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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Tentando engravidar...


Já que falei dos exames de nomes feios, vou aproveitar para contar os detalhes desse périplo.

Primeiro descobri que tinha uma doença auto imune chamada Síndrome de Hashimoto. Isso significa que meus leucócitos acham que estão fazendo um grande trabalho atacando minha própria tireóide. Desta forma, em algum momento da minha vida, o estrago será tanto que terei que compensar com remédios para todo o sempre.
Saber uma coisa dessas é chocante. Mas, até agora, só tive maiores alterações durante a gravidez (quando todos os índices enlouquecem e tudo se altera), período em que tomei o remédio de compensação para o hipotiroidismo. Depois, normalizou e eu parei de tomar. E de ir ao endocrinologista, claro.
O pior é ter que tomar esse remédio em jejum, 20 min antes do café da manhã... Porque eu sou uma pessoa que pula direto da cama para a mesa. Esperar esse tempo todo é uma tortura!

Junto com essa descoberta veio outra, de que eu tinha uma alteração no exame da anticardiolipina. Tradução: problema de coagulação no sangue. Resultado: corria o risco de matar o feto por asfixia.
Enfim, um pensamento delicioso para qualquer gestante!
Para "afinar" o sangue, a recomendação era um comprimido de AS por dia.
Só que, durante a gravidez, esse índice se normalizou e a médica contra indicou o uso prolongado do AS. E eu pirei!  Por mais que ela dissesse que já tinha passado o período crítico, que ela tinha se informado com especialistas, que meu caso não oferecia perigo, imagine a neura dessa grávida?

(Parênteses: Lembra aquele post sobre motivos que me levavam a não engravidar de novo? Pois, coloque esses dois aí de cima nessa conta também!)

O último exame recomendado pela especialista em fertilidade tinha um nome bem comprido: histerossalpingografia.
Consistia em colocar um contraste de iodo no útero, enfiar um aparato da entrada das trompas até os ovários para constatar se haveria alguma aderência nessas paredes que impedisse o óvulo de passar.  Se fosse o caso, uma cirurgia poderia ser indicada para resolver o problema.
A preparação para o exame já incluía tomar 2 comprimidos para dor nas horas anteriores ao exame.
O exame começou pelo ovário esquerdo. Tudo bem. O aparato passou que foi uma beleza. Eu fui ao céu e voltei de tanta dor, porque, vou te contar, DÓI MUITO fazer esse exame.
Então fomos para o direito. Ela tentou a primeira vez. Como já tinha ido ao céu, fui direto para a estratosfera da dor, mas o negocinho não passou. A médica trocou então o aparato por outro, dizendo que deveria ser mais adequado ao meu formato físico. Fez de novo. Ultrapassei a estratosfera e entrei na via láctea da dor. As lágrimas escorreram. Devo ter gritado. Então a médica disse para eu aguentar firme, porque ela ia tentar uma última vez com outro instrumento.  Aparentemente, ela fez a cirurgia a sangue frio ali mesmo. Eu cheguei ao BIG BANG da dor, mas ela desintupiu minha trompa direita.
Saí dali cambaleante, fui para a recepção e, enquanto o marido foi pagar o exame, eu tomei mais uns 5 comprimidos para dor.
Só que a dor seguiu piorando. Muito. E eu quase desmaiei. Me levaram de volta para uma maca onde fiquei me contorcendo por mais uma meia hora. Segundo o médico que me atendeu, eu devia ser alérgica ao iodo e, como já tinha tomado muitos comprimidos, nada mais poderia ser me dado, só restando esperar a absorção pelo organismo.

Esse exame foi feito numa 4a feira. Na 6a levei o resultado na médica, que controlava minha ovulação naquele mês através do ultrassom. Viu que, naquele mês, eu ovularia exatamente pelo ovário direito, que tinha sido muito maltratado pelo exame, portanto, não via muitas chances de sucesso nessa oportunidade.

Mas dois dias depois, no máximo, meu melhor óvulo estava fertilizado pelo melhor espermatozóide e dali viria um embrião do mais fofo filhote do mundo!

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