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domingo, 7 de setembro de 2014

Nossa ida a Bariloche - Exílio, museu e patinação

Não acordamos muito animados naquela quinta-feira. Ainda estávamos sob o choque do cancelamento do vôo. Não que Bariloche não tivesse outros atrativos que merecessem nossa visita naqueles dias, mas a sensação de exílio involuntário era um tanto irritante.
 
Logo depois do café, seguimos para a loja das Aerolineas Argentinas para ver se conseguíamos comprar algum vôo mais cedo, mas essa empresa havia adotado a mesma política da LAN/ TAM e também estava remarcando seus vôos.  Para voar sábado mais cedo teríamos que desembolsar mais de 6 mil reais!
  
Desistimos e voltamos a ligar para a TAM, para requerer a marcação dos assentos. Foi quando descobri que nossa vaga no vôo que me ofereceram estava em lista!! Ou seja, se não tivesse ligado, iria me deslocar para Buenos Aires e esperar 7 horas na madrugada sem saber se embarcaria!!  Ao saber disso, preferi remarcar para domingo, que tinha um vôo em bom horário disponível, apenas com uma escala.

Por sorte, não tivemos que mudar de hotel ou mesmo de quarto. Ainda conseguimos um descontinho para os dias seguintes, através de uma recepcionista sensacional chamada Daniela.
 
Nove dias numa cidade é nosso recorde mundial. Nunca ficamos tanto tempo nem em cidades com muito mais atrativos... mas, enfim, teríamos que improvisar para não ficarmos entediados e, principalmente, muito mais aborrecidos do que já estávamos.

Nesse dia o que pudemos fazer foi encontrar opções nos arredores. Primeiramente, mais uma volta pelo centrinho, namorando as lojinhas de chocolate e fazendo algumas comprinhas a mais (já falei que essa viagem foi péssima para a dieta?), além de trocar nossos últimos e derradeiros dólares para fazer frente às despesas do período.  Aliás, esse foi o nosso maior problema: levamos pouco dinheiro vivo (para o tempo que ficamos) então, as despesas nesse período extra saíram cerca de 50% mais caras, por conta do uso de cartão de crédito.

Não provei outros chocolates, mas adorei essa loja e seus produtos desde as amostras oferecidas no hotel!

Sua lanchonete anexa tem espaço kids, o que me fez gostar ainda mais dela!



Na tv, notícias da greve: havia ônibus, mas não trens
 
Uma das coisas que não tínhamos feito era visitar o Museu do Centro Cívico, portanto esse foi o passeio no que nos restou da manhã daquele dia.

Museu da Patagônia

Todas as homenagens ao primeiro explorador da Patagônia, Francisco Moreno

Enzo gostou especialmente da parte de história natural


Descobriu que há animais em risco de extinção


O quê? O Bambi em risco de extinção?

Gostou de brincar de 'encontre o bicho no mapa'
Já eu, gostei de ver o registro da vida dos indígenas, como cuidavam de seus filhos...


... como se protegiam do frio e outra muitas curiosidades
O museu não é muito grande, nem grande estava a paciência do Enzo para museus naquele dia (com exceção da parte de história natural), então foi uma visitação relativamente rápida.

De lá seguimos para o almoço. Na rua do nosso hotel quase todos os restaurantes estavam fechados por causa da greve (mas todos abriram para o jantar!).


Essa situação nos levou à única experiência gastronômica negativa que tivemos na cidade: restaurante Girula!  Um suposto italiano que, além de demoradíssimo, serviu uma lasanha que parecia um goulash, uma truta queimada e uma carne que, pedida mal passada, veio cozidíssima!



Isso parece uma lasanha aonde??
Enfim, a coisa não tava muito boa pro nosso lado nesse dia... Voltamos ao quarto para acompanhar as notícias da greve e continuar tentando recuperar nosso embarque. Mas, apesar de TUDO ter voltado ao normal durante o dia, inclusive o trabalho dos controladores aéreos do Aeroparque, os vôos permaneceram cancelados.

Frase do dia: 75% dos trabalhadores não adere à paralização
Não tendo jeito mesmo, saímos de novo no início da noite. Enzo nunca pediu para esquiar (também não disse que não queria) mas ficou animadíssimo ao ver uma pista de patinação no gelo (Pista Uno)! Então, fomos para lá.

Devidamente paramentados!

Em meia hora, demos 4 voltas no ringue, assim, pelo cantinho

Enzo estava "se achando" nos patins!
Confesso que morri de medo de quebrarmos algum osso, ainda mais sabendo que não teríamos como voltar tão cedo para casa, mas ele queria tanto, que fomos em frente.  A auto estima do Enzo estava surpreendente! Achou que patinou horrores, que nasceu pra isso! Caía, levantava e seguia tentando novas formas de patinar. Eu, confesso que não ajudei muito, pois não sabia como orientá-lo. Só tentava não cair junto.

Adorei ver como ele abraçou as novidades, sem tantos medos como estava tendo ultimamente.

Depois ele ficou brincando numa saleta com brinquedos e tv para crianças e eu tomei um chocolate quente no Rapa Nui, que fica ao lado.






Só que o Rodrigo queria jantar de verdade e fomos para a Parrilla del Jullian, na rua do hotel, onde fomos muito bem atendidos e brincaram muito com o Enzo que, particularmente sociável e simpático nesses dias, queria falar com todo mundo, em todas as línguas e em todas as mesas!

Ojo de bife

Aprendendo a fazer parrilla com o Hugo (só que o pé não era para ter ficado alí!)








 
 
 

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