Há uma percepção nas crianças que foge ao senso comum. Eu lembro que nunca pedi um irmãozinho aos meus pais e também que, quando alguém tocava no assunto, ia logo dizendo que não queria, que jogaria pela janela. E lembro-me nitidamente que fazia isso para desconversar, porque sentia que o tema muito entristecia minha mãe.
O Enzo nunca havia perguntado pela avó paterna. Ele 'passava em revista' o parentesco dos demais avós conosco, os pais, mas sempre engasgava e parava na hora de falar da avó paterna. Era como se ele soubesse que não era para ir lá... para tocar naquele assunto...
Em julho o avô paterno morreu. Ele gostava bastante do vovô Francisco. A letra F era dele e sempre gerava a lembrança carinhosa. Rodrigo optou por não contar, já que aquele avô já morava longe mesmo, era só fazer como se ele estivesse ainda mais longe. Durante um tempo, Enzo continuou a falar naquele avô. Com o tempo, passou a notar que também havia algo errado ali. Algo que deve ter notado no nosso olhar. E foi parando de falar. Parando de perguntar. Mesmo se aparecia uma foto no computador. Mesmo se a letra F aparecesse no biscoito de letrinhas.
Ele não tinha esquecido o avô. Mas preferia não tocar no assunto, como se soubesse o risco que corria.
Em dezembro eu perdi o meu pai. Foram 2 semanas de correrias, internações, sepultamento. E, obviamente, tentávamos manter o Enzo totalmente alheio a tudo. Mas no dia do funeral, em que ele ficou sozinho com o pai, a mãe 'desaparecida' há 2 dias, ele trouxe à tona a fatídica pergunta:
- Pai, onde está sua mamãe, minha vovó?
Então, Rodrigo explicou que, como aconteceu com o Luiz Gonzaga (que eles homenagearam na escola), ela ficou bem velhinha e morreu.
- O que é morrer, papai?
- Morrer é ir para um lugar muito longe, que a gente não pode ver mais, só por foto.
Aparentemente, ele aceitara bem o conceito. Então, o pai aproveitou para introduzir o assunto e contou da morte dos vovôs.
Mas, aí não! Os avôs eram gente que ele conhecia e amava!
Então, o Enzo negou. E desconversou.
Minha aposta é de que ele não falará mais dele também. Até que consiga encarar de novo esse assunto.
Seguidores
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Adeus Papai Ed
Eu sou grata.
Sou grata por ter tido um pai presente e parceiro por 40 anos e 9 meses.
Grata por ter ouvido seus sábios conselhos, que determinaram tudo em que me tornei.
Grata por ele ter embarcado comigo em tantos sonhos, ajudando-os a se realizarem.
Grata por ter aprendido sobre honestidade e integridade com um verdadeiro mestre.
Grata por ele ter acreditado mais no meu potencial do que eu mesma e, com isso, ter me ajudado a alcançar coisas que, sozinha, nunca teria imaginado alcançar.
Obrigada por tudo, pai. Vai em paz.
Sou grata por ter tido um pai presente e parceiro por 40 anos e 9 meses.
Grata por ter ouvido seus sábios conselhos, que determinaram tudo em que me tornei.
Grata por ele ter embarcado comigo em tantos sonhos, ajudando-os a se realizarem.
Grata por ter aprendido sobre honestidade e integridade com um verdadeiro mestre.
Grata por ele ter acreditado mais no meu potencial do que eu mesma e, com isso, ter me ajudado a alcançar coisas que, sozinha, nunca teria imaginado alcançar.
Obrigada por tudo, pai. Vai em paz.
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Por onde passará o Papai Noel?
Era novembro e Enzo já estava preocupado. Na volta da escola, me perguntou:
- Mãe, nós temos chaminé?
- Não, filho. Mas vc tá perguntado por causa do Papai Noel? Ah, onde não tem chaminé, ele entra pela janela.
- E ele vai na minha casa?
- Ele vai a todo lugar onde tem criança.
- E onde fica a janela na minha casa?
- Ah, fica na varanda. Na porta da varanda. Ele entra por ali.
- Mas tem rede, mãe. Como ele vai passar pela rede?
- Ah, ele tira. Tem um ganchinho em cima. Ele tira, passa e bota de volta...
- E como ele vai chegar lá?
- Ele vem com o trenó de renas dele.
- E rena voa, mãe?
- As dele voam, filho, pq são mágicas, né?
- hummmmmm
Senti que o convencimento não foi total, mas meia hora depois ele, que tinha ido brincar no play com a babá, está me gritando de lá:
- Mãaaaaae!!!!
- O que foi?
- Olha lá - e apontou pras janelinhas do quarto e banheiro de empregada, que não têm telas - Ali!! O Papai Noel vai entrar por ali!!
Ufa. Problema resolvido.
- Mãe, nós temos chaminé?
- Não, filho. Mas vc tá perguntado por causa do Papai Noel? Ah, onde não tem chaminé, ele entra pela janela.
- E ele vai na minha casa?
- Ele vai a todo lugar onde tem criança.
- E onde fica a janela na minha casa?
- Ah, fica na varanda. Na porta da varanda. Ele entra por ali.
- Mas tem rede, mãe. Como ele vai passar pela rede?
- Ah, ele tira. Tem um ganchinho em cima. Ele tira, passa e bota de volta...
- E como ele vai chegar lá?
- Ele vem com o trenó de renas dele.
- E rena voa, mãe?
- As dele voam, filho, pq são mágicas, né?
- hummmmmm
Senti que o convencimento não foi total, mas meia hora depois ele, que tinha ido brincar no play com a babá, está me gritando de lá:
- Mãaaaaae!!!!
- O que foi?
- Olha lá - e apontou pras janelinhas do quarto e banheiro de empregada, que não têm telas - Ali!! O Papai Noel vai entrar por ali!!
Ufa. Problema resolvido.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
A paranóia da escola perfeita III - episódio final (?)
Desanimada com o resultado do Colégio A. que sequer respondia nossos emails e telefonemas confirmando o interesse e pedindo auxílio para a preparação do 'candidato' para o ano seguinte, desabafei com uma colega de trabalho. Ela, então, me recomendou olhar a Escola P., onde sua filha mais velha tinha estudado. Essa colega é mais moderna e descolada do que a maioria, que é bem tradicional e elitista, e não é por outra razão que gosto tanto dela...
Marta me disse que sua filha era muito culta, tinha uma visão muito informada do mundo, que a educação de lá era bem holística e, ainda assim, ela e todos os seus colegas tinham passado em boas colocações para faculdades conceituadas. Eu tinha uma imagem da Escola P. como um lugar muito alternativo, para artistas (e até é), talvez até algo montessoriano.... mas ela negou e me convidou a ver o site.
Eu já tinha olhado o site há tempos, mas meu preconceito me impedira de ir mais além. Com a indicação, fui olhar com mais cuidado. Vi que tinham um horário extenso muito interessante, a partir das 11h, com almoço. Vi que tinham um inglês forte com opção de imersão nesses horários extensos, vi que tinham um espaço fantástico e projetos lindos de literatura, robótica, informática e arte em geral.
Mandei um email e fui logo respondida. Embora já tivesse se encerrado o período de matrículas, ainda havia vagas para a turma em que o Enzo ficaria e marcamos uma visita.
Na visita, vimos uma escola realmente inclusiva (criança com down, autismo, negras), espaços limpos e amplos, brinquedos e materiais extremamente bem cuidados (os do Colégio A. eram um lixo), lugar para correr, aulas ao ar livre, crianças felizes e bem cuidadas, além de funcionários simpáticos e bem educados. O projeto pedagógico é construtivista, instigador da curiosidade e da busca, o que eles chamam de 'ensinar a pensar'.
Gostamos. O único porém era a distância. O bairro era bem mais longe do que eu queria. Na ida, no meio da tarde, sem trânsito, tudo bem, 10 minutos contados do relógio! Na volta é que o bicho pega. Hora do rush, saída às 17:45h. Tudo bem que é contrafluxo, mas, dependendo do dia, é certo que ele demore de 30 a 50 minutos pra chegar em casa.
Mas, nada é perfeito e algum sacrifício se tem que fazer. Se fosse para uma escola em Botafogo, no fluxo do trânsito, tb acabaria demorando quase o mesmo tempo. Então, ligamos para agendar a matrícula. Só que não era tão simples. Embora a vaga fosse por ordem de procura e a dele estivesse guardada, ainda dependia de uma vivência na escola, ou seja, uma entrevista pessoal. Vá lá, se entende, pois a criança pode ter algum 'vício oculto' e eles só arcam com 1 criança especial por turma.
Então fomos para a vivência numa linda tarde de sol. O Enzo se encantou com a floresta que fica entre a entrada e a casa em que a escola funciona. E perguntou porque estava lá. Eu disse que era para ele conhecer a escola, ver se gostava dela, se eles (da escola) gostavam dele. Imediatamente, ele concluiu:
- Porque na outra escola não gostaram de mim, né?
Morri. Eu nunca disse que seria um teste. Mas parece que ele sempre soube.
Durante a avaliação foi educado e interessado. Conversou com a professora e tentou se entrosar humildemente com os futuros coleguinhas no pátio (com uma humildade esperta, que não é do seu feitio, diga-se de passagem. Parecia que sabia estar em teste.) Depois entrou em sala com eles para alguma atividade a que não tive acesso. Disse que desenhou a professora (puxa-saco!) e eu dei graças por sua coordenação motora ter sido tão trabalhada nos últimos meses e não estar tão incipiente quanto na época da prova do Colégio A.
Enfim, passou no teste e eu fiz a matrícula. Agora é esperar para ver se nossa escolha foi mesmo a melhor. Se é que fazemos alguma escolha nessa vida, porque a mim parece que elas já vem feitas, só nos resta descobri-las.
Marta me disse que sua filha era muito culta, tinha uma visão muito informada do mundo, que a educação de lá era bem holística e, ainda assim, ela e todos os seus colegas tinham passado em boas colocações para faculdades conceituadas. Eu tinha uma imagem da Escola P. como um lugar muito alternativo, para artistas (e até é), talvez até algo montessoriano.... mas ela negou e me convidou a ver o site.
Eu já tinha olhado o site há tempos, mas meu preconceito me impedira de ir mais além. Com a indicação, fui olhar com mais cuidado. Vi que tinham um horário extenso muito interessante, a partir das 11h, com almoço. Vi que tinham um inglês forte com opção de imersão nesses horários extensos, vi que tinham um espaço fantástico e projetos lindos de literatura, robótica, informática e arte em geral.
Mandei um email e fui logo respondida. Embora já tivesse se encerrado o período de matrículas, ainda havia vagas para a turma em que o Enzo ficaria e marcamos uma visita.
Na visita, vimos uma escola realmente inclusiva (criança com down, autismo, negras), espaços limpos e amplos, brinquedos e materiais extremamente bem cuidados (os do Colégio A. eram um lixo), lugar para correr, aulas ao ar livre, crianças felizes e bem cuidadas, além de funcionários simpáticos e bem educados. O projeto pedagógico é construtivista, instigador da curiosidade e da busca, o que eles chamam de 'ensinar a pensar'.
Gostamos. O único porém era a distância. O bairro era bem mais longe do que eu queria. Na ida, no meio da tarde, sem trânsito, tudo bem, 10 minutos contados do relógio! Na volta é que o bicho pega. Hora do rush, saída às 17:45h. Tudo bem que é contrafluxo, mas, dependendo do dia, é certo que ele demore de 30 a 50 minutos pra chegar em casa.
