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quinta-feira, 5 de maio de 2016

New York, New York

Ano passado eu decidi que todos os aniversários aqui de casa seriam comemorados com viagens nesse ano.  Assim foi o meu, o do Enzo e assim será o do marido, em maio.

Como o dele caía próximo de um feriadão de 4 dias, justificava-se emendar a semana numa viagem mais distante. Botei a data no Google Flights e lá encontrei passagens para NY a 900 reais para cada um de nós. Dólar ainda em patamares razoáveis no meio do ano passado... deu até para pagar uma cadeira comfort.

Só que, quando eu fui ver a hospedagem, quase caí pra trás! Mesmo antes da vertiginosa subida da moeda estrangeira, a coisa já era bem feia... Sinceramente, até Inglaterra tem preços de hospedagem mais convidativos (mas essa história fica para depois ; ).

Localização

Bom, sempre se pode ir para Brooklin ou New Jersey e pegar um metrô ou trem que te deixe no centro da ilha em uns 20 minutos.  E isso barateia bem a hospedagem.  Porém, com criança, fazer uma viagem dessa todos os dias para aí começar a se deslocar para os pontos turísticos? E mais, ficar com uma reduzidíssima mobilidade para 'voltar para casa' em razão de uma chuva, um mal estar ou qualquer outra razão, no meio do dia?
Sinceramente, não acho que compense. Não, estando com criança.
Então, martelo batido, Tinha que ser em Manhattan.

O que procurar?

Para uma viagem de 6 dias no exterior, precisamos de uma cozinha. Um, porque barateia bastante a alimentação, pois sentar-se num restaurante nos EUA é algo caro. Some-se ao preço dos pratos, a gorjeta de 15 a 20% e impostos. E somos 3!
Em segundo lugar, porque criança às vezes cisma com a comida e, para não estressar a mãe, é bom ter a opção de voltar ao quarto e fazer algo simples, mas que lhes encha a barriguinha.

WiFi. Não costumamos comprar chips de telefone, nos contentamos com o acesso das redes sociais quando estamos no hotel.

Ser em local seguro e próximo de uma entrada de metrô / transporte abrangente.

Também ser próximo de onde pretendemos fazer passeios por mais de um dia, para baratear preço com transporte (e a chatura do deslocamento). Então, os dois lugares mais cotados foram Midtown e Upper West Side, nas proximidades do Central Park.


Qual o tipo de hospedagem?

Primeiro tentei alugar apartamentos no Air Bnb e Home Away.  Sinceramente? Não achei os preços assim tão convidativos como dizem... Pelo menos não nessas áreas.
São muitas coisas para verificar. Se o host é atencioso quando ocorrem problemas, se tem elevador ou fica em andar baixo, se é barulhento, se tem cable tv, wifi, comércio nas redondezas, como é a cama extra, se a roupa é limpa... Alguns apartamentos são, nitidamente, a casa das pessoas, que saem quando vc entra, o que me parece bem desconfortável.
Mas então, surgiu um probleminha: nosso voo chegava cedo pela manhã e saía tarde à noite. Em um hotel, sempre podíamos deixar as malas na recepção e circular pela cidade até a hora do check in ou após o check out, mas e no apartamento alugado?  Aí ficaríamos na dependência de não haver outros hóspedes e da boa vontade do anfitrião... Resolvemos não arriscar.

Hotéis

Tentei hostels, mas não aceitavam crianças.  Os hotéis mais simples costumavam ter quartos tão pequenos que parecia que não caberíamos ali com as malas... Os que tinham cozinha, por mais pequenininhas que fossem, tinham diárias a preço de resort com refeições incluídas.

Enfim, acabei fechando com o Beacon Hotel. Upper West Side, do ladinho do Central Park. 278 dólares por dia (incluíndo todos os impostos, que são bastante)... Ou seja, uma fortuna! Mas o que me conforta é que a passagem foi barata, então, os preços meio que se compensam, pois eu pagarei de hotel o que costumaria pagar na passagem, e vice versa. E nesse pensamento é em que me apego agora, viajando no meio dessa crise econômica e política terrível que se abateu sobre o país.

No mais, resta-nos buscar opções baratas, como cupons de desconto, horários mais baratos nas atrações, compra de passes conjuntos, uso de transporte público e o que mais conseguirmos para reduzir os custos!

E andar muito pelas ruas, porque andar ainda é de graça!


PASSES, CUPONS, HORÁRIOS PROMOCIONAIS

1 - Alguns museus contam com horários promocionais, nos quais pode se pagar o quanto quiser para entrar. Esse post é bem útil: http://www.aprendizdeviajante.com/index.php/2011/09/16/nova-york-como-entrar-nos-museus-de-graca-ou-quase/

2 - O CityPass tradicional envolve muitas atrações que eu não pretendia visitar e engloba esses museus que não se precisa pagar na integralidade. Então, uma opção melhor é o New York City Pass Explorer, que pode ser personalizado para garantir até 25% de desconto nas atrações escolhidas: http://pt.smartdestinations.com/new-york-attractions-and-tours/_d_Nyc-p1.html?pass=Nyc_Prod_Exp&allInc=true
Quanto mais opções, mais desconto. Mas, uma vez comprado e ativado (usando para uma das atrações), terá que usar todas, ou perderá o que pagou. Se não usar nenhuma, pode pedir reembolso.
Também funciona como fura-fila.

3 - Há também páginas de cupons de desconto de até 20% disponíveis para compra direta na bilheteria, como o http://www.destinationcoupons.com/ e o http://www.smartsave.com/ e o Groupon. Servem para atrações, compras e restaurantes.
O desconto é menor, mas você pode decidir se vai usar só na hora.

4 - Algumas atrações contam também com promoções para compras online e para certos horários de visita pré agendados, como o Madame Tussauds, que fica com 30% de desconto para visitas no horário noturno.

Por enquanto, foi o que consegui descobrir...





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