Tínhamos apenas um dia para explorar Florença, então começamos cedo.
Ao lado da Porta Romana fica a entrada para os Jardins de Boboli, que terminam no Palácio Piti, do qual fazem parte. Pensei em entrar por ele, mas os ingressos estavam caros, aliás, há 2 tipos de ingressos, um para os jardins e algumas exposições e outro para entrar no Palácio propriamente dito e ver outras exposições. Então, teria que ter um dia livre (e um orçamento separado) só para explorar esse complexo!
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| Entrada para os Jardins de Boboli |
O Palácio Pitti tem uma história interessante: foi construído por um banqueiro para desbancar os palácios dos Medici, que eram os aristocratas mais importantes de Florença. Acabou que o homem faliu e acabou tendo que vender seu palácio... para os Medici!
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| Palazzo Pitti |
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| Frente do Palazzo Pitti com construções típicas florentinas |
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| O leão símbolo da cidade |
Seguimos, então para (o) Ponte Vecchio (ponte, em italiano, é masculino). Uma antiga ponte com a peculiaridade de abrigar um grande número de lojas e casas sobre ela. Hoje em dia, essas lojas são, basicamente, de jóias.
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| Lá está! |
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| Nós na ponte |
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| Ouro, muito ouro! |
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| Vista das janelas das lojas |
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| Vista da ponte por fora |
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| Ponte vista pelo lado de fora |
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| E mesmo com o sol não dando trégua, ele não aceita colocar óculos escuros! |
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| Rio Arno |
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| Também usado para esporte |
De lá seguimos para a Piazza della Signoria, onde fica o Palazzo Vecchio e a réplica de Davi.
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| Avistando Palazzo Vecchio |
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| Entrada |
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| Minha obra prima e a do Michelangelo |
Lá, resolvemos dar uma voltinha em uma carruagem, pois, apesar de custar 50 euros, achei que tinha tudo a ver com o clima medieval da cidade e também seria entretenimento para o Enzo.
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| Ruas lotadas e apertadas, mas o cocheiro vai adiante |
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| Ele não estava muito feliz ali atrás |
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| Então colocamos ele na frente, e a felicidade voltou! |
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| Não demos muita sorte com o cocheiro, que não era muito simpático e falou muito pouco, mas tínhamos que obedecer à fila e não pudemos escolher... |
Próxima parada: Galerias Uffizzi, onde dizem estar o melhor da arte italiana e, originalmente, comportou um grande centro de estritórios (uffizzi). Não entramos, mas só a parte externa é um show à parte, especialmente pelas estátuas dos grandes artistas e cientistas que passaram pela cidade.
A essa altura, já era hora do almoço e eu tinha uma referência de um restaurante chamado Trattoria Ponte Vecchio, que ficava ali perto.
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| Enquanto esperava sua lasagna, sacamos o caderninho de atividades |
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| Eu comi um fiocchi, que é uma trouxinha recheada, no caso, com uma massa agridoce que levava pera. |
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| Rodrigo foi no tradicional Bisteca alla Fiorentina |
Barriguinhas satisfeitas, voltamos ao nosso tour, em direção à Piazza della Republica.
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| Il Porccelino, que foi inserido com personagem de uma estória de Hans Cristian Andersen, após uma passgem por Florença. Dizem que dá sorte passar a mão no focinho dele. Atrás, uma feira de produtos (caríssimos) locais. Nem pesquisei o preço dos produtos de couro, uma vez que até os imãs de geladeira, que comprávamos a 1 euro em Roma, aqui não achávamos a menos de 2 euros. |
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| Um nasone de água. Dizem que é potável, mas nós não nos arriscamos... São a alegria dos cães de rua! |
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| A arquitetura florentina sempre tem boas surpresas! |
Finalmente, a piazza della Republica, uma área ampla e cheia de restaurantes e lojas.