Mas, nada é perfeito e algum sacrifício se tem que fazer. Se fosse para uma escola em Botafogo, no fluxo do trânsito, tb acabaria demorando quase o mesmo tempo. Então, ligamos para agendar a matrícula. Só que não era tão simples. Embora a vaga fosse por ordem de procura e a dele estivesse guardada, ainda dependia de uma vivência na escola, ou seja, uma entrevista pessoal. Vá lá, se entende, pois a criança pode ter algum 'vício oculto' e eles só arcam com 1 criança especial por turma.
Então fomos para a vivência numa linda tarde de sol. O Enzo se encantou com a floresta que fica entre a entrada e a casa em que a escola funciona. E perguntou porque estava lá. Eu disse que era para ele conhecer a escola, ver se gostava dela, se eles (da escola) gostavam dele. Imediatamente, ele concluiu:
- Porque na outra escola não gostaram de mim, né?
Morri. Eu nunca disse que seria um teste. Mas parece que ele sempre soube.
Durante a avaliação foi educado e interessado. Conversou com a professora e tentou se entrosar humildemente com os futuros coleguinhas no pátio (com uma humildade esperta, que não é do seu feitio, diga-se de passagem. Parecia que sabia estar em teste.) Depois entrou em sala com eles para alguma atividade a que não tive acesso. Disse que desenhou a professora (puxa-saco!) e eu dei graças por sua coordenação motora ter sido tão trabalhada nos últimos meses e não estar tão incipiente quanto na época da prova do Colégio A.
Enfim, passou no teste e eu fiz a matrícula. Agora é esperar para ver se nossa escolha foi mesmo a melhor. Se é que fazemos alguma escolha nessa vida, porque a mim parece que elas já vem feitas, só nos resta descobri-las.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
A pior viagem - Guarujá, uma comédia de erros! - e a coordenação motora fina
Marido queria visitar uma marina no Guarujá, onde havia um barco do estaleiro que estava construindo o dele. Era um barco de mesmo tamanho aberto à visitação e o ajudaria a tirar muitas dúvidas sobre os detalhes do seu barco dos sonhos.
Também havia os primos dele, paulistas, com casas naquela parte do litoral, a quem queria mostrar o filhote aos 3 anos e colocar alguma conversa em dia.
Marcou-se, então, um fim de semana em outubro de 2012, mamãe escolheu o hotel e o papai ficou responsável por todos os outros arranjos. Decidiu que iríamos de avião até o aeroporto e, de lá, pegaríamos um carro alugado, pois estaríamos na entrada da rodovia.
Só que tudo deu errado!
Primeiro, já na fila do check in do aeroporto, me dei conta de que não havíamos trazido a identidade do Enzo. O vôo era às 11h e eram 9:45h. Entrei correndo num táxi, mas levei uma hora para chegar em casa! O trânsito todo parado. Pra voltar, levei 15 minutos, mas já tínhamos perdido o vôo. Ainda bem que havia outro vôo ao meio dia e aceitaram nos transferir sem ônus.
Sem almoçar, corremos pro avião. Comprei um pão de queijo duro (maldita Infraero) pro Enzo e lá dentro ele comeu aquele saquinho de biscoitos da Gol.
Chegamos a SP 13:00. Enzo estava muito mais encapetado que de costume. Até uma bronca de um segurança já tínhamos levado quando ele ficou preso na porta deslizante. Saá correndo de perto de nós, rolava pelo chão, desatava o cinto de segurança... um horror!
Pra pegar o carro alugado levamos umas 2 horas entre achar o guichê, sermos atendidos, levados ao estacionamento e sairmos com o carro.
Ao entrar no carro o Enzo dormiu (aleluia). Combinei com o marido que pararíamos para comer assim que entrássemos na estrada.
Mas que estrada???? Tínhamos ido pelo aeroporto errado!! Guarulhos era pra ir pro litoral norte e queríamos ir pro centro-sul!!! Em vez de pegar no Santos Dumont para Congonhas, fizemos Galeão - Guarulhos (sem falar nos quase 150 reais de taxi que gastei!)!!!
Aí o GPS endoidou e ficou nos colocando para dar voltas pela periferia de Guarulhos e Sampa. Lugares perigosos, sem sinalização de trânsito, um horror! Por mais de uma hora e meia.
E, claro, homem nunca quer perguntar no caminho, né?
Quando, finalmente, chegamos no tal rodoanel, cadê um restaurante? Um posto de gasolina? Uma padaria? NADA! Absolutamente nada pra direita e nada pra esquerda. Então, dá-lhe biscoito para o menino!
No pedágio da Anchieta baixou uma névoa absurda, chuviscava, não se via 10 metros à frente. Aí tivemos que ficar esperando uns 40 minutos, no meio de caminhões gigantescos, para descer a serra em comboio, a 10, 20km por hora.
Após 9 horas de viagem e muita, mas muita dor de cabeça. Chegamos ao Guarujá.
A sorte é que o Enzo tá bem treinado em viagens. Encarou tudo numa boa, não reclamou, não perguntou se já tava chegando. Nem filmes pudemos botar porque descobrimos no caminho que o dvd estava com o conector quebrado....
Mas a grande novidade foi que ele, depois de muito rasgar papel em casa (por orientação da avó e da professora para desenvolver a coordenação motora fina), começou a gostar de desenhar e pintar exatamente nesse fim de semana! Pouco queria saber do Ipad ou do Iphone, o sucesso era a canetinha, o lápis cera e o papel. Fez árvores, monstros, pintou carrinhos, e foi aprimorando a maneira de segurar o lápis e a caneta, que, até então era um tanto 'primitivo'.
Lembro que no fim de semana anterior, a Babi até tinha implicado com ele, quando estavam pintando desenhos numa revistinha, dizendo pra ele colorir e não rabiscar. Tadinho, ele só sabia colorir daquele jeito, mas ela já estava muito mais adiantada nesse quesito.
Tenho certeza que, se a prova do Colégio A. tivesse sido agora, ele teria sido classificado com louvor, pq criança desenvolve assim, de um dia pro outro.
Também havia os primos dele, paulistas, com casas naquela parte do litoral, a quem queria mostrar o filhote aos 3 anos e colocar alguma conversa em dia.
Marcou-se, então, um fim de semana em outubro de 2012, mamãe escolheu o hotel e o papai ficou responsável por todos os outros arranjos. Decidiu que iríamos de avião até o aeroporto e, de lá, pegaríamos um carro alugado, pois estaríamos na entrada da rodovia.
Só que tudo deu errado!
Primeiro, já na fila do check in do aeroporto, me dei conta de que não havíamos trazido a identidade do Enzo. O vôo era às 11h e eram 9:45h. Entrei correndo num táxi, mas levei uma hora para chegar em casa! O trânsito todo parado. Pra voltar, levei 15 minutos, mas já tínhamos perdido o vôo. Ainda bem que havia outro vôo ao meio dia e aceitaram nos transferir sem ônus.
Sem almoçar, corremos pro avião. Comprei um pão de queijo duro (maldita Infraero) pro Enzo e lá dentro ele comeu aquele saquinho de biscoitos da Gol.
Chegamos a SP 13:00. Enzo estava muito mais encapetado que de costume. Até uma bronca de um segurança já tínhamos levado quando ele ficou preso na porta deslizante. Saá correndo de perto de nós, rolava pelo chão, desatava o cinto de segurança... um horror!
Pra pegar o carro alugado levamos umas 2 horas entre achar o guichê, sermos atendidos, levados ao estacionamento e sairmos com o carro.
Ao entrar no carro o Enzo dormiu (aleluia). Combinei com o marido que pararíamos para comer assim que entrássemos na estrada.
Mas que estrada???? Tínhamos ido pelo aeroporto errado!! Guarulhos era pra ir pro litoral norte e queríamos ir pro centro-sul!!! Em vez de pegar no Santos Dumont para Congonhas, fizemos Galeão - Guarulhos (sem falar nos quase 150 reais de taxi que gastei!)!!!
Aí o GPS endoidou e ficou nos colocando para dar voltas pela periferia de Guarulhos e Sampa. Lugares perigosos, sem sinalização de trânsito, um horror! Por mais de uma hora e meia.
E, claro, homem nunca quer perguntar no caminho, né?
Quando, finalmente, chegamos no tal rodoanel, cadê um restaurante? Um posto de gasolina? Uma padaria? NADA! Absolutamente nada pra direita e nada pra esquerda. Então, dá-lhe biscoito para o menino!
No pedágio da Anchieta baixou uma névoa absurda, chuviscava, não se via 10 metros à frente. Aí tivemos que ficar esperando uns 40 minutos, no meio de caminhões gigantescos, para descer a serra em comboio, a 10, 20km por hora.
Após 9 horas de viagem e muita, mas muita dor de cabeça. Chegamos ao Guarujá.
A sorte é que o Enzo tá bem treinado em viagens. Encarou tudo numa boa, não reclamou, não perguntou se já tava chegando. Nem filmes pudemos botar porque descobrimos no caminho que o dvd estava com o conector quebrado....
Mas a grande novidade foi que ele, depois de muito rasgar papel em casa (por orientação da avó e da professora para desenvolver a coordenação motora fina), começou a gostar de desenhar e pintar exatamente nesse fim de semana! Pouco queria saber do Ipad ou do Iphone, o sucesso era a canetinha, o lápis cera e o papel. Fez árvores, monstros, pintou carrinhos, e foi aprimorando a maneira de segurar o lápis e a caneta, que, até então era um tanto 'primitivo'.
Lembro que no fim de semana anterior, a Babi até tinha implicado com ele, quando estavam pintando desenhos numa revistinha, dizendo pra ele colorir e não rabiscar. Tadinho, ele só sabia colorir daquele jeito, mas ela já estava muito mais adiantada nesse quesito.
Tenho certeza que, se a prova do Colégio A. tivesse sido agora, ele teria sido classificado com louvor, pq criança desenvolve assim, de um dia pro outro.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
O BERÇO E A CAMA
Enzo começou a rejeitar o berço com 1 ano e 8 meses. Lembro bem porque ainda era a babá Maria que estava conosco. Comprei a grade móvel, coloquei uma almofada grande no final da cama, e ele ficou bem.
Mais ou menos um ano depois, começou a rejeitar a grade. Realmente, com todo seu problema de alergia, aquela trama de fios tão difícil de ser limpa, não ajudava. E ele não gostava daquela sensação de ficar preso ali, que também atrapalhava sua visão da tv, quando deitado.
Conversei com ele e perguntei se ele não cairia da cama. Ele disse que já era grande e não cairia. Tirei. Claro que puxei o colchão da cama de baixo ou enchi o chão de almofadas, mas ele caiu poucas vezes. Acho que caiu mais vezes da minha cama, nas vezes em que, doentinho, dormia lá...
Mas também, quando caiu, levantou e voltou a dormir. Sem nenhum drama.
Com 3 anos já dormia sem grades.
Nunca teve minicama, pois ou a babá dormia lá com ele, ou eu mesma puxava a bicama para fazer-lhe companhia até pegar no sono. Nunca gostou de ficar sozinho mesmo... Mas depois que o soninho batia, ficava bem - tirando as vezes que fugia para nossa cama, claro!
Mais ou menos um ano depois, começou a rejeitar a grade. Realmente, com todo seu problema de alergia, aquela trama de fios tão difícil de ser limpa, não ajudava. E ele não gostava daquela sensação de ficar preso ali, que também atrapalhava sua visão da tv, quando deitado.
Conversei com ele e perguntei se ele não cairia da cama. Ele disse que já era grande e não cairia. Tirei. Claro que puxei o colchão da cama de baixo ou enchi o chão de almofadas, mas ele caiu poucas vezes. Acho que caiu mais vezes da minha cama, nas vezes em que, doentinho, dormia lá...
