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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O Acampamento

Para desincentivar o consumismo, planejamos comemorar o dia das crianças privilegiando uma experiência ao invés de presentes.  Como o Rodrigo acampava muito em família quando era criança e tinha muita vontade de apresentar essa experiência ao Enzo, decidimos que seria uma ótima oportunidade!

De um dia para o outro, pegamos as informações no site do Camping Club do Brasil sobre o camping do Recreio, abrimos as barracas para arejar, pegamos os colchões infláveis e fizemos nossas 'malas' para essa aventura!

Bom, para começar, não foi muito fácil chegar ao acampamento. O GPS não reconhece algumas das (muitas) obras da Barra e Recreio e demos voltas em círculo por um tempo, entrando em regiões mais humildes da área, até encontrarmos o trecho correto da Estrada do Pontal.

GPS indicando um caminho em círculo
O camping fica de frente para a praia do Pontal ("do Leme ao Pontaaal").
Parados no engarrafamento na rua em frente do Camping 

Chegamos e pagamos a estadia (43 reais por adulto, menores de 5 anos não pagam e não cobraram o Enzo, apesar de ter 6 anos)



Em seguida, apesar de já estar na hora do almoço, Rodrigo achou que tínhamos que garantir nosso lugar e montar as barracas, pois, só se está acampando, depois de montar as barracas!

Como somos "exxxpertos" procuramos ficar próximos ao banheiro!

Também ficamos próximos a uma saída de luz, mas não tínhamos fios para aproveitar...

Então, começamos a tirar as coisas da mala do carro, que estacionamos ali ao lado

E demos início às montagens nessa simpática sombrinha de árvore

Enzo ajudou um pouco, mas logo se distraiu descobrindo folhas diferentes e insetos...

... também preocupou-se em cobrir os buraquinhos que poderiam ser formigueiros (mas eram só os buracos deixados por barracas anteriores).

Montada a primeira barraca, resolvemos ir ao banheiro. E então, descobrimos que aqueles banheiros ali do ladinho estavam desativados e os que estavam bons para o uso ficavam a uns 100 metros de onde tínhamos montado a barraca!!!!!

Só que àquela altura, as barracas estavam quase montadas e acabamos ficando onde estávamos...

Barracas montadas em cerca de 40 minutos!
O pior de dividir um banheiro com dezenas de outras pessoas, e que fica a uns 100 metros da sua barraca, é a falta de prática no deslocamento. Sempre esquecia alguma coisa. Quando eu levava o papel higiênico, esquecia o sabonete, quando levava a necessaire, esquecia a toalha... Foram muitas viagens... Mas nem posso reclamar, pois dei sorte com as filas. Na hora do banho consegui pegar o ÚNICO box de água quente vazio e a fila se formou assim que eu entrei nele. Pra completar, a água era salobra, ou seja, 'uma maravilha' para escovar os dentes...

A essa altura, já eram 13h e estávamos famintos. Trocamos a roupa e seguimos para o quiosque da praia em frente. No camping até tinha um bar que servia 'pratos feitos', mas estava cheio e achamos que seria bom almoçar com uma bela vista.

Ali há duas barracas lado a lado. Uma com música alta e outra sem música. Ficamos na sem música, a barraca da Lu.

Camping logo atrás

Bela vista para um almoço

Enzo, testando para saber se os côcos eram da Bahia

Depois de muita insistência, o hamburguer (que, na verdade, era um x-tudo) do Enzo saiu em meia hora. Nossas sardinhas e batatas fritas demoraram quase uma hora, mas estava tudo ótimo.


Depois de comer, nos revezamos na água com o Enzo.  Infelizmente, a areia estava muito suja, os frequentadores da área são totalmente sem educação e era um mar de bitucas, tampas, guardanapos e plásticos. Eu os via jogando tudo no chão e queria voar em cima deles! Um horror!
Também não tinha quem alugasse cadeiras e guarda sóis. Até tínhamos cadeiras e cangas no carro (láááá dentro do camping), mas sem guarda sol seria impossível ficar na praia num dia quente daqueles.

Areia suja e barriga cheia

O mar também estava muito agitado, e mesmo no raso, estava perigoso, afinal é praia de surfistas. Enzo tomou uns dois caixotes, mas não se intimidou. O pai é que cansou dos resgates e resolveu que era hora de voltar para o camping.

Paramos um tempinho no playground, onde haviam alguns outros meninos brincando


Depois fomos explorar o camping. Há muitos tipos de 'hospedagem' e trailers de todos os tamanhos

Há ruas com nomes e barracas que parecem casas de lona, com antenas de tv, bujão de gás, mesas, cadeiras e até ar condicionado!


Além dos espaços para montar barracas, eles também alugam trailers e havia 'casinhas' de lona à venda. Acredito que funcionem também em esquema de condomínio.

Para ocupar o restante da tarde acompanhamos os os miquinhos nas árvores, enchemos os colchões infláveis e os meninos jogaram bola e raquete.

Enchendo colchão 

Jogando com raquetes
Depois de tomar banho, pegamos o carro para dar uma volta. Passamos pela praia da Makumba, onde fica a escola de surf do Rico de Souza.




Quando o sol já estava se pondo, fomos procurar um restaurante. Não há muitos naquela área... Paramos no LOKAU, que era até bem bonitinho por fora, mas era daqueles restaurantes com um cardápio de 230 itens, onde 83 estão com ingredientes em falta e o garçon nunca sabe explicar nada. Além disso, tinha uma fumaça danada, que jorrava dos cantos do estabelecimento para prevenir mosquitos e a moça da limpeza tinha inundado o banheiro ao invés de limpá-lo... E mais chato ainda foi que quando já estávamos terminando, vimos num folder que a pizzaria ao lado tinha espaço kids...

Ao fim da refeição Enzo já estava dormindo em pé, então voltamos para o camping, prontos para dormir cedo e acordar com a luz do sol no dia seguinte.  Até estávamos preparados para ouvir alguma música, pois já tinhamos sido avisados disso por outro campista, mas não estávamos preparados para o que nos esperava...

Primeiro, encontramos um carro estacionado na frente de nossas barracas. Daí, saiu um homem enorme, todo tatuado e completamente bêbado de uma dessas barraca/casa que tinha uns 10 metros à frente. Ele disse que ali era a casa dele e não podíamos ter montado as barracas naquele local. Acabou tirando o carro, depois de fazer o show dele e dizer que resolveria o caso com a administração no dia seguinte.

Então, um grupo de jovens que estavam um pouco atrás de nós resolveu pegar um monte de instrumentos e cantar a todos os pulmões, esganiçadamente, todas as músicas do repertório "rodinha de violão" e, quando essas acabaram, emendaram com a composição coletiva de canções absolutamente horrorosas que só pessoas totalmente bêbadas poderiam achar interessantes.

Nesse ínterim, o homem bêbado aumentou o som de sua televisão ao máximo e a barraca à direita resolveu competir com os outros barulhos colocando a MPB FM em volume máximo.

Enzo perdeu o sono e eu perdi o humor. Eventualmente, todos acabamos apagando por exaustão, sendo acordados apenas eventualmente pelos mosquitos que se infiltraram nas barracas, apesar de todos os nossos cuidados.

Tão logo o sol saiu, acordamos e desmontamos o acampamento para voltar pra casa.