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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Desfralde

O desfralde não foi fácil. Desde que ele fez 2 anos, começaram as pressões. Algumas amigas tiveram sucesso rápido com seus filhos e recomendavam muito.
A escola criou um uma escala para que as crianças começassem o processo.
Como coração de mãe não se engana, eu fugi o quanto deu.
Diziam que seria uma liberdade se livrar das fraldas, mas eu sempre achei que as fraldas descartáveis é que representavam uma grande liberdade. Ok, eu sei que o meio ambiente sofre com elas... mas eu não seria desprendida a ponto de não usá-las. Não sou tão ecológica assim. Deixe que a Johnson´s se encarregue de descobrir uma forma de descartá-las!
Enfim, essa era minha opinião sobre as fraldas e, com certeza, também era a opinião do meu esperto filho, que não abriria mão dessa liberdade tão fácil assim...
A escola marcou dele começar em abril.  Mas tínhamos férias marcadas para maio e junho (Foz do Iguaçu e Nordeste) e, como a criança não pode ter muitas alterações de rotina nessa fase, adiamos.
Na volta ainda adiamos umas 2 semanas em razão do tempo frio de inverno, mas em meados de julho tivemos que começar.
Foram 5 meses de luta. Períodos melhores, períodos de regressão. Muito xixi e cocô escorrendo pelas pernas e pela casa.
Tivemos períodos de muita psicologia, em que não nos alterávamos ao ver os escapes. Outros em que perdíamos as estribeiras mesmo, porque é uma coisa difícil ver a criança negar a ida ao "troninho" pra fazer em seguida na roupa. Ou limpar tudo seguidas vezes numa só manhã ou noite.
Claro que ele "acertou" muitas vezes nesse período. Mas "errou" muitas outras também. Sem se abalar.
E nossos passeios, nossos momentos juntos, ficavam maculados por essa tensão contínua. "Não quer ir no banheiro, filho?" "Tem certeza?" "Olha, a mamãe vai. Ó o barulhinho do xixi da mamãe! Quer fazer xixi no meu xixi?" "Vamos mandar o cocô para a cocolândia? Para ele encontrar a família dele? Eu acho que ele quer ir... tô sentindo um pumzinho..."
Não dá pra se divertir muito quando se tem que tomar conta do sistema excretor alheio. Nem quando se está sendo cobrado por ele a todo momento.
Em novembro veio a sugestão dos adesivos-prêmio! Esse foi o achado! Parece que finalmente ele começou a achar que podia valer à pena perder o conforto de fazer suas necessidades onde e quando quisesse, se fosse para ganhar um brilhante adesivo a ser colado no banheiro!
Na segunda semana de dezembro parece que a coisa foi finalmente incorporada e eu pude comemorar, finalmente, esse bendito desfralde!

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