Mas também, quando caiu, levantou e voltou a dormir. Sem nenhum drama.
Com 3 anos já dormia sem grades.
Nunca teve minicama, pois ou a babá dormia lá com ele, ou eu mesma puxava a bicama para fazer-lhe companhia até pegar no sono. Nunca gostou de ficar sozinho mesmo... Mas depois que o soninho batia, ficava bem - tirando as vezes que fugia para nossa cama, claro!
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
A paranóia da escolha da escola perfeita II
Então elegemos nossa escola ideal: o Colégio A.
Parecia que tudo conspirava a favor da nossa escolha. Consegui uma vaga em uma das reuniões prévias de pais ainda em maio. Voltamos de viagem da Europa no sábado exatamente antes do dia do início das inscrições. Encontrei uma mãe conhecida na fila e consegui "furar" várias posições na fila enorme que já encontrei às 7:30 da manhã.
Como as informações dadas indicavam que o desempate se daria pela ordem de chegada - excluídas as preferências de filhos de ex alunos e irmãos de alunos - a confiança cresceu.
Até dei uma 'falsificada básica' (sem nenhum dolo!) no relatório da creche, para garantir que os 'defeitos' do Enzo fossem jogados mais para o final do texto, vez que a professora havia feito o desserviço de enfatizá-los logo nos primeiros parágrafos.
Levei-o para a entrevista pessoal num dia de bom humor. Ele se mostrou alegre, cheio de vivacidade e curiosidade. A avaliadora parecia encantada por ele. É certo que ainda não sabia bem segurar no lápis de cor e que as linhas ficaram fracas demais, pois sua coordenação motora ainda estava em desenvolvimento e, por orientação da escola, não estávamos fazendo nenhum trabalho específico quanto a isso.
Mas tivemos esperanças fortes. Mudaria nossa vida; o horário das nossas ajudantes; as atividades extracurriculares teriam que ser buscadas nas redondezas; teríamos que servir almoço e jantar todos os dias; o banho seria dado em casa. Mas compensaria por tirar de nós o peso de ter que conseguir uma escola no ano seguinte, quando a competição seria ainda mais acirrada.
Só que não deu. No dia do resultado só soubemos que haviam 43 candidatos (supostamente eram 12 vagas) e que a classificação se dera de acordo com o desempenho na entrevista. Nada de ordem de chegada. Nada de informação quanto ao lugar ocupado na fila de espera.
Meu coração ficou devastado. Me senti culpada por não ter tentado o Colégio alemão, não ter preenchido o formulário. Tudo bem que voltamos da Alemanha um tanto chocados com as diferenças culturais e mais chocada ainda fiquei quando soube das "luvas" de 12 mil que teria que pagar...
Minha pior dor é de pensar que posso não conseguir dar uma educação de primeira para o meu filho. Posso pagar, mas posso não conseguir colocá-lo num colégio bom de verdade. Além disso, me dói pensar na tortura de submetê-lo a diversas avaliações no próximo ano - quando ele já vai entender melhor o processo e pode angustiar-se com isso.
Por fim, me corrói a dúvida de se há esperança nesses exames, visto que não tenho qualquer indicação, e o Enzo, sendo marciano, e permanecendo a linha de corte em março, sempre será um dos mais novos entre os avaliados, concorrendo com meninos nascidos em abril do ano anterior, o que nessa faixa etária, provoca uma diferença abissal.
Desolada.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Quero ser grande!
- Vc não está empolgado por voltar às aulas depois das férias, Enzo?
- Sim, eu gosto da escola... eu nunca vou querer sair da escola.
- Bom, mas vc sabe que um dia vc vai ter que mudar para a escola das crianças grandes, né?
- Eu quero ir agola! Tô cansado de ser pequeno! Quero ser grande e ir pra escola que a minha amiga Juju foi!
.....
- Mãe, tô cansado de ficar nessa fila...
- Acabamos de parar, Enzo! É que o trânsito tá parado aqui na frente!
- Eu vou querer aprender isso, de dirigir.
- Ah, quando vc crescer, vai aprender sim!
- Mas eu já tô crescido!
- Vc está crescendo...
- Não!! Eu já estou crescido!!
- Mas vc só pode dirigir quando seus pés alcançarem os pedais, lá embaixo!
- Que pedais? Eu quero dirigir carro e não andar de bicicleta!
(gargalhadas minhas)
- Não tô achando nenhuma graça, viu?
03/09/2012
- Sim, eu gosto da escola... eu nunca vou querer sair da escola.
- Bom, mas vc sabe que um dia vc vai ter que mudar para a escola das crianças grandes, né?
- Eu quero ir agola! Tô cansado de ser pequeno! Quero ser grande e ir pra escola que a minha amiga Juju foi!
.....
- Mãe, tô cansado de ficar nessa fila...
- Acabamos de parar, Enzo! É que o trânsito tá parado aqui na frente!
- Eu vou querer aprender isso, de dirigir.
- Ah, quando vc crescer, vai aprender sim!
- Mas eu já tô crescido!
- Vc está crescendo...
- Não!! Eu já estou crescido!!
- Mas vc só pode dirigir quando seus pés alcançarem os pedais, lá embaixo!
- Que pedais? Eu quero dirigir carro e não andar de bicicleta!
(gargalhadas minhas)
- Não tô achando nenhuma graça, viu?
03/09/2012
domingo, 26 de agosto de 2012
Alemão é impossível?
Estamos na Alemanha há menos de dois dias. No carro cabem sete pessoas e estamos fazendo um passeio. Thiago e Rodrigo na frente, eu e Enzo no meio e as gêmeas atrás.
De repente, Luana começa a chamar pelo pai:
- Papa, wasser!
O pai, dirigindo, olha a menina pelo retrovisor e parece perguntar, em alemão, o que ela queria. Então o Enzo, com toda certeza do mundo, responde:
- Ela quer água! A Luana tá pedindo água.
E era!
O.o
De repente, Luana começa a chamar pelo pai:
- Papa, wasser!
O pai, dirigindo, olha a menina pelo retrovisor e parece perguntar, em alemão, o que ela queria. Então o Enzo, com toda certeza do mundo, responde:
- Ela quer água! A Luana tá pedindo água.
E era!
O.o
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
A paranóia da escolha da escola perfeita
Mal o Enzo estava para completar 2 anos e os boatos já começaram a chegar nos meus ouvidos. Saíam os resultados do Enem e se ouvia que as escolas melhor colocadas da zona sul estariam escolhendo alunos à dedo, com vestibulinhos estressantes, para os quais se requeriam até professores particulares.
Eu, criada na zona norte, frequentadora de colégios públicos ou escolas de bairro, comecei minhas pesquisas sobre as escolas da região, do que não entendia absolutamente nada.
O primeiro requisito exigido pelo marido era de que a escola fosse laica. Só que 99% das melhores escolas de toda a zona sul da cidade são religiosas - católicas ou judaicas. As laicas são, em regra, medíocres, mal colocadas nos exames vestibulares e de má fama.
O segundo requisito era de que fosse próxima de casa. Uma escola muito distante no trânsito progressivemente caótico do Rio seria uma maldade. Um colégio bastante bom como o Cruzeiro, localizado no Centro, escorregava nesse quesito. Tive notícias que crianças de Copacabana levavam uma hora para ir e outra para voltar no transporte da escola.
Haviam os colégios públicos, que não ficavam próximos, mas também não tão distantes, como o CAP e o Pedro II. Mas além de termos que esperar até o Enzo fazer 6 anos para concorrer nos sorteios, ainda teríamos que contar com as greves tão comuns no serviço público. E também eu não me sentia bem usufruir de uma escola pública, se eu podia pagar uma escola particular, com tanta gente precisando.
Havia também a escola Britânica, caríssima, com luvas de 17 mil reais, frequentada pela elite carioca. O que também não fazia nosso estilo.
Ficamos reduzidos a 2 opções. Uma é a Escola C., também de elite, também com 'luvas' a pagar, mas menos cara, tem um espaço muito solar e bonito, (embora um tanto vazio de cores e brinquedos, pelo que pude ver), entrada para carros dos pais, boa proposta pedagógica e é bilingue com alemão, o que muito agrada meu marido em razão da conexão que isso poderia garantir entre o Enzo e a família de seu irmão, da Alemanha.
A outra é o Colégio A., mais 'classe média', bem colocada no Enem, com uma proposta moderna, muito parecida com a nossa cabeça, mas não bilingue.
O problema é a vaga! Disputa acirradíssima, com critérios nada claros para a escolha. Turmas de 20 crianças, no máximo para a qual se candidatarão dezenas. Fala-se em indicação de ex alunos, em entrevistas pessoais e com a família. E sempre há que se aguardar 'as preferências' dos irmãos de alunos, filhos de ex alunos, ex alunos de creches conveniadas, e sabe-se lá mais o quê!
E a cada ano, mais difícil fica, pois as creches vão terminando seu trabalho e centenas de meninos e meninas de 5, 6 anos lançados nessa busca. Aparentemente, não há vagas para todos, não há como essas escolas crescerem tanto quando a demanda.
E meu coração aperta.
Eu, criada na zona norte, frequentadora de colégios públicos ou escolas de bairro, comecei minhas pesquisas sobre as escolas da região, do que não entendia absolutamente nada.
O primeiro requisito exigido pelo marido era de que a escola fosse laica. Só que 99% das melhores escolas de toda a zona sul da cidade são religiosas - católicas ou judaicas. As laicas são, em regra, medíocres, mal colocadas nos exames vestibulares e de má fama.
O segundo requisito era de que fosse próxima de casa. Uma escola muito distante no trânsito progressivemente caótico do Rio seria uma maldade. Um colégio bastante bom como o Cruzeiro, localizado no Centro, escorregava nesse quesito. Tive notícias que crianças de Copacabana levavam uma hora para ir e outra para voltar no transporte da escola.
Haviam os colégios públicos, que não ficavam próximos, mas também não tão distantes, como o CAP e o Pedro II. Mas além de termos que esperar até o Enzo fazer 6 anos para concorrer nos sorteios, ainda teríamos que contar com as greves tão comuns no serviço público. E também eu não me sentia bem usufruir de uma escola pública, se eu podia pagar uma escola particular, com tanta gente precisando.
Havia também a escola Britânica, caríssima, com luvas de 17 mil reais, frequentada pela elite carioca. O que também não fazia nosso estilo.
Ficamos reduzidos a 2 opções. Uma é a Escola C., também de elite, também com 'luvas' a pagar, mas menos cara, tem um espaço muito solar e bonito, (embora um tanto vazio de cores e brinquedos, pelo que pude ver), entrada para carros dos pais, boa proposta pedagógica e é bilingue com alemão, o que muito agrada meu marido em razão da conexão que isso poderia garantir entre o Enzo e a família de seu irmão, da Alemanha.
A outra é o Colégio A., mais 'classe média', bem colocada no Enem, com uma proposta moderna, muito parecida com a nossa cabeça, mas não bilingue.
O problema é a vaga! Disputa acirradíssima, com critérios nada claros para a escolha. Turmas de 20 crianças, no máximo para a qual se candidatarão dezenas. Fala-se em indicação de ex alunos, em entrevistas pessoais e com a família. E sempre há que se aguardar 'as preferências' dos irmãos de alunos, filhos de ex alunos, ex alunos de creches conveniadas, e sabe-se lá mais o quê!
E a cada ano, mais difícil fica, pois as creches vão terminando seu trabalho e centenas de meninos e meninas de 5, 6 anos lançados nessa busca. Aparentemente, não há vagas para todos, não há como essas escolas crescerem tanto quando a demanda.
