Seguidores

sábado, 28 de setembro de 2013

Conhecendo museus no Rio de Janeiro - Museu de Arte do Rio, o MAR

Esse passeio foi organizado pela escola, apenas para as famílias que desejassem participar. Da turma do Enzo foram mais 4 crianças, com um responsável cada. Pegamos um ônibus na frente da escola e seguimos para o Porto "maravilha", onde fica o novo museu, no qual não tinha ido ainda.

Pelo que entendi, o objeto das exposições é a arte produzida no Rio ou a arte que retrata o Rio. Uma proposta bem interessante.

Como era um grupo, tivemos o acompanhamento de um guia, e ainda que nem sempre as crianças andassem no mesmo ritmo dele, as explicações de um guia sempre auxiliam no melhor aproveitamento do passeio.

A visita começa pelo 6o. andar, de onde temos uma vista panorâmica da região, ainda em obras de renovação.


 
Nesse ponto, o guia nos explica sobre a arquitetura do museu, que uniu dois prédios, demolindo o último andar de um e colocando o teto fluido que caracteriza a obra.

Daí, descemos pela escadaria para começar a ver as exposições!

A primeira parte nos remete ao Rio antigo, com pinturas do século IXX.  Infelizmente, os quadros são presos à parede sempre na altura de adultos, às vezes ainda mais altos que a média, ficando difícil para as crianças perceberem as obras.

A grande brincadeira para o Enzo aqui foi escolher paisagens onde o Corcovado estivesse sem o Cristo e o Pão de Açúcar estivesse sem o bondinho e pedir para ele descobrir o que estava faltando nas pinturas. Ele descobriu e adorou a brincadeira!

Em seguida, passamos a uma sala que o guia teve a 'sacada' de chamar de máquina do tempo. Com projeções nas paredes de cenas do Rio antigo em movimento, pudemos brincar de 'entrar' na cena e ir caminhando com ela, procurando o que víamos de diferente dos tempos atuais, como pessoas de chapéu, carros, zepelins, etc.

Também há pequenas maletas com visores onde passam cenas diversas do Rio. Outra brincadeira que eles gostam é de checar essas maletas para ver em que 'lugar ou tempo' elas estão se passando.

Popular também é a sala do 'Cristo', onde há uma cabeça semelhante à da estátua e diversos souvenirs relacionados.  Crianças cariocas normalmente são encantadas pela figura imponente do cristo e adoram essa parte.




Mas a preferida, de longe, é a sala em que há uma tripla projeção com cenas do réveillon na praia de Copacabana! Ali, eles fazem a festa. Podemos falar sobre Iemanjá, poluição, fogos... Eles interagem com os pombos da gravação, brincam com as próprias sombras sobre as imagens, divertem-se incrivelmente.

Descendo ao andar inferior, começam as referências à semana de arte moderna de 22, com artistas relevantes do período. Enzo gostou muito das pinturas modernistas. Parou para analisar com muitos detalhes um quadro que mostrava trabalhadores revezando-se com martelos para bater numa estaca (preocupando-se com o risco de acidentes na cena). Todos divertiram-se imitando as posições de uma escultura junto com o guia e então...

Ótima forma de envolver as crianças é fazê-las imitar as esculturas!


... bateu uma fome desesperada!!! E, enfim, quando bate aquela fome na criança, fica difícil mantê-la concentrada no que quer que seja.

Nos destacamos do grupo e descemos os andares faltantes olhando tudo bem rapidamente, para podermos voltar à entrada do museu e buscar minha mochila (bolsas grandes não entram no museu), onde tínhamos um lanchinho (apesar de ter um Café no local que parece ótimo).

Mas fiquei satisfeita com a visita. Não há como se exigir 100% de aproveitamento de uma criança de 4 anos num museu! O objetivo era familiarizá-lo com a idéia, especialmente para quando formos viajar e visitar museus em outros lugares.  E claro, fazê-lo entender a importância da cultura e da aprendizagem que podemos obter nesses lugares!

E, aparentemente, ele considerou a ida a museus uma atividade divertida porque, ao chegar em casa, quis brincar de .... museu!  Pegou dinossauros, souvenirs de viagem e enfeites, arrumou em fila, fez uma lista de itens e medidas num bloquinho (filho de metrologista, medidor é) e nos colocou para fazer uma visitação!




