Nosso segundo dia de passeios em Praga foi dedicado à Cidade Velha (Stare Mesto), que ficava na outra ponta da Charles Bridge, ao lado da qual estávamos hospedados.
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| A partir daí, todos os dias foram lindos e ensolarados! |
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| Pedalinhos às margens do rio Moldava |
O estilo da Cidade Velha é bem parecido com o de Mala Strana, mas os prédios são bem mais altos.
Nos 'perdemos' um pouco pelas ruas antes de nos dirigirmos à praça principal, pois nosso "compromisso" por lá era apenas às 10h.
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| Aprendendo mais sobre o banho tcheco! 😜 |
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| Adorei a escultura da Cabeça de Kafka que roda e se 'desmonta e remonta' a cada giro! |
Para quem não quer explorar a cidade à pé, há uma enorme oferta de transportes possíveis:
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| Charretes, tuk tuks,... |
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| ... vários modelos de carros conversíveis... |
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| ... e os tradicionais ônibus tipo hop on hop off |
Mas nosso objetivo era encontrar o pessoal do guarda chuva amarelo que faz a FREE WALKING TOUR . São normalmente jovens muito cultos e instruídos que fazem esses tours de 2 horas em várias línguas. Eles dão seu melhor e nós pagamos ao final, conforme podemos ou achamos justo.
Rodrigo foi achando que seria um programa chato, mas eu estava empolgadíssima, porque tinha certeza que seria um dos pontos altos da viagem pra mim, que acho imprescindível um bom guia para entender melhor o contexto e as curiosidades do local visitado.
Nosso guia era um americano chamado 'David do Colorado', um americano de origem hispânica que tinha sido levado para Praga por uma história de amor. Apesar de não ser nativo da área, ele detinha uma quantidade imensa de informações sobre o país! O tour foi realmente muito bom!
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| David e sua cadelinha |
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A primeira parada foi na praça do Relógio Astronômico que, infelizmente,
estava em reparos e não estava funcionando. |
A praça é o centro de todas as atividades daquele lado da ponte e todos os caminhos da Cidade Velha parecem partir daquele ponto. Normalmente, está lotada de barracas de comida (caras), shows e artistas de rua, além de todo o movimento natural dos turistas.
O guia começou nos dando dicas turísticas, desde cuidados ao trocar dinheiro, onde (não) comprar comidas típicas, como dar gorjetas e aconselhando a não chamar os tchecos de europeus do leste, mas centrais.
Depois, passou para a história propriamente dita, partindo da lenda da princesa-vidente que previu seu futuro marido e rei da tribo que evoluiria para o que hoje é a República Tcheca, numa dinastia que durou 600 anos e que já foi encontrada ali estabelecida pelo povo romano.
Também contou curiosidades do país, como a rivalidade com os Suecos, por conta de uma invasão em que muitas relíquias foram roubadas e nunca devolvidas, e a tradição de defenestração (jogar pessoas pelas janelas) utilizada em grande escala pelos bispos católicos na briga com os reformistas. Contou também de dois bispos que, uma vez jogados, caíram de uma torre do castelo sobre um monte de esterco e sobreviveram, o que deu muito apoio aos católicos na disputa pelo poder.
Claro que é difícil memorizar tudo o que foi contado, pois são mais de 2 mil anos de história e, convenhamos, de uma história bem turbulenta, já que passaram por vários reinados, impérios, guerras, nazismo, comunismo... Mas eu adorei cada momento!!
O ponto seguinte do tour foi diante do Rudolfinium, um dos muitos teatros de Praga, que tem muita tradição na produção de espetáculos musicais.
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À frente do teatro, uma estátua de Dvorak, o maior músico
clássico tcheco, sobre cuja obra o guia nos falou. |
Depois fomos para a ponte que homenageia Josef Manes (artista plástico), e o guia falou sobre Malá Strana e o Castelo de Praga. Contou sobre a reabertura política, o primeiro presidente democrático e seu importante trabalho, além da amizade com os Rolling Stones, trazidos para fazer um show logo após as eleições e que acabam doando a iluminação do Castelo.
