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terça-feira, 31 de julho de 2018

Canadá - Julho 2018 - A experiência com o Motorhome

Sonho antigo do Rodrigo, resolvemos alugar um motorhome nessa viagem.
Imaginamos que sendo um país com largas e bem cuidadas estradas, com a cultura de parques de campismo, seria uma boa opção para economizar nos hotéis e nos dar mais mobilidade.

Claro que, na vida real, nem tudo funcionou tão perfeitamente...



DO ALUGUEL

Primeiramente, as empresas que alugam motorhomes não ficam próximas dos centros (nem dos aeroportos). Por demandarem um espaço muito amplo para suas atividades, normalmente ficam em áreas mais afastadas dos grandes centros. Por isso, já incluem no preço o valor de um táxi ou uber para buscar/levar os clientes.

No nosso caso, a empresa (Outdoor Travel) ficava, pelo menos, na mesma direção em que iríamos viajar, então não foi tão ruim assim. O transporte durou cerca de uma hora para nos levar do hotel (Toronto) até a empresa de aluguel, que ficava em outra cidade (Hamilton). 

Como já era esperado, o procedimento de entrega foi bem demorado. O funcionário passa por cada botãozinho e portinha, explicando detalhadamente todo o funcionamento.  Como o Rodrigo tem experiência com barco, achou fácil. Eu não consegui assimilar quase nada... 😓😜


Por dentro, ele era muito bonitinho e confortável. Todo o espaço interno é muito bem aproveitado!

Faltou levar um suporte para celular!

Essa parte que fica acima da cabine de direção vira uma cama, com tv privativa.  Mas que difícil é colocar o lençol ali! Ufa!

 

Passamos bastante tempo testando diversas técnicas para colocar os itens de cozinha nos armários sem que se batessem e parecessem que estavam quebrando a cada freada... Aliás, não entendi porque os itens do kit de cozinha eram de vidro e porcelana! Muito mais adequado se fossem de acrílico.

 

Só a poltrona que ficava de frente tinha cintos de segurança, então, só podíamos dar carona para uma pessoa...

 

A cama de casal era bem grande e confortável.
 

Não usamos o box do chuveiro, pois tomamos banho na casa da minha amiga ou no banheiro do camping, mas parecia ser a única coisa bem desconfortável para usar.


DOS VALORES

Essa história de que se economiza com motorhome não é bem assim não...
Em alta temporada, então, é uma brincadeira que fica bem carinha! Talvez se levarmos em conta as refeições feitas no carro, possamos relativizar um pouco a despesa, mas só se compararmos com restaurantes tipo à la carte.

Enfim, alugamos um Motorhome de 23 pés, com lugar para 4 pessoas viajarem.
Note-se que TODAS as pessoas devem viajar sempre sentadas e presas ao cinto. Não pode ficar transitando com o carro em movimento.
Isso me decepcionou um pouco. Pensei que era para ficar soltinha, igual em barco.  Se tem que parar para poder fazer algo para comer, vi pouca vantagem numa área que tem postos de serviço a cada poucos kilômetros...

O consumo de combustível é alto. Cerca de 3 km/l (gasolina). Rodamos cerca de 560 km e foram consumidos 170 litros de gasolina. No total, foram cerca de 210 dólares canadenses de combustível. Nosso contrato era de 500 km, portanto, tivemos que pagar a diferença de kilometragem (cerca de 200 dólares canadenses no total).  Ressalte-se que rodamos muito pouco, porque ficamos dois dias na casa de amigos. Ainda assim, a kilometragem foi superior ao que havíamos previsto inicialmente.

Não utilizamos quase nada do propano, então não tivemos que recarregar. O propano serve para o fogão e para a geladeira (quando não estiver conectada à rede elétrica externa ou no gerador). O gerador também era operado à gasolina e seu consumo era cobrado à parte em função do período de uso (5 dólares por hora). Ou seja, só para emergências mesmo.  Nos campings se acopla à luz e água do local e isso está incluso no preço da diária.

Diárias de $ 164 por 5 dias ($ 820). A isso, acresça-se o seguro de $125 e taxas no valor de $ 148.

Como não tínhamos como levar nossos próprios utensílios, pagamos $119 extras para termos kits de cama, banho e cozinha (que tinha até torradeira e outros eletroportáteis!  😳).

No total,  foram 1.280 dólares canadenses por 5 dias, algo em torno de 800 reais por dia. Sem contar a diária no camping...