E meu coração aperta.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Lindo texto sobre as mães
Mãe é aquele ser estranho, louco, capaz de heroísmos, dramas e
breguices com a mesma fúria.
Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá
vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta,
tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos, ganas,
irrita, enlouquece, mas... é mãe.
Mãe faz promessa, prestação, hora extra pra que a gente tenha o que é
preciso e o que sonha.
Paga mico: escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do
dente, coelho da páscoa, cuca. Pede autógrafo para artistas
deploráveis, assiste a programas, peças, shows horríveis, revê
milhares d e vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas
histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!
Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe
pede desculpas, mortificada...
Mãe é um bicho doido, louco pela cria.
Mãe é visceral!
Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando o
filho namora pela 1a. vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê o
filho apaixonado no casamento, no parto...
Xinga todo e cada desgraçado que faz o filho sofrer, enlouquece
esperando ele chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte...
Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma
naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no
item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D,
E...
Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica,
mas não se é feliz sem uma.
Mãe é contrato: irrevogá vel, vitalício, intransferível!
Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de
choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede
favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas.
Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção.
Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força.
Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta
monstros, pesadelos, bactérias, mosquitos, perigos.
Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta
histórias e tece lembranças.
Mãe é arquivo!
Mãe exagera, exaure, extrapola. Rumina o passado, remói dores, dá o
troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração,
o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando
a gente ri.
Mãe tem coração de mãe!
Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama
mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;
é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta...
Mãe é madona-mia! É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu
e é a mãe é minha e-eu-mato – quando-quiser; é a que padece no paraíso
enquanto nos inferniza...
Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há
Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de uma filha (o)... e olhe lá!
Às vezes, nem cabe inteira.
Mãe é imensurável!
Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.
Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre,
façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é
mãe, e faz cada coisa..."
(Texto de Hilda Lucas)
breguices com a mesma fúria.
Mãe faz escândalo, tira satisfação com professor, berra em público, dá
vexame, deixa a gente sem graça, compra briga; é espaçosa, barulhenta,
tendenciosa, leoa, tiete, dona da gente. Mãe desperta extremos, ganas,
irrita, enlouquece, mas... é mãe.
Mãe faz promessa, prestação, hora extra pra que a gente tenha o que é
preciso e o que sonha.
Paga mico: escreve carta para Papai Noel, se faz passar por fadinha do
dente, coelho da páscoa, cuca. Pede autógrafo para artistas
deploráveis, assiste a programas, peças, shows horríveis, revê
milhares d e vezes os mesmos desenhos animados, conta as mesmas
histórias centenas de vezes, vai pra Disney e A D O R A!
Mãe surta, passa dos limites, às vezes até bate, diz coisas duras; mãe
pede desculpas, mortificada...
Mãe é um bicho doido, louco pela cria.
Mãe é visceral!
Mãe chora em apresentação de balé, em competição de natação, quando o
filho namora pela 1a. vez, quando dá o primeiro beijo, quando vê o
filho apaixonado no casamento, no parto...
Xinga todo e cada desgraçado que faz o filho sofrer, enlouquece
esperando ele chegar da balada, arranca os cabelos diante da morte...
Mãe é uma espécie esquisita que se alterna entre fada e bruxa com uma
naturalidade espantosa. É competente no item culpa e insuperável no
item ternura, mas pode ser virulenta, tem um lado B às vezes C, D,
E...
Mãe é melosa, excessiva, obsessiva, repulsiva, comovente, histérica,
mas não se é feliz sem uma.
Mãe é contrato: irrevogá vel, vitalício, intransferível!
Mãe lê pensamento, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cara de
choro, de gripe, de medo; entra sem bater, liga de madrugada, pede
favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas.
Mãe dá a roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção.
Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força.
Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta
monstros, pesadelos, bactérias, mosquitos, perigos.
Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta
histórias e tece lembranças.
Mãe é arquivo!
Mãe exagera, exaure, extrapola. Rumina o passado, remói dores, dá o
troco, adora uma cobrança e um perdão lacrimoso.
Mãe abriga, afaga, alisa, lambe, conhece as batidas do nosso coração,
o toque dos nossos dedos, as cores do nosso olhar e ouve música quando
a gente ri.
Mãe tem coração de mãe!
Mãe é pedra no caminho, é rumo; é pedra no sapato, é rocha; é drama
mexicano, tragédia grega e comédia italiana; é o maior dos clássicos;
é colo, cadeira de balanço e divã de terapeuta...
Mãe é madona-mia! É deus-me-acuda; é graças-a-deus; é mãezinha-do-céu
e é a mãe é minha e-eu-mato – quando-quiser; é a que padece no paraíso
enquanto nos inferniza...
Mãe é absurda e inexoravelmente para sempre e é uma só: não há
Mistério maior! Só cabe uma mãe na vida de uma filha (o)... e olhe lá!
Às vezes, nem cabe inteira.
Mãe é imensurável!
Mãe é saudade instalada desde o instante em que descobrimos a morte.
Mãe é eterna, não morre jamais. Bicho estranho, entranha, milagre,
façanha, matriz, alma, carne viva, laço de sangue, flor da pele. Mãe é
mãe, e faz cada coisa..."
(Texto de Hilda Lucas)
Tiradas III (em torno de 3 anos e meio)
No meio do caos noturno, pós cirurgia de fimose, fazendo xixi na cama e acordando durante a madrugada todo molhado, enquanto eu trocava sua roupa e lençóis, ele perguntou:
- Mãe?
- Quê, filho?
- Como fala xixi em inguêis?
O.o
=========================================
Brincando de esconde esconde:
- Ninguém vai me achar, porque eu vou usar minha varinha de 'escondão'!
=========================================
Vovó para Enzo: "Vou cantar uma música pra vc: uni duni tê..."
Enzo para vovó: "Essa não, vovó. Canta Bitus. Assim ó: Lo love me du.."
==========================================
- Cadê minha coisa mais gostosa?
- Aqui, mas não pode comer, hein!
======================================
Após descobrir que o pai era engenheiro e de contar isso a todos na escola por ocasião das comemorações do dia dos pais, perguntei:
- Enzo, vc sabe o que faz um engenheiro?
- Não.
- Um engenheiro, constrói coisas difíceis, como carros, prédios,...
- Mas meu papai não...
- Não?
- Meu papai só constrói móvel pra eu pousar meus brinquedos...
======================================
Enzo estava falando uma palavra que não conseguíamos entender...
- É laser, Enzo?
- Não, é laaaaisee.
- É raio laser?
- É laaaaiisee!!
- Ai, papai não tá entendendo essa palavra...
- Ah (sem paciência), vai procurar na internet!!
===========================================
- Mãe, desliga esse barulho da televisão que eu quero fazer cocô e tá me atrapalhado!
- o.O
- Ah, e me traz uma revista!
===============================================
Fugindo do cercadinho da área infantil da praia, ao perceber que eu o seguia:
- Mãe, eu só quero dar uma volta na praia sozinho! Xô, xô! Fica aí esperando eu voltar, tá?
============================================
Vendo um cachorrinho na rua, foi dito pela dona:
- Não precisa ter medo, ele não morde!
- Por que? Ele não tem dentes?
==================================================
- Menino pára de andar atrás de mim! - diz a mãe - Não me segue, que eu não sou novela!
Dali a pouco vem ele com o braço estendido, a mãozinha fechada, balançando o dedão.
- Que isso menino?
- Tô trocando o canal!
==========================================================
- Pai, como faz oitenta com a mão?
- Não dá, filho, só temos 10 dedos!
- E com a caneta?
E ele fez!
============================================================
Na volta da escola, inconformado por não ter tido festa de halloween (pois adora uma fantasia):
- Mãe, eu falei pra tia que queria uma festa de halloween e ela falou que só em Buzios. Eu quero ir pra Buzios agora!
- Como assim, meu filho, Buzios? Ela disse que tinha festa em Buzios?
- Ela disse e eu disse que ia pra lá.
Algumas horas depois, com ele insistindo pra ir pra Buzios, entendemos que ela tinha dito Estados Unidos...
=============================================================
- Mãe?
- Quê, filho?
- Como fala xixi em inguêis?
O.o
=========================================
Brincando de esconde esconde:
- Ninguém vai me achar, porque eu vou usar minha varinha de 'escondão'!
=========================================
Vovó para Enzo: "Vou cantar uma música pra vc: uni duni tê..."
Enzo para vovó: "Essa não, vovó. Canta Bitus. Assim ó: Lo love me du.."
==========================================
Na porta do setor de embarque do aeroporto:
- Pai, olha aqui seu personagem!
- Não é personagem, menino, é documento...
===========================================
Mãe para Enzo:- Cadê minha coisa mais gostosa?
- Aqui, mas não pode comer, hein!
======================================
Após descobrir que o pai era engenheiro e de contar isso a todos na escola por ocasião das comemorações do dia dos pais, perguntei:
- Enzo, vc sabe o que faz um engenheiro?
- Não.
- Um engenheiro, constrói coisas difíceis, como carros, prédios,...
- Mas meu papai não...
- Não?
- Meu papai só constrói móvel pra eu pousar meus brinquedos...
======================================
Enzo estava falando uma palavra que não conseguíamos entender...
- É laser, Enzo?
- Não, é laaaaisee.
- É raio laser?
- É laaaaiisee!!
- Ai, papai não tá entendendo essa palavra...
- Ah (sem paciência), vai procurar na internet!!
===========================================
- Mãe, desliga esse barulho da televisão que eu quero fazer cocô e tá me atrapalhado!
- o.O
- Ah, e me traz uma revista!
===============================================
Fugindo do cercadinho da área infantil da praia, ao perceber que eu o seguia:
- Mãe, eu só quero dar uma volta na praia sozinho! Xô, xô! Fica aí esperando eu voltar, tá?
============================================
Vendo um cachorrinho na rua, foi dito pela dona:
- Não precisa ter medo, ele não morde!
- Por que? Ele não tem dentes?
==================================================
- Menino pára de andar atrás de mim! - diz a mãe - Não me segue, que eu não sou novela!
Dali a pouco vem ele com o braço estendido, a mãozinha fechada, balançando o dedão.
- Que isso menino?
- Tô trocando o canal!
==========================================================
- Pai, como faz oitenta com a mão?
- Não dá, filho, só temos 10 dedos!
- E com a caneta?
E ele fez!
============================================================
Na volta da escola, inconformado por não ter tido festa de halloween (pois adora uma fantasia):
- Mãe, eu falei pra tia que queria uma festa de halloween e ela falou que só em Buzios. Eu quero ir pra Buzios agora!
- Como assim, meu filho, Buzios? Ela disse que tinha festa em Buzios?
- Ela disse e eu disse que ia pra lá.
Algumas horas depois, com ele insistindo pra ir pra Buzios, entendemos que ela tinha dito Estados Unidos...
=============================================================
quinta-feira, 19 de julho de 2012
A maldita cirurgia da fimose
Desde que o Enzo era bem pequenininho, notamos que o pintinho era fechado. Foi receitada a famosa pomada Postec para passar e fazer massagem. Talvez não tenhamos feito muito bem, pois ele nunca gostou de deixar mexerem no pinto dele, mas não funcionou nem um pouquinho. Também há quem condene a prática, que pode até causar ferimentos.
Na consulta de 3 anos e 3 meses, perguntamos ao pediatra sobre a necessidade da cirurgia de fimose. Ele disse que nos preparássemos para fazer no ano seguinte. Bom, eu já tinha ouvido que não era bom fazer enquanto a criança usasse fraldas, pra evitar a contaminação, mas não vi razão para esperar até 4 anos. Não sou uma pessoa que postergue soluções de problemas e meu marido era veemente em dizer que tinha q ser feito o quanto antes. Eu mesma, nem via tanta necessidade, já que Enzo nunca teve infecção urinária, mas era uma opinião de homem e tinha q ser respeitada. O pai tinha feito, os avós tinham feito. Se ele teria que fazer, que se fizesse logo!