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| Arco construído no curto período em que Florença foi capital da Itália. |
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| É aqui que se encontra o famoso carrossel de Florença |
Ali pertinho, a belíssima Catedral Santa Maria del Fiore:
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| Il duomo |
Como não tínhamos tido problemas para entrar nas igrejas de Roma, esqueci das restrições de indumentária de Florença... A fila para entrar na igreja estava pequena, mas eu estava de bermuda (homens podem!) e não pude entrar. Há várias imigrantes na porta vendendo lenços a 5 euros (ou 3, se negociar) para colocar na cintura, mas como não fazia questão de entrar, seguimos adiante.
Uma coisa engraçada nos ambulantes da Itália é que os produtos vendidos são segmentados por etnias. Africanos, por exemplo, vendem bolsas falsificadas. Indianos vendem paus de selfie. E um grupo, aparentemente, não se mete com o produto do outro, apesar de serem MUITOS e estarem por todos os lados, especialmente nas áreas turísticas.
Enfim, já eram quase 15h e, nesse horário, tínhamos um compromisso. Viajando com criança e tendo tão pouco tempo para explorar uma cidade tão rica como Florença, eu tive que escolher apenas um museu para visitar, ou acabaria ficando um passeio muito cansativo. Poucos dias antes do embarque, descobri que havia uma visita guiada adaptada para crianças no Palazzo Vecchio, chamada Vida na Corte e nos inscrevi.
Na hora em que fui comprar os ingressos (11 euros para os adultos, mais 4 euros para os 3, pela visita guiada em inglês), quase que a moça não me deixou comprar porque o Enzo não falava inglês! Como ela não tinha sido clara sobre isso nos emails que trocamos, me comprometi a não deixar que isso atrapalhasse a visita e ela nos deixou entrar. Fiquei preocupada, mas no final, as crianças menores (english speakers) é que foram um problema, porque choraram e não tiveram paciência para o tour...
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| Esperando no ponto de encontro |
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| Pátio do Palazzo Vecchio |
Uma vez reunido o grupo, seguimos com a guia Florinda para o grande salão do Palácio. Lá, ela contou, de forma bem didática, estórias sobre seus moradores mais ilustres, Cosimo de Medici e sua esposa Eleonora, falou sobre as guerras de Florença contra outras cidades (na época em que eram independentes) mostradas nas pinturas que ladeiam a sala, mostrou folhas de ouro usadas para o revestimento do teto e deu detalhes sobre as estátuas encontradas no local, sendo uma de Michelangelo. Nós fomos sussurrando a tradução no ouvido do Enzo e ele conseguiu participar bem da proposta, embora tenha perdido algumas informações em razão da língua, claro.
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| O grande Cosimo de Medici sendo coroado pelos céus |
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| A escultura de Michelangelo mostra uma luta de Hércules com um golpe (bem) baixo |
Em seguida, subimos para o andar onde vivia a Rainha e foram mostradas outras peculiaridades da vida na corte daquela época.
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| Cada sala tem um teto mais bonito que a outra! |
Ao final, somos levados à sala dos mapas.
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| De repente, a guia "encontra" uma passagem secreta e convida as crianças a explorá-la |
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| Vem comigo, que eu tenho medo... |
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| Chegamos a um local com várias roupas de época e as crianças podem experimentar algumas delas |
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| Eu sou um nobre muito metido! |
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| Agora eu sou um nobre guerreiro! |
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| Sou um médico combatente da peste! |
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| Até eu entrei na dança e experimentei os saltinhos da época! |
No final do tour ainda demos uma voltinha pelo restante do museu, mas aos sairmos, Enzo já tinha capotado no carrinho e nós estávamos exaustos, então fizemos um lanche rápido e voltamos para o apartamento para pegar o carro para visitarmos a Piazzale Michelangelo, uma pracinha localizada em um mirante com bela vista da cidade.
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| Outra réplica do Davi |
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| Fotografando |
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| Na praça há um grande estacionamento, ambulantes e artistas de rua |
Infelizmente, estávamos cansados e não aguentamos esperar o por do sol, que só aconteceria por volta das 21h. Mas foi um dia bem aproveitado!
Aqui nosso trajeto do dia:
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