DIRIGINDO O MOTORHOME





Rodrigo achou que, apesar do tamanho, o motorhome é confortável para dirigir. 

Entrentanto, notamos que:

- A aceleração é ruim apesar do motor da F350

- Ele chacoalhava MUITO na estrada. Não sei se o nosso estava com algum problema na suspensão ou se as estradas é que tinham imperfeições demais, mas algumas vezes me senti num liquidificador!

- Em cidades é bem mais complicado dirigir por conta do ponto cego nos retrovisores, devido ao tamanho do veículo.  Conversões à direita precisam ser bem estudadas e bem lentas. Aprendemos isso da pior maneira: colidindo com outro veículo! 😒
A franquia será arcada por aquele que for considerado culpado pelo evento pelas seguradoras.

- Dentro de cidades é bem difícil encontrar vagas em que ele caiba.  Em estacionamentos de supermercados e postos de conveniência, é normal ter vagas maiores ou mesmo ocupar quatro delas!! 


DA MANUTENÇÃO

Tivemos dois perrengues com o Motorhome (além do acidente, claro).


- O caso do toldo: No primeiro dia no camping, abrimos o toldo, felizes e contentes.  Ele era acionado por um interruptor, portanto, facílimo de abrir e fechar. À noite, como se anunciava chuva e ventania, fomos fechá-lo... e nada acontecia. Nem um barulhinho sequer. Rodrigo ligou para a empresa e nos orientaram a trocar o fusível que deveria ter queimado. Usamos fusíveis reserva para fazer a troca... e nada. 
O pior é que o rádio não parava de avisar que se avizinhava um temporal tremendo, com ventos fortíssimos. Então, se deixássemos aberto, as chances de quebrar eram imensas!
Tentamos, então enrolar manualmente, mas não havia jeito. No escuro da noite, Rodrigo me fez me pendurar em uma das hastes para ver se conseguíamos força-lo para baixo e prendê-lo, pelo menos, dobrado. Mas o troço era duro demais! E também não tínhamos cordas para isso... Por fim, o Rodrigo cismou que ia cortar o toldo e desaparafusar a estrutura, afinal pagar pela lona deveria ser mais barato do que pela coisa toda...
Quando, num lampejo, ele olhou para a ignição e viu que a chave estava lá.
Apesar de desligado, há um mecanismo de segurança para que o toldo não seja ativado com o carro em movimento. Ao retirar a chave da ignição, o toldo voltou a funcionar.😒


 - O caso do esgoto: a mais gloriosa atribuição dos campistas de motorhome é a limpeza dos esgotos do veículo!
Há duas saídas, a água negra (da privada) e a água cinza (das pias). Há um indicador dentro do veículo pelo qual se acompanha o quanto esses reservatórios estão cheios.
Nos primeiros dias, notamos que eles subiam muito rápido.  Ficamos hospedados na casa de uma amiga e usando o banheiro dela, com o motorhome estacionado em frente da casa. Mesmo assim, com pouquíssimo uso, vimos subir o nível do resíduo.  
Apenas quando chegamos no camping em Niagara, fomos esvaziar os tanques, que já estavam 2/3 cheios. Correu tudo muito bem! Acoplamos as mangueiras e direcionamos os conteúdos para o esgoto do parque. Até esquecemos de levar luvas para essa função, mas nem precisou.
Continuamos usando o banheiro - agora com mais frequência -  e só voltamos a esvaziar os reservatórios na hora de sair do camping.  Não sei se por estarem muito cheios ou porque a mangueira não foi corretamente acoplada, mas... explodiu! A mangueira soltou e foi m... pra todo lado! Ou seja, uma coisa absolutamente grotesca! 😵😷
Eu estava dentro do carro e só senti o cheio que empesteou todo o camping. Via os vizinhos olhando em volta, sentindo o odor e me abaixei lá dentro, de vergonha.
Enfim, o Rodrigo limpou tudo com a mangueira d´água, e fomos embora o mais rápido possível.


CONCLUSÃO

Foi uma experiência muito interessante e divertida.  

Entretanto, eu achei um bocado caro, no cômputo geral. Talvez se estiver viajando na baixa temporada possa valer à pena, pois parece que os preços diminuem muito nesse período. Ou se o usasse por mais dias, o que diluiria mais o preço...

