Seguidores

sábado, 6 de setembro de 2014

Nossa ida a Bariloche - Cerro Catedral

No dia que seria o nosso último dia de viagem é que fomos ao famoso Cerro Catedral, o point dos esquiadores de Bariloche.

Fomos orientados pelo Sr. Alejandro que não seria necessário pegar tour, já que havia um ônibus que passava em frente ao hotel (nas horas pares) e que levava à base do Cerro, sendo o único da cidade que podia ser pago em dinheiro (os demais demandavam um cartão recarregável).

Por conta da história da greve, perdemos o ônibus de 10h, já que perdi muito tempo no telefone com a LAN. Nessa ligação, a atendente informou que minha passagem era da TAM (não é a mesma empresa???) e que abriria um 'aviso de solicitud' para que entrassem em contato comigo sobre o assunto. Asseverei que preferia sair no mesmo dia, caso os vôos do dia seguinte fossem cancelados e fiquei aguardando a resposta.

Nas horas ímpares, o ônibus passava pelas ruas de cima, então resolvemos caminhar umas 4 quadras e pegá-lo no ponto final, para garantir lugar sentado, pois era hora de grande movimento.
Olha o tamanho da fila que encontramos!
Ir de ônibus dá bastante flexibilidade para a hora de ir e voltar, além de ser infinitamente mais barato, mas, em contrapartida, é bem desconfortável, pois fica cheio, não é pontual (na volta ficamos quase uma hora na fila, acho que devem ter 'pulado' um ônibus), e temos que disputar espaço com esquis, pranchas, mochilas, casacões, etc. A nossa sorte foi termos optado por caminhar até o ponto final, o que nos garantiu lugares sentados.  Até porque lá, como cá, não é certo de alguém levantar para pessoas com crianças se sentarem.

A viagem dura uns 40 minutos e chegamos a duvidar se íamos mesmo ver neve, já que a paisagem mostra apenas um chumacinho branco no alto do morro...


Mas, enfim, chegamos à base do Cerro, onde há várias lojas e escolas de ski. Só que o Rodrigo estava muito inseguro com essa estória de esquiar... Fomos ao balcão de informações e nos certificamos de que o skibunda era proibido para crianças de 5 anos. Eu já sabia disso e já sabia que muita gente compra o culupatin - uma prancha de plástico - e leva escondida, mas fiquei com medo de arriscar com meu filho, pois se era proibido, alguma razão deviam ter, né?

Enfim, tinha razoavelmente convencido o Rodrigo a fazer aula de ski Nórdico, que é mais fácil e se pode usar em terreno plano, mas com a absoluta falta de neve no período em que fomos, nenhum dos lugares que ensinavam essa modalidade estava aberto, havendo apenas a opção de ski alpino. Para quem estava tendo seu primeiro contato com esportes radicais na neve, essa opção demandava um pouco mais de ambientação...

Então, descobrimos que o snowtube (descida na boia) era permitido para crianças e escolhemos essa atividade para começar.
Comércio na base do cerro

Tudo meio vazio nesse horário...

Pranchas de snowboard, outra opção na neve



Há parquinhos e área para deixar as crianças, mas o projeto era curtir a neve com o Enzo, então, passamos direto.

Para chegarmos à pista de snowtube, teríamos que comprar o passe para os teleféricos Princesa.  Há vários teleféricos, cada um leva a um conjunto de atividades e pago individualmente. Se quiséssemos esquiar, teríamos que voltar, pagar passe de ski, alugar equipamento, aulas e compar outra subida de teleférico. 
Um mapinha: desde a base do Cerro se vê umas 6 linhas de teleféricos e bondinhos levando a diferentes pontos do cume
O que pode parecer simples para um iniciado, é um bocado confuso para um iniciante da neve. Esse monte de pistas de cores diferentes indicam diferentes tipos de utilização, segundo a experiência do esquiador.

Nos teleféricos Princesa, não pudemos ir os 3 juntos

No trajeto Princesa I, sequer conseguimos ver neve

Quando ela começa a aparecer, é hora de mudar de teleférico...

Princesa II
Chegando ao alto do Princesa II, já havia neve e um bocado de movimento.  É gente passando de ski e snowbord nas pistas, famílias fazendo skibunda em qualquer montinho de neve e as tradicionais hordas de adolescentes da Travel Rock em sua viagem de formatura.


Mas essa não era nossa parada ainda e pegamos o Princesa III para irmos ainda mais alto!



Na última parada do Princesa é que a confusão reinava... Tinha MUITA gente por todo lado, mas nenhum lugar onde se pegar informações. Não achávamos a tal 'casita' onde ficaria o snowtube e cada caminhada na neve fofa por 50 metros pra lá e pra cá, tentando conseguir alguma informação nos deixava mais perdidos. 

Finalmente descobrimos onde ficava o snowtube! Mas não tinha ninguém lá! Nem um bilhetinho... E, aparentemente, 'casita azul' era esse ombrelone aí...
As bóias estão aqui. E agora?

Ao lado, a opção das bicicletas de neve, que também podiam ser alugadas.
Como ninguém apareceu, dei uma de louca e saí arrastando uma bóia. Imediatamente apareceu uma criatura do nada para dizer que a equipe estava em horário de almoço e voltaria em 40 minutos. 

Não tivemos outra opção senão voltar para o restaurante, a uns 50m dali, e comer algo...
Esperamos mais de 40 minutos por hambúrgueres. Serviço muito lento.


Mas a vista compensou a espera!



Então, voltamos para nossa aventura na bóia! Pagamos 70 pesos e tínhamos direito a 4 descidas.


O duro era subir aquela última rampinha com a bóia (ou mesmo sem ela!)

Depois éramos lançados girando pela pista. Muita emoção!

Adoramos

Revezamos e o Enzo descia uma vez com a mamãe e outra com o papai

Depois disso, ainda ficamos por lá um pouco, até que resolvemos descer para não pegarmos o ônibus de volta no fim do dia, quando deveria estar bem mais cheio.

Uma guerrinha de bolas de neve!

Crianças em aula de ski. Depois de vê-las, o Rodrigo até animou de tentar... um dia!



O sol já começava a cair e a descida era longa

Hora de voltar!

Ao chegar lá embaixo, vi que a TAM tinha mandado o SMS de confirmação de vôo às 11 da manhã e fiquei tranquila, mas, ao chegar no hotel, recebi a ligação fatídica, comunicando o cancelamento de todos os voos da empresa, que passassem pelo Aeroparque (aeroporto doméstico de Buenos Aires) no dia seguinte, quinta-feira. A princípio, disseram que só poderíamos voar no sábado de madrugada, o que me apavorou, pois a proposta era chegar ao aeroporto meia noite e vir para o Brasil às 7 da manhã! Ou seja, nem num hotel poderíamos dormir nesse período!

Aí começou o stress da viagem.  Rodrigo nervoso porque faltaria ao trabalho na sexta e tinha artigos para revisar e uma viagem de trabalho na terça para o exterior. Eu, porque o Enzo perderia o evento de sábado na escola e teríamos que pagar os custos desses dias que não estavam no orçamento inicial, sem que a Cia aérea acenasse com qualquer ajuda.  Isso fez com que ficássemos com a idéia fixa da reparação judicial... Enfim, a magia da viagem ficou bastante prejudicada depois disso...











Nenhum comentário:

Postar um comentário