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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Nossa ida a Santiago do Chile - Janeiro 2014 - Parte II

BELLAVISTA

Como a temperatura parecia estar fresquinha naquela manhã, resolvi arriscar o passeio para o bairro Bellavista no meio do dia, mesmo tendo sido avisada em blogs especializados a evitá-lo nos horários mais quentes.  Só que quando saímos da estação Baquedano do metrô, senti que a temperatura já tinha subido bastante e passava já dos 33 graus. Mas, fazer o quê? Encaramos com o calor mesmo!

Saindo da estação, caminhamos por uns 10 minutos na direção do Cerro, passando por uma romântica ponte cheia de cadeados sobre o rio Mapocho, onde os apaixonados deixam "fechados" os representantes dos seus sentimentos.
O rio Mapocho, pelo menos nessa época, corre rápido e tem uma aparência lamacenta

Os cadeados tem os nomes ou iniciais dos amantes

Logo depois chegamos ao Patio Bellavista, um lindo local onde se reúnem lojas de artesanato e restaurantes. Há lojas de lapis lázuli a bons preços e de brinquedos de madeira e marionetes.  Gostaria de ter voltado lá no fim do passeio, para o happy hour, mas ficamos cansados demais. Então, ficamos com as fotos do local ainda bem vazio e com o crepe que comemos antes de seguir para o Cerro, pois ainda era cedo (e quente demais) para um almoço mais farto:

A vantagem do tempo seco de Santiago é que não escorre nem uma gotinha de suor!

Foto by Enzo

Com D. Quixote

Os crepes eram durinhos como sanduíches

De lá, seguimos caminhando por mais 5-10 minutos (com criança é sempre mais demorado) até a entrada do Cerro, um castelinho de onde sai o funicular.

E a temperatura... só subindo!

Há dois trenzinhos revezando-se no sobe e desce

Não há cadeiras. Sobe-se em pé no funicular.

É uma subida bem alta e há emoção quando os trens se cruzam.
Eu não sou muito fã de zoológicos, mas acabamos saindo na parada intermediária e entrando nele. A essa altura a sensação térmica já passava de 35 graus e sabia que não íamos ver grandes coisas, pois os animais estariam escondidos nas sombrinhas, descansando.

O Zoo é construído de maneira íngreme (lógico, pois fica num morro) e para ver tudo há que se subir e descer escadas e ladeiras. Eu logo cansei e sentei com um picolé, enquanto o marido incentivava o filho a explorar um pouco mais.

Esse lobo marinho era o mais animado do zoo! Mergulhando muito sua piscininha e dando altos grunhidos!

Macaquinho de mamãe

Fotos nessa janelinha ficam ótimas!


Nunca tinha visto um cisne de pescoço preto...

Se tava ruim pra mim, imagina pro pinguim...


Há alguns informativos sobre evolução e identidade entre os símios e os homens

A grande estrela do zoo é o tigre branco

De volta ao funicular, subimos até a última estação:
Pausa para anotações no caderninho

Agora sim, vamos à vista!

Uma moedinha 100 pesos para usar o telescópio

Foto clássica da família

E ainda há 'algumas' escadas para chegar à estátua no topo!
Essa última parte do Cerro tem uma ambientação mais religiosa, com música sacra tocando, lojinha de produtos católicos e ainda havia um grande presépio montado.

Terminado o passeio, estávamos exaustos demais para seguir o caminho de volta até o metrô, então, resolvemos apelar para o taxi. Como recomendado pelos blogs de viagem, perguntamos ao motorista qual a previsão da corrida e ele disse que era de cerca de 4 mil pesos, o que, mais ou menos, era o que já tínhamos calculado pela distância a ser percorrida.

Só que o taxímetro começou a correr como louco. Passou pelos 4 mil, pelos 5 mil, pelos 6 mil... Eu já tinha lido sobre os táxis 'reglados' de Santiago e sobre o 'pedalzinho' que eles apertam quando pegam turistas. Comecei a vociferar, pedindo pra tirar foto do motorista, pra parar na polícia. O cara nem olhava pra trás, nem me respondia. Quando chegou na avenida do hotel, já com o taxímetro beirando os 7 mil, mandei que parasse, que eu não era idiota e que conhecia já as histórias dos taxistas espertos da cidade. Dei 5 mil a ele e disse que não pagaria nada mais. Ele pegou o dinheiro e resmungou alguma coisa, mas aceitou.

Outro casal que conhecemos passou pelo mesmo pegando táxi também em Bellavista. Só que pagaram 10 mil. Como já era de madrugada, ficaram com medo e não fizeram nada. Enfim, além de não ligarem o ar condicionado, os táxis de Santiago foram fonte de preocupação para nós toda vez que tínhamos de pegá-los. Mas não tivemos mais nenhum episódio como esse nos dias seguintes.

De volta do Apart, os meninos foram se refrescar na piscina do último andar!
A piscina era bem geladinha e funda, mas a vista era mais linda que a do Cerro!


Cordilheiras ao fundo

O prédio alto pertence ao Costanera Center

O restaurante giratório ficava nessa avenida, portanto, é essa a visão que se deve ter de lá.

Para fechar a noite, resolvemos ir a um bom restaurante. Pensamos no Bar Liguria, mas o administrador do Apart levantou dúvida sobre a aceitação de crianças. Então fomos ao badaladíssimo Aqui esta Coco, que ficava mesmo ali por Povidência.  Até que não foi tão caro assim, gastamos cerca de US$ 90 pelos 3.
Crianças são muito bem recebidas e Enzo ficou entretido fazendo suas palavras cruzadas

Decoração em estilo 'marítimo' com uma baleia no teto

Rodrigo pediu paleta de cordeiro Patagônico, eu comi truta com cogumelos e camarões e Enzo, um peixe à milanesa com purê

Mas o mais legal foi a água de chuva patagônica! E ainda tinha outra, do degelo das neves patagônicas.

Nossa mesa ficava como que encaixada num barquinho. Aliás, toda a decoração era intressante. Especialmente a dos banheiros!

E assim encerramos o dia!



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