Por ser descendente de italianos, ter um sobrenome italiano pelo qual sempre fui conhecida (apesar de ser o materno), falar um razoável italiano, todos pensam que fui eu quem escolheu o nome do Enzo. Mas não fui. Foi o pai, filho de português.
Parece que viu um filme sobre mergulhadores, IMENSIDÃO AZUL, onde havia um personagem chamado Enzo Molinari. Aparentemente, apaixonou-se pelo nome e ficou com ele na cabeça.
Quando ainda nem tínhamos começado as tentativas para a gravidez, ele já falava com um menino imaginário pela casa. Lembro de nós num apartamento vazio para onde iríamos nos mudar e onde nosso filho nasceria, e o marido viajando: "Vai pro seu quarto, Enzo!".
Mas, como a maior vontade de ter filhos partia mesmo do meu marido e ele era tão empolgado com aquele nome, resolvi deixar a escolha para o destino e, se fosse menina, a escolha seria minha (embora não tivesse me decidido por nenhum nome). Confesso que levei um tempinho para me acostumar com a escolha e com o fato de não ter um diminutivo ou apelido óbvio para falar para um bebê, mas assim ficou. Claro que rolou um Enzinho, principalmente por parte da avó.
Fizemos alguns cálculos amadores de numerologia para decidir como ficariam os sobrenomes. Acabei deixando meu sobrenome italiano para ele (retirando o português, que é o paterno, coisa da qual meu pai não gostou nada), por achar que a combinação não funcionaria, nem numerologica, nem foneticamente. O resultado final ficou um tanto longo para o meu gosto, mas com o tempo, fui me acostumando também.
Enfim, o futuro pai justificava a escolha, dizendo que era um nome simples, que já era um diminutivo, portanto não geraria apelidos ou diminutivos esquisitos. Só que, quando o Enzo começou a falar seu nome, por alguma razão que nunca entendemos, ele sempre se chamava de Enzo Enzo. Era muito peculiar e engraçado aquilo e acabou virando um "nome composto" e um apelido. Com o tempo passou, mas até hoje, às vezes vejo as professoras e auxiliares das turmas anteriores dele chamando-o de Enzo Enzo.
E parece que o menino gosta mesmo do seu nome. Sempre que o chamamos de algo que ele não quer ser, qualquer adjetivo que não goste, como, por exemplo, folgado, ele responde : "Não sou folgado, sou o Enzo!"
NOTINHA CÔMICA PARA LEMBRAR: Quando estava grávida, a faxineira do meu trabalho perguntou qual seria o nome do bebê e eu devo ter dito algo como "Esse é o Enzo", ou algo assim, pois ela rebateu:
- Nossa, Dra., que nome difícil... Wenzel...
Muitos risos depois, passamos a chamar o Enzo Wenzel Washington por um tempo...
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