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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nossa viagem à Disney - Dia 1

Aproveitar um feriadão para marcar nossa viagem e, assim, o menino não perder aulas demais, foi uma ótima idéia.  Agora, marcar a ida para a sexta feira anterior ao feriadão foi uma idéia de jerico.

Fui buscar o Enzo na escola por volta das 16h, toda pimpona, quando me deparei com o trânsito absolutamente parado! Como não pensei nisso? Eu ia voar de avião, mas para isso tinha q chegar ao aeroporto!! Demorei mais de uma hora num trajeto que deveria fazer em 20 minutos. Já com o menino no carro, via o sinal ficar verde, depois vermelho, depois verde de novo, sem que meu carro se movesse... Liguei chorando pro marido, achando que não daria mais tempo.

Cheguei com o Enzo em casa quase 17:30h, demos um banho rápido nele, pegamos as malas e descemos correndo, sem nem dar-lhe jantar. Pegamos um taxista que ficou jogando na nossa cara que tinha deixado de atender 3 chamadas pro aeroporto para não pegar aquele engarrafamento, que faria o dobro ficando na porta do shopping... tava vendo a hora dele abrir a porta do carro e nos botar pra fora!

Demoramos tanto para chegar, que o Enzo achou que já estávamos nos Estados Unidos! Perguntou se aquelas pessoas sabiam 'falar o nome dele em inglês'!! Aliás, ele estava indomável a essa altura. Não havia bronca ou mesmo 'segurada' mais forte que o contivessem. Fome, excitação, cansaço, ansiedade, enfim, todos os ingredientes para uma criança totalmente enlouquecida e fora de si, que dizia a todos que estava indo para Disney e simplesmente não conseguia ficar quieto.

Uma hora e meia depois de sair de casa, chegávamos no Galeão para enfrentar filas enlouquecedoras de feriadão, para check in. Informações erradas e caos em razão de problemas no outro terminal pioravam muito o quadro.

O vôo horroroso que a TAM nos empurrou goela abaixo, após cancelar o vôo direto que eu tinha comprado 6 meses antes, consistia em deixar o Rio às 21:47h e depois pegar o de Olando às 1:20h em SP.  Enzo dormiu um pouco depois que o primeiro vôo decolou. Levamos a cadeirinha do carro (já que teríamos mesmo que alugar um carro no aeroporto de Orlando e o aluguel da cadeirinha saíria bem caro) e a adaptamos sobre o carrinho 'guarda-chuva', que também levamos na viagem. Assim, mesmo durante a espera da conexão - que parecia um imenso jardim de infância, com dezenas de crianças sonolentas e excitadas correndo e gritando pelo aeroporto - ele dormiu tranquilamente. Claaaaaro que a TAM tentou não nos devolver o carrinho na conexão, que obviamente não era no finger, mas num acesso por ônibus... mas pra que dar um pouco de conforto num vôo com dezenas de crianças pequenas, né?

Como a cadeirinha do carro era maior que o carrinho, fizemos uma
adaptação com o cinto e garantimos o soninho na conexão, mas
seria bom que nossa cadeirinha tivesse certificação para vôo, pois é ótimo
quando nos deixam usá-lo na aeronave. Muito mais conforto para a criança.

Outra utilidade da cadeirinha de carro é acoplá-la ao carrinho do
aeroporto ou mesmo por cima das malas nele empilhadas.

Na hora de embarcar, a poltrona do marido tinha sido vendida 2 vezes, e a equipe da TAM estava 'batendo cabeça' na aeronave para solucionar esse e outros vários problemas do serviço de vendas mal feito da empresa.  Atrasos à parte, decolamos com um senhorzinho na nossa fileira, que, pela barriga, não me enganou... era um roncador daqueles!! Daqueles que não dão trégua a noite toda... Me ferrei. Nem com muito tarja preta consegui dormir mais de 3 horas nessa noite.

Fiquei assustada. Seria um aviso de que eu tinha inventado uma viagem que não daria certo? A cara do meu marido para mim dava a entender isso...

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