Ao começar alguma coisa, ele avisa:

- Isso não é uma competição!

Mas, quando ele termina antes:

- Ganhei a 'des'competição!

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- Filho vc está com fome?

- De jeito algum!

- Ainda não?

- Ué, acabei de dizer que sim!

- Não, vc falou 'de jeito algum'.

- E ' de jeito algum' é o contrário de 'de jeito nenhum'!
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Assistindo ao desenho animado da Turma da Monica:

- Mamãe, porque o Cebolinha não gosta de ir na fono dele?

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E a indignação perante a morte continua:

- Mãe, se eu não comer nem dormir mais, não vou crescer, nem ficar velho, nem morrer nunca?

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- Mãe, seu xixi sai pela bunda, né?

- Não, filho, sai pela frente!

- Pelo seu saquinho?

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- Mãe, como é o nome daquele negócio de planetas e o sol, que tem a Terra no meio?

- Sistema solar.

- Que nome lindo! Muito melhor que Enzo. Vou querer me chamar Sistema Solar agora.

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- Vovó, porque seu peito é tão baixinho? O da minha mãe fica aqui em cima.

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Umas caixinhas de palito desapareceram.  Meu marido percebeu e perguntou à babá se sabia onde estavam. A babá negou. No outro dia a faxineira perguntou das caixinhas. Eu disse que tinham sumido, porque ouvi meu marido perguntar para a babá por elas.  A faxineira disse não ser possível, que as caixas não podiam ter acabado, pois estavam cheias. Ela não acusou, mas havia um tom oculto na sua fala. Enzo percebeu.

- Mãe, ela não faria isso.

- O que, filho?

- Se não é dela, ela não ia levar embora.

Ele defendeu sua querida babá.

- Eu sei disso, filho.

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- Mãe, porque a vida é assim?

- Assim como?

- Assim, cheia de regras. Não gosto de regras... Regra de não fazer bagunça, de escovar o dente, de ir dormir, de tomar banho... Muito chato isso!

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- Mamãe, como vc aprendeu que é perco e não perdo? E ouço, e não ouvo? Isso é muito difícil! Eu nunca vou entender isso!

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- Mãe, sabe quem me controla? Os miscóbrios. E eles estão tentando me matar.

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- Filho, que legal o ditado que vc fez na escola! Dava pra ler tudo direitinho!

- Ah, é que eu copio da Maria pq ela sempre sabe tudo, tudo!

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Ele queria uma pena para fazer cócegas, então sugeriu:

- Vamos na loja compramos uma peteca, tiramos a pena e devolvemos depois!

O.O

- Como assim, filho? Não é melhor tirar uma pena da sua peteca?

- Ah, não, a minha não quero estragar!

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- Mãe, quando eu tava na sua barriga, doía?

- Ás vezes, doía um pouquinho, quando vc se esticava.

- Ah, eram meus gatos. Quando eles brigavam eu tinha que ir lá pegar eles e separar a briga.

Oi?
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Ainda sobre sua origem:

- Antes de ir pra barriga da mamãe, eu tava na barriga do papai e antes disso tava na barriga dos pinguins, porque tenho pés e mãos gelados!


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Pai brigando com o filho:

- Vc não tá vendo que não pode desobedecer a monitora? Se ela mandou esperar, vc tem que esperar!

- Pai, mas é que o meu cérebro não pára!

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Estávamos na praia e um menininho se aproxima oferecendo algum produto. Ao se afastar, Enzo pergunta:

- O que ele falou?

- Ele tava oferecendo uma coisa que ele tá vendendo.

- Mas ele é uma criança... Ele tava brincando de vender, é isso?
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- Mãe, tô com marinésia! Tô esquecendo tudo!

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Fazendo pedidos ao sol:

- Pro papai vou pedir um barco. Mas que já 'teje' pronto, não que tenha que fazer ainda, tá?

(Trauma da espera pelo Peixe Boi...)

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- Enzo, qual o nome da montanha mais alta do mundo?

- Hummmm... Velho oeste?

