Pra fechar essa trilogia sobre o sono, quero dizer que é verdade que o sono muda depois que nos tornamos mães.
O que antes era um sono tranquilo, entregue nos braços de Morfeu sem culpa nem dó, sem medo de ser feliz, agora é um sono de plantonista de hospital.
Ainda mais com um histórico como o do meu filho, eu, que já tinha um sono bastante leve, tornei-me totalmente intolerante a ruídos. Como diz uma amiga minha: "a mosca peida, eu acordo". Nesse nível.
Claro que esse status foi alcançado com meses e anos de treinamento com o Enzo, sempre me testando e chamando/chorando/resmungando/tossindo/vomitando nos horários mais inusitados da noite. Com isso, mãe nenhuma que se preze, consegue deixar de dormir em estado de alerta.
Mesmo nas noites da babá, nossos ouvidos estão atentos aos menores ruídos. Até porque, é uma pessoa estranha (apesar de toda a confiança que depositamos nelas) fechadas num quarto com nossos filhos!! Não dá pra simplesmente desligar e rolar com Morfeuzinho...
Em meio a tudo isso, um probleminha adicional surgiu durante a gravidez: o marido começou a roncar. Progressivamente. Desesperantemente. A ponto de ser expulso da cama noite sim, noite não. E nas noites não, era eu quem saía dela.
Levei-o no médico. Diagnosticou-se uma apnéia de grau altíssimo. Quando o Enzo fez 3 meses, ele fez a cirurgia adenóide/cornetos/desvio de septo/levantamento de pálato. Uma cirurgia horrorosa com um pós operatório infernal.
Ainda assim, a melhora, do ponto de vista do ruído, foi quase nenhuma. Apenas agora, 3 anos depois e após ele ter voltado a correr e perdido um pouco de peso, voltamos a conseguir dormir uma noite inteira na mesma cama.
Só que agora, quem ronca é o Enzo. Com a alergia respiratória, as partes moles muito aumentadas e a passagem das adenóides bem reduzidas, o menino é bem barulhento!
Então, eu durmo com um travesseiro na cabeça. Se o barulho de um está muito pior que o do outro, eu troco de quarto. Se a sinfonia for em conjunto, durmo na sala ou escritório.
Meu pior drama tem sido dormir nas viagens. Com escassez de travesseiros disponíveis e todos fechados no mesmo quarto, devo confessar, só o Rivotril salva. Agora, cuido do meu vidrinho como "my precious" porque como vou conseguir que um médico me dê uma receita? Será que vai acreditar no meu drama?
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