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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Nossa ida à Itália - O vôo de ida e a troca de hotéis - Junho 2015

Nosso vôo

Essa viagem surgiu de uma promoção da Alitalia que encontramos casualmente na internet, com a tarifa para a Confort Plus pelo mesmo preço da econômica e, mesmo assim por um valor bem atrativo. Esses assentos são mais largos e espaçosos que os comuns e reclinam um pouco mais. O atendimento também é melhor, mais rápido e com o fornecimento de necessaires e fones de ouvido mais confortáveis. Só não gosto do fato de que os braços não levantam, o que é chato quando se viaja com crianças, pois não podem se esticar sobre os pais ao dormirem.

As opções de entretenimento para crianças eram boas, com jogos, filmes e séries, mas nem sempre com opção em português.


Mas o horário do vôo era péssimo! Decolava às 14h e chegava a Roma no nosso horário biológico de 1h da manhã e no fuso de 6h de lá! Minha idéia é que descansássemos nessa manhã, pois imaginei que chegaríamos quebrados demais para cogitar deixar as malas num hotel e bater perna até a hora do check in. Então, busquei um hotel bem barato, tipo bed and breakfast, para que não pesasse tanto pagar uma diária a mais só para dormir essas horinhas. Além disso, apesar de haver um trem direto para a área em que ficaríamos (estação Termini), pedi um táxi ao hotel (que me custou 50 Euros), para que não tivéssemos que deslocar com malas, criança, cadeirinha, carrinho, até encontrar o local do embarque ou depois sair todos carregados para procurar o hotel ao chegar na estação...

A favor da Alitalia  e do aeroporto de Roma, devo dizer que nunca vi um atendimento aeroportuário tão eficiente: 35 minutos após a aterrissagem já estávamos com as malas, tendo passado por todos os procedimentos e prontos para sair!

Até um parquinho infantil eu vi por lá, embora não tenha entendido qual a função de um parquinho numa área de desembarque (era muito cedo e não estava funcionando, mas devia ser só propaganda do parque).

Na hora marcada, o motorista do carro pedido ao hotel estava lá com uma plaquinha com meu nome. Por 50 euros levou nós 3, bagagem, cadeirinha de carro e carrinho ao nosso hotel na área do Esquilino, arredores da Estação Termini, a maior estação de Roma. Tinha um trem direto para a área em que ficamos - o Leonardo Express - mas imagina pegar trem com isso tudo e ainda virados? Achei melhor não arriscar...

Há muita controvérsia sobre hospedagem nessa área, pois tem muitos imigrantes e hotéis baratos. Não é, definitivamente, a área mais chique de Roma, pelo contrário, mas me senti absolutamente segura por lá. Tem metrô perto, muitos restaurantes, dá pra ir andando a várias atrações turísticas e, o melhor: na estação tem várias locadoras de carros, assim não precisaríamos voltar ao aeroporto para pegar carro após nossos dias em Roma, nem pegar carro na chegada, para ficar com ele parado pagando estacionamento.

Enfim, com exceção da rua limítrofe com a Estação propriamente dita, que é onde ficam as piores "pocilgas" e os tipos estranhos oferecendo tours e albergues, a quadra seguinte é perfeitamente normal e tranquila para hospedagem (ressaltando que, estando com criança, não transitei por ali à noite, que só escurecia após 21h)

Mas de resto, quase nada do que eu planejei deu certo.

Primeiro que o Enzo, depois que viu a luz do sol, não quis mais saber de dormir. Aliás, nenhum de nós ficou mesmo com sono, então o projeto de dormir virou um martírio. Eventualmente, os meninos acabaram capotando por uma horinha, mas eu fui tomar banho e saí para resolver o nosso outro problema: o hotel mequetrefe que eu tinha arranjado!

O Sufoco do hotel

Enfim, eu tinha escolhido um hotel com ótimas indicações nos sites de viagem. Nota 9 no Trip Advisor! Apesar de supostamente barato (110 Euros a diária, se não me engano, para 3 pessoas), o B&B Rome´s Angel teria frigobar e ar condicionado. Itens que eu julgava essenciais.

Só que o quarto era mínimo!! Com a cama auxiliar, de péssima qualidade, armada e imprensada entre a cama de casal e a parede, tínhamos que escolher entre abrir a minha mala ou a deles, pois abrir ambas só desafiando alguma lei da física! O banheiro era quase um cubículo e o tal frigobar era uma geladeira que ficava na cozinha comunitária, cuja parede fazia divisória com nosso quarto, portanto, muito barulhento pela manhã, quando os demais hóspedes estavam tomando seu café.
O ar condicionado, se ligado, faria da cama auxiliar um congelador.

Só nossas mochilas ocupavam quase todo o espaço livre e a telinha da tv  ficava quase no teto

Ainda tinha essa claridade horrorosa que não tinha como vedar!

Banheirinho micro

Elevador em que não cabiam 3 pessoas
Nunca errei tão feio na escolha de um hotel!

A sorte foi que encontrei, praticamente do outro lado do rua o KENNEDY Hotel, que nos fez um preço excelente (90 Euros, não cobraram a criança!) por uma suíte Jr. de DOIS QUARTOS CONJUGADOS!! Bom, não tinha frigobar, mas tinha ESPAÇO, o que era o que mais queríamos àquela altura!

Fachada do Kennedy


Cama enorme no primeiro quarto

Espaço no primeiro quarto, com ar condicionado
Segundo quarto com outra cama enorme

Espaço no segundo quarto
Do outro lado da rua estava nosso hotel anterior

Rua com muitos restaurantes bons e com preço razoável

Nossa vista da outra esquina, era um parque


Não encontramos canais infantis na TV, mas o café da manhã era bom, o atendimento era ótimo, o elevador grande e confortável, enfim, ficamos bem felizes!

O lado bom dessa história foi que a proprietária do primeiro hotel acabou não nos cobrando essa primeira noite/manhã, o que foi bastante gentil da parte dela, já que tínhamos reserva e usamos o quarto por algumas horas.


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