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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A 9a. viagem do Enzo - Penedo

Enzo era encantado pela figura do Papai Noel, árvores piscantes, qualquer coisa que remetesse ao natal. Então, resolvi passar um natal diferente num hotel com programação especializada. Sim, porque os natais em família são muito chatinhos para nós... Normalmente, só nós e meus pais, na casa deles, para um jantar e um almoço no dia seguinte. E como eu e meu marido não somos nada religiosos, a coisa acaba ficando ainda mais sem sentido.

Mas, então, haviam muitas propagandas de um hotel chamado Suarez, em Penedo, onde há uma vila do Papai Noel e eu resolvi reservar para a família toda.  Enfim, a idéia foi boa, mas o resultado, nem tanto assim...

A ida já foi complicada pois a distância para Penedo era muito maior do que estávamos acostumados a viajar em família e ficamos muito espremidos no carro, especialmente eu e minha mãe, imprensadas entre o cadeirão do Enzo e as cadeiras dos homens à frente afastadas ao máximo por conta das pernas longas do marido e do barrigão do vovô.

Quando chegamos e, finalmente, conseguimos esticar as pernas, nos deparamos com um hotel bastante grande, mas espalhado numa área íngreme. Minha mãe, que não estava numa fase boa, logo implicou. Além disso, meus pais escorregaram na piscina e meu marido ficou profundamente entediado pela falta de opções de passeio na cidade, que, basicamente, é uma rua! Enfim, estavam a própria "família mau humor"!

O tempo também não ajudou. Lembro que só abriu sol no último dia. Nos outros, tivemos chuvinha fina, tempo nublado.  Sorte que o hotel contava com duas boas piscinas internas, que foi onde ficamos grande parte do tempo.

Na verdade, o hotel não era ruim para crianças, pois tinha uma área fechada para recreação, um pula pula, refeições infantis servidas antes do buffet normal, além de parquinhos e piscinas, que não pudemos usar muito em razão do tempo.  Mas era bastante desorganizado, seus empregados eram despreparados e a comida era bem ruinzinha.

A tal vila do Papai Noel é pequena, mas simpática. Rende um passeio de 2 horas, no máximo, incluindo visitar todas as lojinhas e encontrar o bom velhinho.  Enzo gostou, claro. Foi direto para o colo do Papaiéu, mexeu em tudo que pode, até que eu o tirasse de lá (para não destruir nada! rss) Tiramos umas belas fotos na tal Pequena Finlândia, mas não nos aventuramos no pequeno shopping em frente.

A noite de natal foi bem animada, com ceia e crianças correndo e brincando até 22h, quando chegou o bom velhinho num carro todo iluminado que imitava uma carruagem com renas. Enzo já estava tonto de sono, acho que era a criança mais nova acordada na festa, mas quando o Papai Noel sentou em sua cadeira e foi cercado por dezenas de crianças e familiares, ele deu um jeito de passar por baixo das pernas das pessoas e ser o segundo a sentar em seu colo e ganhar seu presente (que eu tinha levado e posto na pilha).  E só foi dormir depois de abrir o presente e brincar um pouquinho com as últimas energias que lhe restavam.

Porém, apesar do sucesso da noite de natal, o dia seguinte foi muito tenso. Primeiro, porque decidimos comprar uma passagem para meus pais voltarem de ônibus, já que constatamos que mais uma viagem longa tão apertados seria insuportável. Segundo porque meu marido, durante o almoço, acabou se indispondo com uma mulher que tentava pegar balões presos na parede sobre nossas cabeças e que sempre estouravam, enquanto o Enzo dormia num carrinho ao nosso lado.  O menino acordou assustado e o pai estourou o restante das bolas na cara da mulher, com raiva pela falta de noção dela.  Enfim, um barraco.  Ficamos sem clima e voltamos pra casa antes do planejado.


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