Tinha ouvido falar que era melhor fazer no inverno, para não cair na tentação de ir à praia ou piscina muito cedo, então, aproveitei que o coleguinha da escola tinha acabado de fazer o procedimento com um dos médicos indicados pelo pediatra e marquei a consulta.
Na consulta, o médico explicou que faria uma técnica de deixar 1/3 da pelinha para que a recuperação fosse mais rápida e passou os exames pré operatórios.
Fizemos os exames (Enzo super corajoso no exame de sangue!) e voltei com o marido para tirar as últimas dúvidas e pegar o pedido de cirurgia. Enquanto preenchia o pedido, o médico disse que iria escrever "uma coisinha a mais" para que a Unimed autorizasse a anestesia geral, coisa que parecia não estar ocorrendo.
Ao levar o pedido na Unimed, fui surpreendida pelo fato de que o médico tinha adicionado um procedimento a mais, uma tal de ressecção parcial (do saco escrotal). Supostamente, para garantir a anestesia geral, mas, na prática, o faria ganhar por um procedimento que não realizaria. Isso me fez ficar bem brava e desconfiada dele.
Muito mais brava fiquei no dia seguinte, quando o plano de saúde me ligou comunicando a necessidade de fazer uma perícia no menino. Mesmo com muita raiva, me despenquei com o Enzo para o Centro do Rio, numa área onde sequer passavam carros e ficava na boca do Saara, área super perigosa e cheia de assaltantes de ocasião. No fundo, pior de tudo seria passar por mentirosa e desonesta sem ter nenhuma culpa no cartório.
Realizada a perícia, a médica comunicou que estaria autorizando a fimose e a anestesia (por reembolso), que a senha estaria disponível no dia seguinte. Liguei pelos 3 dias seguintes até que, finalmente me deram uma senha, que eu repassei para o médico e confirmamos a data da cirurgia.
Começamos a preparar o Enzo. Primeiro eu disse que teríamos que 'consertar' uma coisa no pipiu dele. Ele não gostou e respondeu que "não tem nada pra consertar, porque não tem nada quebrado aqui!"
O pai, então seguiu uma idéia do médico e mostrou que o dele era diferente e que iríamos pedir ao doutor pra tirar a pelinha e ficarem iguais. Enzo adorou a idéia e comemorou, o que me deixou consternada, pois ele não tinha idéia do que isso significava na verdade.
Nesse espírito, ele foi extremamente colaborativo. Mamou pela última vez quando dissemos que podia, acordou às 6:30 de ótimo humor, não reclamou de sede ou fome em nenhum momento.
Isso me deixava ainda pior, porque, embora estivéssemos sendo o mais sinceros possível com ele, a verdade é que ele nunca perguntou se ia doer, mas eu sabia que não ia ser fácil. E por mais que eu me preparasse para momentos duros, não imaginava quanto seria difícil na realidade...
Ao chegar para a internação no dia 12, mais uma surpresa. A Unimed só autorizava o procedimento a partir do dia 15 (ou 17, dependendo do atendente do telemarketing), calculando a partir do dia da autorização mais 21 dias, conforme autorização de prazo (máximo) da Anvisa. Com absurda má-fé, visando postergar pagamentos, inventaram que a senha que me deram era uma pré-senha, fato que nunca me foi informado nas duas vezes em que liguei para confirmar.
Tantos percalços me deram a impressão se ser uma indicação para que desistisse daquilo. Mas, com o menino ali, acordado e disposto, eu e marido organizados para faltar ao trabalho... como desistir naquele momento? Fiz o pagamento com cheque enquanto as atendentes do hospital continuavam tentando uma autorização do plano. Eventualmente, o plano autorizou enquanto ainda estávamos no hospital, portanto, se livraram dos danos morais que eu levaria facilmente.
Enfim, já no quarto, deram o dormonid pro Enzo, que foi ficando grogue e sorridente. O pai entrou com ele na sala de cirurgia até que desmaiasse de vez. Ficamos no quarto esperando os prometidos 40 minutos. Demorou um pouco mais que isso para ele sair e foi o suficiente para meu coração de mãe disparar.
A saída da anestesia foi bem ruim. Debateu-se com muita raiva, arrancou o curativo, a pulseirinha de identificação, as ataduras da mão. Bateu em mim e no pai com força. Berrou e gritou pedindo ir pra casa. A anestesista dizia ser normal. O pai pegou-o no colo e foi para o corredor fingir que estavam indo para casa. Ainda teve que andar com ele quase 10 minutos para que acalmasse e dormisse.
Duas horas depois acordou e tudo parecia bem. Tomou os remédios, tomou uma mamadeira e voltamos para casa. Recusava-se a ficar parado, saracoteava pois não estava sentindo dor. Uma hora depois, a anestesia local deve ter acabado. Caos. Chorou, berrou e se contorceu das 14 às 19h. Parecia não haver analgésico que desse jeito. Quando fez o segundo xixi, acho q um ponto abriu quando balançou e sangrou muito. Não aceitava nem que chegássemos perto para limpar, passar pomada, nada. Gritava como louco que o piupiu tava doendo. Não conseguia botar nada, nem cueca, nem fralda, nem lençol. Ficava pelado, com a camisa enrolada até quase o pescoço, com medo de encostar no piupiu.
Um dos piores momentos da minha vida, sem dúvida. Difícil segurar o choro diante de tanto desespero de um filho se vendo com o pinto inchado, sangrando, berrando de dor e vc pensando: "pra que eu fui fazer essa merda?"
À noite melhorou um pouco. Comeu, brincou, voltou a sorrir. Para dormir foi difícil, peladinho da cintura pra baixo, só tinha uma posição, molhou a cama e acordou com incômodos por tanto prender o xixi.
No segundo dia, a dor melhorou sensivelmente. Continuou muito resistente a tomar remédios e passar pomada (dizia que não era mais meu filho quando o segurávamos para passar). Demos dois banhos, mas ele não aceitou sentar, apenas abaixou um pouco na água e jogamos água no local com as mãos quando ele se distraía.
No terceiro dia já aceitou sentar na banheira, mas nada de deixar tocar no local, claro. O problema era o trauma e a negativa em fazer tudo porque tudo achava que iria doer. Para nós, era difícil reconhecer o que era dor e o que era pânico, pois mesmo que já tivesse feito vários xixis sem dor, ainda prendia até não aguentar mais e relutava em ir ao banheiro. Mesmo que já tivesse ficado mergulhado no banho sem nenhum incômodo, continuava com medo de se molhar. E, no frio intenso de julho, não aceitava colocar calça e continuava dormindo sem aceitar ser coberto.
No quarto dia eu já esperava que ele fosse capaz de colocar uma cuequinha, mas a glande acordou muito vermelha. Achei que pudesse ser porque consegui colocar uma fralda à noite e, ao fazer xixi, ele sentiu dores, provavelmente, pela ardência, ou porque cresceu e raspou. Então, optei por recortar um buraco em calças de pijama antigas para que ele pudesse ficar mais aquecido, mas ainda com o 'bicho solto'. Também disso teve medo, chorou, gritou. Mas nesse caso sabíamos que era puro pânico, pois nada tocava na área sensível, e conseguimos que ele se acostumasse.
Com sua calça-erótica-feita-de-pijamas-velhos-pescando-siri, fomos na revisão do médico, no quinto dia. Ele ainda reclamava eventualmente de dor no piupiu, mas já aceitava que eu colocasse a pomada. Como o outro menino que fez a cirurgia no mesmo dia chegou num carrinho, com as pernas abertas e segurando uma fralda aberta, fiquei até mais tranquila. Parece que o menino ainda nem andava direito, enquanto o Enzo, movia-se bem, apesar de andar como um cowboy que perdeu o cavalo. Fiquei impressionada como o Enzo portou-se bem com o médico, abraçando-o sem nenhum ressentimento!
Nos dias que se seguiram, o pintinho foi desinchando, desavermelhando lentamente, ele foi gradualmente deitando de lado, sentando melhor, brincando mais animadamente. Mas nada de aceitar colocar cueca. Portanto, as noites ainda eram uma luta, tentando levá-lo para o banheiro ou trocando lençóis colocados sobre uma cobertura plástica desconfortável e barulhenta.
E no finalzinho do 8o dia, ele aceitou colocar a cueca! Com carefree, pra evitar que o pintinho, ainda cicatrizante, grudasse no pano e sangrasse.
No 15o dia, ainda nos deparamos com uma casquinha que, confundida com uma sujeirinha, foi tirada pelo pai no banho. Sangrou. Mamãe entrou em pânico. Voltou a sangrar quando colava na cuequinha. Só quase um mês depois, uma pomadinha chamada cicaplast, receitada pela dermatologista, recuperou o piupiu, finalmente.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
A 10a. viagem do Enzo - Nordeste - Pernambuco e Paraíba
Com dois anos e dois meses, voltamos ao nordeste. Dessa vez, para uma viagem um pouco mais longa e com mais destinos. Começamos em Recife, na casa de um grande amigo do meu marido que estava morando lá num apartamento em Boa Viagem. Enzo se portou muito bem, embora tenha se recusado a dormir sozinho no quarto desconhecido. Jantamos num hotel na orla, que tinha alguns brinquedos para crianças, e Enzo deu trabalho correndo pelo local, entrando pela cozinha e, desde já, recusando-se a provar coisas diferentes.
No dia seguinte (após acordarmos nossos anfitriões muito antes do que esperavam, pois não tinha cortina no nosso quarto, então o Enzo acordou com o sol), tínhamos que ir para Porto de Galinhas, mas antes, ainda tivemos que arranjar um Posto de Vacinação, pois era dia de dar a gotinha anti paralisia infantil. Para minha surpresa, a vacinação incluía tb um reforço da vacina de sarampo, por conta de um surto. Acabei me negando a dar, já que uma reação no meio da viagem seria catastrófica e ele tinha tomado uma dose há menos de um ano.
Resolvido isso, seguimos, então para Porto, para nos hospedar no hotel Best Western. O hotel era bem legal, grande, belas piscinas, praia contígua, bom restaurante, serviço de quarto e salinha de recreação infantil. Não era um grande resort, como há muitos por lá, mas como era nossa primeira vez no local e íamos querer passear bastante, achamos uma boa opção. O ponto fraco era mesmo a recreação.
Na chegada, o tempo ainda estava bom e pegamos piscina/praia no hotel até a tardinha. Enzo encarou uma macarronada com suco de laranja e divertiu-se muito. Pulou ondinhas, chafurdou-se na areia, esbaldou-se na piscina. E estranhou que uma criança oferecesse objetos de artesanado na praia. Do alto dos seus 2 aninhos, poderou que, se era criança, não poderia trabalhar!
À noite, fomos conhecer o 'Cururu' de Porto de Galinhas. O tempo estava chuvoso, mas deu pra dar uma voltinha e tirar umas fotos das diversas galináceas que enfeitam o centrinho. Pena que paramos para jantar no que, provavelmente, era o pior restaurante do local. Mas esperar o que de um estabelecimento que tem como 'especialidades' pizza, massas, frutos do mar, carmes nordestinas etc? Tentando agradar a todos, não agradamos a ninguém.
Esse, aliás, era um motivo de stress com o marido naquela época. Mesmo sabendo de todas as limitações alimentares do Enzo, sempre queria aproveitar gastronomicamente as viagens, provando coisas do lugar. Eu, ao contrário, ficava sempre tensa, pedindo pratos que o pequeno pudesse querer e comendo o 'resto' dele. Mas em restaurantes regionais era difícil conseguir que ele provasse qualquer coisa. Pra dizer a verdade, ele não aceitava muito mais que macarrão e arroz com feijão (o que era difícil de encontrar por lá).
