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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Praga - Castelo e Mosteiro Strahov - junho 2018

Após subir as escadarias (pode-se ir por uma rampa também), chegamos à entrada do Castelo.


Na verdade, não se trata, propriamente, de um castelo, mas de um complexo de construções localizadas em uma área protegida no alto de uma colina, onde funcionou por séculos um 'bairro' vinculado aos soberanos e nobres da cidade.

Chegamos junto com a troca da guarda das 9h (ocorre a cada hora)

Após o primeiro portão, temos esse complexo de prédios administrativos que não são visitáveis.

Nota-se logo que há uma sobreposição de construções em estilos arquitetônicos diversos, demonstrando o uso do espaço por mais de um milênio. O resultado, confesso, me pareceu bem confuso.

Apesar dos portões se abrirem bem cedo, os ingressos só começam a ser vendidos às 9h e a entrada nos espaços visitáveis também é aberta em horários diversos, a partir das 9h. Ou seja, não é uma visita fácil, nem linear... Não há muitas placas de apoio e os funcionários raramente falavam inglês. Enquanto o local estava mais vazio, conseguimos nos localizar melhor e aproveitar a visita. Mas, após as 10:30/11h, a multidão é impressionante e, realmente, prejudica o aproveitamento do local.

Fila para o ingresso antes da abertura. Não muito grande nesse horário.
Como não vi opção de desconto pela internet, deixei para comprar lá.
É bom já chegar lá sabendo o tipo de ingresso que se quer comprar. Há vários preços e circuitos possíveis. Nós ficamos com o mais completo, tipo A (permite entrar em mais lugares durante a visita).
Há outros espaços para os quais se precisa pagar entrada separadamente.  Enfim, tudo confuso demais pro meu gosto...

A área a ser visitada é bem grande e gastamos umas 3 horas para completar o circuito (antes da formação das filas).

Uma bobagem que eu fiz foi alugar o áudio guia! Não vale à pena! É chato e funciona em pouquíssimos lugares. Por sorte, deu um defeito e eu consegui meu dinheiro de volta!

O primeiro prédio que se encontra é a Catedral de São Vito. Muito imponente e majestosa, mas não muito diferente de outras catedrais semelhantes. Me lembrou muito do filme Os Pilares da Terra (tinha no Netflix e tem no Youtube, recomendo muito!), que trata da história de uma dessas construções.

 


Entre os vitrais, a estrela é o de Alphonse Muncha, artista ícone da art nuveau do país.





 Depois, passamos pela Basílica de São Jorge. Uma igreja com fachada barroca construída sobre outras mais antigas. Suas fundações remontam ao período romano.



Não pudemos fotografar dentro do Palácio real, nem do museu da história do Castelo.

O palácio é muito menor e menos interessante do que eu imaginava, e já estava tão lotado quando chegamos nele que quase não conseguíamos ver nada com tantas excursões se movimentando por lá! Seus espaços relevantes são, basicamente, o salão central e a sala de defenestração (essa estava lotadíssima e só fui entender do que se tratava no dia seguinte, quando fizemos o tour com guia pela cidade).

O museu da história do Castelo tem uma proposta mais arqueológica. Muitos objetos para ver, pouca tradução e nada muito divertido sendo contado. Um museu chato.

Ambos os espaços talvez tivessem sido mais interessantes com o auxílio de um guia contador de histórias, mas como quisermos ir bem cedo para evitar as multidões, tivemos que fazer sem. Achei que o audio guia iria suprir, mas foi aquela decepção!

A Daliborka Tower tem exposição de instrumentos de tortura. Passo longe.

A Torre da Pólvora estava fechada.

No Rosemberg Palace, a única residência de nobres incluída no tour, só é possível fazer essa foto do teto, através de um espelho disposto no chão:


De um modo geral, posso dizer que essa não é a residência nobre mais imponente que já visitei. Achei até bem simplezinha.