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Falando com sinais:

- Eu sei tudo da língua dos roucos!

sábado, 4 de maio de 2013

E eu achando que ele acreditava...


E uma semana após a volta da Disney, nos pegamos conversando sobre quando voltaríamos... E eu disse:

- Mas quando voltarmos, não vamos mais ver os personagens que já vimos, da Disney, vamos pra outros lugares ver outros personagens.

- Quais?

- Ah, o Pica Pau, o Shrek, o Bob Esponja...

- É, mas nenhum desses personagens existe de verdade mesmo!

- Como assim?

- Eles são todos feitos de pelúcia e papel e massa e bastante água pra ficar daquele jeito!!

(Glup)

- Quem te falou isso?

- Ninguém, eu que sei. É por isso que eles não falam!

E a boboca aqui achando que tava abafando e que o filho realmente acreditava que os personagens eram 'de verdade' !!

Acho que ele entrou no jogo e na magia da coisa, mas assim que sacou que eles não falavam, entendeu que aqueles também eram 'de mentira'.... Mesmo com o pai dizendo que eles não falavam porque tinham crianças de todas as nacionalidades, e eles não sabiam falar todas as línguas e blá blá blá.

Enfim, crianças de 4 anos são muito mais espertas do que se podia imaginar!

Nossa viagem à Disney - dia 9

Nosso último dia! Mas como o vôo só saía à noite e eu tinha pago uma diária extra do hotel para não ter dor de cabeça e ficar 'homeless' de 11 da manhã até o horário do vôo, ainda deu para fazer a última parte do Magic Kingdom, que estava faltando.

E o que faltava era Adventureland! Chegamos cedo e fomos direto nos tapetes do Aladim:

Magic Carpets subindo!

Decoração estilo árabe nessa parte do parque

Diversão para crianças com o camelo que cospe

Ei, esses totens também esguicham água!
Agora que fiquei todo molhado mesmo!
De lá, fomos para o Jungle Cruise. A princípio, nem era um brinquedo em que iria entrar, mas achei bem engraçadinho. É um barquinho que passa pela selva e se depara com índios africanos, animais e uma expedição que não deu muito certo.

O barquinho

O acampamento da expedição

Os pobres expedicionários
De lá, demos uma corridinha para o Castelo, para ver o show Dreams come True, que não tínhamos conseguido ver ainda, e é imperdível!







Fecha a boca, menino!

O grande apelo da Adventureland para meninos é o Pirate´s League, onde podem fazer maquiagens e se "montarem" como piratas. Isso deve ser reservado com antecedência, mas como meu filho detesta pinturas corporais, deixei para ver na hora se ele ia querer mesmo e tentar a sorte, caso quisesse. Como imaginava, não topou.

Porém, adorou o tutorial do Jack Sparrow sobre como se tornar um pirata de verdade!

O próprio Jack dando instruções de luta de espadas às crianças

Enzo, isso não é uma luneta!

É um diploma e um salvo-conduto de pirata! 
Emendamos o tutorial com o brinquedo dos Piratas do Caribe que simula cenas do primeiro filme da série (o que só entendemos depois de voltar, quando resolvemos ver o filme!).

Pulamos o Enchanted Tikki Room (musical com pássaros cantantes) e a gruta da Tinker Bell (fila de 40 minutos para tirar fotos com as fadinhas!). Demos uma passadinha na casa da árvore da família suíça, que, aliás, é uma atração bem descartável.

Enfim, como tínhamos um avião para pegar, fomos na direção da saída do parque almoçar no italiano que fica bem na entrada, o Tony's, que seria o restaurante onde a Dama e o Vagabundo dividem o lendário espaguete.

Valeu, mamãe!

A minha sobremesa foi a menos saudável...
Antes de entrar no restaurante, percebi que, ali ao lado haviam 2 totens para fast passes do Town Square Theatre, onde se pode tirar fotos com o Mickey e as princesas. Para minha surpresa, era possível tirar fast passes das duas atrações sem precisar esperar a passagem do tempo para a utilização do primeiro. E ainda ganhamos fast passes para o Dumbo, como bônus (que nem usamos, claro).

