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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Nossa ida à Patagônia - Ushuaia - Navegação no Canal de Beagle

Acordamos bem cedo para o passeio que já tínhamos agendado através do hotel, a Navegação Pinguineira, que dura 5 horas (das 9 às 14h) e foi agendado pelo hotel. Há navegações mais curtas, que não chegam aos pinguins. Mas, qual a graça de ir até a Patagônia e não ver os pinguins?

Também há navegações em barcos menores. Sinceramente, eu achei que a estabilidade do barco maior seria melhor e não pareceu haver muita diferença em relação à proximidade que os dois tipos de barco chegam das ilhas, pois o catamarã é um barco de calado pequeno.

No dia que fizemos o passeio havia pouco vento. Quando há muito, eles cancelam. Mas um casal que conhecemos depois disse que fez o passeio num dia com vento e foi bem difícil, tanto para sair para as varandas para tirar fotos, quando pelo balanço do barco. E olha que catamarãs são barcos bem estáveis! Assim, o melhor é marcar o passeio de um dia pro outro, de olho na previsão meteorológica (embora o tempo na Patagônia seja muito instável e difícil de prever, pois muda várias vezes por dia!).

Descendo em direção ao porto, a saída dos catamarãs fica atrás do Centro de informações.

Cada uma dessas casinhas é uma agência que vende passeios náuticos

A nossa era a Canoero Tour. A Piratour é a única autorizada a fazer o passeio à pé pelas pinguineiras. 

Antes de entrar no barco, tem que pagar a taxa do porto (20 pesos p/ pessoa).

Dentro do porto, diversas lojinhas de produtos locais

O nosso era o maior, da esquerda

A parte de baixo é limpa e muito confortável, com essas mesinhas entre as cadeiras. Ótimas para crianças desenharem ou jogarem durante o trajeto. Enzo levou sua mochila com kits de entretenimento.

Ganhamos certificados de bons navegantes!
O catamarã saiu totalmente lotado! Havia uma lanchonete e fotógrafos que podiam ser contratados para compra posterior de fotos em mídia digital. Uma guia ia explicando sobre o Canal e o que iríamos ver no trajeto.

Zarpamos, curtindo a vista da cidade:





Não demora muito e já chegamos na isla de los Cormorones, aves parecidas com pinguins, mas não muito interessantes.





Pouco depois chegamos à ilha dos Lobos Marinhos, essa sim, bem legal, pois eles são fofos, ficam brincando e brigando entre si, fazendo barulhos, uma graça! Só achei que ficaram pouco tempo parados por lá...



 

Enzo não aguentava muito tempo do lado de fora em razão do frio e do vento. Só saía quando o barco estava completamente parado.


Em seguida, surge o Farol Les Eclairs, conhecido como do farol do fim do mundo, mas que não é. Só é bonito e fotogênico mesmo...rs


O barco gira para dar oportunidade de visão a quem está dos dois lados, mas o povo sempre corre pra lá e pra cá, tornando difícil conseguir um ângulo para foto nossa com o cenário.

Daí em diante, há um espaço mais longo de navegação até a pinguineira, enquanto passamos no canal entre Argentina e Chile.

Porto Williams, no lado chileno, que se continuar crescendo e virar cidade, vai tirar de Ushuaia todo seu apelo de 'cidade mais austral do mundo'


Enfim, surge a isla Martillo, que recebe colônias de pinguins de Magalhães e pinguins-reis durante o verão - entre outubro e abril. Podemos vê-los passeando, chocando ovos e nadando com muita habilidade.





Pela sombra das pessoas no barco, empunhando suas câmeras, dá pra ver que o catamarã quase sobe na areia!
O que vcs querem aqui?

Esse, com a cabeça escondida e as patinhas laranja, foi o único pinguim-Papua que encontramos no meio de tantos 'de magalhães'

Nessa época do ano eles fazem a troca de plumagem

O único acesso terrestre à pinguineira é feito através de uma fazenda histórica, chamada Estancia Haberton, que oferece passeios através da Piratur para caminhar pela ilha.  Mas eu li alguns relatos de que seria um passeio um pouco cansativo para quem está com criança, então desisti.

De toda forma, essa excursão que fizemos pode ser combinada com outra, descendo na Estancia e voltando por via terrestre a Ushuaia.

Parada na Estancia Haberton
Nós voltamos no barco mesmo.

Hora de comer os lanchinhos que compramos e preparamos no dia anterior

De volta à terra, passeamos pelo Passeo de los Artesanos e pela área do clube náutico, para o marido dar uma olhada os barquinhos ancorados.



À noite, fomos jantar no Maria Lola Restó, um dos restaurantes mais famosos da cidade.

Linda vista!

Ojo de bife

Cordero fueguino


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