No dia seguinte, fomos com esses amigos para a praia de Carneiros. Aparentemente, pegamos um caminho mais longo, nos perdemos, e chegamos na praia tão famosa um pouco mais tarde do que gostaríamos. Mas, para o Enzo, não foi um problema, pois, nessa viagem, ele desenvolveu uma interessante capacidade de dormir em TODOS os trajetos. Entrava no carro, deitava e dormia, o que era ótimo.
Não achei essa praia a maravilha que falam... talvez pq a maré estivesse muito baixa, ou o tempo não muito bonito. Enfim, pegamos logo o passeio de barco que tinha paradas nos recifes de corais e suas piscinas naturais (onde o Enzo nadou por entre os peixinhos e viu caranguejinhos e ouriços), na praia de lama monazítica e numa antiga igrejinha. Depois, de volta a Carneiros, almoçamos (Enzo só na mamadeira e nos lanchinhos afanados do café da manhã que eu tinha levado) e voltamos para o hotel, pois nossos amigos retornariam a Recife.
Á noite, mais uma luta para jantar (acabamos na mamadeira de novo!) e algum tempo na salinha de recreação.
No terceiro dia, alugamos um táxi com um motorista muito mal humorado para levar-nos a alguns passeios. Primeiro, para a deliciosa praia de Muro Alto, muito calminha e quentinha, onde ficam os maiores resorts da área. Realmente, a subida para carros era um tanto complicada, mas pegar um jipe com uma criança de 2 anos não nos pareceu uma idéia boa, pois não daria o conforto para as sonequinhas necessárias.
Em Muro Alto Enzo passeou com o pai de caiaque e divertiu-se demais correndo pela beira d´água. De lá, seguimos para o Pontal de Maracaípe. O táxi nos deixava a certa distância, pois o local só era acessível a pé. Carregamos o Enzo dormindo e exausto e contratamos um guia local que foi nos contando alguns detalhes da geografia que passariam despercebidos sem isso, como a palmeira com escoliose, o tronco-cavalo marinho e o mangue colorido.

Chegando ao Pontal propriamente dito, encontramos várias jangadinhas interessantes, munidas de guarda-sóis e seguimos no passeio em busca dos cavalos marinhos. Demorou um pouco, mas um dos jangadeiros achou uns filhotinhos. Acho que não era época ou horário próprio para encontrá-los, mas valeu.
De lá, voltamos ao centro de Porto de Galinhas para passear nas jangadas tradicionais. Na verdade, pela previsão do tempo, tínhamos que aproveitar bem esse dia de sol fazendo todos os passeios que queríamos, pois no dia seguinte, viria chuva. Então, 'almoçamos' num restaurante da orla (demoradíssimo, o que foi muito estressante) e seguimos para as piscinas naturais tão famosas.
No fim do dia ainda encontramos forças para voltar ao centro para um crepe. Mas o Enzo pouco aceitava provar qualquer coisa, além de pratos de macarrão, o que ia me deixando cada vez mais nervosa, devo confessar.
No quarto dia, como previsto, o tempo virou. Enrolamos lá pelo hotel e adiantamos nossa saída, com um carro que alugamos, a caminho da Paraíba, passando pela Ilha de Itamaracá, para ver o Forte Orange (só por fora) e o Projeto Peixe Boi.
Não gostei muito da Ilha. Muito enlameada e confusa. Cheia de barraqueiros de praia nos assediando. E a higiene deles não parecia uma maravilha. Mas o Projeto Peixe Boi (animal preferido do meu marido e que dá nome a todos os seus barcos) era muito organizado e interessante. Fizemos uma visita guiada que terminava numa biblioteca infantil e mini museu de vida marinha. Bem fofo! Os peixes boi mesmo, eram difíceis de ver, afundados em seus tanques. Mas cenários interessantes para fotos não faltaram.
A segunda parte da viagem foi na Paraíba. Mais precisamente no município de Conde, onde meu sogro morava numa casa na região praiana de Jacumã, com sua (muito) jovem esposa e seu filho de 4 anos, meu cunhado.
A casa tinha 3 quartos e até uma piscininha, mas como não sou chegada a me hospedar em casa dos outros, acabamos ficando na Pousada do Inglês, um hotel bem simples que ficava na mesma rua, com uma decoração meio kitch, uns dinossauros no quintal e miquinhos que vinham roubar o café da manhã. Apesar do excesso de mosquitos e poeira no quarto, foi uma boa opção pois o casamento do meu sogro estava no fim, e o clima naquela casa, obviamente, não estava lá essas coisas.
Os meninos, tio e sobrinho, com 2 anos de diferença, brincaram bastante no primeiro dia. Na piscina, com o gatinho ou vendo tv juntos. Claro que também se estressaram em alguns momentos, como todas as crianças, mas tudo correu bem nesse dia.
No dia seguinte, fomos para uma praia próxima, chamada Coqueirinhos. Realmente, era um belíssimo lugar, com um restaurante muito bom e excelente estrutura. Passamos antes pela praia de Tambaba, famosa pelo naturismo, mas tiramos fotos apenas do alto.
Esse dia ficou especialmente cansativo para mim, pois o marido acabava por ficar conversando com o pai, enquanto me cabia perseguir o pequeno por todo o local, que era bem grande.

À tardinha, voltamos para a casa do sogro para jantar e ficamos por lá. Ocorre que, a essa altura, o Enzo já estava bem entediado da casa do avô. Já tinha feito tudo que havia para fazer por lá e, acostumado que estava a ter novidades todos os dias da viagem, começou a se mostrar bem chatinho e dar uns 'defeitinhos', recusando-se a brincar com o tio, por exemplo.
Comer, não vinha comendo mais nada. Confesso que na casa do meu sogro não havia muita variedade de comida que pudesse ser oferecida a ele, pois alimentavam-se de quentinhas e sopas de pacote. Como as quentinhas escolhidas para aqueles dias tinham sido de comidas mais rebuscadas, para agradar os adultos, o menino ficou só no leite com sustagem mesmo. Na última noite, a mulher do meu sogro comprou umas salsichas para fazer com miojo, mas o Enzo detestou o miojo e comeu meia salsicha, que também não devia ser do tipo que estava acostumado.
No terceiro dia em Jacumã, o tempo voltou a ficar feio e aquela praia mesmo, só vimos à distância, ao darmos uma volta pela área, pela manhã. O problema foi que, ao retornarmos para a casa do meu sogro, o Enzo rebelou-se. Começou a fazer inúmeras pirraças e birras até que decidíssemos antecipar a volta para Recife. Foi até engraçado, que, ao ser fechada a porta do carro, ele exclamou: "Ufa! Cabô"
De volta a Recife, pegamos uma chuva torrencial. Ficamos num hotel horroroso, embora bem localizado em Boa Viagem, com lençóis menores que as camas e um quarto muito pequeno. Almoçamos macarrão (surpresa!) num restaurante italiano próximo, mas para chegar nele tivemos que enfiar os pés na água, porque as ruas já estavam cheias!
Mais tarde, fomos ao shopping para encontrar aquele casal de amigos. Deixamos o Enzo numa dessas áreas infantis, mas o casal demorou demais, por causa da chuva. Quando entramos na pizzaria já passavam das 21h e, para nosso azar, a área de brinquedos deles estava em manutenção.
Então, foi difícil administrar o cansaço do Enzo, que se manifestava como absoluta agitação. No final, ocorreu uma das cenas mais engraçadas da minha vida. O menino, cansado por não ter atenção nem divertimento adequado, subiu na mesa, abaixou as calças e subiu a camisa enquanto se pendurava no lustre pendente. Juro que minha surpresa foi tamanha que demorou alguns segundos para puxá-lo de volta. Foi uma daquelas gargalhadas que nos tiram as forças. Realmente, era hora de pedir a conta e voltar pro hotel, tadinho.
Acho que para uma criança de apenas 2 aninhos, uma semana inteira fora de casa e sua rotina podem ficar um tanto cansativas. Mas o saldo da viagem, especialmente na primeira parte, foi bastante bom.
No dia seguinte (após acordarmos nossos anfitriões muito antes do que esperavam, pois não tinha cortina no nosso quarto, então o Enzo acordou com o sol), tínhamos que ir para Porto de Galinhas, mas antes, ainda tivemos que arranjar um Posto de Vacinação, pois era dia de dar a gotinha anti paralisia infantil. Para minha surpresa, a vacinação incluía tb um reforço da vacina de sarampo, por conta de um surto. Acabei me negando a dar, já que uma reação no meio da viagem seria catastrófica e ele tinha tomado uma dose há menos de um ano.
Resolvido isso, seguimos, então para Porto, para nos hospedar no hotel Best Western. O hotel era bem legal, grande, belas piscinas, praia contígua, bom restaurante, serviço de quarto e salinha de recreação infantil. Não era um grande resort, como há muitos por lá, mas como era nossa primeira vez no local e íamos querer passear bastante, achamos uma boa opção. O ponto fraco era mesmo a recreação.
À noite, fomos conhecer o 'Cururu' de Porto de Galinhas. O tempo estava chuvoso, mas deu pra dar uma voltinha e tirar umas fotos das diversas galináceas que enfeitam o centrinho. Pena que paramos para jantar no que, provavelmente, era o pior restaurante do local. Mas esperar o que de um estabelecimento que tem como 'especialidades' pizza, massas, frutos do mar, carmes nordestinas etc? Tentando agradar a todos, não agradamos a ninguém.
Esse, aliás, era um motivo de stress com o marido naquela época. Mesmo sabendo de todas as limitações alimentares do Enzo, sempre queria aproveitar gastronomicamente as viagens, provando coisas do lugar. Eu, ao contrário, ficava sempre tensa, pedindo pratos que o pequeno pudesse querer e comendo o 'resto' dele. Mas em restaurantes regionais era difícil conseguir que ele provasse qualquer coisa. Pra dizer a verdade, ele não aceitava muito mais que macarrão e arroz com feijão (o que era difícil de encontrar por lá).
Não achei essa praia a maravilha que falam... talvez pq a maré estivesse muito baixa, ou o tempo não muito bonito. Enfim, pegamos logo o passeio de barco que tinha paradas nos recifes de corais e suas piscinas naturais (onde o Enzo nadou por entre os peixinhos e viu caranguejinhos e ouriços), na praia de lama monazítica e numa antiga igrejinha. Depois, de volta a Carneiros, almoçamos (Enzo só na mamadeira e nos lanchinhos afanados do café da manhã que eu tinha levado) e voltamos para o hotel, pois nossos amigos retornariam a Recife.
Á noite, mais uma luta para jantar (acabamos na mamadeira de novo!) e algum tempo na salinha de recreação.
No terceiro dia, alugamos um táxi com um motorista muito mal humorado para levar-nos a alguns passeios. Primeiro, para a deliciosa praia de Muro Alto, muito calminha e quentinha, onde ficam os maiores resorts da área. Realmente, a subida para carros era um tanto complicada, mas pegar um jipe com uma criança de 2 anos não nos pareceu uma idéia boa, pois não daria o conforto para as sonequinhas necessárias.
Chegando ao Pontal propriamente dito, encontramos várias jangadinhas interessantes, munidas de guarda-sóis e seguimos no passeio em busca dos cavalos marinhos. Demorou um pouco, mas um dos jangadeiros achou uns filhotinhos. Acho que não era época ou horário próprio para encontrá-los, mas valeu.