Ótima oportunidade de se despedir do grande amigo!

Tchau, Mickey, até qualquer dia!
 Se não fosse assim, não teríamos fotos com as princesas, pois nunca ficaríamos numa fila para isso (vantagem de ser mãe de menino, porque as filas delas são sempre as piores!).
Um abração na Bela Adormecida

Uma pose com a Cinderela

E outra com a Rapunzel

E assim encerramos nossa viagem, reiniciando o trajeto de volta. A imigração e o embarque foram tranquilos e, apesar de não termos conseguido lugares juntos no vôo (devido ao cancelamento do primeiro vôo que eu tinha comprado 6 meses antes com a TAM), Enzo dormiu a noite toda.

O problema é que nos acordam para café da manhã às 4h do fuso americano e tivemos que desembarcar 1h e meia mais tarde em Guarulhos, fazer imigração, pegar as malas, fazer novo check in, pegar novo vôo para o Rio, pegar as malas novamente, conseguir um táxi e só então chegamos em casa, por volta de 11h !!

Mas termino essa viagem com a sensação de que, apesar do pouco tempo, aproveitamos bastante tudo o que nos dispusemos a fazer, nos divertimos muito em família e voltamos com lembranças deliciosas para sempre! E com gostinho de 'quero mais'!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nossa viagem à Disney - dia 8

E no oitavo dia... nós descansamos!

Na verdade esse dia estava programado para o Sea World, para o qual eu compraria ingressos na hora, mas após 5 dias seguidos de parques, precisávamos de uma relaxada.

Acordamos tade, arrumamos malas, e saímos para comprar o que ainda faltava, na Super Target. Depois fomos comer no Olive Garden e voltamos para o hotel.  Mas como eu não ia aguentar um dia de viagem sem nada novo, seguimos para Downtown Disney no fim da tarde.

Chegamos por volta das 17h e o Enzo logo se encantou pelo restaurante T-Rex. Realmente, visitá-lo era a única coisa que eu realmente queria fazer por ali, então, apesar de não estarmos com fome, aproveitei que não tinha muita fila e pegamos uma mesa para conhecer o lugar.
Entrada do Restaurante



Nossa mesa próxima ao estegossauro
 Como no Rainforest Café, de tempos em tempos, há um estrondo e simula-se uma comoção, com barulhos dos dinos, como se tudo criasse vida.  Mas aqui é um pouquinho mais assustador...

Opa, o que foi isso?

Mamãe, o que está acontecendo???

Marido tomou uma pequena cervejinha

Resolvemos inovar e provar nachos tricolores.  Meio caótico, mas até que gostoso.
Como na maior parte dos restaurantes de rede nos EUA, o cardápio infantil já é o próprio caderno de atividades para entreter a criança e vem acompanhado de lápis de cera (que não parece ser reaproveitável pelo restaurante, então achei muito desperdício).

Depois seguimos explorando o local:



 Downtown Disney seria o local ideal para sentar num daqueles barzinhos super agradáveis, assistir os diversos espetáculos de música ao vivo que ocorrem gratuitamente por lá, comer um petisco, essas coisas que são especialmente mais difíceis de se fazer quando se tem um acompanhante de 4 anos.

Então seguimos olhando e fotografando as fachadas sempre criativas das lojas e restaurantes.


Loja da Lego - Para quem gosta, há opções de brincadeiras gratuitas na loja para crianças de todas as idades

Serpente de Lego

Escultura de Lego

Disney Store e o Stich que cospe. As crianças adoram!


Para quem gosta de comprar, há muitas lojas interessantes. Como eu não gosto e já tinha feito muitas compras nesse dia, não entrei em nenhuminha (eu sei, sou uma aberração!)

Por volta das 19h, o local foi enchendo significativamente. Foi ficando até meio difícil de andar naquela multidão. A opção era entrar no Pleasure Island, onde haviam jogos eletrônicos. Mas também não estávamos com vontade disso, então, resolvemos voltar para o hotel.

Mais complexo, porém, foi encontrar o nosso carro, pois aqui não há fileiras nominadas no estacionamento!