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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Nossa viagem ao Atacama - El dia del perrengue

Conseguimos um guia da empresa Enjoy Atacama para fazer alguns passeios em nosso carro alugado pela Europcar. Alugamos um carro bastante bom, mas não adaptado para viagens de aventura, pois tinha lido em vários blogs que não seria necessário.

Às 9h, o guia Robert chegou pontualmente e iniciamos nosso roteiro indo em direção à Laguna Cejar.

E lá fomos nós deserto adentro!

Curtindo as paisagens inóspitas da área de salar do deserto...

A área é até bem sinalizada e o sinal do celular pegava muito bem (ufa!).

Até que o terreno começou a ficar um pouco mais irregular e, após um solavanco
a mais, o carro parou!

Parou. Assim, praticamente do nada! Saímos do carro, e olhamos embaixo, abrimos o capô, tentamos imaginar o que poderia ter acontecido...
Até caminhoneiros experientes pararam para nos ajudar, mas sem sucesso.



Não eram nem 10h da manhã ainda quando começamos a ligar para a Europcar pedindo ajuda. O atendente fez todas as perguntas de praxe e prometeu retornar com o horário da chegada do guincho.

Passaram-se 10, 15, 20 minutos e nada.  Meia hora depois ligamos de novo.  Robert assumiu as negociações para não termos nenhum problema com a língua.  Mais perguntas de praxe por parte da Europcar (especialmente se havíamos posto outro combustível) e mais promessas de retorno.

Meia hora depois, retornaram: para dizer que não tinham nenhum guincho em Atacama, mas que viria de Calama e tínhamos que esperar no local. Isso significava esperar cerca de uma hora e meia, mas seguimos resignados.

30 minutos depois ligamos novamente para confirmar se o guincho estava a caminho e, depois de responder todas aquelas perguntas de novo, ninguém sabia dizer se já tinha saído ou não... Pedimos para sermos resgatados por um táxi.  Mais 20 minutos de espera e um retorno para dizer que empresa também não tinha convênio com nenhuma empresa de táxi em San Pedro de Atacama - como se a maior parte dos aluguéis de veículos em Calama não fossem para atender a essa demanda turística!!

E nós, no meio do nada!

Nada para um lado...

... e nada para o outro lado!

Por volta das 12h30, eu desisti de ser paciente e liguei de novo alegando que estava passando mal, a água já tinha acabado, não tínhamos área de sombra e que pagamos o seguro integral, então ia voltar para Atacama por nossos próprios meios e entregar no escritório de lá as chaves do veículo. Passamos as coordenadas da localização e ficamos atentos para pedir carona ao próximo veículo que passasse.

Mas, aí, não passava mais ninguém.

Os caminhões que estavam trabalhando naquela área já tinham voltado para a cidade e os poucos veículos de turismo iam na direção contrária.  Uns 20 minutos a mais de espera e um microônibus de um conhecido do Robert passou e conseguimos uma carona.

E a poeirinha vermelha entrando pelos narizes a cada veículo que passava...
De volta à cidade, Robert nos levou até o escritório da Europcar.

Só para descobrirmos que eles tinham se mudado.

Buscamos na internet e o endereço do site não tinha sido alterado. Pedimos informações pelas ruas e nos indicaram um local onde não havia sinal da empresa. Ligamos de novo e o atendente não conseguia pronunciar o nome o hotel dentro do qual a empresa tinha se instalado (Hard Road). Enfim, foi difícil, mas achamos.

Então descobrimos que tinham fechado para almoço e deixado um bilhete na porta.


Mas tinha um número no papel, então ligamos. E ligamos. E ligamos. Mas não atendiam.

Um funcionário do hotel nos viu e disse que a funcionária não atendia números desconhecidos (oi?) e fez a ligação do seu aparelho. Conseguiu avisá-la.

Mais uns 20-30 minutos até ela aparecer.

A pessoa chegou muito contrariada por ter sido tirada do seu almoço! De cara feia, repetia que não tinha nada a ver com nossos problemas, que nossa questão era com o guincho e não com ela.

Nessa foto, vemos a cara de irritada da criatura,
enquanto outros potenciais clientes que aguardavam,  fogem
correndo ao ver o tratamento que nos era dispensado! 
A essa altura, nossos níveis de irritação já tinham ultrapassado as barreiras do bom senso e essa moça, com toda razão, começou a temer por sua integridade física!  Então, resignou-se a dar uns telefonemas e foi orientada a pegar a chave e nos dar outro veículo. Claro que nos ofereceu um bem inferior ao nosso, o que não aceitamos.

Acabamos ficando com a caminhonete suja, mas pelo menos, eficiente.
E eu só pensava: que sorte não estarmos com o Enzo nessa furada!






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