Conhecendo museus no Rio de Janeiro - Palácio da Quinta da Boa Vista

Aos 4 anos e meio, achamos que estava na hora de começar a apresentar o Enzo aos museus.  Infelizmente, o Rio de Janeiro não tem museus adaptados ou específicos para crianças pequenas, como em outros países.  Então, o jeito é arranjar um jeito de apresentar os museus a eles. Haja criatividade!

Por coincidência, na mesma semana em que marcamos para levá-lo ao Museu Imperial da Quinta, a escola agendou outras duas visitas.  A primeira foi durante a semana, numa excursão só com a turma, ao Paço Imperial, no Centro, para ver a exposição de arte da Beatriz Milhazes.

Eu já tinha visto essa exposição, fica bem pertinho do meu trabalho, e não imagino como fizeram para apresenta-la a crianças tão pequenas. Meu filho apenas sabe dizer que usaram a estória do Ziraldo, Flicts (que ele já conhecia), para enfatizar a questão das cores, já que a obra dela é muito colorida.

A outra foi uma visita, com direito a companhia de um responsável, no sábado, ao Museu de Arte do Rio - MAR, que fica na revitalizada região do Porto 'Maravilha'.

Vamos começar os relatos pelo Museu da Quinta da Boa Vista:

A preparação para essa visita começou num fim de semana anterior, quando, numa visita ao Jardim Botânico, ele quis tirar foto no busto de D. João VI.  Explicamos que tinha sido um Rei, que tinha mandado plantar aquelas árvores e morado num grande palácio, que agora era um museu. Assim, despertamos seu interesse. Também mostramos o site do museu para ele, que é muito bem feito e demos uma 'palhinha' do que iríamos encontrar por lá.

Formos à Quinta num domingo ensolarado e quente, pela manhã. O Museu abre às 10h, mas o estacionamento fica cheio antes da hora do almoço, portanto, é bom ir cedo.

Os jardins mostam que, um dia, aquilo já foi um lugar muito bonito. Porém, hoje estão muito mal cuidados.

Saída do estacionamento, com o Palácio ao fundo
 
Há uma razoável distância a caminhar, mas muitas coisinhas para ir mostrando às crianças


Escalar as pedras também é uma brincadeira muito comum por lá


Nesse ponto, tem que prometer à criança que na volta vamos andar de pedalinho!

Chegamos ao Palácio - Museu

Crianças e idosos, assim como funcionários e alunos de faculdades federais, tem entrada grátis no museu.

Logo na entrada, vemos o meteorito, que é interessante para crianças, pelas teorias que podemos criar sobre como ele fazia parte de uma estrela que explodiu e caiu na Terra.

Em seguida havia uma pequenina exposição de seres do mar que - milagre! - era interativa, então as crianças podiam tocar no objetos. São estrelas do mar, corais, esponjas, conchas, entre outros.



 Em seguida, sobe-se as escadas para chegar ao salão dos dinossauros. É a melhor parte para eles.
No bocão do T Rex!


A preguiça gigante


Sob o pterodátilo
Infelizmente, a coisa mais "infantil" preparada pelo museu é um totem com um joguinho de quebra cabeças virtual de um cenário pré histórico.  Uma boa incrementada lúdica nesse museu poderia incentivar muito mais a visitação.

Outro setor que interessa às crianças é o egípcio, com suas múmias e sarcófagos. Nessa idade, eles não conseguem prestar atenção nos utensílios e detalhes, apenas os objetos maiores geram interesse.

O ideal é que os pais, conhecendo o conteúdo das exposições, aproveitem para conversar antes sobre os temas para despertar curiosidade na criança. Não fizemos isso com relação à ala egípcia, então o interesse dele passou rápido.



Por fim, o que também gerou interesse nele foi a ala indígena. Mas só quando vislumbrou a palavra tupi-guarani numa placa...  Isso porque tem um DVD do Cocoricó com uma música que fala sobre a formação do nosso idioma e enfatiza muito a origem tupi guarani. Então, relacionando com a música, ficou tudo mais interessante!
Olha, é tudo tupi! Tupi guarani!

Pai, tira uma foto minha com os vasos tupis guaranis!

A partir daí, ele já apresentou cansaço e pediu para ir embora.  Encerramos a visita e fomos aproveitar um pouquinho do parque com um sorvetinho e uma voltinha nos pedalinhos!