De lá, voltamos ao centro de Porto de Galinhas para passear nas jangadas tradicionais. Na verdade, pela previsão do tempo, tínhamos que aproveitar bem esse dia de sol fazendo todos os passeios que queríamos, pois no dia seguinte, viria chuva. Então, 'almoçamos' num restaurante da orla (demoradíssimo, o que foi muito estressante) e seguimos para as piscinas naturais tão famosas.
No fim do dia ainda encontramos forças para voltar ao centro para um crepe. Mas o Enzo pouco aceitava provar qualquer coisa, além de pratos de macarrão, o que ia me deixando cada vez mais nervosa, devo confessar.
No quarto dia, como previsto, o tempo virou. Enrolamos lá pelo hotel e adiantamos nossa saída, com um carro que alugamos, a caminho da Paraíba, passando pela Ilha de Itamaracá, para ver o Forte Orange (só por fora) e o Projeto Peixe Boi.
Não gostei muito da Ilha. Muito enlameada e confusa. Cheia de barraqueiros de praia nos assediando. E a higiene deles não parecia uma maravilha. Mas o Projeto Peixe Boi (animal preferido do meu marido e que dá nome a todos os seus barcos) era muito organizado e interessante. Fizemos uma visita guiada que terminava numa biblioteca infantil e mini museu de vida marinha. Bem fofo! Os peixes boi mesmo, eram difíceis de ver, afundados em seus tanques. Mas cenários interessantes para fotos não faltaram.
A segunda parte da viagem foi na Paraíba. Mais precisamente no município de Conde, onde meu sogro morava numa casa na região praiana de Jacumã, com sua (muito) jovem esposa e seu filho de 4 anos, meu cunhado.
A casa tinha 3 quartos e até uma piscininha, mas como não sou chegada a me hospedar em casa dos outros, acabamos ficando na Pousada do Inglês, um hotel bem simples que ficava na mesma rua, com uma decoração meio kitch, uns dinossauros no quintal e miquinhos que vinham roubar o café da manhã. Apesar do excesso de mosquitos e poeira no quarto, foi uma boa opção pois o casamento do meu sogro estava no fim, e o clima naquela casa, obviamente, não estava lá essas coisas.
Os meninos, tio e sobrinho, com 2 anos de diferença, brincaram bastante no primeiro dia. Na piscina, com o gatinho ou vendo tv juntos. Claro que também se estressaram em alguns momentos, como todas as crianças, mas tudo correu bem nesse dia.
No dia seguinte, fomos para uma praia próxima, chamada Coqueirinhos. Realmente, era um belíssimo lugar, com um restaurante muito bom e excelente estrutura. Passamos antes pela praia de Tambaba, famosa pelo naturismo, mas tiramos fotos apenas do alto.
Esse dia ficou especialmente cansativo para mim, pois o marido acabava por ficar conversando com o pai, enquanto me cabia perseguir o pequeno por todo o local, que era bem grande.
À tardinha, voltamos para a casa do sogro para jantar e ficamos por lá. Ocorre que, a essa altura, o Enzo já estava bem entediado da casa do avô. Já tinha feito tudo que havia para fazer por lá e, acostumado que estava a ter novidades todos os dias da viagem, começou a se mostrar bem chatinho e dar uns 'defeitinhos', recusando-se a brincar com o tio, por exemplo.
Comer, não vinha comendo mais nada. Confesso que na casa do meu sogro não havia muita variedade de comida que pudesse ser oferecida a ele, pois alimentavam-se de quentinhas e sopas de pacote. Como as quentinhas escolhidas para aqueles dias tinham sido de comidas mais rebuscadas, para agradar os adultos, o menino ficou só no leite com sustagem mesmo. Na última noite, a mulher do meu sogro comprou umas salsichas para fazer com miojo, mas o Enzo detestou o miojo e comeu meia salsicha, que também não devia ser do tipo que estava acostumado.
No terceiro dia em Jacumã, o tempo voltou a ficar feio e aquela praia mesmo, só vimos à distância, ao darmos uma volta pela área, pela manhã. O problema foi que, ao retornarmos para a casa do meu sogro, o Enzo rebelou-se. Começou a fazer inúmeras pirraças e birras até que decidíssemos antecipar a volta para Recife. Foi até engraçado, que, ao ser fechada a porta do carro, ele exclamou: "Ufa! Cabô"
De volta a Recife, pegamos uma chuva torrencial. Ficamos num hotel horroroso, embora bem localizado em Boa Viagem, com lençóis menores que as camas e um quarto muito pequeno. Almoçamos macarrão (surpresa!) num restaurante italiano próximo, mas para chegar nele tivemos que enfiar os pés na água, porque as ruas já estavam cheias!
Mais tarde, fomos ao shopping para encontrar aquele casal de amigos. Deixamos o Enzo numa dessas áreas infantis, mas o casal demorou demais, por causa da chuva. Quando entramos na pizzaria já passavam das 21h e, para nosso azar, a área de brinquedos deles estava em manutenção.
Então, foi difícil administrar o cansaço do Enzo, que se manifestava como absoluta agitação. No final, ocorreu uma das cenas mais engraçadas da minha vida. O menino, cansado por não ter atenção nem divertimento adequado, subiu na mesa, abaixou as calças e subiu a camisa enquanto se pendurava no lustre pendente. Juro que minha surpresa foi tamanha que demorou alguns segundos para puxá-lo de volta. Foi uma daquelas gargalhadas que nos tiram as forças. Realmente, era hora de pedir a conta e voltar pro hotel, tadinho.
Acho que para uma criança de apenas 2 aninhos, uma semana inteira fora de casa e sua rotina podem ficar um tanto cansativas. Mas o saldo da viagem, especialmente na primeira parte, foi bastante bom.
Tia di inguêis
Um pouco antes do dia das mães, ouvi:
- Love me, tendeee, love me doooo
Não acreditei nos meus ouvidos. Ele acaba de fazer 3 anos, seria possível?
- Enzo, que música é essa que vc está cantando?
- all my deams fufíiiiiiii - Foi a tia di inguêis que ensinou, mãe! É do Elvis Pesley!
E ele cantava TODA, inclusive substituindo darling por mommy. E eu desmanchando, né?
No dia seguinte, outra surpresa:
- Tutti futi, aldoluri, tutti futi, aldoluri
Dessa vez, a música tinha toda uma coreografia, que contava com bracinhos para cima e mãozinhas para os lados no 'she goes to the east, she goes to the west' e gravamos tudo em vídeo.
Colocamos as músicas para ele ouvir e ele pediu mais:
- Tem a do sapato, mãe? Buchechus?
- Blue suede shoes, filho? Tem sim, ó aqui ó!
Não participamos da festa do dia das mães, pois estávamos viajando, na Bahia. Mas, soube que as crianças travaram e não cantaram, o que era de se esperar. Mas meu show particular foi absolutamente fantástico!
Agora é julho e acho que começaram a treinar algo para o dia dos pais, porque já ouvimos:
- I fiiiiiiil good, tararãrarã...
- Betmé, Betmé, Betmé... tem no computadô da tia de ingueis!!
- Love me dooo, love me doooo. So peeeeeeese, love me doooo.
É Bitus, mãe!
Realmente é um método fantástico, que merece aplausos! Ao invés de ensinar palavrinhas soltas, ela despertou o interesse dele por uma cultura estrangeira e, com isso, veio a curiosidade pelo aprendizado das palavras, o que anda satisfazendo com perguntas para os pais ou nos joguinhos de ipad. Assim, já conhece várias cores e números e já demonstra um entendimento intuitivo da língua, compreendendo comandos dos jogos mesmo sem entender as palavras individualmente.
Um beijo pra vc, Tia de inglês, sua linda!!
- Love me, tendeee, love me doooo
Não acreditei nos meus ouvidos. Ele acaba de fazer 3 anos, seria possível?
- Enzo, que música é essa que vc está cantando?
- all my deams fufíiiiiiii - Foi a tia di inguêis que ensinou, mãe! É do Elvis Pesley!
E ele cantava TODA, inclusive substituindo darling por mommy. E eu desmanchando, né?
No dia seguinte, outra surpresa:
- Tutti futi, aldoluri, tutti futi, aldoluri
Dessa vez, a música tinha toda uma coreografia, que contava com bracinhos para cima e mãozinhas para os lados no 'she goes to the east, she goes to the west' e gravamos tudo em vídeo.
Colocamos as músicas para ele ouvir e ele pediu mais:
- Tem a do sapato, mãe? Buchechus?
- Blue suede shoes, filho? Tem sim, ó aqui ó!
Não participamos da festa do dia das mães, pois estávamos viajando, na Bahia. Mas, soube que as crianças travaram e não cantaram, o que era de se esperar. Mas meu show particular foi absolutamente fantástico!
Agora é julho e acho que começaram a treinar algo para o dia dos pais, porque já ouvimos:
- I fiiiiiiil good, tararãrarã...
- Betmé, Betmé, Betmé... tem no computadô da tia de ingueis!!
- Love me dooo, love me doooo. So peeeeeeese, love me doooo.
É Bitus, mãe!
Realmente é um método fantástico, que merece aplausos! Ao invés de ensinar palavrinhas soltas, ela despertou o interesse dele por uma cultura estrangeira e, com isso, veio a curiosidade pelo aprendizado das palavras, o que anda satisfazendo com perguntas para os pais ou nos joguinhos de ipad. Assim, já conhece várias cores e números e já demonstra um entendimento intuitivo da língua, compreendendo comandos dos jogos mesmo sem entender as palavras individualmente.
Um beijo pra vc, Tia de inglês, sua linda!!
quinta-feira, 5 de julho de 2012
A 9a. viagem do Enzo - Penedo
Enzo era encantado pela figura do Papai Noel, árvores piscantes, qualquer coisa que remetesse ao natal. Então, resolvi passar um natal diferente num hotel com programação especializada. Sim, porque os natais em família são muito chatinhos para nós... Normalmente, só nós e meus pais, na casa deles, para um jantar e um almoço no dia seguinte. E como eu e meu marido não somos nada religiosos, a coisa acaba ficando ainda mais sem sentido.
Mas, então, haviam muitas propagandas de um hotel chamado Suarez, em Penedo, onde há uma vila do Papai Noel e eu resolvi reservar para a família toda. Enfim, a idéia foi boa, mas o resultado, nem tanto assim...
A ida já foi complicada pois a distância para Penedo era muito maior do que estávamos acostumados a viajar em família e ficamos muito espremidos no carro, especialmente eu e minha mãe, imprensadas entre o cadeirão do Enzo e as cadeiras dos homens à frente afastadas ao máximo por conta das pernas longas do marido e do barrigão do vovô.
Quando chegamos e, finalmente, conseguimos esticar as pernas, nos deparamos com um hotel bastante grande, mas espalhado numa área íngreme. Minha mãe, que não estava numa fase boa, logo implicou. Além disso, meus pais escorregaram na piscina e meu marido ficou profundamente entediado pela falta de opções de passeio na cidade, que, basicamente, é uma rua! Enfim, estavam a própria "família mau humor"!
O tempo também não ajudou. Lembro que só abriu sol no último dia. Nos outros, tivemos chuvinha fina, tempo nublado. Sorte que o hotel contava com duas boas piscinas internas, que foi onde ficamos grande parte do tempo.
Na verdade, o hotel não era ruim para crianças, pois tinha uma área fechada para recreação, um pula pula, refeições infantis servidas antes do buffet normal, além de parquinhos e piscinas, que não pudemos usar muito em razão do tempo. Mas era bastante desorganizado, seus empregados eram despreparados e a comida era bem ruinzinha.
