| As estradas italianas são excelentes, mas há muitos pedágios. Eu perdi a conta de quanto pagamos... sorte que aceitam cartão de crédito! |
De Veneza a Rapolano Terme (na região de Siena), onde íamos pernoitar, dava quase quatro horas de carro. Então optamos por parar em Bolonha para almoçar e conhecer a cidade, que fica estrategicamente, no meio do caminho.
Já adianto que essa foi nossa experiência mais atribulada na Itália...
Bolonha é uma cidade grande e cresceu em torno do seu centro histórico. Então, como em todos os grandes centros, é difícil encontrar vaga de estacionamento, mesmo em um sábado. Outro problema é identificar a bendita ZTL (zona de tráfego limitado), pois a mesma é muito mal sinalizada. Assim, tivemos que rodar bastante e, quando encontrávamos uma vaga, tínhamos que perguntar aos transeuntes e comerciantes se aquela era uma área restrita ou não (o que muitos sequer sabiam informar). Depois, ainda tívemos que encontrar uma máquina para pagar o ticket...
Não foi fácil como nas cidades pequenas da Toscana. E me desanimou totalmente da idéia de dar uma paradinha em Siena, pois o perrengue deveria ser o mesmo...
Mas, enfim, encontramos uma vaguinha onde nos garantiram não ser uma ZTL e seguimos em direção ao centro histórico!
A grande marca da arquitetura de Bolonha são seus arcos. Há muitos, com diversos detalhes, e caminhamos sob eles nas calçadas.
À medida em que nos aproximávamos do centro antigo, fomos notando um certo ar de abandono no local. Verificamos que muitos prédios históricos abrigavam cursos universitários e haviam muitos jovens por ali. Inclusive, alguns usando drogas em plena luz do dia, outros com olhares suspeitos para os turistas... enfim, não nos sentimos muito seguros por ali não...
Bom, mas ultrapassada a entrada do centro, a coisa melhorou e abriram-se praças largas, construções muito bonitas e, claro, muitos arcos!
A parte mais visitada é a praça onde se encontram as duas torres. Dizem que Bolonha tinha cerca de 180 torres (que moda era essa de construir tantas torres?), mas poucas sobraram. Estas são especiais porque uma delas é totalmente torta.
Uma coisa que enfeia bastante a cidade é o excesso de fios elétricos cruzando as construções. Uma pena!
Bom, na hora de comer, não tivemos maior sorte. Acho que encontramos o restaurante com o serviço mais antipático da Itália! A garçonete parecia nos odiar por estarmos pedindo alguma coisa e o dono foi muito grosseiro quando tentei abrir a porta do banheiro e havia alguém lá dentro (meteu a mão sobre a minha e puxou de volta a maçaneta). Juro que fiquei até com medo deles... e respirei aliviada quando saímos de lá!
| Mas não podíamos deixar de comer um Spaguetti alla Bolognese em Bolonha, né? |
| O desenho demonstra que não é de hoje que a torre está torta! |
Como ainda tínhamos duas horas de estrada pela frente e aquela cidade não tinha nos dado muita sorte, não estendemos muito o passeio.
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