Vou te dizer uma coisa sobre a retirada da chupeta: foi mais fácil do que eu pensava e me arrependi mais do que imaginava.
Enzo está com 2 anos e 9 meses. Idade ótima. Falante, entende tudo, argumenta. Há alguns meses vinha 'fazendo sua cabeça' quanto a deixar a chupeta. Comecei com uma estória de trocar com Papai Noel por uma bicicleta, e que a chupeta seria dada aos bebês pobres. Ele até gostou da idéia, aparentemente. Mas desisti, por dois motivos:
1 - Se não funcionasse, não queria que o bom velhinho, que ele tanto curte, virasse um traíra ladrão de chupetas.
2 - Ele não pedala ainda no triciclo nem consegue andar direito no patinete que ganhou. Então, muito provavelmente, seria mais um trambolho na minha sala.
Fui então, mudando a estória. Fizemos uma linda viagem para ver o Natal Luz de Gramado (ou Pólo Norte, como ele chama), que será assunto pra outro post. E lá, confesso, deixei ele abusar da chupeta que, em casa, já tinha reduzido ao uso na cama para dormir. Afinal, eram tantas novidades, tanta excitação, que dormir ou sonecar sem incentivo ficava difícil.
Na volta à escola a professora me interrogou sobre o retorno dele ao vício. Já que lá não usava ou pedia há meses!
Na mesma semana, uma amiga em visita à cidade me convenceu que seria muito mais fácil tirar agora que aos 4, 5 anos e que era a recomendação de todos os dentistas, pediatras, etc.
Então, forcei a barra na lavagem cerebral.
Ele começou a fazer tentativas por conta própria. Mas, agitado como é, nem sempre conseguia. Aí, depois de uma hora fritando na cama, se rendia e pedia seu 'rivotril baby'.
Uma bela noite, conseguiu.
E achou que não precisava mais e não pediu mais. Assim. Só isso.
O problema foram os efeitos colaterais. Para esses ninguém prepara as mães.
1 - A qualidade do sono piorou sensivelmente. Passou a chorar e reclamar quando acordava durante a noite, por não ter seu "calmantezinho" à mão.
2 - Levá-lo para a cama ficou beeeem mais difícil. Antes, havia a sedução da chupeta que o aguardava lá, então, ia na maior boa vontade. Agora, é só relutância e chororô.
E eu fico me perguntando: qual era mesmo o grande problema de ter deixado a chupeta só pra dormir até os 4, 5 anos????
UPDATE: Após algumas semaninhas de dificuldades, ele aprendeu a dormir sem chupeta. Realmente, abandonou o sono vespertino, o que foi uma pena para mim (na escola ainda dorme - efeito manada) e exige especial cuidado para não capotar após as 16h e atrapalhar o sono noturno. Mas, no fim, vale à pena ultrapassar essa fase e proporcionar um saudável crescimento ao nosso pequeno.
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