A tal vila do Papai Noel é pequena, mas simpática. Rende um passeio de 2 horas, no máximo, incluindo visitar todas as lojinhas e encontrar o bom velhinho. Enzo gostou, claro. Foi direto para o colo do Papaiéu, mexeu em tudo que pode, até que eu o tirasse de lá (para não destruir nada! rss) Tiramos umas belas fotos na tal Pequena Finlândia, mas não nos aventuramos no pequeno shopping em frente.
A noite de natal foi bem animada, com ceia e crianças correndo e brincando até 22h, quando chegou o bom velhinho num carro todo iluminado que imitava uma carruagem com renas. Enzo já estava tonto de sono, acho que era a criança mais nova acordada na festa, mas quando o Papai Noel sentou em sua cadeira e foi cercado por dezenas de crianças e familiares, ele deu um jeito de passar por baixo das pernas das pessoas e ser o segundo a sentar em seu colo e ganhar seu presente (que eu tinha levado e posto na pilha). E só foi dormir depois de abrir o presente e brincar um pouquinho com as últimas energias que lhe restavam.
Porém, apesar do sucesso da noite de natal, o dia seguinte foi muito tenso. Primeiro, porque decidimos comprar uma passagem para meus pais voltarem de ônibus, já que constatamos que mais uma viagem longa tão apertados seria insuportável. Segundo porque meu marido, durante o almoço, acabou se indispondo com uma mulher que tentava pegar balões presos na parede sobre nossas cabeças e que sempre estouravam, enquanto o Enzo dormia num carrinho ao nosso lado. O menino acordou assustado e o pai estourou o restante das bolas na cara da mulher, com raiva pela falta de noção dela. Enfim, um barraco. Ficamos sem clima e voltamos pra casa antes do planejado.
Mas, então, haviam muitas propagandas de um hotel chamado Suarez, em Penedo, onde há uma vila do Papai Noel e eu resolvi reservar para a família toda. Enfim, a idéia foi boa, mas o resultado, nem tanto assim...
A ida já foi complicada pois a distância para Penedo era muito maior do que estávamos acostumados a viajar em família e ficamos muito espremidos no carro, especialmente eu e minha mãe, imprensadas entre o cadeirão do Enzo e as cadeiras dos homens à frente afastadas ao máximo por conta das pernas longas do marido e do barrigão do vovô.
Quando chegamos e, finalmente, conseguimos esticar as pernas, nos deparamos com um hotel bastante grande, mas espalhado numa área íngreme. Minha mãe, que não estava numa fase boa, logo implicou. Além disso, meus pais escorregaram na piscina e meu marido ficou profundamente entediado pela falta de opções de passeio na cidade, que, basicamente, é uma rua! Enfim, estavam a própria "família mau humor"!
O tempo também não ajudou. Lembro que só abriu sol no último dia. Nos outros, tivemos chuvinha fina, tempo nublado. Sorte que o hotel contava com duas boas piscinas internas, que foi onde ficamos grande parte do tempo.
Na verdade, o hotel não era ruim para crianças, pois tinha uma área fechada para recreação, um pula pula, refeições infantis servidas antes do buffet normal, além de parquinhos e piscinas, que não pudemos usar muito em razão do tempo. Mas era bastante desorganizado, seus empregados eram despreparados e a comida era bem ruinzinha.
A tal vila do Papai Noel é pequena, mas simpática. Rende um passeio de 2 horas, no máximo, incluindo visitar todas as lojinhas e encontrar o bom velhinho. Enzo gostou, claro. Foi direto para o colo do Papaiéu, mexeu em tudo que pode, até que eu o tirasse de lá (para não destruir nada! rss) Tiramos umas belas fotos na tal Pequena Finlândia, mas não nos aventuramos no pequeno shopping em frente.
A noite de natal foi bem animada, com ceia e crianças correndo e brincando até 22h, quando chegou o bom velhinho num carro todo iluminado que imitava uma carruagem com renas. Enzo já estava tonto de sono, acho que era a criança mais nova acordada na festa, mas quando o Papai Noel sentou em sua cadeira e foi cercado por dezenas de crianças e familiares, ele deu um jeito de passar por baixo das pernas das pessoas e ser o segundo a sentar em seu colo e ganhar seu presente (que eu tinha levado e posto na pilha). E só foi dormir depois de abrir o presente e brincar um pouquinho com as últimas energias que lhe restavam.
Porém, apesar do sucesso da noite de natal, o dia seguinte foi muito tenso. Primeiro, porque decidimos comprar uma passagem para meus pais voltarem de ônibus, já que constatamos que mais uma viagem longa tão apertados seria insuportável. Segundo porque meu marido, durante o almoço, acabou se indispondo com uma mulher que tentava pegar balões presos na parede sobre nossas cabeças e que sempre estouravam, enquanto o Enzo dormia num carrinho ao nosso lado. O menino acordou assustado e o pai estourou o restante das bolas na cara da mulher, com raiva pela falta de noção dela. Enfim, um barraco. Ficamos sem clima e voltamos pra casa antes do planejado.
sábado, 30 de junho de 2012
O nome do Enzo
Por ser descendente de italianos, ter um sobrenome italiano pelo qual sempre fui conhecida (apesar de ser o materno), falar um razoável italiano, todos pensam que fui eu quem escolheu o nome do Enzo. Mas não fui. Foi o pai, filho de português.
Parece que viu um filme sobre mergulhadores, IMENSIDÃO AZUL, onde havia um personagem chamado Enzo Molinari. Aparentemente, apaixonou-se pelo nome e ficou com ele na cabeça.
Quando ainda nem tínhamos começado as tentativas para a gravidez, ele já falava com um menino imaginário pela casa. Lembro de nós num apartamento vazio para onde iríamos nos mudar e onde nosso filho nasceria, e o marido viajando: "Vai pro seu quarto, Enzo!".
Mas, como a maior vontade de ter filhos partia mesmo do meu marido e ele era tão empolgado com aquele nome, resolvi deixar a escolha para o destino e, se fosse menina, a escolha seria minha (embora não tivesse me decidido por nenhum nome). Confesso que levei um tempinho para me acostumar com a escolha e com o fato de não ter um diminutivo ou apelido óbvio para falar para um bebê, mas assim ficou. Claro que rolou um Enzinho, principalmente por parte da avó.
Fizemos alguns cálculos amadores de numerologia para decidir como ficariam os sobrenomes. Acabei deixando meu sobrenome italiano para ele (retirando o português, que é o paterno, coisa da qual meu pai não gostou nada), por achar que a combinação não funcionaria, nem numerologica, nem foneticamente. O resultado final ficou um tanto longo para o meu gosto, mas com o tempo, fui me acostumando também.
Enfim, o futuro pai justificava a escolha, dizendo que era um nome simples, que já era um diminutivo, portanto não geraria apelidos ou diminutivos esquisitos. Só que, quando o Enzo começou a falar seu nome, por alguma razão que nunca entendemos, ele sempre se chamava de Enzo Enzo. Era muito peculiar e engraçado aquilo e acabou virando um "nome composto" e um apelido. Com o tempo passou, mas até hoje, às vezes vejo as professoras e auxiliares das turmas anteriores dele chamando-o de Enzo Enzo.
E parece que o menino gosta mesmo do seu nome. Sempre que o chamamos de algo que ele não quer ser, qualquer adjetivo que não goste, como, por exemplo, folgado, ele responde : "Não sou folgado, sou o Enzo!"
NOTINHA CÔMICA PARA LEMBRAR: Quando estava grávida, a faxineira do meu trabalho perguntou qual seria o nome do bebê e eu devo ter dito algo como "Esse é o Enzo", ou algo assim, pois ela rebateu:
- Nossa, Dra., que nome difícil... Wenzel...
Muitos risos depois, passamos a chamar o Enzo Wenzel Washington por um tempo...
Parece que viu um filme sobre mergulhadores, IMENSIDÃO AZUL, onde havia um personagem chamado Enzo Molinari. Aparentemente, apaixonou-se pelo nome e ficou com ele na cabeça.
Quando ainda nem tínhamos começado as tentativas para a gravidez, ele já falava com um menino imaginário pela casa. Lembro de nós num apartamento vazio para onde iríamos nos mudar e onde nosso filho nasceria, e o marido viajando: "Vai pro seu quarto, Enzo!".
Mas, como a maior vontade de ter filhos partia mesmo do meu marido e ele era tão empolgado com aquele nome, resolvi deixar a escolha para o destino e, se fosse menina, a escolha seria minha (embora não tivesse me decidido por nenhum nome). Confesso que levei um tempinho para me acostumar com a escolha e com o fato de não ter um diminutivo ou apelido óbvio para falar para um bebê, mas assim ficou. Claro que rolou um Enzinho, principalmente por parte da avó.
Fizemos alguns cálculos amadores de numerologia para decidir como ficariam os sobrenomes. Acabei deixando meu sobrenome italiano para ele (retirando o português, que é o paterno, coisa da qual meu pai não gostou nada), por achar que a combinação não funcionaria, nem numerologica, nem foneticamente. O resultado final ficou um tanto longo para o meu gosto, mas com o tempo, fui me acostumando também.
Enfim, o futuro pai justificava a escolha, dizendo que era um nome simples, que já era um diminutivo, portanto não geraria apelidos ou diminutivos esquisitos. Só que, quando o Enzo começou a falar seu nome, por alguma razão que nunca entendemos, ele sempre se chamava de Enzo Enzo. Era muito peculiar e engraçado aquilo e acabou virando um "nome composto" e um apelido. Com o tempo passou, mas até hoje, às vezes vejo as professoras e auxiliares das turmas anteriores dele chamando-o de Enzo Enzo.
E parece que o menino gosta mesmo do seu nome. Sempre que o chamamos de algo que ele não quer ser, qualquer adjetivo que não goste, como, por exemplo, folgado, ele responde : "Não sou folgado, sou o Enzo!"
NOTINHA CÔMICA PARA LEMBRAR: Quando estava grávida, a faxineira do meu trabalho perguntou qual seria o nome do bebê e eu devo ter dito algo como "Esse é o Enzo", ou algo assim, pois ela rebateu:
- Nossa, Dra., que nome difícil... Wenzel...
Muitos risos depois, passamos a chamar o Enzo Wenzel Washington por um tempo...
quinta-feira, 28 de junho de 2012
(novas) Princesas
- Mãe, você é uma princesa!
- Ah, que lindo, meu filho, vc acha?
- É, vc é a princesa do papai.
opa!
- E a sua, quem é?
- É a Mariana.
- E a Lorena?
- A Lorena é a princesa do Lorenzo.
- Ué, vc passou a Lorena pro Lorenzo?
- É, passei. Não quero mais casar com ela não...
Fácil assim!
===================================================================
Giovanna veio brincar com o Enzo em casa. Entrei no quarto e ela veio me dizer: Tia, quando eu dormir de noite na cama do Enzo, ele vai me segurar e eu não vou cair!
Oi?
Acho q ela tava impressionada pq a cama dele não tem grades... aaaacho!!
====================================================================
- Ah, que lindo, meu filho, vc acha?
- É, vc é a princesa do papai.
opa!
- E a sua, quem é?
- É a Mariana.
- E a Lorena?
- A Lorena é a princesa do Lorenzo.
- Ué, vc passou a Lorena pro Lorenzo?
- É, passei. Não quero mais casar com ela não...
Fácil assim!
===================================================================
Giovanna veio brincar com o Enzo em casa. Entrei no quarto e ela veio me dizer: Tia, quando eu dormir de noite na cama do Enzo, ele vai me segurar e eu não vou cair!
Oi?
Acho q ela tava impressionada pq a cama dele não tem grades... aaaacho!!
====================================================================
Assinar:
Comentários (Atom)