Então, seguimos para o Centrinho. Logo na entrada, há um estacionamento municipal gratuito que sempre tinha muitas vagas disponíveis. Logo em seguida, se abre uma linda praça principal, onde ficam escritórios da prefeitura, centro de atendimento de visitantes e um grande galpão onde funciona a feira de artesanato.
| Essa praça é o único local verde e arborizado da cidade! |
| Tem wifi disponível e sempre tem artistas se apresentando por lá |
| Restaurante da praça: não comemos lá nesse dia, porque tinha uma apresentação muito barulhenta acontecendo, mas voltamos para experientá-lo em outros dias. |
| Pegamos nossos mapinhas no Centro de Informações Turísticas |
| E já aproveitamos para comprar uns presentinhos na feirinha! |
| Na maior parte, vende-se o artesanato típico dos indígenas latino americanos |
| Há coisas bem bonitinhas! |
| E há coisas um tanto diferentes...rs |
| Rica-rica é a erva que ajuda ao estômago, baixa o colesterol, resfriados e tempera o Pisco Sour! |
| Depois, fomos passear pela rua principal, a Caracoles. |
| Aqui, as casas ou são brancas, ou de adobe. |
| As placas de madeira com o nome do estabelecimento e a bandeira chilena também são características locais |
| Com todo aquele calor, era difícil sentir fome, então entramos para uma refeição ligeira no Barros Café. Fraco. |
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| O crepe estava cheio demais de pedaços grandes de frango e a quiche, queimada. Mas os sucos lá são feitos da fruta, na hora, e muito bons! |
Voltamos ao hotel para nos equipar com roupa de frio intenso, já que o tour astronômico aconteceria tarde da noite (o ônibus passaria para nos pegar às 20h ali perto da loja deles) e a previsão de volta era após as 23h30. Portanto, tratando-se de deserto, de dia tínhamos em torno dos 30o Celsius, mas na madrugada podia baixar para menos que 0 grau!
O Atacama é o melhor lugar do mundo para observação espacial, pois conjuga as 3 melhores condições: baixa luminosidade, baixa poluição e baixa umidade. Esta última é a mais importante, pois impede a "aberração", fenômeno físico que distorce as imagens.
Realmente, tivemos a oportunidade de ver um céu tão estrelado, que dificilmente seria possível ver em outro local. Um grande espetáculo!
Por essa razão o Atacama está repleto de observatórios que fazem esse tipo de tour. Há vários preços, distâncias e ocorrem em várias línguas. Crianças eram permitidas, mas ninguém foi louco o bastante para levar ( eu ia, ainda bem que não levei!)
Nosso tour da Spaceobs custou uns 35 dólares por pessoa e era em português, com um guia chamado Danilo, que pareceu ser um astrônomo muito dedicado e com domínio do tema. Tem um discurso muito interessante e saímos dessa oportunidade muito mais instruídos do que chegamos, com certeza, embora com tanta novidade, a maior parte acabe se perdendo no cérebro algumas horas depois...
Infelizmente, não há como tirar fotos dessa atração. Ficamos ao ar livre, apenas sob a luz das estrelas (nem luar tinha, pois era lua nova!) e não é permitido usar o flash.
Primeiro somos levados a um pavilhão onde há 10 telescópios de tipos diversos apontados para os céus. O guia fala de cada um dos corpos celestes que estão 'na mira', o que leva cerca de uma hora. São planetas, estrelas jovens, estrelas velhas, galáxias, conjuntos de estrelas, nebulosas... Depois, haja memória para lembrar qual telescópio está virado para onde! Apenas após todas as explicações é que disponibilizam um tempo para que todos no tour possam examinar cada um dos telescópios.
Sinceramente, a explicação é mais interessante que a visualização. Pensei que fosse ver os objetos do tamanho de uma bola de sinuca, mas o que vemos é equivalente a metade de um grão de arroz... Ainda assim, ficam mais 'destacadas' da multidão de luzes do céu e um tantinho mais nítidas.
Depois disso, temos outra aula específica sobre constelações, onde o cientista faz questão de derrubar o mito da influência zodiacal dos signos, para desespero de algumas aficcionadas! Mas a exposição é ótima e explica desde a origem do zodíaco no Séc. II, com o astrônomo grego Ptolomeu, que dividiu as 13 constelações pelas quais passa a eclíptica, ou seja, a trajetória do sol no céu.
A supressão da constelação de serpentário (por ter pouco apelo comercial), a invenção da influência dos signos incitada pelo movimento ocultista inglês do séc. XIX e sua atribuição a datas que não tem reflexo no céu real, além da popularização do horóscopo após a publicação do 'mapa astral' da Princesa Margareth, nos anos 1930, são realmente argumentos difíceis de refutar para quem gosta do assunto.
Então, se astrologia é algo importante para você, melhor pular esse passeio para não se aborrecer! :)
Ao final, nos reunimos em uma casa, para tomar uma xícara de chocolate quente ou chá (de coca, inclusive) e fazermos perguntas antes de nos despedir.
Eu perguntei sobre OVNIS, mas o guia garantiu nunca ter visto nenhum, embora não tenha dúvidas da existência de algum tipo de vida extraterrestre.
Voltamos para casa e minha sinusite já estava totalmente instalada! Pioraria diariamente pelos próximos dias, pois, apesar dos cuidados medicamentosos que tinha levado (sem corticóides, infelizmente), os dias respirando aquela poeirinha iam me deixando cada vez mais sufocada!

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