No outro dia, pegamos o tour da empresa que fica no próprio hotel e demos uma volta pela cidade. O passeio valeu muito à pena, pelas muitas histórias locais que a guia e o motorista contaram sobre o período dos Coronéis do cacau, tão bem retratados nos livros do mestre Jorge Amado.
A primeira parada foi numa lojinha de artesanato:
| Rodrigo se assanhando com a Gabriela.. mas o Nacib tava de olho!😉 |
Como grande fã de Jorge Amado, me deliciei ao saber que ele mudou-se de Itabuna para Ilhéus, por ter havido uma enchente na 'roça' de seu pai e que foram muito pobres durante bastante tempo, até que a família ganhou na loteria, o que permitiu ao seu pai tornar-se um 'Coronel do cacau'. Com isso, ele transitou por todos os círculos da cidade e angariou toda a informação de que pode dispor ao escrever suas obras.
| Casa da família de Jorge Amado, que agora é um museu |
| Azulejos ingleses |
| Lá encontramos roupas, objetos, móveis e livros do escritor |
| Pegando inspiração pelos dedinhos! |
| Passando por uma praça, vimos uma aula da tradicional capoeira. |
| A igreja construída sobre a antiga capela dos anos 30 |
A cidade de Ilhéus não é mais rica como outrora, mas ainda é bem movimentada e se vê que guarda muitos sinais de sua época áurea.
Por outro lado, o cacau não é mais dominado pelos coronéis e, ao pulverizar a produção entre pequenos proprietários, se está mudando o perfil desse comércio, tendo muitas fazendas optado por beneficiar e lançar marcas próprias de chocolates. Segundo nos foi dito, um produto de muito melhor qualidade, que aproveita a manteiga do fruto, dispensando a gordura hidrogenada e com menor volume de açúcar.
Não sei se são mais saudáveis, mas provamos chocolates deliciosos por lá!
Muito esperada, a visita ao Bataclan provoca nossa imaginação! O prédio foi consumido por um incêndio (dizem que causado por senhoras da sociedade), mas sua fachada é original e seu interior foi reconstruído para relembrar seu passado 'glorioso'.
| Até eu me animei a posar como uma corista! 😊 |
O quarto de Maria Machadão não é original, apenas uma reprodução com objetos da época. Entretanto, além de muito bem montado, serve de palco a um poeta local que conta histórias por uma remuneração voluntária. Vale à pena ficar para sua apresentação.
| Com a típica penteadeira de ... cafetina! |
A última parada do tour era numa feira de artesanato, mas tomamos um Uber para seguir logo para a praia dos milionários - assim conhecida porque só se chegava lá de barco, portanto era onde os milionários levavam as meninas do Bataclan para fazer festas. Hoje em dia é acessível por uma ponte e é onde há várias barracas de praia. Ficamos na Barraca Gabriela
A praia é agradável, mas a maré sobe muito rápido!
Tivemos que ficar na parte de cima da 'barraca' para almoçar... e aturar a rádio Jequié tocando músicas horrorosas e altíssimas!
Ao fim do dia, sorvete, pipoca e caça aos pombos da praça para a despedida dos priminhos!




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