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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

As Marcianas

Quando decidi engravidar, entrei de cabeça nessa idéia. Procurei minha ginecologista em janeiro de 2008, fiz os testes de praxe, mas o positivo demorou mais do que eu imaginava.

Procurei então outra médica, especialista em fertilidade, e fiz exames mais profundos. Alguns resultados me assustaram. Descobri umas alterações de nomes estranhos e, como mulher conectada que sou, consultei o Dr. Google antes da consulta médica. Fui, então, apresentada a um site onde mulheres de todos os lugares do Brasil conversavam sobre técnicas para engravidar, resultados de exames, e se auto-denominavam como "treinantes".

Seguindo os "treinos", consegui meu positivo em meados de julho. A "fertilização" se deu entre 6, 7 de julho/08. A data de parto prevista (DPP) era 29 de março do ano seguinte.

A notícia de uma gravidez muda a vida de uma pessoa. Todos os interesses anteriores viram fumaça. A quantidade de dúvidas, medos e novos planos que passam a povoar sua mente são impressionantes. E não há outro assunto para uma grávida: todas se tornam monocórdicas e só querem falar sobre isso.

Bom, talvez não todas. Mas eu era assim. E encontrei minha tribo.

Havia um outro fórum para grávidas, que era dividido pela DPP (data provável do parto). Juntei-me, então, ao grupo de grávidas recentes, que teriam filhos em março de 2009. E passamos a nos chamar "Marcianas" e nossos bebês eram os "marcianinhos".

Esse encontro mudou minha vida social daí por diante. Até hoje, acredito que minhas amigas mais próximas sejam as que conheci virtualmente. É uma relação diária, uma família de pessoas das mais diversas origens e classes sociais, um exercício de convívio com a diversidade.

O grupo das grávidas passou para o fórum dos bebezinhos. Depois, para o de bebezões. Então, nos mudamos para um espaço vip, já que não havia mais espaço para nós na organização do site.

Hoje estamos juntas no Facebook, no msn, por e-mail e pessoalmente, nos encontrinhos regionais e encontrões nacionais. Somos mais de 40. Algumas já não mantém tanto contato, mas outras vieram depois do nascimento dos bebês e se agregaram ao grupo.

Falamos muito de crianças, claro. Tiramos dúvidas, dividimos informações, contamos gracinhas. Mas também desabafamos, damos e pedimos conselhos, contamos fofocas e até trocamos dicas sexuais. Amigas de verdade, como quaisquer outras que cresceram ou estudaram juntas.

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