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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Nossa ida a New York - Upper West Side

Acordamos por volta da hora do almoço e saímos para buscar um restaurante. Eu tinha anotado algumas opções no entorno e o hotel tinha nos fornecido uma outra lista de sugestões.  Acabamos optando pelo Rosi Salumeria, na rua de trás do hotel, a Amsterdam Avenue.

Além de restaurante, o local vendia embutidos de vários tipos

Enzo logo reparou na escultura de mapa da Itália, que ele ama!


Quando os pratos chegaram, que decepção! Apesar de bem gostosos e bem feitos, eram porções mínimas! E pelo preço padrão da área (16 a 20 dólares cada prato)!  A partir daí ficamos até com medo de ir a restaurantes, pagar caro e não conseguirmos encher as pancinhas...

Após o "almoço" fomos explorar o bairro de Upper West Side, onde estávamos hospedados. É uma região de classe média alta, de maioria branca (apesar do grande caldeirão étnico que é NY, as etnias e grupos sociais costumam apresentar-se em áreas específicas) e muito familiar.

Então descobrimos que nesse domingo estava havendo uma grande feira de rua por toda a Amsterdam Ave., o que foi uma grande sorte também, pois a vizinhança estava muito animada.

Barracas vendendo de tudo e muita gente na rua

Tinha todo o tipo de comida por lá.

Para beber, que tal a tradicional barraquinha de limonada americana?
Antes de continuar pela feira, paramos em um parquinho ótimo: o Tecumseh Playground.
New York é uma cidade repleta de parquinhos, praças e pequenos oásis arborizados no meio de toda a loucura de cidade grande e cheia de prédios.

Todas as pracinhas que tem parquinhos são cercadas por grades
 e é costume sempre fechar o portão ao passar.

Pelo que percebi, o parque é anexo a uma escola, mas aberto à comunidade, o que me pareceu uma idéia excelente!

Além da quadra, havia brinquedos para várias idades

Quiosques com experiências sensoriais e chão de borracha

Enzo brincou muito por lá!

Compramos um kit de golfe e ele treinou algumas tacadas também

Até que um tradicional carro de sorvete parou na entrada, tocando sua musiquinha...

...então fomos provar o sorvete de creme!
Depois de gastar energias do pequeno, voltamos a caminhar pela rua da feirinha, olhando as "modas".


Amei essa vitrine!

Lindos esses crepes!

Além de belos prédios em estilo antigo...

...a região tem as tradicionais casas com escadas curtas na frente

E fazer parkour pelas escadas e corrimãos também é diversão!

Reconhecido o terreno, fomos ao mercado Fairway, que fica bem em frente ao hotel e fizemos nossas comprinhas, já que a melhor forma de economizar em viagens é fazendo algumas refeições no quarto.



E como ainda estávamos cansados da noite mal dormida, jantamos e dormimos cedo para aproveitarmos o dia seguinte.









Nossa ida a New York - Chegada e Hotel Beacon

O voo foi pela AMERICAN AIRLINES, no assento comfort. Gostei da pontualidade na ida (na volta atrasou 2 horas, e rolou stress com overbooking) e achei razoavelmente confortáveis as poltronas - bom espaço de pernas, mas pouco reclinava. Os jantares foram razoáveis, mas os cafés da manhã deploráveis! (nota mental: guardar os acompanhamentos do jantar para comer pela manhã numa próxima vez!).
Filmes havia muitos e bem recentes, legendados em português, na maioria. Adultos e infantis.

Mesmo assim, como sempre acontece na viagem de ida, Enzo não dormiu quase nada. Acho que junta a ansiedade com o desconforto e ele não relaxa. Nem nos deixa relaxar, claro.

Chegando ao JFK, todas as informações que eu tinha conduziam na mesma direção: para 3 pessoas o ideal era pegar um taxi oficial amarelinho no ponto, que tinha tarifa fixa para Manhattan, mais pedágio e gorjetas, ficando em torno de 70 dólares.

Só que fomos abordados por um brasileiro no lobby (havia vários por ali, na saída dos voos vindos do Brasil), que nos ofereceu uma van compartilhada por 25 dólares cada, sem cobrar a criança.



Ignorando tudo o que tinha ouvido sobre esses prestadores de serviço, inclusive os constantes avisos nos alto falantes do aeroporto, simpatizamos com o homem e resolvemos contratá-lo!  O único inconveniente era esperar que ele conseguisse mais alguns clientes. Mas como eram 6h30 da manhã, não tínhamos pressa alguma.

Deu tempo até de estudar o mapa da cidade!

Pois não é que o tal cara conseguiu mais dois casais e nos levou numa van confortável, com dicas turísticas e micro city tour? E economizamos um troquinho!! :) 



Até veio por um caminho no qual pudemos nos deparar com o famoso skyline da cidade! 


Chegando no HOTEL BEACON outra maravilhosa surpresa!  Eu tinha avisado que ia chegar cedo e pedi um early check in, mas jamais imaginei que nos deixassem ocupar o quarto às 8:30 da manhã! Super gentis e rápidos, atendimento primoroso!



Aliás, só tenho elogios ao hotel! Todas as gentilezas possíveis nos foram oferecidas. Jornais na porta, ligações sobre consultas de atrações, toalhas extras, limpeza impecável, enfim, tudo para agradar o hóspede.

Camas Queen

TV com os canais Cartoon e Boomerang, preferidos do Enzo.


Closet com muitos cabides

Nossa pequena cozinha
 O quarto ficava na lateral do hotel e a vista para os lados era assim:



Cansados como estávamos, passamos o resto daquela fria manhã dormindo!





quinta-feira, 5 de maio de 2016

New York, New York

Ano passado eu decidi que todos os aniversários aqui de casa seriam comemorados com viagens nesse ano.  Assim foi o meu, o do Enzo e assim será o do marido, em maio.

