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segunda-feira, 25 de junho de 2012

A 8a. viagem do Enzo - Tiradentes

Essa foi uma aventura para mim.

Meu marido sempre está viajando para conferências e congressos por todo o Brasil e exterior.  Sempre fala de irmos com ele, mas nunca aceitei porque sei o perrengue que é ficar sozinha com o Enzo fora de casa e, o pior, voltar de viagem com ele e tralha, sem a ajuda do homem forte da família.  Mas dessa vez, nem me lembro o porquê, resolvi encarar a empreitada.

O projeto era irmos juntos na 6a feira, ficarmos sábado e domingo, quando começava o congresso, e eu voltaria com o Enzo na 2a feira.

Assim, pegamos o turbo hélice da Trip e seguimos para Tiradentes. O horário do vôo era legal, deu pra dar um almocinho (levado de casa) no aeroporto mesmo, e assim garantir uma refeição salgada.

O hotel do evento era a Pousada Pequena Tiradentes, que não tinha nada de pousada, nem de pequena.  Na verdade é um hotel boutique muito diferente e bonito, com arquitetura que imita o estilo colonial da cidade, mas nem um pouco child friendly.  Toda a decoração é passível de ser vendida e há MUITA decoração, diga-se de passagem. Pelas paredes, pelas mesas, pelo chão, há objetos de decoração para encantar o hóspede e desesperar mães de bebês de um ano e oito meses, cujas mãozinhas agem como pequenos polvos, agarrando, apertando, balançando e lambendo tudo o que puderem pegar!

Para evitar percalços, ficávamos nos espaços abertos, especialmente nas piscinas. Havia uma comum e outra aquecida. Ambas lindas. E Enzo estava particularmente encantado na água, soltando mil gargalhadas, tentando fazer amizade com as "meminas" que chegaram por lá.

A cidade, pelo contrário, se mostrou bastante adaptável a passeios com o pequeno.  Na praça principal pegamos uma charrete para o tour guiado local.  Enzo gostou tanto, que dormiu sentado mesmo.  Na verdade, só não gostou muito de chegar perto da estátua do Tiradentes para uma foto. Mas há que se concordar que não é um personagem com quem eu ia querer uma foto tb...

Outro passeio que não chegamos a fazer, mas deve ser interessante, é o de Maria Fumaça. Mas fomos visitar e a imagem do trem sempre é encantadora para crianças, embora aquela repentina baforada tenha assustado ele um pouco.

Por fim, fizemos uma sessão de fotos de época, com roupas dos "antigamente" que ficou um encanto! Até o Enzo topou colocar a fantasia e entrar no clima. Pena que a produção demorou um pouco demais e acabou entrando pelo horário de fome e sono dele, que era religioso naquela época... Então, as últimas fotos são de um bebê muito irritado e chorando. Mas valeu!

No domingo o marido foi dar um curso e eu contratei uma babá para me ajudar. Não muito barata, mas foi bastante útil quando o menino se cagou todo na piscina e tivemos que correr com ele, vazando por todos os lados, para o banho. Aliás, nunca vi tanto cocô na minha vida... mesmo com a fralda de piscina, a coisa saiu pelos lados, saiu boiando pela água, escorreu pelas perninhas e, consequentemente pela minha roupa toda!

Usei os baldinhos de brincar pra catar um pouco dos 'pedacinhos' que boiavam pela água, sem olhar para os lados e não ver a cara dos outros hóspedes, depois agarrei o menino e pedi pra babá contratada pegar a tralha toda e saí correndo para o banheiro do quarto.

Enfim, depois disso, ainda também pude assistir parte da abertura do Congresso, enquanto a babá corria pra lá e pra cá atrás dele pelo hotel. Era até divertido ver outra pessoa se encarregando de desviá-lo do dos objetos à venda, das luzes incandescentes colocadas no chão pelo evento, das escadas de pedra...

Mas a aventura mesmo, foi a volta.  Segunda feira caiu um toró daqueles. Ouvimos rumores de que o pequeno aeroporto da cidade ficaria fechado se a tormenta não melhorasse.  Ainda assim, agendamos o táxi para o trajeto de quase uma hora até lá.  Eu, Enzo e uma parte da bagagem que não poderia ser deixada para o marido trazer depois e que incluía, principalmente, mamadeiras, remédios, meus objetos pessoais, necessaire, enfim, tudo menos as roupas, praticamente.

Enzo dormiu no carro.  Na época, sua soneca nesse horário era de uma hora de meia. Gastamos uns 40/50 minutos nesse trajeto, mas eu não podia deixar ele acordar ao chegar no aeroporto, pois ninguém sabia informar se o vôo sairia mesmo e qual o atraso. Portanto, o ideal é que ele continuasse dormindo.

Acertei com a taxista e ela me ajudou no check in. Fiquei com dor nos braços, mas mantive ele ali deitadinho no meu colo.  Depois, sentei para esperar uma posição dos operadores do aeroporto. Quando bateu uma hora e meia de soninho, ele despertou, aí foi um tal de querer correr pra todo lado.  O que salvou foi a bendita coleirinha!

Sim, apesar dos olhares tortos de alguns, foi uma mochilinha presa ao corpo dele com uma guia que possibilitou sairmos ilesos daquela aventura! Porque só uma mãe de criança muito ativa, com mala para olhar, presa num aeroporto muito pequeno, com portas escancaradas para o estacionamento, pode entender a importância de um item como esse!

Enfim, o avião conseguiu decolar e chegar até nós com algum atraso, mas nem tanto assim. E eu consegui entretê-lo naquele micro avião pelas 2 horas de vôo e depois ainda pegar as malas, o táxi e chegar em casa.

Mas nunca mais o marido me pegou noutra dessa.  Pelo menos, até hoje.

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