Os jardins são mal cuidados, mas dá para correr pelo gramadão...

O restaurante fica mais perto do Zoo, do outro lado do parque, então preferimos pegar o carro e ir almoçar em outro lugar dessa vez.

No próximo post eu conto como foi a visita ao Museu de Arte do Rio, o MAR.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Gostando da escola

Enzo acordou febril.  Disse a ele que não iria para a escola, ia ficar em casa. Ele fez beicinho e disse:

- Ah não, mamãe! Eu quero APRENDER! Não quero ficar burro!

Babei. Não é a coisa mais fofa?

E que alívio para o coração de uma mãe sentir que fez uma boa escolha quanto à escola, que o estimula e o faz sentir-se evoluindo!

Ele sempre foi reclamão, mas agora não reclama mais de ir para a escola ou para seus outros compromissos (natação, judô, inglês, etc). Pegou gosto pela aprendizagem. Fica chateado se deixa de ir por qualquer motivo.

A única coisa que parece incomodá-lo um pouquinho é a volta de van. Sempre pede para irmos buscá-lo com as outras crianças, ao final da aula (antes não, porque não quer perder nada!). 

Outro dia, fomos. Pegamos um trânsito fenomenal, quase não achamos vaga para estacionar e ainda chegamos em casa depois do horário da van... bem depois! Realmente, não vale à pena.

Mas que eu gostaria de fazer-lhe essa vontade, eu gostaria.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Do desenvolvimento aos 4 anos e meio

Aos 4 anos e meio, o Enzo:

Lê praticamente qualquer palavra, ainda que, por vezes, não acerte a sílaba tônica.  Só se arrisca em frases bem curtinhas . Experimenta sua habilidade lendo tudo o que vê pela frente nas ruas, nos rótulos de produtos nos banheiros ou onde mais encontrar coisas escritas.

Escreve de forma intelegível a maior parte das letras. Escreve palavras ditadas como as ouve, pois ainda não entende a gramática culta.

Conta sozinho até 100 e já compreende o mecanismos dos números de 3 dígitos, com a repetição do que ele já conhece, colocando o 'cento' na frente.  Eventualmente, se enrola no 69, mas aí é só perguntar qual o número que vem depois do 6 e ele volta à contagem.

Faz contas de somar.  Com números menores que 5, as faz de cabeça, muitas vezes. Com números maiores, esconde os dedinhos para contar.  Nas contas de diminuir ainda se enrola bastante.

Passou da completa confusão entre ontem e amanhã, para uma impressionante compreensão de datas, meses e dias da semana. No sábado sabe dizer qual é o dia (acrescendo um ao último que viu no calendário da escola, na sexta feira). Sempre quer contar os meses para o natal ou seu aniversário e sabe qual a ordem deles.

Toda semana, além do livro que vem pela ciranda da turma, na sexta-feira, pegamos um livro emprestado na biblioteca. É um grande momento nosso explorar livros. Primeiro eu conto, depois ele me 'reconta' a estória, vendo as figuras e fazendo vozes e barulhos.

Seu interesse musical sempre acaba focado no que as escolas apresentam. Curtiu imensamente meu velho disco da Arca de Noé e agora quer saber mais sobre os Beatles.  Também está encantado pelo Balão Mágico, que conhece desde bebê, por um cd que ganhou dos avós.

Seus desenhos são bastante abstratos e me lembram de Picasso! Saem melhores quando acompanhados de uma estória (antes ou durante).  Não tem paciência para colorir figuras, cobrir traçados e recortar com muitos cuidados.

Gosta muito de brincar no Ipad, tanto com jogos educativos quanto com os de ação. Também gosta de jogar pelo computador. Adora brincar de forca e palavras cruzadas.

De-tes-ta perder. Faz qualquer armação para mudar as regras e sair vencedor. Sempre nos estressamos por isso.

Não costuma muito brincar sozinho, mas quando começa a 'viajar' numa fantasia, pode ficar bastante tempo entretido com seus bonecos e brinquedos.  Monta seus teatrinhos escolhendo bonecos para os 'papéis' que determina.

No mais, continua um furacãozinho! Quando fica realmente feliz, fica indomável. Tem uma tendência à super excitação, especialmente quando está com amiguinhos.