Como o dele caía próximo de um feriadão de 4 dias, justificava-se emendar a semana numa viagem mais distante. Botei a data no Google Flights e lá encontrei passagens para NY a 900 reais para cada um de nós. Dólar ainda em patamares razoáveis no meio do ano passado... deu até para pagar uma cadeira comfort.

Só que, quando eu fui ver a hospedagem, quase caí pra trás! Mesmo antes da vertiginosa subida da moeda estrangeira, a coisa já era bem feia... Sinceramente, até Inglaterra tem preços de hospedagem mais convidativos (mas essa história fica para depois ; ).

Localização

Bom, sempre se pode ir para Brooklin ou New Jersey e pegar um metrô ou trem que te deixe no centro da ilha em uns 20 minutos.  E isso barateia bem a hospedagem.  Porém, com criança, fazer uma viagem dessa todos os dias para aí começar a se deslocar para os pontos turísticos? E mais, ficar com uma reduzidíssima mobilidade para 'voltar para casa' em razão de uma chuva, um mal estar ou qualquer outra razão, no meio do dia?
Sinceramente, não acho que compense. Não, estando com criança.
Então, martelo batido, Tinha que ser em Manhattan.

O que procurar?

Para uma viagem de 6 dias no exterior, precisamos de uma cozinha. Um, porque barateia bastante a alimentação, pois sentar-se num restaurante nos EUA é algo caro. Some-se ao preço dos pratos, a gorjeta de 15 a 20% e impostos. E somos 3!
Em segundo lugar, porque criança às vezes cisma com a comida e, para não estressar a mãe, é bom ter a opção de voltar ao quarto e fazer algo simples, mas que lhes encha a barriguinha.

WiFi. Não costumamos comprar chips de telefone, nos contentamos com o acesso das redes sociais quando estamos no hotel.

Ser em local seguro e próximo de uma entrada de metrô / transporte abrangente.

Também ser próximo de onde pretendemos fazer passeios por mais de um dia, para baratear preço com transporte (e a chatura do deslocamento). Então, os dois lugares mais cotados foram Midtown e Upper West Side, nas proximidades do Central Park.


Qual o tipo de hospedagem?

Primeiro tentei alugar apartamentos no Air Bnb e Home Away.  Sinceramente? Não achei os preços assim tão convidativos como dizem... Pelo menos não nessas áreas.
São muitas coisas para verificar. Se o host é atencioso quando ocorrem problemas, se tem elevador ou fica em andar baixo, se é barulhento, se tem cable tv, wifi, comércio nas redondezas, como é a cama extra, se a roupa é limpa... Alguns apartamentos são, nitidamente, a casa das pessoas, que saem quando vc entra, o que me parece bem desconfortável.
Mas então, surgiu um probleminha: nosso voo chegava cedo pela manhã e saía tarde à noite. Em um hotel, sempre podíamos deixar as malas na recepção e circular pela cidade até a hora do check in ou após o check out, mas e no apartamento alugado?  Aí ficaríamos na dependência de não haver outros hóspedes e da boa vontade do anfitrião... Resolvemos não arriscar.

Hotéis

Tentei hostels, mas não aceitavam crianças.  Os hotéis mais simples costumavam ter quartos tão pequenos que parecia que não caberíamos ali com as malas... Os que tinham cozinha, por mais pequenininhas que fossem, tinham diárias a preço de resort com refeições incluídas.

Enfim, acabei fechando com o Beacon Hotel. Upper West Side, do ladinho do Central Park. 278 dólares por dia (incluíndo todos os impostos, que são bastante)... Ou seja, uma fortuna! Mas o que me conforta é que a passagem foi barata, então, os preços meio que se compensam, pois eu pagarei de hotel o que costumaria pagar na passagem, e vice versa. E nesse pensamento é em que me apego agora, viajando no meio dessa crise econômica e política terrível que se abateu sobre o país.

No mais, resta-nos buscar opções baratas, como cupons de desconto, horários mais baratos nas atrações, compra de passes conjuntos, uso de transporte público e o que mais conseguirmos para reduzir os custos!

E andar muito pelas ruas, porque andar ainda é de graça!


PASSES, CUPONS, HORÁRIOS PROMOCIONAIS

1 - Alguns museus contam com horários promocionais, nos quais pode se pagar o quanto quiser para entrar. Esse post é bem útil: http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/2011/09/16/nova-york-como-entrar-nos-museus-de-graca-ou-quase/

2 - O CityPass tradicional envolve muitas atrações que eu não pretendia visitar e engloba esses museus que não se precisa pagar na integralidade. Então, uma opção melhor é o New York City Pass Explorer, que pode ser personalizado para garantir até 25% de desconto nas atrações escolhidas: http://pt.smartdestinations.com/new-york-attractions-and-tours/_d_Nyc-p1.html?pass=Nyc_Prod_Exp&allInc=true
Quanto mais opções, mais desconto. Mas, uma vez comprado e ativado (usando para uma das atrações), terá que usar todas, ou perderá o que pagou. Se não usar nenhuma, pode pedir reembolso.
Também funciona como fura-fila.

3 - Há também páginas de cupons de desconto de até 20% disponíveis para compra direta na bilheteria, como o http://www.destinationcoupons.com/ e o http://www.smartsave.com/ e o Groupon. Servem para atrações, compras e restaurantes.
O desconto é menor, mas você pode decidir se vai usar só na hora.

4 - Algumas atrações contam também com promoções para compras online e para certos horários de visita pré agendados, como o Madame Tussauds, que fica com 30% de desconto para visitas no horário noturno.

Por enquanto, foi o que consegui descobrir...