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| Demos a ele o apelido de Zé Mané. 😜 |
Em seguida, rumamos para o Bairro Judeu, que foi um gueto até o final do século XIX, quando os judeus viviam ali confinados com grandes restrições, mas que foi revitalizado no início do século XX, tornando-se um dos bairros mais chiques de Praga. Hoje em dia, inclusive, é lá que ficam as lojas de grife da cidade, inclusive a Hugo Boss, responsável pelo design dos uniformes nazistas...
Nesse ponto, ele também falou sobre o encantamento de Hitler pela cidade e da sua rendição pacífica aos nazistas, que muito a poupou de bombardeios. Também de que, retirados os judeus para os campos de concentração, o bairro teria sido poupado com a ideia de se fazer um 'museu da raça extinta'.
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| Museu judaico, onde estão registros impactantes do holocausto |
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| Mais antiga sinagoga, concluída em 1270 |
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| Novos prédios 'modernos' |
Nesse ponto, fizemos uma paradinha numa filial de uma loja chamada BAKESHOP, lotada de delícias!
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Uma passadinha pela torre da pólvora, onde
falou-se das defesas da cidade |
O tour terminou na área da universidade criada por Carlos IV, no século XIV, onde falou-se da importância desse monarca que tanto modernizou e construiu na cidade.
Ali também nos foi falado do papel importante dos estudantes na resistência e nas tentativas de se derrubar o regime comunista, da Primavera de Praga e da Revolução de Veludo.
Terminado o tour, fomos em direção ao Klementinium, que é um complexo de prédios históricos, mas antes fomos procurar um restaurante!
Já estava tudo lotado a essa altura, mas encontramos um restaurante escondidinho, onde Rodrigo comeu um prato com costelas, em uma galeria onde havia um Teatro Negro, muito tradicional de Praga, onde os atores se apresentam contra um fundo escuro e há muitos efeitos especiais.
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Não experimentamos esse tipo de espetáculo
dessa vez... Mas se tivesse levado o Enzo, não perderia! |
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O teatro de marionetes tb é muito popular.
Esse era da ópera Don Giovanni |
Em vez de almoçar, eu quis provar o tradicional trdelnik!
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As lojas que vendem trdelniks estão por todo lado, e se vê de longe
esse símbolo nas portas |
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| Os rolinhos ficam girando e cozinhando em frente às portas das lojas |
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O mais tradicional é apenas recheá-lo com uma fina camada
de chocolate ou caramelo. |
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Mas eu quis logo uma refeição completa, com sorvete
e morangos! |
Infelizmente, ao chegar no Klementinium, que só pode ser visitado com guias, já não havia vaga para as próximas visitas...
Voltamos, então, para o hotel para nos prepararmos para o programa dessa noite!
A ponte estava lotada de artistas de rua e vendedores ambulantes:
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| Rodrigo adorou esse oboé! |
O programa da noite era ir ao um show de folclore local, em um lugar chamado Folklore Garden. Fizemos reserva pela internet e uma van do show veio nos buscar no hotel.
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O local fica um pouco longe da área turística, mas reproduz bem o clima
'camponês' folclórico |
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| Na entrada, vinho de mel para provar. Gostei! |
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| Sentávamos em grupos de 8 pessoas. Em nosso grupo estavam americanos (do norte). |
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| Pra não dizer que não provamos a cerveja...rs |
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| O show era simpático e, apesar de terem umas 400 pessoas no local, o serviço e a logística era muito eficiente! |
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As outras nacionalidades eram prestigiadas e ganhamos a bandeirinha
por sermos os representantes do Brasil |
O menu era composto de sopa, carne e sobremesa.
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| Salmão para mim |
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| Joelho de porco com chucrute pro Rodrigo |
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| Torta de maçã de sobremesa |
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| O público é incentivado a participar de algumas dancinhas |
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| Será a cuíca uma invenção tcheca?? |
Nos divertimos muito!
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