Fui buscar o Enzo na escola por volta das 16h, toda pimpona, quando me deparei com o trânsito absolutamente parado! Como não pensei nisso? Eu ia voar de avião, mas para isso tinha q chegar ao aeroporto!! Demorei mais de uma hora num trajeto que deveria fazer em 20 minutos. Já com o menino no carro, via o sinal ficar verde, depois vermelho, depois verde de novo, sem que meu carro se movesse... Liguei chorando pro marido, achando que não daria mais tempo.
Cheguei com o Enzo em casa quase 17:30h, demos um banho rápido nele, pegamos as malas e descemos correndo, sem nem dar-lhe jantar. Pegamos um taxista que ficou jogando na nossa cara que tinha deixado de atender 3 chamadas pro aeroporto para não pegar aquele engarrafamento, que faria o dobro ficando na porta do shopping... tava vendo a hora dele abrir a porta do carro e nos botar pra fora!
Demoramos tanto para chegar, que o Enzo achou que já estávamos nos Estados Unidos! Perguntou se aquelas pessoas sabiam 'falar o nome dele em inglês'!! Aliás, ele estava indomável a essa altura. Não havia bronca ou mesmo 'segurada' mais forte que o contivessem. Fome, excitação, cansaço, ansiedade, enfim, todos os ingredientes para uma criança totalmente enlouquecida e fora de si, que dizia a todos que estava indo para Disney e simplesmente não conseguia ficar quieto.
Uma hora e meia depois de sair de casa, chegávamos no Galeão para enfrentar filas enlouquecedoras de feriadão, para check in. Informações erradas e caos em razão de problemas no outro terminal pioravam muito o quadro.
O vôo horroroso que a TAM nos empurrou goela abaixo, após cancelar o vôo direto que eu tinha comprado 6 meses antes, consistia em deixar o Rio às 21:47h e depois pegar o de Olando às 1:20h em SP. Enzo dormiu um pouco depois que o primeiro vôo decolou. Levamos a cadeirinha do carro (já que teríamos mesmo que alugar um carro no aeroporto de Orlando e o aluguel da cadeirinha saíria bem caro) e a adaptamos sobre o carrinho 'guarda-chuva', que também levamos na viagem. Assim, mesmo durante a espera da conexão - que parecia um imenso jardim de infância, com dezenas de crianças sonolentas e excitadas correndo e gritando pelo aeroporto - ele dormiu tranquilamente. Claaaaaro que a TAM tentou não nos devolver o carrinho na conexão, que obviamente não era no finger, mas num acesso por ônibus... mas pra que dar um pouco de conforto num vôo com dezenas de crianças pequenas, né?
| Outra utilidade da cadeirinha de carro é acoplá-la ao carrinho do aeroporto ou mesmo por cima das malas nele empilhadas. |
Na hora de embarcar, a poltrona do marido tinha sido vendida 2 vezes, e a equipe da TAM estava 'batendo cabeça' na aeronave para solucionar esse e outros vários problemas do serviço de vendas mal feito da empresa. Atrasos à parte, decolamos com um senhorzinho na nossa fileira, que, pela barriga, não me enganou... era um roncador daqueles!! Daqueles que não dão trégua a noite toda... Me ferrei. Nem com muito tarja preta consegui dormir mais de 3 horas nessa noite.
Fiquei assustada. Seria um aviso de que eu tinha inventado uma viagem que não daria certo? A cara do meu marido para mim dava a entender isso...
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