Saímos cedo de Florença e em pouco mais de 2h30min estávamos no nosso destino.
Quando decidimos nos deslocar de carro, optamos por nos hospedar no continente, e não na ilha de Veneza. Eu tinha ouvido falar que os estacionamentos lá eram caros e ouvido histórias de pessoas que chegaram em dias de chuva e tiveram que andar com malas e bagagens pelas vielas da cidade até encontrar o hotel... ou então que pagaram bem caro por carregadores ou barco-táxis... enfim, com criança, carrinho e duas malas, não estávamos dispostos a passar por isso.
Hospedar-se em Veneza é para quem viaja leve ou deixa parte das malas na estação de trem e segue para o destino com pouca coisa. Muita mão de obra para nós, que a essa altura ainda estávamos mais carregados com sacolas de comidas e bebidas que tinham sobrado dos dias em que ficamos hospedados no apartamento em Florença.
O principal local de hospedagem no continente é Mestre, mas eu descobri que do outro lado da linha do trem está Marguera, uma bonita e calma área de subúrbio onde eu encontrei uma pérola: Villa Gardenia, uma hospedagem residencial, numa casa de arquitetura típica, com amplo estacionamento gratuito e gerenciada por uma senhora muito doce e simpática, a Lorenza. E num precinho excelente!
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| O quarto só não era muito grande, mas dava bem para uma cama extra e ainda havia espaço para as malas |
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| Produtos no frigobar a preço compatível com o pago nos mercados |
Chegamos sob um calor de quase 40 graus! Mas como somos viajantes que não se intimidam, após pegarmos um mapa com todas as indicações da D. Lorenza, almoçamos nas redondezas, e seguimos para explorar Veneza.
A melhor indicação para ir direto à ilha era o trem, cuja estação ficava a menos de 5 minutos a pé do hotel. Compramos a passagem na máquina automática e tivemos alguma dificuldade para localizar a plataforma de embarque (embora isso não fosse grande problema pois saiam trens para Veneza a cada 5 minutos, das diversas plataformas), mas em 10 minutos estávamos na Estação de Santa Lucia.
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| A estação é um pouco confusa, mas o trem era limpo e confortável |
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| O estacionamento onde ficam a maior parte dos carros de quem fica na ilha |
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| Chegamos! |
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| Saída da Estação Santa Lucia |
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| Muitas pessoas com malas, carregadores e ponto de táxi-barco |
Resolvemos ir caminhando na direção da Piazza de San Marco, pelo centro da ilha. O que, em linha reta, poderia dar uns 10, 15 minutos, pelas labirínticas ruas de Veneza nos tomou cerca de uma hora!
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| Enzo descobrindo as máscaras venezianas |
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| Aí eu vi essa gôndola e quis dar uma voltinha! São 80 euros por cerca de meia hora... não vale, mas é uma tradição! |
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| Os incríveis prédios venezianos com entrada pelos canais! |
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| Não lembro de ter tantas lanchinhas transitando (táxi e particulares) da outra vez que estive na cidade. O trânsito pareceu muito mais agitado. |
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Apesar de poética, a cidade também me pareceu pior conservada do que me recordava.
Muitos prédios precisando de pintura e manutenção. |
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| Aqui, de boas, dando um rolezinho pelos canais... |
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| Fim do passeio, de volta ao ponto de partida. |
Então, seguimos à pé o restante do caminho.
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Há muitos jasmins na Itália e o cheiro sempre me lembra da minha avó materna italiana!
Nas casas em que ela morava, sempre tinha um pé de jasmin! |
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| Apaixonei por esses restaurantes à beira do canal! Tanto que fiz questão de voltar grande parte do trajeto para comer em um deles. |
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| A Ponte de Rialto é a ponte em arco mais antiga e mais famosa sobre o Grande Canal. Também em restauração, com esse enorme outdoor na frente... |
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Seguindo as placas para San Marco, porque aquele mapa não ajuda muito no entremeado de vielas da cidade!
Agora, essas placas para toilette, pelo que vimos, normalmente não levavam a lugar nenhum! |
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| Chegando... |
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| Chegamos! E a Basílica também estava em restauração! |
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| E a criança que estava morta de cansada (não levamos carrinho), ao ver os pombos, correu sem parar por um tempão! |
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| Há que se tomar cuidado com os homens (aparência de indianos) que ficam vendendo comida para pombos, pois há quem goste de posar com eles nas mãos, cabeça... Eles são muito abusados e tentam colocar aquilo na mão das crianças, para depois cobrar dos pais. Enzo era assediado sem parar! Mesmo sob meus gritos de negativa, eles continuam tentando! |
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| Campanário da Basílica |
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| Entrada da praça com a Torre do Relógio e a multidão que se espalha pela praça todo o dia |
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| Palazzo Ducale. Eu planejava visitá-lo, mas já era tarde quando chegamos à praça (por volta de 18h) |
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| A praça é cercada de cafés com música clássica tocando |
Seguimos em direção à água, pois eu havia lido que lá havia um parquinho para crianças e a Sra. Lorenza tinha nos recomendado comprar o passe do vaporetto num guichê que ficava por ali.
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No local que eu achava ter um parquinho, só tinha um jardim... e pouca sombra!
Quase 19h e um sol inclemente ainda castigava! |
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| Muitos barraquinhas de produtos para turistas |
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| O vaporetto é um tipo de transporte bem caro. A melhor opção é comprar passes de um ou dois dias. Como nós iríamos usar muito esse transporte no dia seguinte, deixamos para comprar o passe no fim do dia e usar apenas na volta, assim ficamos com o dia seguinte inteiro para usá-lo e o aproveitarmos bem! |
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| Enzo e o vaporetto, um tipo de ônibus aquático |
Depois disso tudo, a pessoa aqui cismou de querer voltar no Rialto para comer naqueles restaurantes que tinha visto à beira do Grande Canal... Toca de voltar tudo à pé!
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Passeios de gôndolas de excursões sempre tem um cantor e um acordeão tocando
aquelas músicas clássicas italianas... Emoção na certa! |
Apesar de cansado, ele ainda encontrou disposição para curtir o caminho! É um companheirão!!
Enfim, chegamos!
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| Meu lugar favorito em Veneza! |
Bom, depois que sentamos, senti um cheirinho meio ruim do canal, que não tinha sentido até então... mas nada que nos atrapalhasse devorar nossas pizzas!
Depois, foi só atravessar a ponte do Rialto e pegar o vaporetto para a Piazzale Roma.
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| No vaporetto |
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| Ponto final dos ônibus na Piazzale Roma... |
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... que, aliás, pareceu um excelente lugar para hospedagem, com todo o transporte em volta
e próximo de uma área bem modernizada e com bastante comércio por perto |
No ônibus, mais 10 minutos e estávamos saltando bem em frente ao nosso hotel!
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