Marido queria visitar uma marina no Guarujá, onde havia um barco do estaleiro que estava construindo o dele. Era um barco de mesmo tamanho aberto à visitação e o ajudaria a tirar muitas dúvidas sobre os detalhes do seu barco dos sonhos.
Também havia os primos dele, paulistas, com casas naquela parte do litoral, a quem queria mostrar o filhote aos 3 anos e colocar alguma conversa em dia.
Marcou-se, então, um fim de semana em outubro de 2012, mamãe escolheu o hotel e o papai ficou responsável por todos os outros arranjos. Decidiu que iríamos de avião até o aeroporto e, de lá, pegaríamos um carro alugado, pois estaríamos na entrada da rodovia.
Só que tudo deu errado!
Primeiro, já na fila do check in do aeroporto, me dei conta de que não havíamos trazido a identidade do Enzo. O vôo era às 11h e eram 9:45h. Entrei correndo num táxi, mas levei uma hora para chegar em casa! O trânsito todo parado. Pra voltar, levei 15 minutos, mas já tínhamos perdido o vôo. Ainda bem que havia outro vôo ao meio dia e aceitaram nos transferir sem ônus.
Sem almoçar, corremos pro avião. Comprei um pão de queijo duro (maldita Infraero) pro Enzo e lá dentro ele comeu aquele saquinho de biscoitos da Gol.
Chegamos a SP 13:00. Enzo estava muito mais encapetado que de costume. Até uma bronca de um segurança já tínhamos levado quando ele ficou preso na porta deslizante. Saá correndo de perto de nós, rolava pelo chão, desatava o cinto de segurança... um horror!
Pra pegar o carro alugado levamos umas 2 horas entre achar o guichê, sermos atendidos, levados ao estacionamento e sairmos com o carro.
Ao entrar no carro o Enzo dormiu (aleluia). Combinei com o marido que pararíamos para comer assim que entrássemos na estrada.
Mas que estrada???? Tínhamos ido pelo aeroporto errado!! Guarulhos era pra ir pro litoral norte e queríamos ir pro centro-sul!!! Em vez de pegar no Santos Dumont para Congonhas, fizemos Galeão - Guarulhos (sem falar nos quase 150 reais de taxi que gastei!)!!!
Aí o GPS endoidou e ficou nos colocando para dar voltas pela periferia de Guarulhos e Sampa. Lugares perigosos, sem sinalização de trânsito, um horror! Por mais de uma hora e meia.
E, claro, homem nunca quer perguntar no caminho, né?
Quando, finalmente, chegamos no tal rodoanel, cadê um restaurante? Um posto de gasolina? Uma padaria? NADA! Absolutamente nada pra direita e nada pra esquerda. Então, dá-lhe biscoito para o menino!
No pedágio da Anchieta baixou uma névoa absurda, chuviscava, não se via 10 metros à frente. Aí tivemos que ficar esperando uns 40 minutos, no meio de caminhões gigantescos, para descer a serra em comboio, a 10, 20km por hora.
Após 9 horas de viagem e muita, mas muita dor de cabeça. Chegamos ao Guarujá.
A sorte é que o Enzo tá bem treinado em viagens. Encarou tudo numa boa, não reclamou, não perguntou se já tava chegando. Nem filmes pudemos botar porque descobrimos no caminho que o dvd estava com o conector quebrado....
Mas a grande novidade foi que ele, depois de muito rasgar papel em casa (por orientação da avó e da professora para desenvolver a coordenação motora fina), começou a gostar de desenhar e pintar exatamente nesse fim de semana! Pouco queria saber do Ipad ou do Iphone, o sucesso era a canetinha, o lápis cera e o papel. Fez árvores, monstros, pintou carrinhos, e foi aprimorando a maneira de segurar o lápis e a caneta, que, até então era um tanto 'primitivo'.
Lembro que no fim de semana anterior, a Babi até tinha implicado com ele, quando estavam pintando desenhos numa revistinha, dizendo pra ele colorir e não rabiscar. Tadinho, ele só sabia colorir daquele jeito, mas ela já estava muito mais adiantada nesse quesito.
Tenho certeza que, se a prova do Colégio A. tivesse sido agora, ele teria sido classificado com louvor, pq criança desenvolve assim, de um dia pro outro.
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