BELLAVISTA
Como a temperatura parecia estar fresquinha naquela manhã, resolvi arriscar o passeio para o bairro Bellavista no meio do dia, mesmo tendo sido avisada em blogs especializados a evitá-lo nos horários mais quentes. Só que quando saímos da estação Baquedano do metrô, senti que a temperatura já tinha subido bastante e passava já dos 33 graus. Mas, fazer o quê? Encaramos com o calor mesmo!
Saindo da estação, caminhamos por uns 10 minutos na direção do Cerro, passando por uma romântica ponte cheia de cadeados sobre o rio Mapocho, onde os apaixonados deixam "fechados" os representantes dos seus sentimentos.
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| O rio Mapocho, pelo menos nessa época, corre rápido e tem uma aparência lamacenta |
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| Os cadeados tem os nomes ou iniciais dos amantes |
Logo depois chegamos ao Patio Bellavista, um lindo local onde se reúnem lojas de artesanato e restaurantes. Há lojas de lapis lázuli a bons preços e de brinquedos de madeira e marionetes. Gostaria de ter voltado lá no fim do passeio, para o happy hour, mas ficamos cansados demais. Então, ficamos com as fotos do local ainda bem vazio e com o crepe que comemos antes de seguir para o Cerro, pois ainda era cedo (e quente demais) para um almoço mais farto:
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| A vantagem do tempo seco de Santiago é que não escorre nem uma gotinha de suor! |
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| Foto by Enzo |
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| Com D. Quixote |
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| Os crepes eram durinhos como sanduíches |
De lá, seguimos caminhando por mais 5-10 minutos (com criança é sempre mais demorado) até a entrada do Cerro, um castelinho de onde sai o funicular.
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| E a temperatura... só subindo! |
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| Há dois trenzinhos revezando-se no sobe e desce |
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| Não há cadeiras. Sobe-se em pé no funicular. |
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| É uma subida bem alta e há emoção quando os trens se cruzam. |
Eu não sou muito fã de zoológicos, mas acabamos saindo na parada intermediária e entrando nele. A essa altura a sensação térmica já passava de 35 graus e sabia que não íamos ver grandes coisas, pois os animais estariam escondidos nas sombrinhas, descansando.
O Zoo é construído de maneira íngreme (lógico, pois fica num morro) e para ver tudo há que se subir e descer escadas e ladeiras. Eu logo cansei e sentei com um picolé, enquanto o marido incentivava o filho a explorar um pouco mais.
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| Esse lobo marinho era o mais animado do zoo! Mergulhando muito sua piscininha e dando altos grunhidos! |
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| Macaquinho de mamãe |
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| Fotos nessa janelinha ficam ótimas! |
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| Nunca tinha visto um cisne de pescoço preto... |
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| Se tava ruim pra mim, imagina pro pinguim... |
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| Há alguns informativos sobre evolução e identidade entre os símios e os homens |
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| A grande estrela do zoo é o tigre branco |
De volta ao funicular, subimos até a última estação:
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| Pausa para anotações no caderninho |
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| Agora sim, vamos à vista! |
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| Uma moedinha 100 pesos para usar o telescópio |
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| Foto clássica da família |
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| E ainda há 'algumas' escadas para chegar à estátua no topo! |
Essa última parte do Cerro tem uma ambientação mais religiosa, com música sacra tocando, lojinha de produtos católicos e ainda havia um grande presépio montado.
Terminado o passeio, estávamos exaustos demais para seguir o caminho de volta até o metrô, então, resolvemos apelar para o taxi. Como recomendado pelos blogs de viagem, perguntamos ao motorista qual a previsão da corrida e ele disse que era de cerca de 4 mil pesos, o que, mais ou menos, era o que já tínhamos calculado pela distância a ser percorrida.
Só que o taxímetro começou a correr como louco. Passou pelos 4 mil, pelos 5 mil, pelos 6 mil... Eu já tinha lido sobre os táxis 'reglados' de Santiago e sobre o 'pedalzinho' que eles apertam quando pegam turistas. Comecei a vociferar, pedindo pra tirar foto do motorista, pra parar na polícia. O cara nem olhava pra trás, nem me respondia. Quando chegou na avenida do hotel, já com o taxímetro beirando os 7 mil, mandei que parasse, que eu não era idiota e que conhecia já as histórias dos taxistas espertos da cidade. Dei 5 mil a ele e disse que não pagaria nada mais. Ele pegou o dinheiro e resmungou alguma coisa, mas aceitou.
Outro casal que conhecemos passou pelo mesmo pegando táxi também em Bellavista. Só que pagaram 10 mil. Como já era de madrugada, ficaram com medo e não fizeram nada. Enfim, além de não ligarem o ar condicionado, os táxis de Santiago foram fonte de preocupação para nós toda vez que tínhamos de pegá-los. Mas não tivemos mais nenhum episódio como esse nos dias seguintes.
De volta do Apart, os meninos foram se refrescar na piscina do último andar!
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| A piscina era bem geladinha e funda, mas a vista era mais linda que a do Cerro! |
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| Cordilheiras ao fundo |
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| O prédio alto pertence ao Costanera Center |
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| O restaurante giratório ficava nessa avenida, portanto, é essa a visão que se deve ter de lá. |
Para fechar a noite, resolvemos ir a um bom restaurante. Pensamos no Bar Liguria, mas o administrador do Apart levantou dúvida sobre a aceitação de crianças. Então fomos ao badaladíssimo Aqui esta Coco, que ficava mesmo ali por Povidência. Até que não foi tão caro assim, gastamos cerca de US$ 90 pelos 3.
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| Crianças são muito bem recebidas e Enzo ficou entretido fazendo suas palavras cruzadas |
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| Decoração em estilo 'marítimo' com uma baleia no teto |
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| Rodrigo pediu paleta de cordeiro Patagônico, eu comi truta com cogumelos e camarões e Enzo, um peixe à milanesa com purê |
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| Mas o mais legal foi a água de chuva patagônica! E ainda tinha outra, do degelo das neves patagônicas. |
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| Nossa mesa ficava como que encaixada num barquinho. Aliás, toda a decoração era intressante. Especialmente a dos banheiros! |
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E assim encerramos o dia!
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