Com toda a sinceridade, a única coisa que realmente achei diferente e interessante de todo esse circuito foi a Golden Lane, um conjunto de casinhas minúsculas construídas junto aos muros do castelo, onde habitaram trabalhadores do castelo.  Essa fez o ingresso valer à pena!

Foi feito um trabalho muito interessante de recuperação das histórias de alguns desses moradores e de reprodução dos ambientes de acordo com o período de moradia.

Chamam-na 'rua do ouro' pois, em determinado momento, foi ocupada pelos ourives da região

Algumas funcionam como lojinhas 

As portas são pequenininhas, parecem casas de brinquedo!

Na porta de cada casinha, havia um resumo do tipo de morador que ali representavam e em que período teria vivido. Costureiras, soldados, ourives, cartomantes, taberneiros e até cineastas. Cada personalidade, objetos de seus ofícios e estilo de vida demonstrados em cerca de 20m2. Em alguns casos, até o nome do morador mais célebre e um resumo de sua biografia estavam disponíveis. Os estilos vão do início da renascença até meados do séc. XX

Entre os moradores ilustres, está o escritor Franz Kafka.


 

Casa da costureira

Taberna

A sala da cartomante



Numa das pontas da rua, é possível ver filmes da época anterior
à II Guerra feitos por um dos moradores

 Na outra ponta, pode-se subir numa torre e ver armaduras, armas e outros instrumentos de guerra.





Os jardins do castelo são agradáveis de visitar, embora também não guardem nenhuma grande surpresa ou beleza excepcional.




Terminada a visita, paramos para almoçar no Palácio Lobkowitz, que era uma residência de nobres de grande tradição no país e hoje é o único espaço privado do Castelo.

Aqui também funciona um museu, aparentemente muito bom, mas não visitamos
(pago à parte)

Menu de 3 pratos por preço fixo! Adoro!

O restaurante é uma graça, todo decorado com remissões às obras encontradas nesse museu



Da varanda, tem-se uma bela vista



E a comida estava deliciosa!




Depois, emendamos num concerto realizado no local às 13h. Acontece numa sala lindamente decorada, por uma pianista, um violinista e uma flautista, que tocam trechos de obras clássicas por 60 minutos. Conseguimos comprar os ingressos um pouco antes da apresentação, mas a sala ficou lotada.




Apesar de algumas "piscadas" do Rodrigo (também, o horário não favorecia...rs), o show passou rápido e foi muito agradável. Os músicos eram muito talentosos e o repertório foi bem escolhido.

Saindo do Castelo, tomamos o caminho da direita, após o mirante e seguimos para o Mosteiro de Strahov.

Mais ladeira!! Mas que cenário!!
 O mosteiro fica dentro do Parque Petrin, uma grande área verde, onde se sobressai uma torre onde se pode subir (mas que não chegamos a visitar).

No topo da colina, a torre Petrin
O Mosteiro de Strahov



Strahov é famoso pela sua cerveja

Atrás do mosteiro,  funcionou muito tempo como uma grande biblioteca, com tem salões belíssimos que merecem ser visitados.


Mas, se quiser fotografar, tem que pagar um valor extra!! 😲😨
Minha sorte foi que, ao devolver o audio guia defeituoso, recebi a devolução em coroas tchecas, porque só aceitavam o pagamento em dinheiro local.



 As salas são mal iluminadas e só se pode tirar foto da porta, mas vale à pena ir olhar!



Além disso, há muitos livros antigos e raros em exibição:





Após a visita, uma foto da vista do mosteiro.




E iniciamos a descida pelo Parque

Naquela parte do parque foram plantadas muitas árvores novas... 

...mas não consegui reconhecer seu fruto.

 Depois de descer toda a colina, saímos próximos ao Muro de Lennon, área coberta por grafites e mensagens políticas e de liberdade feitas pela juventude local, desde a época do regime comunista.

Um músico se apresentava no local


Depois de mais de 10km caminhados, apenas jantamos em um dos restaurantes da pracinha de Kampa, em frente ao hotel. Strogonoff e mix de carnes!









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