Enfim, eu poderia repetir, mas apenas em situações em que não fôssemos transitar/parar em cidades, fôssemos apenas ficar em parques ou em locais mais apropriados a esses veículos (como dizem ser a costa oeste do Canadá e a Nova Zelândia).







segunda-feira, 30 de julho de 2018

Canadá - Julho 2018 - Toronto Boat Cruise

Na última manhã, tínhamos que fazer o check out ao meio dia, mas ainda tínhamos um voucher para um boat tour oferecido pela empresa dos ônibus hop on hop off que contratamos no dia anterior.

Seguimos, então, para a 'orla' do lago Ontario, que já havíamos cruzado com a barca no dia anterior.


Adorei esse reflexo da torre cuja presença é quase onipresente na cidade!

Pudemos ver a orla com mais calma e é muito bonita, cheia de restaurantes, espaços para eventos, praças e opções de lazer em geral... só que naquele horário estava tudo bem vazio ainda.



Tall ship para visitação



Diferentemente do Brasil, em que acontecem em espaços fechados, aqui as colônias de férias estão pelas ruas, pelos museus, pelas praças e locais ao ar livre. Os monitores normalmente são bem jovens, estudantes aproveitando as férias em seus primeiros empregos, ou mesmo voluntários, para pegar experiência. Dá uma certa agonia ver crianças, às vezes, muito pequenas nesses grupos, mas me parece um serviço essencial para que os pais que trabalham possam sobreviver (empregados) às longas férias escolares de verão!

Chegamos ao ponto de saída do barco, que só zarpava após as 10h e eu aproveitei para esperar sentadinha numa cadeira tradicional dos parques canadenses!


O barco do tour é o da direita


Como fomos os primeiros a chegar na fila, pegamos o melhor lugar, uma
mesinha  para 4 pessoas

Zarpando!



Há várias ilhas próximas a Toronto. Há uma que é fechada para a preservação ambiental de pássaros.


Há outra que funciona como um grande Iate Clube.



A maior e mais animada é a Centre Island, que visitamos no dia anterior.  Dela saíam vários grupos de colônias de férias de crianças maiores, fazendo esportes aquáticos.





Enfim, é um belo passeio, que serviu para nos preencher a manhã, mas nada imperdível.

Tínhamos que voltar correndo para liberar o apartamento e seguir para a nova etapa da nossa viagem: de motorhome!  Mas esse assunto vai merecer um post só para ele!!😏

Ainda bem que tinha essa 'instalação artística' com cadeiras na porta do nosso prédio. Pois o táxi demorou à beça! 😀


sábado, 28 de julho de 2018

Canadá - julho 2018 - Encontro marciano em Toronto


Uma coisa deliciosa é quando a gente marca uma viagem que outras amigas também estão planejando, então podemos planejar juntas, trocar figurinhas... Mas, melhor ainda é quando dá pra encontrar as amigas no destino!

Então, essa tarde/noite estava dedicada a esse encontro em uma das ilhas de Toronto, a Centre Island, onde há um parque de diversões muito legal.

Descemos do ônibus de turismo e caminhamos até o porto, de onde saem as barcas para as ilhas.

Coooorre pra encontrar os amigos!!!

Barca

Chegando na ilha, fiquei surpresa de como era grande, linda e bem cuidada! Pra mim, foi o meu lugar favorito em Toronto.








A idéia inicial era levar as crianças para brincar no parque de diversões, mas eles se divertiram tanto juntos, que até esqueceram disso!

As crianças vieram nos buscar!

Encontramos a turma já fazendo picnic perto da praia

Enzo comportado

Enzo tentando apertar o bebê

Criançada reunida: marcianos e irmãozinhos

I Encontro Internacional Marciano! Momento histórico!

Mães e filhos 

Fofocamos muito, tiramos muitas fotos, fizemos 'live' para o grupo... Enquanto as crianças aprontavam e se perdiam pela ilha com a maior liberdade possível.

Brincaram na praia

Brincaram nos splash pads


Brincaram no parquinho

Até filmes fizeram!

Quem vê juntos, pensa que se viam todos os dias... mas família marciana
é assim mesmo!

No fim do dia, fomos jantar num restaurante que tinha uma linda vista para o skyline de Toronto, o BBQ & Beer.


Apesar o excesso de pimenta que os canadenses cismam de botar em toda comida, conseguimos sobreviver e continuar felizes... rs


Voltamos na barca e eles continuaram aprontando. Deu até tristeza na hora da despedida...